Somos um movimento de cidadania em defesa do Tejo denominado "Movimento Pelo Tejo" (abreviadamente proTEJO) que congrega todos os cidadãos e organizações da bacia do TEJO em Portugal, trocando experiências e informação, para que se consolidem e amplifiquem as distintas actuações de organização e mobilização social.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

MANIFESTAÇÃO IBÉRICA 11 DE JUNHO FECHAR ALMARAZ

Manifestação ibérica a 11 de junho pelo fecho da central nuclear de Almaraz, em Cáceres, a 100 quilómetros da fronteira portuguesa, já tem 250 pessoas inscritas e autocarros confirmados desde Lisboa, Porto, Aveiro, Santarém, Castelo Branco, Faro e Viseu. Inscrições podem ser feitas na página oficial da manifestação.

FECHAR ALMARAZ / DESCANSE EM PAZ

CONVITE
O Movimento proTEJO vem convidar as populações ribeirinhas a estarem presentes na sessão de esclarecimento, “Fechar Almaraz - Descanse em Paz”, que se irá realizar em Vila Nova da Barquinha no dia 28 de Maio pelas 15 horas no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha.

Mais se informa que, sendo o Movimento proTEJO um dos signatários do Movimento Ibérico Antinuclear, esta sessão está incluída nas atividades de preparação da Manifestação Ibérica do dia 11 de Junho em Cáceres, Espanha, tendo como um dos objetivos o encerramento da Central Nuclear de Almaraz.

Participantes no debate
Protejo – Movimento pelo Tejo – Paulo Constantino
Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza - Nuno Sequeira
ZERO - Associação Sistema Terrestre Sustentável – Carla Graça
AZU Associação Ambiente em Zonas Uraníferas - Miguel Teotónio Pereira
Presidente da Distrital de Santarém do CDS - José Vasco Matafome
Deputado da AR do Bloco de Esquerda – Carlos Matias

DEBATES FECHAR ALMARAZ / DESCANSE EM PAZ


sexta-feira, 6 de maio de 2016

terça-feira, 19 de abril de 2016

AUDIÇÃO DO MINISTRO DO AMBIENTE NA COMISSÃO PARLAMENTAR DO AMBIENTE

Realizou-se uma audição do Ministro do Ambiente na Comissão Parlamentar do Ambiente, no dia 19 de abril de 2016, onde foram focados os problemas do rio Tejo e seus afluentes, que podem ver aqui.

quarta-feira, 23 de março de 2016

AUDIÇÃO CONJUNTA SOBRE O RIO TEJO: QUERCUS, MIA - MOVIMENTO IBÉRICO ANTINUCLEAR E ASSOCIAÇÃO TAGUS VIVAN

A audição conjunta sobre o Rio Tejo com a Quercus, MIA - Movimento Ibérico Antinuclear e Associação Tagus Vivan realizou-se no dia 22 de Março de 2016 e pode ver-se aqui.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

DESPERTARES NO TEJO – CRÓNICA “CÁ POR CAUSAS”

A crescente e contínua vaga de poluição que assola o rio Tejo e seus afluentes tem vindo a fazer do Tejo palco de múltiplas intervenções e despertares.
Numa fase inicial ouviam-se apenas as associações de defesa do Tejo a denunciarem esta calamidade tendo o proTEJO para isso promovido uma “Manifestação Contra a Poluição do Tejo e seus afluentes”, em Setembro do ano passado, e divulgado quase diariamente os incidentes de poluição que se foram observando no rio Tejo.
Mais recentemente, em 12 de janeiro de 2016, o proTEJO – Movimento pelo Tejo teve a oportunidade de apresentar perante a Comissão Parlamentar do Ambiente, que elegeu a resolução dos problemas ambientais do rio Tejo e seus afluentes como objetivo da legislatura, os males de que o rio Tejo padece com os caudais insuficientes devido aos transvases para o sul de Espanha e à retenção de água nas barragens da Estremadura espanhola, a poluição das águas do Tejo e as barreiras à conetividade fluvial, como sejam, o açude de Abrantes e o travessão construído pela Central Termoelétrica do Tejo.
O Ministério do Ambiente reagiu prontamente às denúncias de poluição no rio Tejo e anunciou, no dia 19 de janeiro, a criação de uma comissão de acompanhamento sobre a poluição no rio Tejo que tem por missão avaliar e diagnosticar as situações com impacto direto na qualidade da água do rio Tejo e seus afluente e deverá “promover a elaboração e execução de estratégias de atuação conjunta e partilhada entre diversas entidades de modo a fazer face aos fenómenos de poluição e, ainda, avaliar e propor medidas que agilizem a capacidade de atuação da Administração perante os problemas de poluição identificados", para o que irá apresentar um relatório com propostas e recomendações até ao final de junho de 2016.
A comissão tem representantes da Agência Portuguesa do Ambiente, da Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e do Centro e as Comunidades Intermunicipais da Lezíria do Tejo, Médio Tejo, Beira-Baixa e Alto Alentejo.
Na mesma Comissão Parlamentar do Ambiente foram ouvidas as perspetivas sobre os problemas do Tejo da Agência Portuguesa do Ambiente, em 26 de janeiro de 2016, dos autarcas de municípios ribeirinhos do Tejo (Abrantes, Castelo Branco, Constância, Gavião, Mação e Vila Velha de Ródão), em 2 de fevereiro de 2016, e do representante da CELPA - Associação da Industria Papeleira, em 16 de fevereiro de 2016.

