Somos um movimento de cidadania em defesa do Tejo denominado "Movimento Pelo Tejo" (abreviadamente proTEJO) que congrega todos os cidadãos e organizações da bacia do TEJO em Portugal, trocando experiências e informação, para que se consolidem e amplifiquem as distintas actuações de organização e mobilização social.

terça-feira, 2 de junho de 2026

proTEJO exige ação urgente da APA e da IGAMAOT perante nova vaga de poluição no rio Tejo com origem no Alto Tejo, desde Vila Velha de Ródão

NOTA DE IMPRENSA

2 de junho de 2026 

proTEJO EXIGE AÇÃO URGENTE DA APA E DA IGAMAOT PERANTE NOVA VAGA DE POLUIÇÃO NO RIO TEJO COM ORIGEM NO ALTO TEJO, DESDE VILA VELHA DE RÓDÃO

O proTEJO – Movimento pelo Tejo denuncia hoje, publicamente, o ressurgimento de um novo episódio de poluição no rio Tejo, com origem a montante da barragem de Belver, cuja proveniência fortemente suspeita são descargas de efluentes realizadas desde Vila Velha de Ródão, no Alto Tejo, até à Chamusca, na Lezíria do Tejo.

O movimento exige que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT) atuem de forma imediata, urgente e transparente para identificar a origem da poluição, realizar análises completas à qualidade da água e responsabilizar os agentes poluidores.

Um padrão de poluição que persiste há uma década

A poluição está de volta ao rio Tejo. O padrão é o mesmo que o proTEJO documenta e denuncia há mais de uma década: espuma abundante e águas escuras, agora de amarelo em vez do castanho de outrora, desde Vila Velha de Ródão, no Alto Tejo, até à Chamusca, na Lezíria do Tejo

Em janeiro de 2026, o proTEJO já havia denunciado à IGAMAOT a ocorrência de poluição por espuma abundante entre a barragem do Fratel e a Barca da Amieira do Tejo, registada de forma regular entre 17 e 19 de janeiro, com captações de vídeo e testemunhos de cidadãos. Em maio de 2026, novas imagens captadas junto à barragem de Belver, a jusante de Vila Velha de Ródão, voltam a documentar a situação.

Barragem de Belver – 28 de maio de 2026 - Vídeo no Facebook

Esta situação não é nova. Desde pelo menos 2015, que o rio Tejo tem sido afetado de forma cíclica e recorrente por episódios de poluição intensa com origem no Alto Tejo. Em 2018, a própria APA confirmou oficialmente que as águas do Tejo apresentavam níveis de fibras de celulose cinco mil vezes acima dos valores recomendados, tendo o então presidente da APA, Nuno Lacasta, reconhecido publicamente que a empresa Celtejo era responsável por 90% das descargas desse tipo de indústria que chegavam ao rio naquela região, a montante de Abrantes e das albufeiras de Fratel e Belver. Em 2020, o proTEJO voltou a denunciar o ressurgimento da poluição. Em 2026, afigura-se que nada mudou.

O que exigimos: ação urgente, análises concretas e responsabilização

O proTEJO exige que a APA e a IGAMAOT adotem, de forma urgente e sem delongas, as seguintes medidas:

1. A realização imediata e regular de análises completas à qualidade da água do rio Tejo a montante e a jusante do Cais Fluvial de Vila Velha de Ródão, incluindo a pesquisa de fibras de celulose, cargas orgânicas, parâmetros bioquímicos e substâncias tóxicas, com divulgação pública e tempestiva dos resultados;

2. O destacamento imediato de equipas de fiscalização ao local – incluindo durante o período noturno, momento preferencial para descargas irregulares – com vista à deteção de efluentes industriais e/ou urbanos que não cumpram os parâmetros das respetivas licenças de rejeição;

3. A verificação rigorosa do cumprimento das licenças de rejeição de efluentes atribuídas a todas as empresas que descarregam efluentes ao longo do rio Tejo, desde Vila Velha de Ródão, no Alto Tejo, até à Chamusca, na Lezíria do Tejo, nomeadamente a aplicação efetiva dos três regimes de funcionamento das ETARs: período de estiagem, húmido e excecional;

