Somos um movimento de cidadania em defesa do Tejo denominado "Movimento Pelo Tejo" (abreviadamente proTEJO) que congrega todos os cidadãos e organizações da bacia do TEJO em Portugal, trocando experiências e informação, para que se consolidem e amplifiquem as distintas actuações de organização e mobilização social.
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Tejo Cheio de Verdete

O rio Tejo, ao passar pelas Portas de Ródão, traz consigo um tapete verde de algas, causado pela poluição e pela redução do caudal, um problema cada vez mais frequente a colocar em causa a qualidade da água que põe em causa as actividades de lazer e a qualidade dos produtos agrícolas sujeitos à rega desta água poluída.
Está na altura de irmos além das medidas paleativas, como bem diz a Quercus.

Ecosfera.publico: Tapete verde de algas no rio Tejo chega às Portas de Ródão

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Inaceitáveis perdas de água dos transvases

Acabei de ler uma notícia que me alarmou sobre o rendimento/perdas do transvase realizado em Julho de 2009 para o Parque Nacional de Las Tablas de Daimiel apartir do Aqueduto Tejo-Segura.
Este artigo afirma que apenas 5% água enviada apartir do transvase Tejo-Segura (20 hectómetros cúbicos) foi recebida em Julho no Parque Nacional de Las Tablas de Daimiel (Ciudad Real).
Estas perdas de água ocorrem por motivos de evaporação e infiltração ao longo de um percurso de 60 dias que a água demora para chegar ao destino por um percurso de 125 km.
Imagine que encomenda um garrafão de 5 litros a um supermercado e que a empresa de entregas lhe apresenta 1 copo de água mal cheio (5 l x 5% = 0,25 l = 3 dl = 25 cl).
Continuava a comprar
água no mesmo supermercado se a companhia de entregas perde quase toda a água pelo caminho?
O Governo espanhol enche o garrafão na cabeceira do Tejo para criar uma pequena poça que atraia um pato que leve os turistas a pensar que têm um Parque Natural Vivo, enquanto mata o Tejo e os seus ecossistemas e depaupera as economias locais a montante.
O Governo espanhol deve rever os critérios de cálculo dos transvases, sem alteração há 40 anos, visto que o sistema de transferência entre as cabeceiras do Tejo e a bacia do Segura previsto no Convénio Luso-Espanhol de 1968 determina um volume anual a ser transvazado de 1.000 hm3, cerca de 3 vezes superior aos transvases realizados no ano hidrológico 2005/06, em que as barragens de Entrepeñas e Buendía moveram para o rio Segura um caudal de 253 hm³, superior ao vertido pelo próprio Tejo (247,7 hm³).
Por outro lado, temos de dizer ao Governo Português que os transvases acordados na convenção da albufeira são "LEGAIS" mas "EXCESSIVOS", porque apesar de estarem abaixo do limiar máximo votam o Tejo à escassez de água que tem apresentado nos últimos anos.
Não seria justo que para além do limite máximo de quantidades absolutas transvazadas existisse ainda uma proporção relativa mínima da precipitação da cabeceira do Tejo que seja obrigatório deixar afluir pelo curso natural do rio?
As instituições europeias promovem campanhas junto dos cidadãos para uma utilização eficiente da água mas mantêm-se passivas enquanto o Governo Espanhol ignora a Directiva Quadro da Água e desperdiça inaceitáveis quantidades de água em transvases ao longo de mais de uma centena de quilómetros cujas perdas por evaporação e infiltração atingem 95%.
Alguém acha isto normal?
No entanto, a taxa de rendimento nos restantes transvases é de cerca de 85%, o que representaria perdas de 12% da totalidade das precipitações de água da cabeceira do Tejo, visto que 80% destas são transvazadas (12% = 80% x 15%), sendo que a título de exemplo, no ano de 2005/2006 poderão ter sido desperdiçados 30,36 hm³ (253 hm³ x 12%) que permitiriam duplicar o caudal de água com origem na cabeceira do rio Tejo
Serão aceitáveis tais perdas quando se pede à população que adopte comportamentos com vista a uma utilização eficiente da água?

