Somos um movimento de cidadania em defesa do Tejo denominado "Movimento Pelo Tejo" (abreviadamente proTEJO) que congrega todos os cidadãos e organizações da bacia do TEJO em Portugal, trocando experiências e informação, para que se consolidem e amplifiquem as distintas actuações de organização e mobilização social.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

PELOS NOSSOS RIOS, PELO NOSSO FUTURO - EXECUTAR O PROGRAMA DE GOVERNO

A requalificação dos rios é importantíssima na política de recursos hídricos, fazendo todo o sentido o seu reconhecimento no Programa de Governo.
Contudo temos de perguntar se os novos e actuais transvases e a escassez de água que provocam do Tejo são compatíveis com a requalificação dos rios? A resposta é simples, um NÃO redondo.
Assim, temos um Programa do XVIII Governo e uma Directiva Quadro da Água que são incompatíveis com as pretensões do Primeiro-ministro Zapatero de prometer a água do Tejo à Região de Múrcia.
Está na hora do Governo levar este Programa à prática.

Programa do XVII Governo
Depois de um Polis para as cidades e de um Polis para o litoral, é altura de lançar um Polis para a requalificação dos rios portugueses.
Outro domínio de intervenção prioritária é o que diz respeito aos recursos hídricos e aos serviços de água:
- lançar uma Parceria portuguesa para a Água, que permita conjugar os esforços de empresas, universidades, centros de investigação, associações profissionais do sector e administração pública na projecção da tecnologia e das soluções institucionais portuguesas no mundo e, em especial, nos países da CPLP;
- consolidar e reforçar o PEAASAR 2007-2013, tirando partido do QREN e dando especial atenção às carências que ainda persistem nos sistemas em baixa e ao reforço da sustentabilidade económica e financeira dos sistemas já instalados;
- concluir e dar execução aos Planos de Gestão das Regiões Hidrográficas;
- lançar um programa de requalificação dos principais rios portugueses (qualidade da água, repovoamento de espécies autóctones, valorização paisagística).