Em meados de fevereiro, o Ministério do Ambiente, em conjunto com a Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, as três Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional que abrangem esta bacia hidrográfica e a Agência Portuguesa do Ambiente, desenvolveram um plano de inspeções para todo o país, com “especial enfoque” no Tejo. O Ministério do Ambiente salientou que, desde Agosto de 2015, não eram homologados processos de inspeção que permitissem a punição dos infratores e que já tinha homologado 120 processos pendentes, sendo que 30 diziam respeito à bacia do Tejo.
Em resultado destas ações de inspeção foram detetadas várias descargas de efluentes ao longo do Tejo, tendo sido intimadas duas empresas a cumprir, no prazo estipulado pelos inspetores, as medidas para pôr fim às ações de poluição da bacia do rio Tejo, caso contrário seriam encerradas, e solicitada a abertura de inquéritos criminais junto ao Ministério Público a duas empresas suspeitas de poluírem o rio Tejo.
No dia 19 de fevereiro o Movimento de Pescadores pelo Tejo promoveu uma manifestação de protesto contra a poluição no rio Tejo, no caís fluvial de Vila Velha de Ródão, para sensibilizar as empresas e as entidades competentes para o drama dos pescadores do Tejo, que estão a acabar, onde também estiveram presentes três deputados do PSD, CDS-PP e Bloco de Esquerda, eleitos pelo círculo de Santarém, Duarte Marques, Patrícia Fonseca e Carlos Matias, respetivamente.
Nos últimos dias foi divulgado na imprensa que a Procuradoria-Geral da República, face às notícias publicadas, comunicou-as ao Ministério Público competente, para que fossem apreciadas no âmbito das respetivas atribuições. Na sequência desta comunicação, foi instaurado um inquérito relacionado com a matéria no Departamento de Investigação e Ação Penal de Santarém para investigar as denúncias de descargas poluentes no Rio Tejo por parte da empresa de celulose CELTEJO, localizada em Vila Velha de Ródão, depois da difusão de um vídeo por alguns pescadores que mostrava a poluição a emergir no rio Tejo a partir do tubo de descarga de efluentes da CELTEJO.
Estes acontecimentos são despertares que podem vir a resolver os problemas do rio Tejo e seus afluentes e a inverter a atual situação de deterioração em que se encontram.
Apesar do sentido positivo destes despertares, devemos também manter-nos despertos e ativos para garantir que as ações agora desencadeadas pelas autoridades competentes tenham um resultado positivo e eficaz sobre a qualidade das águas do rio Tejo e dos seus afluentes.
O Tejo merece!
Paulo Constantino

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

AUDIÇÃO DOS AUTARCAS DO TEJO NA COMISSÃO PARLAMENTAR DO AMBIENTE

Os autarcas do Tejo, de Mação, Nisa, Gavião, Abrantes, Vila Velha de Ródão, Castelo-Branco, Constância e Idanha-a-Nova, foram ouvidos na Comissão Parlamentar do Ambiente, no dia 2 de fevereiro de 2016, que podem ver aqui.

domingo, 31 de janeiro de 2016

OS LOBOS DO TEJO – CÁ POR CAUSAS

Afinal havia “lobos” no Tejo!
Os pescadores conhecem-nos bem, não fossem eles os “pastores” do rio, habituados a defenderem-se das suas descargas de poluição que os obrigam a pescar a montante ou a jusante dos locais afetados ou mesmo a mudarem de águas ou rios para conseguirem obter frutos da sua arte.
Os ambientalistas que cuidam dos rios estão habituados tanto à sua falta de vergonha, quando fazem descargas altamente poluidoras e visíveis a olho nu, como às suas manhas, quando fazem descargas noturnas, ao fim de semana ou em alturas em que a água corre “anormalmente” abundante.
As populações ribeirinhas nunca quiseram acreditar que os “lobos” existissem, aceitando os empregos que estes criam sob a sua pele de cordeiro, o que, apesar de compreensível numa época de crise como a atual, tem grandes custos e males quer hoje quer no futuro.
Os políticos tendem a ser seduzidos pelo empreendedorismo dos “lobos”, que com os seus milhões de euros criam emprego e dinamizam os seus concelhos, as suas regiões e mesmo a economia nacional, esquecendo-se dos prejuízos ambientais que tais pactos possam causar.

Os fiscalizadores não nos conseguem proteger dos “lobos”, sendo evidente a insuficiência de meios para estes “caçadores” lidarem com tão astuta presa.
No entanto, algo está a mudar, a poluição tem sido tanta e tão óbvia que os pescadores, as populações ribeirinhas, os políticos e os fiscalizadores estão cada vez mais convictos da necessidade de pôr um fim a esta desgovernada falta de valores ambientais.
Apesar de todos os males que os “lobos” têm causado não se pretende que os “aldeões” se revoltem e façam justiça pelas próprias mãos!
Como ambientalistas que somos queremos a preservação dos “lobos”, para que estes cumpram o seu papel no desenvolvimento económico e social, mas sob a condição de alteração do seu comportamento com vista à plena aceitação dos valores ambientais que atualmente são um fundamento basilar de qualquer sociedade desenvolvida.
Os “lobos” têm de compreender, de uma vez por todas, que a imediata rejeição do comportamento poluidor é fundamental para a sua própria preservação, que a sua própria sobrevivência depende da adoção de um comportamento com responsabilidade ambiental.
Assim, é importante que concretizem imediatamente os investimentos necessários para evitar as descargas poluidoras, até agora adiados por motivos meramente financeiros, facto que apenas tem contribuído para piorar a imagem que os “lobos” têm aos olhos dos cidadãos.
Se este não for o caminho escolhido, o mais certo é, mais tarde ou mais cedo, serem perseguidos por “aldeões” armados de forquilhas.
Pela preservação dos “lobos” com responsabilidade ambiental!
O Tejo merece!
Paulo Constantino