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Mudar com Acção Ambiental Local

A educação ambiental com temas específicos sobre o tema da água, aplicável às povoações ribeirinhas do Tejo e seus afluentes dispõe de dois programas com um excelente trabalho já desenvolvido neste domínio, os Eco-Locais e as Eco-Escolas.
Os ECOs-Locais têm como objectivo promover a cidadania ambiental, incentivando uma participação mais activa e informada dos jovens na sociedade e contribuir para uma maior sensibilização e participação na prevenção e resolução dos problemas ambientais.
São coordenados pela Liga para a Protecção da Natureza (LPN) e perspectivam a possibilidade de alargamento a outros grupos organizados depois da fase de implementação (2009/10) em exclusiva parceria com o Corpo Nacional de Escutas (CNE) e o Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA/GNR).
O programa Eco-Escolas destina-se, preferencialmente, às escolas do ensino básico, embora possa ser implementado em qualquer grau de ensino, e pretende, entre outras:
a) encorajar acções, reconhecer e premiar o trabalho desenvolvido pela escola na melhoria do seu desempenho ambiental, gestão do espaço escolar e sensibilização da comunidade;
b) estimular o hábito de participação envolvendo activamente as crianças e os jovens na tomada de decisões e implemetação das acções.
c) motivar para a necessidade de mudança de atitudes e adopção de comportamentos sustentáveis no quotidiano, ao nível pessoal, familiar e comunitário.
A metodologia constituída é inspirada na Agenda 21 e os temas de base que deverão ser tratados por todas as Eco-Escolas incluiem a água, entre os demais, como sejam, resíduos, energia e alterações climáticas e ainda, complementarmente: biodiversidade, agricultura biológica, espaços exteriores, ruído e transportes.
Estes programas promovem a formação cívica e a participação das populações e dos jovens na preservação dos nossos rios e recursos hídricos, podendo ser articulados com intervenções do Projecto Rios e com os serviços municipais no domínio do ambiente.
Aqui fica mais esta informação sobre o que podemos fazer ao nível da educação ambiental junto das populações ribeirinhas, neste caso, do TEJO e seus afluentes, com prioridade aos temas da água.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Alegações da participação pública do ProTEJO nas Questões significativas da gestão da água na Região Hidrográfica do Tejo