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

POSIÇÃO DOS DECISORES POLÍTICOS: PRECISA-SE

O Primeiro Ministro Espanhol parece aprovar os novos transvases que ainda não comunicou oficialmente ao Governo Português, parecendo decidido a não cumprir a Convenção Luso-Espanhola nem a Directiva Quadro da Água.
Temos que perguntar aos senhores deputados da Assembleia da República, ao Governo, aos Deputados portugueses no Parlamento Europeu quais as posições que vão tomar sobre estes factos que actualmente são de conhecimento púbico.
Esperemos que não sejam um mau exemplo para a abstenção.
Felicito aqueles que já expressaram a sua opinião e espero ver outros também a fazê-lo.
O Tejo merece!
http://www.laverdad.es/murcia/20090201/region/ministerio-activa-trasvase-tajo-20090201.html
El secretario de Estado de Agua comunica al PSOE murciano que el proyecto ya está sobre la mesa y Zapatero apoya que se realicen los estudios
M. BUITRAGO
El trasvase desde Cáceres a La Mancha y a la Región de Murcia está encima de la mesa del Ministerio de Medio Ambiente, según informó ayer el secretario general de los socialistas murcianos, Pedro Saura, que se reunió días atrás con el secretario de Estado de Agua, Josep Puxeu. Este paso se da justo cuando el Estatuto de Castilla La Mancha está paralizado en el Congreso por las hondas discrepancias entre las regiones afectadas por el Trasvase Tajo-Segura a causa de la fecha de caducidad del 2015 y de la reserva que reclama el Ejecutivo de Castilla-La Mancha. Según ha podio saber este diario, el presidente del Gobierno, Rodríguez Zapatero, ha dado su visto bueno para que se realicen los estudios.
Pedro Saura explica que fue consultado por el secretario de Estado sobre el trasvase del Tajo Medio, que tendrá su punto de toma en el embalse de Valdecañas, como publicó este diario en agosto pasado. «Le expresé mi satisfacción ante un proyecto de una gran relevancia para paliar el déficit de la cuenca del Segura. Este trasvase permitirá resolver el sudoku del conflicto territorial del agua que hay ahora planteado. Lo importante es que salga por consenso y que no suponga un recorte del Tajo-Segura», explicó Saura. «El proyecto está en pie y hay voluntad del Ministerio de estudiarlo, según me anunció el secretario de Estado».
Hasta ahora, el Ministerio de Elena Espinosa ha negado oficialmente que esté estudiando el Trasvase del Tajo Medio. El único que estaba sobre al mesa, decía, es el canal del Ródano francés a Cataluña. Las declaraciones del secretario del PSRM-PSOE, después de su reunión con Josep Puxeu, suponen un cambio en esta estrategia. El acueducto de Valdecañas tiene como finalidad abastecer primero a Castilla La Mancha. Conectaría con el canal Tajo-Segura en La Roda. El objetivo es completar la dotación máxima anual de 600 hectómetros cúbicos que prevé la ley para la cuenca del Segura, los cuales no puede suministrar la cabecera del Tajo.
El secretario de los socialistas murcianos estima que hay que llegar al máximo que prevé la ley, puesto que el nuevo plan de cuenca del Segura fijará probablemente un déficit anual de 700 hectómetros cúbicos, muy por encima de los 450 del plan anterior. Esto se debe a la caída en picado de las aportaciones superficiales propias del Segura y no tanto al aumento de la demanda.
Negociación del estatuto
«Le comuniqué al secretario de Estado que debe tener en cuenta este nuevo escenario. La desalinización es una parte importante porque nos proporciona cierta autonomía, pero seguimos necesitando unas aportaciones externas de al menos 600 hectómetros anuales", indicó Saura.
El Ministerio sigue evaluando el momento para hacer público el estudio del nuevo acueducto, ya que no quiere que interfiera en la negociación política del Estatuto de Castilla-La Mancha. Pensaba presentarlo después de que se llegara a un acuerdo sobre el texto castellano manchego, pero esa tramitación está bloqueada.
Pedro Saura apunta que existe una corriente dentro del PSOE cada vez más favorable al nuevo canal de Valdecañas. El presidente extremeño Fernández Vara sigue dispuesto a estudiarlo, mientras que José María Barreda no se opone. El vicesecretario general, José Blanco, también reveló en Valencia que el proyecto tiene posibilidades.
A deputada Rita Calvário, do Bloco de Esquerda, quer saber se o Governo português se vai pronunciar contra os projectos espanhóis de construção de novos transvases de água do Tejo para as bacias do Segura e do Guadiana e qual a posição do executivo de José Sócrates sobre a política espanhola de transvases.
Miguel Madeira (arquivo)
A Junta da Extremadura encomendou um estudo sobre a construção de um segundo transvase no médio Tejo espanhol
Em requerimento dirigido ao Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional (MAOTDR), a parlamentar do BE sustenta que o projecto de construção de um segundo transvase no médio Tejo espanhol (o respectivo estudo foi encomendado pela Junta da Extremadura) “virá acentuar a redução de caudais e piorar a qualidade das águas, devendo merecer a oposição activa por parte de Portugal”.
Rita Calvário sublinha que a redução dos caudais e a deterioração da qualidade das águas do Tejo “são problemas que se têm vindo a agravar, com graves prejuízos para os ecossistemas, as actividades económicas e a qualidade de vida das populações ribeirinhas”. Frisando que a excessiva utilização das águas superficiais e a “intensa poluição” ligada “à agricultura e ao deficiente tratamento dos efluentes industriais e domésticos” também contribuem para este problema, a eleita do BE salienta que a política de transvases agrava todos estes impactes no território português.Segundo a parlamentar bloquista, no último ano hídrico as autoridades espanholas terão retido 200 milhões de metros cúbicos de água do Tejo, contribuindo para que, durante “longos cinco meses” se verificasse “uma intensa eutrofização num troço de 50 quilómetros do Tejo internacional”. A deputada acrescenta que, actualmente, já cerca de 400 milhões de metros cúbicos de água saem anualmente do grande rio ibérico através do transvase Tejo-Segura e o problema poderá agravar-se com a eventual construção de mais um transvase.
“Para o Bloco de Esquerda, a política de transvases de Espanha é contrária a uma gestão racional e sustentável dos recursos hídricos, a qual deverá assentar na redução da procura e uso eficiente da água e não na expansão da oferta”, prossegue Rita Calvário, defendendo que Portugal “deve pronunciar-se activamente contra a política de transvases de Espanha sobre os rios ibéricos, dando especial atenção à bacia do Tejo”.
Por isso, Rita Calvário questiona o MAOTDR sobre as medidas que está a desenvolver junto de Espanha para resolver o problema da má qualidade da água do Tejo e para assegurar o cumprimento dos caudais ecológicos mínimos e quer saber como é que estas questões estão a ser tratadas no âmbito do Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo, que deverá ser aprovado até final deste ano.
Recorde-se que a preocupação quanto à escassez de água no Tejo e às consequências da política de transvases espanhola tem mobilizado várias organizações ambientalistas portuguesas, que já criaram o movimento ProTejo e pretendem integrar uma rede ibérica de defesa do rio. No passado dia 17, a Protejo e Candidatura da Cultura Avieira a Património Nacional lideraram a organização de um cruzeiro contra a indiferença onde foram apresentadas 9 reivindicações para uma gestão sustentável do Tejo.
Miguel Méndez-Cabeza Fuentes
Desde hace unos días el Secretario de Estado de Aguas, señor Puxeu, viene hablando del trasvase al Tajo Medio como una realidad a medio plazo, y lo hace con la desfachatez del que toma decisiones a espaldas de los ciudadanos para cuyo servicio ha sido nombrado. Esa prepotencia solamente la puede mostrar quien hace algo despreciando a toda una región y a quienes les gobiernan, o quien ya ha pactado bajo la mesa ese mismo proyecto con esos representantes y sus partidos. Este hecho es más indignante cuando además se perpetra contra los intereses de las decenas de miles de ciudadanos que se manifestaron el 20-J con los partidos que ustedes dirigen en Talavera, precisamente en contra de lo que pretende hacer el gobierno. Solamente los alcaldes socialistas de Toledo y Talavera y el Partido Popular de esta ciudad se han pronunciado explícitamente contra ese atropello. El gobierno de Zapatero, en boca del ministro José Blanco, ya apuesta en declaraciones realizadas en Murcia por ese descabellado proyecto, y lo dicen cuando a la Plataforma de Talavera y a sus regantes no les han recibido ni una sola vez, mientras que la vicepresidenta Fernández de la Vega o Puxeu sí se han hecho la foto con los regantes murcianos en repetidas ocasiones, con un desprecio imperial por los ciudadanos de Talavera y el resto de la cuenca del Tajo. Ese trasvase se añadiría al trasvase Tajo-Segura y no supondría el cierre del mismo en esa fecha de caducidad, a la que ustedes, señor Barreda y señora Cospedal, ya han renunciado en el futuro estatuto de autonomía de la región. Tampoco han mostrado ninguno de ustedes beligerancia alguna contra el expolio que se está haciendo de las aguas del Alberche para llevárselas a Madrid y dejar a nuestros regantes sin sus derechos de más de medio siglo sobre el agua de nuestro otro río. Ni una sola declaración en defensa de los intereses económicos de nuestra comarca, cuando además ese agua consigue, discurriendo por el cauce del Alberche hasta Talavera, que no sea éste un río muerto en verano.El trasvase del Tajo Medio, todos sabemos que, como pretendían los proyectos de los años 90, tiene como objetivo final llevarse las aguas del Tiétar y de las gargantas de Gredos hacia el Mediterráneo, más que las pútridas aguas de Valdecañas, aunque la codicia y los intereses económicos de los dirigentes de las comunidades del Levante tienen capacidad y rapacidad suficientes para intentar llevarse todo aquello que les dejen, y de todas formas, aunque no fuera así, los embalses de Monteagudo, y Ramacastañas, y el recrecimiento del pantano del Guadyerbas que, en compensación por el trasvase del Tajo Medio, pretende el presidente de Extremadura, conseguirían ese mismo objetivo: dejar completamente seca a la comarca natural de Talavera.Por otra parte, decir que se hace un trasvase desde Valdecañas es lo mismo que decir que se hace desde Azután, porque este embalse, que es el único reservorio de agua que quedaría en nuestra comarca, tendría la misma función respecto al de Valdecañas que el embalse de Navalcán con respecto al de Rosarito, la de simple reserva que se vacía hacia los regadíos de Extremadura cuando a la CHT le viene en gana, aunque los pueblos de la Campana de Oropesa estén pasando sed. Este embalse de Azután, cuyo reculaje llega prácticamente hasta Talavera, mantiene al menos la capa freática de nuestra vega con la humedad necesaria para riegos y pozos. Además de que la conducción del trasvase que se realizaría a través de la comarca de La Jara sería un costurón en su piel de difícil justificación medioambiental.Con todo este disparate, el señor Puxeu y el gobierno de Zapatero conseguirían secarnos el Tajo aguas arriba y aguas abajo de Talavera, llevarse el Alberche a Madrid y llevarse el agua del Tiétar y el Guadyerbas. Serían así los ciudadanos de Talavera y su tierra los que sufrirían en su economía y en su patrimonio natural y cultural la mayor injusticia y el mayor expolio jamás cometidos con un territorio de la geografía nacional. Serían las víctimas más afectadas por la errática política hidrológica de nuestro país, que afectaría precisamente a los ciudadanos de una cuenca que durante treinta años han sido solidarios con el resto de España, pasando con el trasvase desde los años setenta de tener un río a tener sólo una cloaca.Los ciudadanos saben que la política de aguas es un baile de máscaras en el que sus representantes dicen una cosa aquí y otra allá, según las conveniencias de sus partidos y no el interés de los ciudadanos a quienes dicen representar. Y es que usted, señor Barreda, sigue teniendo interés en llevar el agua del Tajo a Ciudad Real, y usted señora Cospedal piensa más en los intereses del partido del que es secretaria general que en el de los ciudadanos castellano-manchegos de la cuenca del Tajo a quien debería representar, y ya es tiempo de que se hablen las cosas claras y no con disimulos, silencios y subterfugios. El señor Barreda solamente pide un aumento ridículo de caudal en Aranjuez !!! y la señora Cospedal se limita a pedir en voz baja un caudal ecológico para Talavera, algo que ambos saben que, mientras siga el trasvase Tajo-Segura en funcionamiento, no se producirá.Lo que se quiere hacer con nuestra Tierra de Talavera es sobre todo una gran injusticia, es lo que podríamos definir como «colonialismo interior», un trasvase no de agua, sino de recursos y de renta de las zonas pobres a las zonas ricas, para que las pobres sean cada vez más atrasadas y las ricas cada vez más opulentas, y eso, se pongan como se pongan, no es progresista, no es de sentido común y, desde luego no es de izquierdas. El Ebro es intocable por intereses políticos, por cambalaches de apoyos y mayorías parlamentarias, y los partidos que ustedes dirigen permiten que solamente nuestro río sea exprimido con dos grandes trasvases. Se aprovechan desde el ministerio de que sus habitantes son mayoritariamente gentes del medio rural, desinformadas y desmovilizadas, para cometer esta canallada histórica, que, repito, nunca pueden defender partidos que se digan progresistas, ni los de derechas que digan defender los intereses de los ciudadanos a quien representan.Talavera no tiene AVE y no sabremos cuando llegará. Talavera tuvo que salir a la calle para que en la ciudad hubiera un remedo de universidad; a Talavera no han traído fábricas de helicópteros, ni aeropuertos, ni se han inyectado miles de millones como en otras ciudades que tienen la suerte de ser capitales de provincia. Hemos visto cómo se ha ido arruinando su artesanía, su Mercado de Ganados ha desaparecido, y sus ganaderos ya no tienen ni para los gastos que les ocasionan sus establos, y también están al borde de su extinción la industria textil o el comercio tradicional, sin que se haya hecho nada desde la administración nacional y regional para evitar la ruina generalizada que se va instaurando en la ciudad. Aunque, miren ustedes, ni eso siquiera nos ha importado en Talavera, porque con su espíritu trabajador y emprendedor siempre han sabido sus habitantes salir adelante sin la ayuda de nadie. Pero de lo que se trata ahora no es de que no se ayude a nuestro desarrollo, se trata de que se quieren expoliar los recursos que nos quedan, precisamente el agua, que en una ciudad de tan antigua tradición agropecuaria es, con nuestra vega, lo único que nos queda. La política hidrológica del gobierno sería la puntilla para nuestra maltratada comarca.Por todo lo dicho, y porque como a muchos de mis paisanos nos duele Talavera, les exigimos que defiendan los intereses de esta tierra, que no sean cómplices de esta miserable injusticia. Lo contrario sería una felonía política que la historia les demandaría. No traicionen a los ciudadanos que dicen representar. Que no se tenga que decir de ustedes lo que aparece en el Mío Cid¡Dios! ¡Qué buen vasallo, si hubiese buen señor!
* Miguel Méndez es coportavoz de la Plataforma en Defensa del Tajo y el Alberche, investigador de temas locales, escritor y Premio de Periodismo Río Tajo y Cabañeros.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

