Somos um movimento de cidadania em defesa do Tejo denominado "Movimento Pelo Tejo" (abreviadamente proTEJO) que congrega todos os cidadãos e organizações da bacia do TEJO em Portugal, trocando experiências e informação, para que se consolidem e amplifiquem as distintas actuações de organização e mobilização social.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

CONVITE - REUNIÃO DE TRABALHO - 8 DE MAIO DE 2020

CONVITE
REUNIÃO DE TRABALHO
8 de maio de 2020
Exmos. Senhores
O proTEJO – Movimento Pelo Tejo vem convidá-los a estarem presentes na sua Reunião de Trabalho que se realizará no dia 8 de maio de 2020 (sexta-feira) pelas 18 horas, por videoconferência acessível na ligação https:/meet.jit.si/proTEJO20200508, com a seguinte Ordem de Trabalhos:
    1º Definição da organização do proTEJO no contexto da Crise Covid-19;
    2º Estratégia e programação da atividade do proTEJO – DT n.º 1;
    4º Abordagem ao “Projeto Tejo - Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Tejo e Oeste”;
    5º Situação da poluição do rio Tejo e seus afluentes;
    6º Diversos.
Esta iniciativa encontra-se aberta às organizações e aos cidadãos que referenciem como partilhando este objetivo, pelo que agradecemos que as convidem a estarem presentes.
PARTICIPEM!
SÓ COM A VOSSA PRESENÇA PODEMOS SEGUIR EM FRENTE NA DEFESA DO TEJO!
A PARTICIPAÇÃO DOS ADERENTES E O ENVOLVIMENTO DOS CONVIDADOS É UM IMPORTANTE INCENTIVO MORAL!
CONTAMOS CONVOSCO!

domingo, 1 de março de 2020

PARTICIPAÇÃO PÚBLICA NAS QUESTÕES SIGNIFICATIVAS DA GESTÃO DA ÁGUA (QSiGA) DO 3º CICLO DE PLANEAMENTO DA GESTÃO DA REGIÃO HIDROGRÁFICA DO TEJO - 2022-2027

Apelamos à vossa participação pública através do envio de contributos de análise sobre os documentos das Questões Significativas da Gestão da Água (QSiGA) (relatório e anexo) do processo de revisão do Planos de Gestão de Região Hidrográfica do Tejo (RH5), que se encontram em consulta pública até 22 de junho de 2020 para integrarem a apresentação de um parecer do proTEJO, a ser remetido à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), pelo que solicitamos o preenchimento do "Guião de Análise e Avaliação dos projetos de documentos das Questões Significativas da Gestão da Água" (em anexo), que deverão remeter-nos até dia 1 de junho para o correio eletrónico protejo.movimento@gmail.com ou apresentar diretamente no portal Participa da APA.
Quais são as Questões Significativas de Gestão da Água (QSiGA) e como estão enquadradas no processo de planeamento hidrológico?
No cumprimento da Diretiva Quadro da Água (DQA) e da Lei da Água (LA), particularmente no disposto no artigo 29.º, os Planos de Gestão de Região Hidrográfica (PGRH) são elaborados por ciclos de planeamento, sendo revistos e atualizados de seis em seis anos.
O Despacho n.º 11955/2018, 2.ª série, de 12 de dezembro, determina que, deve a APA assegurar a revisão dos PGRH referentes ao 2.º ciclo de planeamento da DQA num prazo de 36 meses a contar da data da sua publicação.
Neste sentido, os PGRH atualmente em vigor para o período 2016-2021, referentes ao 2.º ciclo de planeamento, começam a ser revistos pelo menos três anos antes do início do período a que se refere o 3.º ciclo (2022-2027), com a publicação de um Calendário e Programa de Trabalhos para a sua elaboração.
O procedimento para a elaboração e revisão dos planos de gestão da bacia hidrográfica para o período 2022-2027 deve seguir uma série de fases, esquematizadas na figura seguinte:

A DQA/LA preconiza três fases principais de participação pública a decorrer durante o período de revisão dos PGRH, com uma duração mínima de 6 meses, durante as quais todos os interessados são convidados e incentivados a participar.