Considerando que existe actualmente uma necessidade premente de defender uma gestão razoável, sustentável, transparente e participativa da bacia hidrográfica do Tejo, para garantir o cumprimento da regulamentação comunitária em vigor e a protecção do rio, a fim de assegurar a disponibilidade de água em quantidade suficiente e de qualidade tanto para nós como para as gerações futuras, bem como a possibilidade de desfrutar das suas águas e praias limpas e de alta qualidade.
Conscientes da escassez de água e da falta de conservação do rio Tejo, que banha as vilas ribeirinhas portuguesas, e que se constata nas descidas abruptas do nível da água, no acrescido assoreamento do leito do rio, na deterioração acentuada da qualidade da água, no estrago causado em infra-estruturas fluviais que ficam a descoberto, na ausência de condições para a prática de desportos náuticos, na inutilização de captações de água e nas preocupantes alterações do ecossistema face ao aumento da temperatura que resulta dos baixos caudais, como seja, a recente invasão de vegetação que vem eliminando a fauna com efeitos nefastos na pesca, gastronomia e economia local.
Considerando a incompatibilidade da actual gestão da água que está a ser realizada no Alto Tejo e, sobretudo, da gestão do transvase Tejo - Segura com as exigências ambientais e a gestão sustentável da procura estabelecida pela Directiva - Quadro da Água, a par do incumprimento da lei do transvase, que estipula que apenas se pode transferir o excedente do Tejo, uma vez que estejam satisfeitas a 100% as exigências da sua bacia, incluindo os créditos ambientais, visto que na maioria dos anos não se produziram estes excedentes;
Conhecendo que os transvases para as bacias do Segura e do Guadiana transferem actualmente até 80% das águas do Alto Tejo em resultado do efeito adverso da política de transvases visto que a promessa de mais água não fez mais que aumentar a procura para níveis insustentáveis com volumes muito superiores à água disponibilizada pelo transvase;
Antevendo que o projecto de Plano de Bacia Hidrográfica do Rio Tejo em Espanha, que deve ser aprovado em 2009:
Não fixa caudais ecológicos na secção de Talavera de la Reina, pois a sua fixação implicaria o fim dos transvases do Alto Tejo a outras bacias;
Deixa a porta aberta para um novo transvase de águas do Tejo Médio (rio Tiétar), já solicitado pelo presidente da Região de Múrcia e os regantes da bacia do Segura.
Isto implicaria uma redução do caudal do Tiétar e a consequente e importante redução do caudal do Tejo em Portugal.
Sabendo que a Administração de Região Hidrográfica (ARH) do Tejo encontrou problemas em mais de metade de 437 zonas de água (esgotos não tratados, excesso de nutrientes na agricultura, o problema das cheias, etc), 208 das quais se consideram em risco;
Face ao exposto nos considerandos e à documentação de suporte às questões significativas da água, concluímos que importa ainda:
1. Definir objectivamente as condições necessárias a uma gestão sustentável da bacia hidrográfica do Tejo e estabelecer as medidas necessárias para a sua prossecução;
2. Atribuir prioridade ao planeamento de uma adequada gestão da água na Região Hidrográfica do Tejo, com a consequente eliminação da submissão do Plano de Gestão da Região Hidrográfica do TEJO (PGRHT) à prossecução dos objectivos estratégicos do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH)
[1], consubstanciados nos aproveitamentos hidroeléctricos de Alvito e Almourol;
3. Estabelecer os caudais mínimos ecológicos diários, semanais e mensais, reflectidos nos Planos da Bacia Hidrológica do Tejo (rio Tejo e seus afluentes), em Espanha e em Portugal;
4. Garantir uma monitorização do cumprimento permanente dos caudais mínimos à entrada do rio Tejo no território português, com uma actualização permanente e contínua dos dados e a sua automática e imediata disponibilização pública;
5. Identificar eventuais planos de transvases do Tejo, em Espanha ou em Portugal, e definição das medidas a serem tomadas para apoio à adopção de alternativas sustentáveis, baseadas no uso eficiente da água, com vista à redução dos caudais actualmente transvasados;
6. Garantir uma monitorização da qualidade da água do rio Tejo, da fronteira até à foz, e seus afluentes, com a imediata disponibilização pública dos dados;
7. Equacionar as medidas necessárias para resolver a problemática do assoreamento do rio Tejo e as limitações existente à sua navegabilidade;
8. Garantir a participação e auscultação das populações ribeirinhas no planeamento da utilização da água e na sua monitorização, com ênfase nos utilizadores directos do curso de água como sejam os sectores económicos ligados ao rio – pescadores, actividades de turismo/lazer e agricultura em leito de cheia;
9. Prever a reestruturação e adequação do funcionamento das estruturas hidráulicas de modo a permitir os fluxos migratórios das espécies piscícolas;
10. Definir acções de gestão das estruturas hidráulicas de modo a compatibilizar os diversos usos da água (v.g. - obrigatoriedade de descargas de barragens com periodicidade e horário pré – estabelecido para suporte das actividades de turismo/lazer);
11. Avaliar o contributo do Plano de Gestão da Região Hidrográfica do TEJO para a valorização e promoção da identidade cultural e social das populações ribeirinhas do Tejo.
Assim, vimos junto do Instituto da Água, I.P. e da Administração da Região Hidrográfica do Tejo, I.P. (ARH do Tejo, I.P.) solicitar que levem a cabo as diligências adequadas e necessárias no sentido de relevar nas questões significativas da gestão da água na Região Hidrográfica do Tejo os factos vertidos nas presentes alegações.
Pelo PROTEJO – Movimento Pelo Tejo,
Paulo Constantino

pauloconstantino@gmail.com - tlm: +351919061330 - blogue "Cá Por Causas": http://caporcausas.blogspot.com
Pedro Couteiro
coagret.pt@gmail.com - tlm:+351969761301 - http://coagret.wordpress.com
Mendo Henriques
[1] De acordo com o explicitado na página 79 das questões significativas da gestão da água na Região Hidrográfica do Tejo.

sábado, 25 de julho de 2009

Ministério do Ambiente desconhece novos transvases

Será que a Comunicação Social de Espanha sabe alguma coisa que o Governo Espanhol esconde do Governo Português?
É para isso que apontam as notícias em espanha sobre novos transvases e são notícias muito fundamentadas.