4. A disponibilização em plataforma pública online dos dados registados pelos sensores automáticos da estação de monitorização instalada junto ao Cais Fluvial de Vila Velha de Ródão, com medição em tempo real de parâmetros essenciais para a avaliação da qualidade da água;

5. O agendamento urgente de uma reunião da Comissão de Acompanhamento sobre Poluição do Rio Tejo, com a participação do Ministério do Ambiente e da Energia, da APA, da IGAMAOT e dos representantes da sociedade civil, para prestar contas sobre as medidas em vigor e os resultados obtidos;

6. A responsabilização legal e administrativa dos agentes poluidores identificados, incluindo a revisão restritiva ou suspensão das licenças de rejeição de efluentes em caso de incumprimento comprovado, e a aplicação efetiva das contraordenações previstas na lei.

O Tejo não aguenta mais promessas vazias

O proTEJO recorda que a modernização do SNIRH para um sistema de informação em tempo real – o dito "SNIRH XXI" – foi prometida em 2019 e nunca concretizada. Portugal mantém ainda uma assimetria gritante face ao sistema espanhol SAIH, que já disponibiliza dados contínuos e de fácil leitura. Esta opacidade informativa favorece os poluidores e prejudica os cidadãos, os pescadores, os agricultores e todos quantos dependem das águas do Tejo.

Porém, a ausência de sistemas de monitorização não exime nenhuma entidade da sua responsabilidade. As autoridades competentes têm obrigação de agir. As empresas têm a obrigação de cumprir a lei. E a população tem o direito a um rio limpo e vivo.

O proTEJO mantém e apela a todos os cidadãos para que estejam atentos e vigilantes a descargas de efluentes que ocorram desde o Cais Fluvial de Vila Velha de Ródão até à Lezíria do Tejo.

Em caso de suspeita de descarga poluente, pedimos que:

• Realizem captação de imagem ou vídeo, com indicação do local, data e hora;

• Nos contactem através dos nossos canais com as imagens e um breve testemunho (protejo.movimento@gmail.com);

• Comuniquem o incidente ao SEPNA/GNR através do número 808 200 520, para que seja registada a ocorrência e realizadas análises no local.

O Tejo é um rio e não um esgoto.

Só um rio limpo e vivo alimenta a Vida, mas a poluição destrói-a.

O Tejo não se calará, seremos a sua voz.

Bacia do Tejo, 2 de junho de 2026

Ana Silva e Paulo Constantino

Os Porta-Vozes do proTEJO

Mais informação: Paulo Constantino – +351 919 061 330

Em 2018, a APA confirmou oficialmente que os níveis de fibras de celulose nas águas do Tejo, junto ao açude de Abrantes, atingiram cinco mil vezes o valor recomendado, com origem nas indústrias de pasta de papel a montante. A Celtejo foi identificada pelo próprio presidente da APA como responsável por 90% das descargas industriais desse tipo naquela região.

Em 2020, o proTEJO voltou a denunciar o ressurgimento da poluição, com águas negras a partirem novamente de Vila Velha de Ródão para jusante. Em janeiro de 2026, o movimento denunciou novo surto de espuma entre o Fratel e a Barca da Amieira do Tejo.

Fontes de referência:

Wilder (01/02/2018) – "Indústrias de pasta de papel causaram a poluição no Tejo, confirma APA"

Público (31/01/2018) – "Agência do ambiente confirma que carga poluente teve origem na indústria da pasta de papel" 

segunda-feira, 18 de maio de 2026

"O proTEJO apoia o PRO~RIOS 2030 — mas exige que seja mais do que quilómetros executados e denuncia duas contradições fatais: restaurar rios enquanto se envenenam e se aprisionam"

 

NOTA DE IMPRENSA

Bacia do Tejo, 18 de maio de 2026

Consulta Pública PRO~RIOS 2030 | APA

O proTEJO apoia o PRO~RIOS 2030 — mas exige que seja mais do que quilómetros executados e denuncia duas contradições fatais: restaurar rios enquanto se envenenam e se aprisionam

O Movimento pelo Tejo apoia os objetivos do PRO~RIOS 2030, mas exige resultados ecológicos verificáveis e alerta para 24 riscos que podem fazer naufragar 180 milhões de euros.