INCUMPRIMENTO, DISSE O INAG

Do mesmo modo que critiquei a omissão quanto aos transvases, quero aqui felicitar as autoridades portuguesas por assumirem que existe um incumprimento da Convenção Luso - Espanhola.
Estamos finalmente a percorrer o caminho que permitirá que o Tejo volte a ter a dignidade de outrora. Bem hajam.
Para que seja claro, o primeiro passo será sensibilizar o parlamento e o governo, e o segundo passo, sensibilizar as instituições da União Europeia.
Devemos portanto sensibilizar os interessados para a necessidade de um acordo entre Portugal e Espanha quanto ao estabelecimento de um plano de médio e longo prazo que permita alcançar os objectivos previstos na Directiva Quadro da Água e preservar a bacia hidrográfica do Tejo e seus ecossistemas, sempre sob a supervisão da União Europeia.
Tenho a expectativa que seja possível alcançar este objectivo, nomeadamente, com o apoio da União Europeia através de um projecto comunitário para implementar alternativas aos transvases.
As queixas de incumprimento por parte de Estados Membros ou por má administração da Comissão Europeia serão sempre o grito de desespero do Tejo, em última instância, e nunca um objectivo em si mesmos.

Espanha tira água a Portugal - Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
Batalha ibérica: pela primeira vez, as autoridades nacionais admitem que Madrid não cumpriu o acordo das águas e reteve 200 milhões de metros cúbicos do Tejo.
Carla Tomás
Em Vila Velha de Ródão voltaram a ver-se gravuras rupestres há muito submersas. No Tejo Internacional, um manto de algas verdes (eutrofização) cobriu 50 quilómetros de troço durante cerca de cinco meses, quando o habitual era este fenómeno acontecer só no Verão. E quem desceu o rio de canoa entre Alpiarça e Santarém, há uma semana, encontrou vários troços com apenas dois palmos de água.
A redução do caudal tem uma explicação: Madrid "não cumpriu a convenção" que regula os rios luso-espanhóis, revelou ao Expresso Orlando Borges, vice-presidente da Comissão portuguesa que tutela a Convenção de Albufeira que dita as regras do aproveitamento sustentável das bacias hidrográficas comuns. Em causa estão 200 milhões de metros cúbicos de água que não passam o Tejo para cá da fronteira.
Se os caudais continuarem a diminuir e a poluição do Tejo se mantiver, os ecossistemas do rio serão postos em causa tal como as actividades que deles dependem.
Situação preocupante
"A situação é preocupante sobretudo agora que entrou em vigor o novo regime de caudais que impõe mínimos mensais e semanais", admite Orlando Borges, que tutela o Instituto da Água (Inag). Feitas as contas, no início de Outubro, concluíram que os nossos vizinhos só passaram 2500 milhões de metros cúbicos de água quando estavam previstos 2700 milhões. Detectada a falha, as autoridades nacionais notificaram as de Madrid, que responderam quarta-feira argumentando que o incumprimento se deveu à falta de chuva. Para corrigir a situação, iniciaram-se conversações e "as autoridades espanholas garantem que a água será reposta", esclarece o embaixador Santa Clara Gomes, que preside à Comissão.
Entretanto, novas manobras se preparam do lado de lá da fronteira que deixam em alerta os senhores que tutelam as águas do lado de cá. Fala-se em novos transvases do Tejo que põem em causa o futuro do rio. "Oficialmente dizem-nos que não há projecto nenhum", garante Orlando Borges. Porém sabe-se que a Junta da Estremadura anunciou um segundo transvase do Tejo, a partir da albufeira de Valdecanas, com o objectivo de 'salvar' o parque natural de Tablas de Daimiel. Este parque (com uma área equivalente ao concelho de Portalegre) está a arder devido a uma seca que se prolonga há cinco anos.
A agricultura intensiva esgotou os aquíferos do país vizinho e Bruxelas já avançou com um processo contra Madrid por causa da catástrofe ecológica. A concretizar-se, o transvase atravessará a bacia do Guadiana o que levará as comunidades locais a quererem alguma da água para elas. A guerra da água já agita as autonomias espanholas.
Queixa na Europa em equação
Porém, Madrid não poderá autorizar o transvase sem consultar Lisboa e sem realizar uma Avaliação de Impacte Ambiental. E Portugal pode sempre recorrer a Bruxelas acusando Madrid de violar a Directiva-Quadro da Água ou a convenção de Ramsar. Tal dependerá das negociações que se seguirem. Para já são os ambientalistas reunidos no Movimento pelo Tejo que estão a equacionar "avançar com uma queixa junto do provedor europeu de justiça pelo facto de a Comissão Europeia não fiscalizar o cumprimento da directiva-quadro da água".
Este será o primeiro passo, segundo o porta-voz Paulo Constantino. Pedro Serra, presidente da empresa Águas de Portugal e vogal da Comissão que tutela as bacias luso-espanholas, critica os espanhóis: "Criaram um problema e estão a procurar uma solução que nos causa a nós problemas". Este será um assunto quente nas mãos da nova ministra do Ambiente.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