Os últimos pescadores do Tejo - Reportagem

Os pescadores do Tejo apresentados nas suas dificuldades face à escassez de água e aos açudes do Tejo, na Reportagem Especial de quarta-feira, 22 de Julho, com montagem de Hugo Alcântara e imagem de Tiago Trindade.
"Os barcos já nem cheiram a peixe e nem é porque andam mais bem lavados. De madeira ou fibra sintética as poucas embarcações que ainda se deixam ver, pelas margens do Tejo, por aí passam a maior parte do tempo: à margem.
As barragens que desregulam o caudal, açudes que não deixam fluir o peixe e até a pesca selvagem e furtiva conduziram à decadência da actividade. A arte tradicional está a acabar e até as mais importantes espécies do rio correm sérios riscos de extinção.
Chegaram a ser às centenas as famílias que, por conta própria ou pescadores empregados, se sustentavam com a generosidade do rio. Nos dias que correm contam-se pelos dedos os que teimam em procurar na água o sustento do dia a dia.
Hoje os velhinhos bairros de madeira passaram à história. As barcas de madeira já não se fazem. Os mais antigos vivem de memórias mas resistem para contar.
Durante meses a SIC acompanhou o dia-a-dia dos “Últimos Pescadores do Tejo”".

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Ecos do ProTEJO chegam a Espanha

A opinião pública espanhola está manifestamente atenta aos passos que se dão em Portugal no movimento pelo Tejo, novamente pela mão da Tribuna de Talavera a anunciar que vamos criar o ProTEJO.
O ProTEJO estenderá o movimento de cidadãos ao plano ibérico e internacional, agitando Convenções e Directivas Quadro da Água.
Somos assim uma mais valia na definição da política da água no quadro do Plano de Bacia Hidrográfica do Tejo, cuja Participação Pública está aberta até 30 de Julho. É importante que todos participem e contribuam para fazer chegar à ARHT as suas opiniões e reservas sobre o mesmo.

ProTEJO - Programa da Reunião


A organização da reunião destina-se a que tudo corra sobre água.

ProTEJO
Mesa da Reunião
Paulo Constantino - Moderador
Mendo Henriques - Instituto da Democracia Portuguesa
Pedro Couteiro - COAGRET
Programa
15 horas—Boas Vindas
Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha
15h10m - Intervenções iniciais da organização - Duração 15 m


1º Paulo Constantino
2º Mendo Henriques
3º Pedro Couteiro

16horas - Intervenções sobre Ordem de Trabalhos - Duração 10 m
19horas - Assinatura do Acto de Adesão
20horas - Encerramento

ProTEJO - Reunião de 18 de Julho

Lista de inscrição de participantes

ProTEJO – Movimento Pelo Tejo

Associações ecologistas e naturalistas

Fundação para a Nova Cultura da Água

Rede de Cidadania por uma Nova Cultura da Água do Tejo e seus rios

Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

LPN - Liga para a Protecção da Natureza

COAGRET – PORTUGAL – Coordenadora dos Afectados pelas Grandes Barragens e Transvases

Plataforma em Defesa dos Rios Tejo e Alberche de Talavera de la Reina

ADENEX – Associação para a Defesa da Natureza e dos Recursos da Extremadura

Eco Cartaxo

Associações desportivas, sociais e culturais

AVASOCIAL - Associação Voluntariado e Acção Social do Entroncamento

Associação Amigos das Caneiras

Clube Náutico Barquinhense

Pára Clube Nacional "Os Boinas Verdes"

Associações para o Desenvolvimento

Candidatura Tagus Universalis - Associação dos Amigos do Tejo

TAGUS - Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo

AIDIA – Associação Independente para o Desenvolvimento Integrado de Alpiarça

Instituições

Município de Vila Nova da Barquinha

Município de Santarém

Instituto da Democracia Portuguesa

Organizadores
Paulo Constantino
pauloconstantino@gmail.com - tlm: +351919061330 - blogue "Cá Por Causas": http://caporcausas.blogspot.com
Pedro Couteiro
coagret.pt@gmail.com - tlm:+351969761301 - http://coagret.wordpress.com
Mendo Henriques
idportugal@gmail.com - tlm: +351 92 6720181 – www.democraciaportuguesa.org

segunda-feira, 13 de julho de 2009

ProTEJO! Participe! Sugestões...