E alerta: com apenas 47% das massas de água em 'Bom' estado ecológico, o programa restaura troços sem os proteger da poluição que que ataca a Vida e planeia fazê-lo enquanto a estratégia 'Água que une' e o 'Projeto Tejo' se propõem a construir novas barreiras em troços de rios livres.

O proTEJO — Movimento pelo Tejo entregou hoje, último dia da consulta pública, a sua participação no PRO~RIOS 2030. A posição é de concordância com os objetivos do programa — e de crítica frontal às duas contradições estruturais que podem comprometer a sua eficácia ecológica real.

O proTEJO reconhece o mérito do PRO~RIOS: 2.100 km de rios intervencionados entre 2017-2025, 180 M€ mobilizados e uma abordagem que transita da gestão hidráulica convencional para o restauro ecológico baseado na natureza. A posição é de concordância com os objetivos e orientação geral do programa — mas é acompanhada de um conjunto exigente de sugestões de melhoria e de um mapeamento detalhado dos riscos que podem comprometer a sua eficácia real.

"O PRO~RIOS é um passo na direção certa representando uma mudança de paradigma genuína, da gestão hidráulica convencional para o restauro ecológico baseado na natureza. Contudo, um programa que mede o sucesso em quilómetros intervencionados sem verificar se os rios melhoraram ecologicamente, arrisca-se a executar obras sem restaurar rios."

 

"Um programa que mede sucesso em quilómetros sem verificar resultados ecológicos, arrisca-se a executar obras sem restaurar rios."

 

O que o proTEJO apoia no PRO~RIOS

O proTEJO reconhece o mérito estratégico deste programa que apresenta um historial credível — 2.100 km de rios e ribeiras intervencionados entre 2017 e 2025 — e uma meta ambiciosa de 1.500 km até 2030. O PRO~RIOS mobiliza 180 milhões de euros e alinha-se com as obrigações do Regulamento (UE) 2024/1991 sobre o Restauro da Natureza, que exige a restauração de 25.000 km de rios livres na Europa até 2030.

A estruturação em cinco eixos de intervenção — renaturalização, remoção de barreiras, controlo de invasoras, valorização territorial e monitorização —, a transparência do Painel de Monitorização Geográfica (dashboard) digital público (proriosgeo.apambiente.pt) e o modelo de governança descentralizado, que inclui municípios, associações e investigadores, são elementos de uma arquitetura programática sólida que importa preservar e reforçar.

 

O proTEJO saúda, em especial, a inclusão do projeto Let Alviela Run

A remoção da barragem de Sourinho no rio Alviela — integrada no PRO~RIOS e em execução desde 2025 — é precisamente o tipo de intervenção de alto impacto ecológico que o programa deve privilegiar e replicar: restaura a conectividade fluvial, permite a passagem de espécies migradoras como a lampreia e o sável, e demonstra que Portugal pode e deve cumprir as obrigações do Artigo 9.º do Regulamento de Restauro da Natureza.

O que o proTEJO exige que mude

A participação pública do proTEJO identificou 29 melhorias concretas organizadas em oito dimensões, das quais se destacam cinco como prioritárias:

 

1. Substituir a métrica de quilómetros por indicadores de resultado ecológico

Medir 300 km de intervenções por ano não diz nada sobre o estado ecológico dos rios. O proTEJO propõe que o PRO~RIOS adote indicadores obrigatórios de resultado: variação do estado ecológico das massas de água intervencionadas, recuperação de conectividade fluvial, evolução da qualidade biológica e regresso de espécies-alvo como o sável, a lampreia ou a lontra. A métrica de extensão mantém-se como indicador de processo — mas não pode ser o único indicador de desempenho.

 

2. Criar um protocolo obrigatório de monitorização pós-intervenção

Não existe hoje qualquer protocolo sistemático que avalie se as intervenções realizadas produziram melhoria ecológica real. O proTEJO propõe monitorização anual nos primeiros três anos e bienal até ao ano 10, com relatório público integrado no Painel de Monitorização Geográfica (dashboard). Sem memória, não há aprendizagem. Sem aprendizagem, o programa está condenado a repetir os seus erros.