SOBRE-EXPLORAÇÃO DA ÁGUA DO TEJO

O Índice de Exploração de Água (WEI) coloca a bacia hidrográfica do Tejo no 7º lugar dos rios com elevada pressão sobre os recursos hídricos, correspondente a um índice superior a 40%, como apura o relatório sobre recursos hídricos publicado a 17 de Março de 2009 pela Agência Europeia do Ambiente.
Posição País Rio / Bacia
1º Espanha Andaluzia
2º Portugal Sado
3º Espanha Segura
4º Portugal Vouga
5º Portugal Bacia Algarvia
6º França Rhine Meuse
7º Portugal Tejo

O Índice de Exploração de Água (WEI), apesar das suas limitações, fornece indicações sobre a escassez de água, constatando-se uma coincidência geográfica (Portugal e Espanha) entre as bacias com maiores índices e sobre as quais foram reportadas, por várias fontes, uma diminuição dos recursos hídricos dos rios e significativos impactos sobre a sedimentação (ex: assoreamento).
Fonte: Water resources across Europe — confronting water scarcity and drought - European Environment Agency Report No 2/2009, published at 17 March 2009

proTEJO ESMIUÇADO PELO SEMANÁRIO ABRANTINO "PRIMEIRA LINHA"

Entrevista de Paulo Constantino, porta-voz do proTEJO - Movimento Pelo Tejo, ao semanário abrantino "Primeira Linha"
1 - Como surge o movimento proTEJO?
A origem do movimento proTEJO encontra-se na falta de água do Tejo e na degradação dos seus ecossistemas.
Vivendo em Vila Nova da Barquinha não pude deixar de assistir à redução dos caudais do rio Tejo que vem ocorrendo desde 2004 /2005 e que actualmente regista os mais baixos níveis de sempre.
Neste contexto, realizou-se em Vila Nova da Barquinha o encontro “Salvar a Água” promovido pelo Instituto para a Democracia Portuguesa e pela COAGRET, tendo estado presentes as ONG do Ambiente portuguesas e uma representante do movimento espanhol em defesa do Tejo de Talavera de la Reina (Espanha).
Tomei conhecimento do encontro e da manifestação que o movimento espanhol tinha programado realizar a 20 de Junho em Talavera de la Reina e considerei que os cidadãos portugueses do Tejo deviam estar presentes nessa manifestação, pelo que apresentei uma moção na Assembleia Municipal de Vila Nova da Barquinha para esse efeito que foi aprovada por unanimidade.
Em consequência, cerca de 40 portugueses de Vila Nova da Barquinha, do Entroncamento e da COAGRET, manifestaram-se contra a política espanhola de transvases do Tejo conjuntamente com 40.000 espanhóis.
A representação portuguesa foi aplaudida a cada passo que dava com a sua faixa azul, que dizia “Pelos nossos rios, pelo nosso futuro – Vila Nova da Barquinha – Portugal”, como relembrou no dia 17 de Outubro o representante do movimento espanhol de Talavera.
A partir desse dia multipliquei os contactos e começou a construir-se o movimento proTEJO que pretende mobilizar os cidadãos portugueses da bacia hidrográfica do Tejo na defesa do rio e seus ecossistemas, tendo em vista alertar os portugueses e a comunidade europeia e internacional para os seus problemas e respectivas soluções.
2 - Quais os principais problemas que o movimento proTEJO hoje identifica no Tejo?
Os principais problemas do Tejo são falta de água em quantidade e qualidade, que permitam garantir a preservação dos seus ecossistemas ribeirinhos, a sobrevivência das actividades económicas ligadas ao rio (agricultura, pesca, extracção de areia, aventura e lazer, etc) e a vivência das populações ribeirinhas em comunhão com os seus rios, recuperando os laços culturais que as ligavam ao rio.
3 - Quem faz parte deste movimento?
O movimento proTEJO conta com a adesão de meio milhar de cidadãos e de 21 organizações congregando já 7 autarquias, entre as quais a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, os Municípios de Vila Nova da Barquinha, Chamusca, Golegã e Abrantes, e as Freguesias de Praia do Ribatejo, Tancos e Vila Nova da Barquinha.
Também aderiram a este movimento cívico o Instituto para a Democracia Portuguesa (IDP), quatro associações ambientalistas nacionais - QUERCUS, GEOTA, Liga para a Protecção da Natureza (LPN), COAGRET – Portugal e uma regional como a EcoCartaxo, a associação para o desenvolvimento AIDIA - Associação Independente para o Desenvolvimento Integrado de Alpiarça, quatro associações de desportos náuticos - Associação Náutica da Marina do Parque das Nações, Clube do Mar Costa do Sol, Clube Náutico Barquinhense, Clube Náutico de Vila Velha de Rodão - e associações de cariz social - Associação dos Amigos das Caneiras, Associação Voluntariado e Acção Social do Entroncamento e a Real Associação do Ribatejo.
Além destas, ainda na 5ª feira estive em reunião com a Associação dos Areeiros do Tejo, que pretendem integrar uma solução para a melhoria das condições do rio Tejo face aos problemas de assoreamento com que se depara, e espero nos próximos tempos encontrar-me com associações de agricultores com vista a esclarecê-los destes problemas visto que serão os principais prejudicados pelos reduzidos caudais e pela cada vez menor qualidade de água que o rio transporta. Será necessário que compreendam que a água de má qualidade não permitirá obter produtos agrícolas de boa qualidade.
No contexto ibérico, estamos integrados na Rede de Cidadania por Uma Nova Cultura da Água do Tejo e seus afluentes (ibérica), em conjunto com várias organizações portuguesas e movimentos espanhóis, como aqueles que estiveram em Caneiras Santarém, no dia 17 de Outubro, e que mobilizaram 40.000 pessoas em Junho, entre outros, Coordinadora en defensa del Tajo Medio y Gredos, Ecologistas en Acción de Toledo, Federación de Asociaciones de Vecinos "El Ciudadano"-Toledo, Fundação Nova Cultura da Água, Greenpeace – Toledo, Plataforma en Defensa de los Ríos Tajo y Alberche de Talavera de la Reina e Plataforma de Toledo en defensa del Tajo.
4 - Qual a posição do proTEJO sobre as políticas de transvases existentes e de outros, porventura projectados?
A consolidar-se a política de transvases do governo espanhol, o Tejo irá ficar com quatro transvases:
O Tejo tem dois transvases vigentes, o Tejo - Segura que parte das Barragens Entrepenas e Buendia (leva 80% das precipitações da cabeira do Tejo), e o Tejo - Las Tablas de Daimiel que alimenta este parque natural (que registou perdas de água de 95% em Agosto e para onde querem fazer em Janeiro - para ter menos perdas- um transvase para suster um incendio de trufa por incúria no tratamento do parque).
Encontra-se em construção um terceiro transvase, conhecido como Tejo-Guadiana ou tubagem manchega, que recolherá parte do caudal no início do Transvase Tejo –Segura com a finalidade de fornecer a província de Ciudad Real da região de Castilla-La Mancha, na Bacia Hidrográfica do Guadiana (para fora da bacia hidrográfica do Tejo, por isso um transvase).
O 4º transvase Tejo - Guadiana e Segura para o qual foi publicado o contrato do estudo de viabilidade pela Junta da Extremadura, no Jornal das Comunidades Europeias, sendo a denominação no contrato a seguinte "Serviço de consultoria e assistência técnica para o estudo de viabilidade de um possível transvase desde a barragem de Valdecañas até ao Levante Espanhol e de alternativas prioritárias de um transvase interno Tejo-Guadiana na Extremadura".
Este é o primeiro passo da Extremadura para construir um transvase do Tejo ao Segura que complementará o actual desde a cabeceira do Tejo e outro entre as duas principais bacias para os seus regadios. O estudo tem de estar pronto em 2010.
O proTEJO recusa a política de transvases espanhola, os novos e os actuais transvases, considerando que devem ser implementadas alternativas aos transvases baseadas no uso eficiente da água, entre as quais poderá estar a dessalinização.
A implementação dos 2 novos transvases, um em construção e outro em estudo de viabilidade, terá como consequência uma redução significativa do caudal do Tejo em Portugal, o que seria desastroso se considerarmos o quase inexistente caudal que hoje apresenta.
Neste domínio convém ainda esclarecer que o novo transvase, a partir da barragem de Valdecañas que recebe as águas do rio Tiétar, afluente do Tejo, vai levar para Murcia e Valência as únicas águas limpas que até agora entravam no Tejo.
As únicas águas que chegarão a Portugal vindas de Espanha serão as águas residuais, ou seja, o esgoto, como disse a Greenpeace, de 7 milhões de madrilenos que entram no Tejo através do rio Alberche. Será esta água de má qualidade que chegará ao Tejo em Portugal e que será utilizada na nossa agricultura, a água que os espanhóis de Murcia e de Valência não querem por ser de má qualidade.
5 - Existe, ou seria desejável, encontrar políticas alternativas aos transvases?
A alternativa aos transvases é a utilização eficiente da água, existindo também a possibilidade da dessalinização da água do mar entre outras.
Mais que desejável, é obrigatório que sejam encontradas alternativas aos transvases para que Portugal e Espanha possam cumprir a Directiva Quadro da Água no que se refere à bacia hidrográfica do Tejo.