Apresento-vos aqui os Documentos de Trabalho para apoio à Reunião de preparação do ProTEJO - Movimento Pelo Tejo, Sábado, 18 de Julho às 15 horas, a realizar no Auditório do Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha.
Trata-se de um evento com entrada livre para o qual apenas solicitamos o preenchimento da ficha de inscrição por motivo de facilitação da organização e da recepção dos participantes individuais e institucionais.
Agradeço o envio de contributos e sugestões que ajudem a melhorar os elementos aqui apresentados, bem como todo o apoio para fazer chegar esta causa junto dos cidadãos da bacia do Tejo.
Paulo Constantino
pauloconstantino@gmail.com - tlm: +351919061330

Documentos de Trabalho

4 - Manifesto da Rede de Cidadania
5 - Ficha inscrição na Rede de Cidadania

CONVITE

Exmo(a)s. Sr(a)s.
Na sequência do Encontro SALVAR A TERRA E A ÁGUA realizado em Vila Nova da Barquinha em 17 de Maio p.p., organizado pelo Instituto da Democracia Portuguesa (IDP) e COAGRET e apoio da Câmara Municipal de V.N. da Barquinha, e da participação de uma comitiva de cidadãos do concelho de Vila Nova da Barquinha na acção em defesa do Tejo realizada em 20 de Junho em Talavera de La Reina, vimos contactá-los enquanto cidadãos, autarcas, dirigentes de associações ambientalistas e de desportos náuticos, e membros de organizações ligadas ao ordenamento do território, e à defesa do ambiente e da vida selvagem.
Neste sentido, recebemos da parte de um amplo conjunto de ONG’s (COAGRET, IDP, GEOTA, Quercus, Liga para a Protecção da Natureza, Fundação para a Nova Cultura da Água, etc) o acolhimento da ideia de criar um movimento de cidadãos em defesa do Tejo denominado "Movimento Pelo Tejo" (abreviadamente ProTEJO) que congregue todas as organizações e os cidadãos da referida Bacia, trocando experiências e informação, para que se consolidem e amplifiquem as distintas actuações de organização e mobilização social.
O principal objectivo deste contacto é criar as condições necessárias a que as organizações ligadas ao Tejo se reúnam e iniciem conversações com vista a definirem objectivos comuns no que respeita à defesa do Tejo e do território da sua bacia hidrográfica, bem como à preparação do lançamento do ProTEJO - Movimento Pelo Tejo. Neste contexto, convidamos-vos a estarem presentes na primeira reunião deste movimento de cidadãos que se realizará pelas 15 horas do dia 18 de Julho de 2009 (sábado), no Auditório do Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha, com a seguinte ordem de trabalhos:


Ordem de Trabalhos
1º Apresentação das entidades presentes;
2º Manifesto em Defesa do Tejo;
3º Apelo à participação pública da Bacia Hidrográfica do Tejo;
4º Intercâmbio entre organizações portuguesas e espanholas.
5º Dinamização e divulgação do movimento de cidadãos;
6º Promoção e comunicação social.
7º Modelo organizacional do ProTEJO
8º Conferência de imprensa
Esta iniciativa encontra-se aberta a organizações que referenciem como partilhando este objectivo, pelo que agradecemos que lhes seja transmitido este convite.
Agradecemos a vossa atenção e aguardamos a vossa resposta, certo de que prosseguimos um objectivo comum.
Os melhores cumprimentos,
Paulo Constantino

pauloconstantino@gmail.com - tlm: +351919061330
Pedro Couteiro
coagret.pt@gmail.com - tlm:+351969761301 - http://coagret.wordpress.com
Mendo Henriques
idportugal@gmail.com - tlm:+351926720181 – www.democraciaportuguesa.org

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Os Presidentes do Tejo...

Depois do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha acabam de se juntar à "Causa do Tejo" os Presidentes da Câmara Municipal da Chamusca e de Constância.

Todos juntos, Conseguimos!!

Bem hajam!

Agora só resta esperar que devolvam a ficha de inscrição devidamente preenchida e que participem na reunião de preparação do "Movimento Cidadão pelo Tejo" e de mobilização para registo na "Rede de Cidadania por uma Nova Cultura da Água do Tejo/Tajo e seus rios".

