Somos um movimento de cidadania em defesa do Tejo denominado "Movimento Pelo Tejo" (abreviadamente proTEJO) que congrega todos os cidadãos e organizações da bacia do TEJO em Portugal, trocando experiências e informação, para que se consolidem e amplifiquem as distintas actuações de organização e mobilização social.
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Espanha em alvoroço - Tagus Universalis, Conflito da Água e Transvases

As notícias que chegam de Espanha trazem bons e maus ventos.
Por um lado, o meu agrado com o excelente trabalho que os Amigos do Tejo continuam a fazer ao fim de 25 anos e que, semente a semente, vai germinando, e com a posição intransigente do Alcaide de Talavera contra o transvase Tejo-Segura.
Por outro lado, as forças que usurpam e secam qualquer reserva de água sem uma palavra ou justificação, agindo sem complacência e a qualquer custo sobre o Tejo e seus afluentes, deixam-me cada vez mais apreensivo e ciente de que é urgente demonstrar que não vamos deixar o Tejo secar pela força da cidadania.
El Encuentro Transnacional Tagus Universalis presenta en Talavera el documento que se está elaborando para que la Unesco conceda el distintivo, que sería el primero para un río. http://www.latribunadetalavera.es/noticia.cfm/Local/20090925/españa/portugal/alian/lograr/tajo/sea/patrimonio/humanidad/ED9CA4BE-1A64-968D-596D713A63C46C77

La CHT vacía el embalse de Navalcán para el riego de campos en Extremadura
El organismo de cuenca está derivando agua de la presa del Guadyerbas hacia El Rosarito, con destino a los cultivos extremeños, a pesar del déficit de agua para consumo humano.

La portavoz del Gobierno castellano-manchego, Isabel Rodríguez, ha declarado que la Junta es «extremista exigiendo agua y seguiremos así». Con esta manifestación respondió a la ministra de Medio Ambiente, Medio Rural y Marino, Elena Espinosa, que achacó el retraso de la aprobación del Estatuto de Castilla-La Mancha a «las posturas extremistas» sobre el conflicto del agua.
http://www.latribunadetalavera.es/noticia.cfm/Opini%C3%B3n/20090925/posiciones/firmes/conflicto/agua/EC2194F2-1A64-968D-59585D87D2F1BC6A

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Inaceitáveis perdas de água dos transvases

Acabei de ler uma notícia que me alarmou sobre o rendimento/perdas do transvase realizado em Julho de 2009 para o Parque Nacional de Las Tablas de Daimiel apartir do Aqueduto Tejo-Segura.
Este artigo afirma que apenas 5% água enviada apartir do transvase Tejo-Segura (20 hectómetros cúbicos) foi recebida em Julho no Parque Nacional de Las Tablas de Daimiel (Ciudad Real).
Estas perdas de água ocorrem por motivos de evaporação e infiltração ao longo de um percurso de 60 dias que a água demora para chegar ao destino por um percurso de 125 km.
Imagine que encomenda um garrafão de 5 litros a um supermercado e que a empresa de entregas lhe apresenta 1 copo de água mal cheio (5 l x 5% = 0,25 l = 3 dl = 25 cl).
Continuava a comprar
água no mesmo supermercado se a companhia de entregas perde quase toda a água pelo caminho?
O Governo espanhol enche o garrafão na cabeceira do Tejo para criar uma pequena poça que atraia um pato que leve os turistas a pensar que têm um Parque Natural Vivo, enquanto mata o Tejo e os seus ecossistemas e depaupera as economias locais a montante.
O Governo espanhol deve rever os critérios de cálculo dos transvases, sem alteração há 40 anos, visto que o sistema de transferência entre as cabeceiras do Tejo e a bacia do Segura previsto no Convénio Luso-Espanhol de 1968 determina um volume anual a ser transvazado de 1.000 hm3, cerca de 3 vezes superior aos transvases realizados no ano hidrológico 2005/06, em que as barragens de Entrepeñas e Buendía moveram para o rio Segura um caudal de 253 hm³, superior ao vertido pelo próprio Tejo (247,7 hm³).
Por outro lado, temos de dizer ao Governo Português que os transvases acordados na convenção da albufeira são "LEGAIS" mas "EXCESSIVOS", porque apesar de estarem abaixo do limiar máximo votam o Tejo à escassez de água que tem apresentado nos últimos anos.
Não seria justo que para além do limite máximo de quantidades absolutas transvazadas existisse ainda uma proporção relativa mínima da precipitação da cabeceira do Tejo que seja obrigatório deixar afluir pelo curso natural do rio?
As instituições europeias promovem campanhas junto dos cidadãos para uma utilização eficiente da água mas mantêm-se passivas enquanto o Governo Espanhol ignora a Directiva Quadro da Água e desperdiça inaceitáveis quantidades de água em transvases ao longo de mais de uma centena de quilómetros cujas perdas por evaporação e infiltração atingem 95%.
Alguém acha isto normal?
No entanto, a taxa de rendimento nos restantes transvases é de cerca de 85%, o que representaria perdas de 12% da totalidade das precipitações de água da cabeceira do Tejo, visto que 80% destas são transvazadas (12% = 80% x 15%), sendo que a título de exemplo, no ano de 2005/2006 poderão ter sido desperdiçados 30,36 hm³ (253 hm³ x 12%) que permitiriam duplicar o caudal de água com origem na cabeceira do rio Tejo
Serão aceitáveis tais perdas quando se pede à população que adopte comportamentos com vista a uma utilização eficiente da água?