A Directiva Quadro da Água (DQA) determina que em 2015 as águas superficiais e subterrâneas devem estar em bom estado de conservação, e que em 2009 deverá ser adoptado o plano da bacia hidrográfica, incluindo medidas para atingir esses objectivos ambientais e uma adequada participação pública.
Enquanto se introduzem e aplicam estas medidas, a DQA diz que não deve haver uma maior deterioração dos rios e que devem recuperar-se os custos dos serviços de água.
Com os novos transvases iremos ter menos água e de menor qualidade, como a água verde que já hoje corre no rio Tejo em Abrantes, pelo que, por certo, a directiva não irá ser cumprida por Espanha.
6 - Quem poderá, deverá, desenvolver uma linha estratégica que assegure o cumprimento do regime de caudais ecológicos e que permitam o funcionamento dos ecossistemas?
A sustentabilidade da gestão da bacia hidrográfica do Tejo e o cumprimento em 2015 das determinações da União Europeia constantes da Directiva Quadro da Água, nomeadamente, assegurar o bom estado das águas e a unidade da gestão da bacia hidrográfica do Tejo, implica que cada um assuma a sua quota-parte de responsabilidade na prossecução desses objectivos:
1º O Governo Espanhol deve investigar e implementar alternativas aos transvases, baseadas no uso eficiente da água, pela dessalinização, entre outras;
2º O Governo Português deve exigir que Espanha tome medidas para eliminar os transvases e tomar medidas para melhorar a qualidade das águas que devolve ao rio;
3º A Comissão Europeia deve fiscalizar e acompanhar as políticas hidrológicas para garantir que estas caminham no sentido de alcançar, em 2015, o cumprimento da Directiva Quadro da Água, o que não é o caso de Espanha, que pelo contrário irá piorar o estado das águas com os transvases que mantém vigentes, que está a construir e que planeia fazer desde o Médio Tejo.
Face aos transvases do Tejo, vigentes e em construção ou em estudo de viabilidade, o Estado Português deveria informar a Comissão desse facto recomendando a investigação e implementação de alternativas a estes transvases no sentido da sustentabilidade e unidade de gestão da bacia hidrográfica do Tejo, à qual a Comissão terá que responder no prazo de 6 meses, nos termos do artigo 12º da Directiva Quadro da Água.
Complementarmente, na resolução dos problemas do Tejo em Portugal, o assoreamento, a poluição, a pesca ilegal, etc... deverá ser a Administração da Região Hidrográfica do Tejo a intervir, a congregar e a ouvir os parceiros para resolver os problemas do rio, os agricultores, os areeiros, os ambientalistas, os pescadores, os autarcas, entre outros.
Outra parte fundamental é o regime de caudais ambientais aplicáveis aos rios, estando previsto nas normas dos tranvases e na jurisprudência do Supremo Tribunal de Espanha que só se pode transvasar a água da bacia hidrográfica do Tejo, quando se tenha satisfeito 100% de todos os usos preferenciais da Bacia Hidrográfica do Tejo (abastecimento de água, irrigação, industriais, de lazer, etc), incluindo a restrição prévia ambiental (caudais ecológicos, bom estado, etc) e o cumprimento do Convénio de Albufeira.
Neste ponto importa esclarecer que foi revisto recentemente, entrando em vigor em 2009, o regime de caudais do Convénio de Albufeira, estabelecendo caudais trimestrais e mensais, mas que foram introduzidos directamente no convénio de Albufeira e no novo plano da bacia hidrográfica do Tejo sem cumprir os critérios da DQA nem a participação pública dos cidadãos de ambos os países.
Este regime de caudais deve ser integrado no estudo e na participação pública do plano da bacia hidrográfica do Tejo sob pena de uma violação directa da Directiva Quadro da Água em ambos os países, devendo daí resultar a sua validação ou a proposta de uma nova alteração do Convénio de Albufeira.
Além destes aspectos, existe ainda o problema da inexistência de um sistema de monitorização de caudais permanente e online, constatando-se inactividade do SNIRH quanto à quantidade de água, em especial, na Ponte de Muge, um dos locais de controlo do cumprimento do regime de caudais estipulado no Convénio, e da ausência de referência à regulação quantitativa do caudal de chegada ao mar, com impacto na erosão costeira na Costa da Caparica.
O Convénio da Albufeira estabelece uma reserva de 1000 Hm3 para transvases do Tejo, baseado na lei franquista dos transvases de 1971 e em cálculos de 1968 que estão gravemente incorrectos por se tratar de séries hidrológicas de anos muito húmidos, desde os anos 40, que não se voltaram a repetir.
Destes 1.000 hm3, 600 hm3 foram imediatamente regulamentados e 400 hm3 seriam acrescidos numa segunda fase, quando se fizessem mais barragens para armazenar água na bacia do Tejo, que nunca foram feitas.
Este volume de reserva é tão irrealista que, em quase 30 anos de funcionamento do transvase, desde 1980, não puderam tansvasar, em média, mais de 200-300 hm3 por ano, mas não por solidariedade do governo espanhol ou do Levante para com a bacia hidrográfica do Tejo, mas porque não existia esta disponibilidade de água.
Assim, o governo e os cidadãos portugueses devem exigir a imediata supressão desses 1.000 hm3 do Convénio de Albufeira, visto que não existem estes excedentes na bacia hidrográfica do Tejo, sendo os transvases dessa dimensão contrários à lei espanhola.
7 - Como vê a criação de um Museu do Tejo, de um Observatório do rio Tejo e a recuperação de portos, cais e barcas junto das populações ribeirinhas?
O Tejo enquanto factor estratégico e factor de identidade cultural é utilizado como eixo de todos investimentos realizados em municípios ribeirinhos, devendo portanto ser objecto de uma estratégia transversal e Ibérica de preservação do seu património ambiental e cultural.
O objectivo do Observatório Ibérico do Tejo seria esse mesmo, contribuir para a defesa e valorização do Tejo e dos seus afluentes, para promover projectos de investigação, acção e formação, de uma forma integrada por parte das universidades e os Institutos de Ensino Superior das regiões do Tejo nacional e internacional, e promover o estudo, a divulgação e a animação do património histórico e cultural do Tejo e das populações ribeirinhas.
Devemos salientar o facto de ambas as capitais Lisboa e Madrid estarem localizadas na bacia do Tejo e a importância do seu potencial contributo para o conhecimento e preservação cultural e ambiental do rio.
O Museu do Tejo irá ser construído no Cartaxo e já existe uma Casa de Artes e Cultura do Tejo em Vila Velha de Rodão, podendo estes espaços e equipamentos de cultura ao longo do Tejo ter um planeamento e coordenação na sua utilização, receberem o apoio dos estudos e da investigação realizada pelas universidades e institutos, e os municípios ribeirinhos potenciarem com os seus recursos a recuperação de património importante para o rio, como os portos, os caís, as barcas, independentemente da sua localização, podendo receber como benefícios as exposições e mostras culturais vivas daquilo que é a comunhão do Homem com o rio.
8 - Iniciativas futuras do movimento proTEJO?
Até final do ano de 2009 está previsto ainda em Novembro a realização de umas “ Jornadas sobre a Sedimentação do rio Tejo” com o objectivo de debater e elencar as causas do problema da sedimentação e assoreamento do rio Tejo, identificando as causas e indicando as respectivas soluções, no qual além dos especialistas académicos neste domínio temos já garantida a presença da Associação dos Areeiros do Tejo, que estão disponíveis para participar na preservação do rio Tejo em conjugação com a viabilização da actividade de extracção de areias.
Realizaremos ainda um importante intercâmbio entre movimentos espanhóis e portugueses em defesa do Tejo e seus afluentes, no qual será definida uma estratégia comum para os movimentos espanhóis e portugueses e, eventualmente, a elaboração de uma carta reivindicativa ibérica.
Em 2010 faremos uma nova mobilização ibérica de cidadãos em defesa do Tejo, com uma Marcha Azul da Água para levar a água do Tejo da nascente até à foz, com percursos a pé, de cavalo, de autocarro, de comboio, finalizando com a entrega da carta reivindicativa ibérica ao governo português e ao representante do governo espanhol em Lisboa.
No plano político interno e no seguimento desta estratégia, importa ainda este ano solicitar audiências aos grupos parlamentares e à comissão parlamentar do ambiente, de forma a sensibilizá-los para a questão dos transvases, e posteriormente a solicitação de uma audiência à Sr.ª Ministra do Ambiente no sentido de obtermos informação adicional e de conhecermos a sua opinião sobre o papel e a estratégia do governo português para a defesa do rio Tejo.
Difusão radiofónica da entrevista:
Terça-feira - às 12h15 e às 19H10.
Sábado - entre as 13h15 e as 14 horas.