Transvases - Parte II

A Wikipedia volta a explicar-nos, como se tivessemos 5 anos, a razão do levantamento de 40.000 vozes espanholas em defesa do Tejo em Talavera de La Reina. Sem tirar nem pôr, "Segundo dados da Confederação Hidrográfica do Tejo (espanhola), o seu caudal diminuiu 40,2% entre 1972 e 2005, ao passar por Talavera".
Depois do transvase o Tejo apenas recupera com as águas do Jarama e recebe as águas fétidas e mal depuradas do Alberche, usado como esgoto de 7 milhões de madrilenos.
Volumes cedidos anualmente pelo Transvase Tejo-Segura,
entre os anos hidrológicos 1979/80 e 2000/01, segundo dados
da Confederação Hidrográfica do Tejo (espanhola).
Troço entre Buendía e Talavera de la Reina
"Uma vez passada a barragem de Buendía, as possibilidades de recuperar o caudal desviado para o Segura são muito limitadas. Até Aranjuez, não há afluentes de importância, ao que se junta a escassa pluviometria que apresenta a zona sudeste da Guadalajara e sudoeste da Comunidade de Madrid (entre 400 a 500 mm/ano). Os campos situados na borda do rio, que se nutrem das suas águas, incidem ainda mais na perda de caudal.
Quando o Tejo chega a Aranjuez, muitas vezes tem caudal inferior a 6 m³/s, mínimo estabelecido pela normativa que regula o Transvase Tejo-Segura, conhecido como "caudal ecológico". Antes da inauguração do transvase em 1979, o rio levava neste ponto um volume de água de 30 m³/s.
O Tejo recupera parcialmente das contribuições realizadas ao Segura quando conflui com o rio Jarama, que desemboca em Aranjuez. Esta corrente tributa com um caudal médio de 16-20 m³/s, 3 vezes mais que o que leva o próprio Tejo.
Com os afluentes (Algodor, Guadarrama e Alberche) também não recupera plenamente o caudal cedido ao Segura. Por altura de Talavera de la Reina, continua a levar um volume de água muito inferior ao que apresentava antes de haver o Transvase Tejo-Segura. Segundo dados da Confederação Hidrográfica do Tejo (espanhola), o seu caudal diminuiu 40,2% entre 1972 e 2005, ao passar por Talavera."

Transvases - Parte I

A Wikipedia ajuda-nos a conhecermos como é que o Transvase Tejo-Segura e eventuais novos transvases alteram o regime hidrológico do Tejo e destroem o ecossistema fluvial.
"Cabeceira
O Transvase Tejo-Segura é uma das infraestruturas que mais contribuíram para modificar o regime hidrológico do Tejo, que a partir das barragens de Entrepeñas e Buendía, desvia as águas do rio para a zona sudeste de Espanha.
A normativa espanhola prevê que se possa retirar até 70,29% da água que o rio receba à cabeceira, com destino à região do Levante.
No ano hidrológico 2005/06, as barragens de Entrepeñas e Buendía moveram para o rio Segura um caudal de 253 hm³, superior ao vertido pelo próprio Tejo (247,7 hm³). Em 1979/80, recém-inaugurado o transvase, a contribuição foi de 36 hm³."

terça-feira, 7 de julho de 2009

O Tejo como o conhecemos: de Albarracín até ao Atlântico

As seguintes linhas do manifesto da "Rede Cidadã por uma Nova Cultura da Água na Tajo / Tejo e seus rios." mais do que ilustram tudo o que possamos dizer sobre o Tejo. Se não puderem estar presentes dia 18 de Julho, subscrevam o manifesto e registem-se como membros da Rede Cidadã, o Tejo por certo agradecerá.
Excertos
"Os cidadãos que vivem perto ou não do Tejo e seus rios, mas que o amamos e sabemos o que significam, reclamamo-los como património natural, histórico, cultural, recreativo, espiritual e social.
Mas não porque sejam nossos, mas para os cuidarmos e respeitarmos, olhando para além do valor económico e produtivo das suas águas.
Começa-se por dizer que um rio se perde no mar, para em seguida pensar que se perde no país vizinho e, em seguida, na comunidade ou na aldeia que se segue ao mesmo.
Rejeitamos esta abordagem, e nós, como cidadãos unimo-nos para defender o rio Tejo e seus afluentes, na íntegra, a partir do nascimento em Albarracín, até que desemboca em Portugal.
Conhecemos o Tejo já maduro, que ignorando fronteiras, se faz português, recebendo entre as montanhas o Zêzere, para de seguida, sob o olhar do Almourol, se abrir e alargar, a caminho do Mar da Palha, onde o Tejo sábio já ancião e venerável junta as suas águas com as do Atlântico em Lisboa, sabendo que assim cumpre o seu destino.
Por esta razão, as diversas associações e grupos locais de trabalho para a defesa do rio e da natureza, em Espanha e em Portugal, unimo-nos na "Rede Cidadã para uma Nova Cultura da Água na Tajo / Tejo e seus rios.".