 

3. Corrigir o desequilíbrio geográfico que prejudica os rios mais degradados

As regiões hidrográficas do Sado e Mira (62% das massas de água em incumprimento) e do Guadiana (60%) recebem apenas 4% e 6% do investimento total, respetivamente. Mais investimento onde há mais degradação — é o que a equidade ecológica exige.

 

4. Concluir o inventário de barreiras antes de setembro de 2026

Portugal tem de submeter o Plano Nacional de Restauro da Natureza à Comissão Europeia até 1 de setembro de 2026. Esse plano tem de incluir o inventário de barreiras artificiais e um plano de remoção. Com 15.019 barreiras identificadas, mas o inventário ainda em validação, o prazo é urgente. O proTEJO alerta que incumprir este prazo constitui uma violação direta do Regulamento (UE) 2024/1991.

 

5. Integrar a gestão adaptativa face às alterações climáticas

As tempestades Kristin, Leonardo e Marta (janeiro-fevereiro 2026) danificaram 322 locais e exigiram 187 M€ adicionais para reparação. O programa precisa de uma reserva de contingência (mínimo 15% do orçamento anual) e de um protocolo que garanta que as intervenções de emergência não reproduzam o paradigma hidráulico convencional — substituindo, assim, restauro ecológico por regularização de betão.

 

"O Tejo não precisa de mais obras. Precisa de pensamento e ação que façam diferença ecológica — e de alguém que verifique se fizeram e como evolui."

  

Contradição 1 — Restaurar sem proteger: a poluição que anula o restauro

Apenas 47% das massas de água atingem 'Bom' estado ecológico. O programa mede quilómetros intervencionados, mas não define qualquer meta de melhoria desse indicador — e não tem nenhum mecanismo para proteger os ganhos ecológicos alcançados contra episódios de poluição que os podem anular.

O risco é concreto e imediato: um derrame industrial ou agropecuário num troço restaurado destrói em horas comunidades biológicas que o restauro levou anos a restabelecer. A poluição difusa crónica por nitratos, pesticidas, metais pesados, provenientes de áreas agrícolas adjacentes impede que macroinvertebrados e fauna piscícola alcancem os níveis desejados, mesmo com margens e leito em bom estado morfológico. E os episódios de eutrofização — cada vez mais frequentes com as temperaturas projetadas para 2030-2050 — comprometem os ganhos de oxigenação obtidos com a renaturalização.

O proTEJO exige que o PRO~RIOS crie um sistema integrado de proteção dos ganhos ecológicos:

→ Mapa de pressões de poluição a montante de cada troço restaurado, classificando a sua vulnerabilidade

→ Sensores de monitorização contínua em tempo real (OD, condutividade, pH, turvação, azoto amoniacal) com alertas automáticos ao Painel de Monitorização Geográfica (dashboard) do PRO~RIOS

→ Protocolo de resposta em 72 horas com responsabilização do agente poluidor (princípio poluidor-pagador)

→ Indicadores de salvaguarda no sistema de avaliação: extensão afetada por poluição/ano, tempo de recuperação pós-episódio

 

"De pouco servirá restaurar uma parte da casa se a água que corre na torneira continuar envenenada."

 

Contradição 2 — Remover barreiras com uma mão, construir seis com a outra

Enquanto o PRO~RIOS remove barreiras em afluentes do rio Tejo, a estratégia 'Água que Une' (março de 2025) e o 'Projeto Tejo' planeiam construir novas infraestruturas hidráulicas de grande escala na bacia do Tejo para servir os vários interesses ancorados na pretensa necessidade de expansão do regadio:

→ Barragem do Alvito no rio Ocreza (afluente do Tejo) — ~360 M€, para rega do Ribatejo

→ Empreendimento de Fins Múltiplos do Médio Tejo, açude em 'Constância Norte' — ~1.350 M€

4 açudes + 2 barragens nos últimos 127 km de rio Tejo livre de Abrantes a Lisboa, em cada 20 km ~4.500 M€

Custo total: mais de 5.000 M€ — 26 vezes o investimento do PRO~RIOS.