sábado, 24 de outubro de 2009

O TEJO É EUROPEU

A União Europeia pediu explicações ao Governo Espanhol sobre a crítica situação de degradação do Parque Nacional de Las Tablas de Daimiel, em Castilla-La Mancha, catalogado como Reserva da Biosfera e Zona de Interesse Comunitário, investigando possíveis violações da normativa meio ambiental da UE.
O Tejo é mais uma das vítimas da política de agricultura intensiva espanhola e sofre os efeitos colaterais dos danos causados neste Parque Natural com o transvase de água que está previsto para Janeiro com vista a apagar o incêndio de trufa que actualmente o assola.
É nosso dever alertar a União Europeia para os estragos que esta política e os transvases que lhe estão associados estão a produzir na bacia hidrográfica do Tejo, comprometendo o cumprimento da Directiva Quadro da Água.



El PSOE dice que las competencias en parques nacionales son del Gobierno central
El Gobierno de Castilla-La Mancha considera que la UE debería tener en cuenta el ahorro de agua logrado por los agricultores de esta comunidad mediante la modernización de sus regadíos.
Esta es la respuesta con la que el Ejecutivo castellano-manchego trata de eludir su responsabilidad sobre la crítica situación del Parque Nacional de Las Tablas de Daimiel después de que la Comisión Europea haya pedido explicaciones al Gobierno español sobre la degradación de este paraje catalogado como Reserva de la Biosfera y Zona de Interés Comunitario. La Comisión investiga investiga posibles vulneraciones de la normativa medioambiental de la UE en el Parque Nacional de Las Tablas de Daimiel, en Castilla-La Mancha.
No obstante, el secretario de Estado de Medio Rural y Agua, Josep Puxeu, indicó que «no hay ningún expediente abierto, lo que sí hay es una comunicación fluida con las autoridades de la Unión Europea que, como nosotros, están preocupadas» por la situación del Parque, quien subrayó la disposición del Gobierno a facilitar información.
Por su parte, el consejero de Agricultura y Desarrollo Rural, José Luis Martínez Guijarro, apuntó que «debe ser conocido el enorme esfuerzo realizado por el sector agrario para ahorrar agua modernizando sus regadíos porque somos la comunidad autónoma que tiene un mayor porcentaje de riego eficiente», lamentando que «algunas organizaciones intentan demonizar el sector agrario de la Región».
Por su parte, la vicepresidenta y consejera de Economía y Hacienda de Castilla La Mancha, María Luisa Araújo, aseveró que al Gobierno regional no le preocupa el expediente sancionador que pueda interponer la UE sino que lo realmente le inquieta es la situación de este espacio natural.
Exigentes
Así insistió en que van a «ser exigentes» con el Gobierno de España, así como «colaboradores en la puesta en marcha de medidas que resuelvan los problemas».
El secretario de Organización del PSOE de Castilla-La Mancha, José Manuel Caballero, señaló que en la situación en que se encuentran las Tablas de Daimiel «es evidente que hay una responsabilidad» y, en este sentido, apuntó que las competencias en parques nacionales son del Gobierno de España.
Mientras tanto la portavoz de los parlamentarios populares en las Cortes regionales de Castilla-La Mancha, Ana Guarinos, atribuyó la polémica situación del Parque , afectado por un incendio subterráneo, al «eterno» problema del agua que sufre Castilla-La Mancha que «no ha sabido resolver» el PSOE.
Según indicó Guarinos, «el problema que tenemos en esta Región es que llevamos muchos años con un problema, llevamos muchos años con un gobierno, y el gobierno ha sido incapaz de resolver el problema, y lo que está haciendo con el transcurso del tiempo es continuar dándole una mayor gravedad a este problema».
Caballero, por su parte, aseguró que no entiende que ahora los dirigentes del PP se «rasguen las vestiduras» por la situación de las Tablas cuando hace tan sólo un año en el Senado votaron en contra de una iniciativa que pretendía apoyar una solución para el humedal.
El parlamentario socialista pidió a la presidenta de los populares castellano-manchegos y senadora autonómica, María Dolores de Cospedal, que expliqué por qué hace un año votó en contra de que se pusieran soluciones encima de la mesa para el Parque Nacional de las Tablas.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

NOVO GOVERNO, POLITICA NOVA!?