Não somos uma esponja....

Vamos ter connosco Miguel Méndez que em conjunto com Miguel Ángel Sánchez forma a dupla de Talaveranos que lançou há três anos a "Plataforma em defensa dos rios Tejo e Alberche" e mobilizou 40.000 cidadãos a manifestarem-se nas ruas de Talavera. Interrogamo-nos muitas vezes sobre o que leva uma pessoa a abraçar uma causa que sabemos difícil e demorada. Nada nos esclarecerá tanto como ler as respostas dos próprios - "Não podemos ser uma esponja que se espreme e, em seguida, se atira fora". Documento em (Português).

domingo, 5 de julho de 2009

Rede do Tejo

A criação de um "Movimento de Cidadãos Pelo Tejo", que integre a "Rede de Cidadania por Uma Nova Cultura da Água no Tejo/Tajo e seus rios" (ibérica), é fundamental para a mobilização coesa de cidadãos na defesa do rio Tejo, promover a educação ambiental, "divulgação e conhecimento dos valores naturais e sócio-culturais dos nossos rios, contribuindo, assim, para o seu reconhecimento e sensibilizar as populações para a imperiosa necessidade da sua protecção."
Para favorecer a reflexão sobre este tema deixo algumas ligações importantes para conhecer esta Nova Cultura da Água e aderir à causa em defesa do Tejo no faceboook Aderir à Causa - Cidadãos Pelo Tejo.


quinta-feira, 2 de julho de 2009

Convite - Reunião Preparação "Movimento Pelo Tejo"

Está o convite lançado!
Agora cabe-nos a nós cidadãos gerar uma enxurrada.
Espero-vos dia 18 de Julho em Vila Nova da Barquinha!
Bem hajam.
Enviar: rededotejo@gmail.com
E ainda podem aproveitar a oferta cultural da noite!


CONVITE

Exmo(a)s. Sr(a)s.
Na sequência do Encontro SALVAR A TERRA E A ÁGUA realizado em Vila Nova da Barquinha em 17 de Maio p.p., organizado pelo Instituto da Democracia Portuguesa (IDP) e COAGRET e apoio da Câmara Municipal de V.N. da Barquinha, e da participação de uma comitiva de cidadãos do concelho de Vila Nova da Barquinha na acção em defesa do Tejo realizada em 20 de Junho em Talavera de La Reina, vimos contactá-los enquanto cidadãos, autarcas, dirigentes de associações ambientalistas e de desportos náuticos, e membros de organizações ligadas ao ordenamento do território, e à defesa do ambiente e da vida selvagem.
Neste sentido, recebemos da parte de um amplo conjunto de ONG’s (COAGRET, IDP, GEOTA, Quercus, Liga para a Protecção da Natureza, Fundação para a Nova Cultura da Água, etc) o acolhimento da ideia de criar um movimento de cidadãos em defesa do Tejo denominado "Movimento Pelo Tejo" (abreviadamente Pró Tejo) que congregue todas as organizações e os cidadãos da referida Bacia, trocando experiências e informação, para que se consolidem e amplifiquem as distintas actuações de organização e mobilização social.
O principal objectivo deste contacto é criar as condições necessárias a que as organizações ligadas ao Tejo se reúnam e iniciem conversações com vista a definirem objectivos comuns no que respeita à defesa do Tejo e do território da sua bacia hidrográfica, bem como à preparação do lançamento do Movimento Pelo Tejo.
Neste contexto, convidamos-vos a estarem presentes na primeira reunião deste movimento de cidadãos que se realizará pelas 15 horas do dia 18 de Julho de 2009 (sábado), no Auditório do Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha, com a seguinte ordem de trabalhos:
Ordem de Trabalhos
1º Apresentação das entidades presentes;
2º Manifesto em Defesa do Tejo;
3º Apelo à participação pública da Bacia Hidrográfica do Tejo;
4º Intercâmbio entre organizações portuguesas e espanholas.
5º Dinamização e divulgação do movimento de cidadãos;
7º Promoção e comunicação social.
8º Modelo organizacional da Rede
a) Estrutura organizacional
b) Distribuição de competências
c) Regimento de funcionamento
9º Conferência de imprensa
Esta iniciativa encontra-se aberta a organizações que referenciem como partilhando este objectivo, pelo que agradecemos que lhes seja transmitido este convite.
Agradecemos a vossa atenção e aguardamos a vossa resposta, certo de que prosseguimos um objectivo comum.
Os melhores cumprimentos,
Paulo Constantino
pauloconstantino@gmail.com - tlm: +351919061330 - blogue "Cá Por Causas": http://caporcausas.blogspot.com
Pedro Couteiro
coagret.pt@gmail.com - tlm:+351969761301 - http://coagret.wordpress.com
Mendo Henriques

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Cidadãos em movimento...