O impacto seria irreversível. Os 127 km de rio Tejo livre entre Abrantes e Lisboa são o único troço de grande rio ibérico sem barragens e fragmentá-lo inviabilizaria definitivamente a recuperação do sável (Alosa alosa) e da lampreia (Petromyzon marinus), e comprometeria a Reserva Natural do Estuário do Tejo, o Paul do Boquilobo (Reserva da Biosfera UNESCO) e múltiplos sítios Rede Natura 2000 e zonas Ramsar.

 

"Restaurar rios com 180 M€ e 

destruí-los com 5.000 M€ 

não é política ambiental —  

é esquizofrenia política."

 

O proTEJO exige que o PRO~RIOS se posicione formalmente em como: qualquer nova barreira na bacia do Tejo deve exigir Avaliação de Impacto Ambiental rigorosa com análise de alternativas e parecer da Comissão Europeia; o financiamento europeu de restauro e a aprovação de projetos que degradam as mesmas massas de água são incompatíveis por definição.

 

"A Vida que o Tejo sustenta não tem tempo para esperar que alguém decida se o restaura ou se o aprisiona." 

Os riscos que podem fazer naufragar o programa

O proTEJO mapeou 24 riscos e ameaças que podem comprometer o PRO~RIOS, agrupados em sete categorias. Os cinco mais críticos são:

Risco 1 — Greenwashing ecológico: Quantificar quilómetros sem verificar resultados cria aparência de sucesso sem benefícios reais para a biodiversidade.

 

Risco 2 — Recolonização por invasoras: Sem planos plurianuais de controlo de Arundo donax e Acacia sp., as intervenções são revertidas em 2 a 5 anos.

 

Risco 3 — Morosidade administrativa: Com processos de licenciamento que demoram 18 a 24 meses, a meta de 300 km/ano é extremamente difícil de atingir.

 

Risco 4 — Dependência financeira: Entre 22% e 82% do orçamento anual depende de fundos europeus — uma oscilação que ameaça a continuidade do programa na transição para o QFP 2028-2034.

 

Risco 5 — Resistência social à remoção de barreiras: Proprietários agrícolas e de pequenas centrais hidroelétricas podem bloquear as intervenções de maior impacto ecológico, precisamente aquelas que os rios mais precisam.

Um movimento, não apenas um documento

O proTEJO acompanha há dezassete anos a deterioração do Tejo e dos rios da sua bacia e a experiência acumulada diz-nos que as boas intenções, sem mecanismos de verificação e sem financiamento estável e diversificado, não restauram rios — fazem manchetes e relatórios.

O PRO~RIOS tem potencial real para transformar a política fluvial portuguesa, mas precisa de saltar da sua vocação atual — um programa de execução de obras — para uma estratégia de restauro ecológico verificável, adaptativa e sustentável. Os exemplos europeus de sucesso — Loire em França, Isar em Munique, Dommel nos Países Baixos — mostram que isso é possível. E que é dessa visão que os rios precisam.

"Os rios não precisam de discursos sobre quilómetros de restauro, precisam de restauro ecológico real — medido em quantidade e qualidade, verificado e duradouro. O proTEJO está na consulta pública porque acredita que isso ainda é possível. Sabendo que quanto mais tarde mais caro nos ficará, em todos os sentidos."

Síntese da posição do proTEJO na Consulta Pública PRO~RIOS 2030

Posicionamento: Concordância com Sugestões

Sugestões de melhoria: 29 medidas em 8 dimensões temáticas

Riscos identificados: 24 riscos em 7 categorias

Prazo da consulta: 17 de abril — 18 de maio de 2026 | Plataforma: participa.pt

Documento de participação disponível em: Alegações PRO~RIOS 2030 - proTEJO

Descarregar - Documento de Participação Pública - proTEJO 

Ana Silva

Porta-voz do proTEJO

+351 922 273 439

Paulo Constantino

Porta-voz do proTEJO

+351 919 061 330

protejo.movimento@gmail.com

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