É sempre bom começar por felicitar os novos membros do Governo, em especial, a nova Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, Engª. Dulce Pássaro.
Desejamos-lhe um bom exercício governativo esperando que seja sensível aos problemas que afectam o rio Tejo e que intervenha de forma activa na gestão da sua bacia hidrográfica.
E que esteja atenta aos sinais que nos chegam do outro lado da fronteira, desta vez as sondagens do Governo Espanhol às companhias de electricidade para que aceitem o transvase de Valdecañas.
Sondean a las compañías eléctricas para que acepten el trasvase de Valdecañas
http://www.laverdad.es/murcia/20091020/region/sondean-companias-electricas-para-20091020.html

Por outro lado, aqui fica a razão pela qual as plataformas espanholas recusam o transvase de emergência para Tablas de Daimiel.

PLATAFORMA EN DEFENSA DE LOS RÍOS TAJO Y ALBERCHE,
DE TALAVERA DE LA REINA

NOTA DE PRENSA
Posicionamiento de la Plataforma contra el posible trasvase de emergencia de agua del Tajo al Parque Nacional de las Tablas de Daimiel.
Ante las noticias de la propuesta/aprobación de un nuevo trasvase de aguas del Tajo con destino a lo que fueron las Tablas de Daimiel (cuenca hidrográfica del Guadiana, provincia de Ciudad Real), la Plataforma expresa que:
La situación por la que atraviesa el Parque Nacional es consecuencia directa de la mala gestión de los ríos, humedales y recursos hídricos del alto Guadiana, donde centenares de kilómetros de ríos han desaparecido, se han secado ojos y surgencias naturales, a la vez que se ha saqueado impunemente el acuífero, en una política de suicidio económico, social y ecológico del territorio, de la que son cómplices los gobiernos de distinto signo que se han sucedido, tanto en España como en Castilla-La Mancha. Este desastre ambiental sin paliativos queda ahora circunscrito en el debate, a la urgencia de “rellenar” lo que fueron las Tablas de Daimiel con agua de otra cuenca hidrográfica, ignorando deliberadamente que la importancia de las Tablas radica, no en si tienen agua y patos; sino en la plena función ecológica que el propio ecosistema vivo es capaz de desarrollar. Las Tablas de Daimiel, con el agua del Tajo, con los Ojos del Guadiana secos y llenos de aspersores, con su entorno muerto, con el acuífero a 35 metros bajo la superficie, son como un animal disecado: tiene apariencia de vivo, pero sólo en la piel y los ojos de cristal.

En el último año hidrológico que finalizó el 30 de septiembre, se han trasvasado desde Entrepeñas y Buendía 296 hectómetros cúbicos. De ellos 160 se han dedicado a regadío en la cuenca del Segura; 106 a abastecimiento en la Mancomunidad de Cabales del Taibilla; 10 se han destinado a Almería; y 20 a las Tablas de Daimiel. Y todo ello pese a que ha sido un año de bonanza pluviométrica en la cuenca del Segura, tanto que las reservas al final del año hidrológico triplicaban las del anterior. Sabiendo el Ministerio de Medio Ambiente y Medio Rural y Marino desde hace meses la precaria situación del Parque, y previendo la necesidad de rellenarlo con agua del Trasvase, ¿por qué no se ha reservado en Entrepeñas y Buendía el agua que ahora se almacena en la cuenca del Segura, y ya no puede volver atrás? Señores del Ministerio: no es que este año haya “sobrado” agua en la cuenca del Segura, sino que ustedes han trasvasado agua en exceso, tanto que han triplicado las reservas de años anteriores, en una situación nunca antes vista. Si ha llovido, ¿por qué se ha trasvasado tanto? ¿Por qué “sobran” ahora en los embalses del Segura prácticamente la totalidad de los hectómetros cúbicos que se han trasvasado para regar el año pasado? ¿Y por qué se sigue reclamando agua sin descanso desde Murcia y Valencia? Por avaricia y por la más absoluta falta de una visión de Estado, alentada por la política trasvasista a ultranza de los gobiernos que se han sucedió tanto del PP como del PSOE. El Ministerio de Medio Ambiente, con su política filibustera hacia los recursos del alto Tajo, para contentar los oídos de las regiones Mediterráneas, ha autorizado el saqueo de la cabecera del Tajo. Y ahora, cómo no, hay que venir a por más, porque somos siempre los mismos, los únicos donde el Estado puede ejercer el derecho de pernada gracias a una ley franquista de 1971. Para el río Tajo la Democracia aún no ha llegado.

El Tajo no tiene agua en cabecera, apenas 370 hm3, menos del 15%. Muchos pueblos de la cuenca del Tajo, pese a ser excedentaria, se tienen que abastecer a día de hoy con camiones cisterna (ahí está la Mancomunidad de la Campana de Oropesa y las Cuatro Villas); los pueblos de la cuenca del Tajo en la provincia de Cuenca han tenido el mismo problema, los alcaldes del Tiétar han pedido la dimisión del presidente de la Confederación Hidrográfica del Tajo, los pueblos de la Sierra Oeste de Madrid protestando por el estado de su embalse de San Juan, restricciones en el Campo Arañuelo extremeño, enfado de los agricultores de Guadalajara por el trasvase a Daimiel, la Mancomunidad de Aguas del Sorbe ha entrado en alerta; no hay agua en el Alberche que garantice para el próximo año las demandas de abastecimiento de Toledo y Talavera de la Reina. ¿A qué estamos jugando? ¿Somos una cuenca excedentaria, que puede dar agua para beber y regar en Murcia y Alicante, tanta que incluso sobra? ¿podemos dar agua para socorrer una y otra vez un parque nacional dejado a su suerte desde su declaración; pero a la vez podemos permitirnos el lujo de estar sin agua para beber en la mitad del territorio? ¿Qué es esto? ¿Qué gestión absurda se realiza de la cuenca del Tajo? ¿Es que va a seguir la Administración gestionando la cuenca del Tajo creyendo a pies juntillas y parapetándose en los excedentes tan irreales como falaces de la Ley de 1971?

Señores del Gobierno de España, de la Junta de Comunidades de Castilla-La Mancha: ya está bien, hasta aquí hemos llegado. Ustedes en 30 años no han sido capaces de poner soluciones al desastre medioambiental del alto Guadiana. Ya está bien de parches. Es una absoluta vergüenza contemplar lo que fueron los Ojos del Guadiana, el cauce del propio río desde los Ojos a lo que es el Parque nacional. Una vergüenza que ejemplifica la dejadez de la Administración en el mayor desastre ambiental acaecido en fechas históricas en la Península ibérica. Es algo de tal magnitud por el que nos juzgarán, a todos, las generaciones venideras. Ya la Comunidad Europea ha abierto un expediente sancionador a España por esa desidia que ha hecho que se arruinen Las Tablas.

Señores del Gobierno de España, de la Junta de Comunidades de Castilla-La Mancha: el Tajo está muerto entre Bolarque y Talavera de la Reina por la falta de agua: no hay bosques de ribera, están muertos por la salinidad de las aguas; el caudal es ínfimo en Toledo y Talavera de la Reina. ¿No les importa? A ustedes el Tajo sólo les importa porque tiene agua, agua que usar, bien en el Mediterráneo o en la Mancha, y se mantiene un silencio cómplice sobre el proyectado trasvase del Tajo Medio o el expolio del Alberche.