As gentes do Tejo e as organizações apenas precisam de um ligeiro incentivo para se mobilizarem em sua defesa.
Apesar de sentir directamente os problemas do Tejo, nunca senti tão forte a sua vontade em se coordenarem, empenharem e mobilizarem por causa do Tejo.
Algo está a mudar! Sinto indignação no ar!

terça-feira, 30 de junho de 2009

As QSiGA da gente do Tejo: Participação Pública até Julho.

Não é uma grande novidade, mas concluiu-se que “a bacia hidrográfica do Tejo é a que apresenta maior número de massas de água em risco”.
Terá a ver com a elevada densidade populacional do Tejo espanhol na zona de Madrid que como se afirma aqui “Parte das águas do Alberche para o abastecimento de Madrid voltam ao Tejo, mas sem serem bem depuradas.”?
Uma esquiva à problemática dos transvases afirmando-se que não se perspectivam nem estão em estudo novos transvases por parte da administração espanhola, a nível oficial e com base num forte entendimento e mútua confiança entre a administração espanhola e portuguesa no seio dos Grupos de Trabalho de Participação Pública e do Regime de Caudais no âmbito da Comissão para a Aplicação e o Desenvolvimento da Convenção (CADC) a funcionar no âmbito da Convenção sobre a Cooperação para a Protecção e o Aproveitamento Sustentável das Águas das Bacias Hidrográficas Luso-Espanholas (Convenção de Albufeira).
Outra esquiva mencionando que a convenção tem sido cumprida pelas autoridades espanholas visto que não têm sido ultrapassadas as autorizações de transferências.
Estas autorizações não serão excessivas? Se vivessem numa povoação ribeirinha do Tejo perceberiam que sim, que são excessivas, que a bacia do Tejo não tem massas de água suficientes para satisfazer a totalidade das autorizações, da procura de água espanhola.
Agora vejam se não reconhecem as Questões Significativas da Gestão da Água para a Região Hidrográfica do Tejo (RH 5):
A - Pressões e impactos
2 Afluências de Espanha
4 Águas enriquecidas por nitratos e fósforo
10 Contaminação de águas subterrâneas vulneráveis
15 Eutrofização
17 Inundações
18 Poluição com metais
19 Poluição com substâncias perigosas e com substâncias prioritárias
20 Poluição microbiológica
21 Poluição orgânica (CBO5, azoto amoniacal)
B - Ordem normativa, organizacional e económica
30 Conhecimento especializado e actualizado
31 Fiscalização insuficiente e/ou ineficiente
32 Licenciamento insuficiente e/ou ineficiente
33 Monitorização insuficiente e/ou ineficiente das massas de água
35 Medição e auto-controlo insuficiente e/ou ineficiente das captações de água e descargas de águas residuais
E as QSiga Espanholas quem as conhece?

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Por Um Tejo Vivo já é Causa Regional com o apoio da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo

De louvar o apoio inequívoco dos autarcas da Comunidade Intermuncipal do Médio Tejo (CIMT) à causa - "Por Um Tejo Vivo" - abraçando a defesa do Tejo - A Assembleia Intermunicipal acaba de aprovar a moção "Por Um Tejo Vivo", que reitera a deliberação tomada pelo Conselho Executivo após apresentação e discussão da Moção "Por Um Tejo Vivo" aprovada pela Assembleia Municipal de Vila Nova da Barquinha.
Cabe-nos agora a nós cidadãos mostrarmos que estas palavras não as pode levar o vento!
Agora que os políticos deliberaram cabe aos cidadão fazê-los decidir.
Ajudem o Tejo mostrando aos nossos políticos que os cidadãos portugueses querem que estes se batam por causas (petição em breve ) e não por interesses!
Por Um Tejo Vivo, com caudais ecológicos, com uma política de transvases equilibrada, dessassoreado e navegável até à foz!!!