Desde la Plataforma en defensa de los ríos Tajo y Alberche de Talavera de la Reina, y en consonancia con la oposición a cualquier trasvase fuera de la cuenca que el primer punto de nuestra tabla reivindicativa indica, queremos mostrar nuestra oposición a cualquier trasvase que se realice ahora desde el Tajo a lo que fueron las Tablas de Daimiel. El agua para rellenar lo que fueron las Tablas de Daimiel se debe obtener del propio Guadiana, de las reservas contenidas en el embalse de Peñarroya, dejándolas fluir por el Záncara, dando continuidad al ecosistema primigenio que ya debería estar restaurado. Es imposible guardar agua para regar y a la vez querer trasvasar agua de una cuenca externa, como lo es la del Tajo, para rellenar lo que fueron las Tablas de Daimiel. Señores del Ministerio, de la Junta de Comunidades de Castilla-La Mancha: suelten los 40 hm3 que se almacenan a fecha de hoy en el embalse de Peñarroya, dejen fluir un caudal elevado. Quizá lleguen por lo que fue el cauce del alto Guadiana, y por lo que fueron el cauce del Záncara y del Gigüela, a lo que fueron las Tablas de Daimiel, 10 ó 15 hm3 con los que encharcar el Parque Nacional. Agua del Guadiana para el Guadiana. Quizá con esta agua llegue algún pato, acuda algún turista despistado, y podamos, tras este ejercicio de taxidermia, colocar en el escaparate el Parque Nacional de las Tablas de Daimiel, limpio de polvo y con los ojos de vidrio brillantes. La mentira hecha vida, de nuevo, un magnífico animal disecado pero esta vez al menos con agua de la propia cuenca hidrográfica.

Más información: Miguel Ángel Sánchez: 616983715 Miguel Méndez: 609982879

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A TUBAGEM MANCHEGA - TRANSVASE EM CONSTRUÇÃO

Além dos dois transvases vigentes, o Transvase Tejo-Segura (TTS) e a sua derivação para o Parque Natural de Tablas de Daimiel, está a ser construído outro megaprojecto que, hidrogeológicamente, é muito questionável: a Tubagem Manchega (TM), ou seja, o Transvase Tejo-Guadiana. A TM aproveitará parte do caudal que circula através do TTS com a finalidade de fornecer as populações carenciadas da provincia de Ciudad Real da região de Castilla-La Mancha, na Bacia Hidrográfica do Guadiana (para fora da bacia hidrográfica do Tejo, por isso um transvase).
O projecto consiste numa rede de distribuição que vai conduzir a água da conduta principal a cada município e tem um orçamento de base do concurso de 167 milhões de euros.
A infra-estrutura pretende levar água do Aqueduto Tajo-Segura para as planícies de La Mancha e integra quatro projectos.
Abaixo está a parte do projecto que respeita aos tubos de ligação aos depósitos dos municípios para abastecimento da população, incluido no Plano Nacional da Água, destinado à distribuição a várias aldeias na província de Ciudad Real, Cuenca, Toledo e Albacete, da água potável que irá passar pela conduta principal em construção.
Nestas províncias abastecer-se-ão 32 municípios: Alcazar de San Juan, Aldea del Rey, Almagro, Almodovar del Campo, Arenas de San Juan, Argamasilla de Alba, Argamasilla de Calatrava Bolaños de Calatrava Calzada de Calatrava, Campo Criptana Carrion de Calatrava, Ciudad Real, Daimiel, Fernan Caballero, Granátula de Calatrava, herança (Ciudad Real), o trabalho, Malagon, Manzanares, Membrilla Pedro Munoz Poblete, Puerto Lápice, Santa Cruz de Mudela, Socuéllamos, La Solana, Torralba de Calatrava, Torrenueva, Valdepeñas, Valenzuela de Calatrava, Villanueva de los Infantes e Villarta de San Juan.
No entanto, estes aquíferos são explorados, por vezes intensamente, para usos agrícolas e para o abastecimento das populações.
Como se vê, os gestores e criadores do TTS e da TM tendem a esquecer e a ignorar a existência de aquíferos e de técnicas de dessalinização e baseiam-se na utilização de recursos hídricos alheios para o desenvolvimento ou fornecimento de outras terras.

SILÊNCIOS DO TEJO

Os silêncios, omissões e falta de informação sobre recursos hídricos em Portugal são mais que muitos:
1º A omissão quanto aos quatro transvases em perspectiva;
2º A inexistência de um sistema de monitorização de caudais permanente e online, constatando-se inactividade do SNIRH quanto à quantidade de água, em especial, na Ponte de Muge, um dos locais de controlo do cumprimento do regime de caudais estipulado na Convenção Luso-Espanhola;
3º A ausência de referência ao caudal de chegada ao Estuário do Tejo na Convenção Luso-Espanhola .
"Para Luís Cruncho de Almeida “...o verdadeiro preço pago por Portugal pela garantia de caudais consiste nos silêncios da Convenção de 1998…”.
Um destes “silêncios” é o da não regulação quantitativa dos caudais de chegada ao mar. Isto é, para garantir o bom estado das águas dos estuários e águas marinhas adjacentes, seria preciso fixar a parcela de caudais com que cada Parte deve contribuir. Mas, de costas e águas marítimas quase nada refere a Convenção de 1998" - “O PRINCÍPIO DE USO EQUITATIVO: UMA PEDRA NO SAPATO DA CONVENÇÃO LUSO-ESPANHOLA?”, Amparo Sereno, Universidade Católica Portuguesa, Faculdade de Direito.

ORGANIZAÇÕES A "VOGAR CONTRA A INDIFERENÇA"

34 PARTICIPANTES
Associação dos Amigos das Caneiras
Associação dos Amigos do Tejo
Associação dos Arquitectos Sem Fronteiras – Portugal
Associação Independente para o Desenvolvimento Integrado de Alpiarça
Associação Náutica da Marina do Parque das Nações

COAGRET – Portugal - Coordenadora de Afectados por Grandes Barragens e Trasvases
Coordinadora en defensa del Tajo Medio y Gredos
Direcção Regional de Florestas
Eco Cartaxo
Ecologistas en Acción de Toledo
Escola Superior de Desporto de Rio Maior
Federación de Asociaciones de Vecinos "El Ciudadano", Toledo
Freguesia de Marvila

Freguesia de Vila Nova da Barquinha
Fundação Nova Cultura da Água
Greenpeace – Toledo
Instituto de Arte e Design
Instituto da Democracia Portuguesa
Instituto Politécnico de Santarém
ISEL - Instituto Superior de Engenharia de Lisboa
Município de Santarém
Município de Azambuja
Município de Vila Nova da Barquinha

Município de Vila Franca de Xira
Município de Seixal
Município de Salvaterra de Magos
Município de Santa Maria da Feira
Plataforma en Defensa de los Ríos Tajo y Alberche de Talavera de la Reina
Plataforma de Toledo en defensa del Tajo
Projecto Rios
proTEJO - Movimento pelo Tejo
Red Ciudadana por una Nueva Cultura del Agua del Tajo/Tejo e sus ríos (Ibérica)
SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves
Universidade Aberta
COM O APOIO
Associação dos Amigos das Caneiras
Bombeiros Voluntários de Almeirim
Bombeiros Voluntários de Alpiarça
Bombeiros Voluntários de Santarém
Município de Abrantes
Município de Santarém
Rancho Folclórico de Vale de Santarém
COMUNICAÇÃO SOCIAL
Revista da Marinha
Correio do Ribatejo
El Periódico de Catalunya
Jornal Público
TV4SEMANAS - SANTARÉM
BBC - British Broadcasting Corporation
Radio Freance Internationale