Neste contexto, encontra-se a decorrer o período de participação pública das Questões Significativas da Gestão da Água (QSiGA) desde 1 de janeiro de 2020 e até 22 de junho de 2020.
Para além do site da APA, o portal Participa disponibiliza toda a informação necessária sendo o local privilegiado para o envio de contributos e sugestões de todos os interessados.
2.ª Fase – Questões Significativas da Gestão da Água (QSiGA)
O documento das Questões Significativas da Gestão da Água (QSiGA) é fundamental para o processo de revisão dos PGRH uma vez que, sendo anterior à elaboração do plano, permite antever as questões e os temas que serão necessariamente integrados no mesmo, tendo por base, a caracterização da região hidrográfica, a análise das pressões e dos seus impactes sobre as massas de água e a avaliação do seu estado.
Podem ser identificadas como QSiGA, as pressões decorrentes das ações antrópicas sobre as massas de água, os impactes resultantes dessas ações e os aspetos de ordem normativa, organizacional, económica, ou outros, que dificultem ou coloquem em causa o cumprimento dos objetivos da DQA/LA.
O procedimento de participação pública das QSiGA é promovido pela APA, através dos seus departamentos regionais de Administração da Região Hidrográfica, durante um período de seis meses, entre 22 de dezembro de 2019 e 22 de junho de 2020, nos termos preconizadas pela DQA/LA.
As QSiGA são realmente a primeira etapa na preparação do plano hidrológico, antes da elaboração do esboço do próprio plano hidrológico e após os documentos iniciais que reveem as informações da de base sobre a região hidrográfica. O seu objetivo fundamental é identificar, definir e propor soluções para os principais problemas, atuais e previsíveis, da região hidrográfica relacionadas com a gestão dos recursos hídricos, bem como com a conservação e melhoria de rios, áreas húmidas e aquíferos.
Uma vez identificadas as questões importantes, as QSiGA devem levantar e avaliar as alternativas possíveis para resolver os problemas. Como resultado dessa reflexão, as QSiGA devem servir para especificar determinadas decisões e diretrizes para desenvolver o plano hidrológico. Portanto, é um dos principais documentos para conhecimento e discussão do público dentro do processo de planeamento.
Em Portugal, o chamado documento das Questões Significativas de Gestão da Água (QSiGA) é submetido a consulta pública, e está disponível no site da Agência Portuguesa do Ambiente e no sitío da região hidrográfica correspondente, nas seções dedicadas ao planeamento hidrológico.
A consulta pública das QSiGA’s não se pode limitar à revisão dos documentos preparados pela Agência Portuguesa do Ambiente e ao envio de comentários. É necessário exigir às autoridades que, durante os seis meses regulamentados por esta consulta pública, sejam organizadas reuniões para a discussão de questões importantes com todos os setores e partes interessadas no planeamento hidrológico. A participação facilitada pelos profissionais e ativa nessas discussões, bem como a transposição do resultado dessas discussões e contribuições das partes interessadas, para a decisão e aprovação do documento final das QSiGA, é um requisito inevitável para a correta implementação do Diretiva-Quadro Água e da legislação portuguesa que regula a gestão da água, dos ecossistemas aquáticos e dos aquíferos.
Portanto, este é um momento muito importante para participar e exigir que as autoridades discutam essas questões importantes que devem orientar o desenvolvimento subsequente do plano de gestão da região hidrográfica.
Participem porque o Tejo merece!

APELO DE NÃO REVISÃO DA DIRETIVA QUADRO DA ÁGUA AO SENHOR MINISTRO DO AMBIENTE

Exmo. Senhor Ministro do Ambiente e da Ação Climática
João Pedro Matos Fernandes
Antes da troca de pontos de vista entre Ministros sobre a avaliação da legislação da água na reunião do Conselho (Meio Ambiente) em 5 de março de 2020, gostaríamos de chamar a sua atenção quanto à importância do acompanhamento desta avaliação para garantir recursos de água doce saudável na Europa. Atualmente, 60% de nossos rios e lagos na Europa não estão em bom estado.
Em outubro de 2017, a Comissão Europeia anunciou a verificação de adequação das Diretivas Quadro da Água (DQA) e Inundações. Três anos depois, após uma extensa avaliação e busca de evidências, o processo chegou a uma encruzilhada. As conclusões do teste de aptidão declararam claramente "O fato de os objetivos da DQA ainda não terem sido atingidos por completo é em grande parte devido ao financiamento insuficiente, implementação lenta e integração insuficiente dos objetivos ambientais nas políticas setoriais, e não devido a uma deficiência na legislação".
Uma análise recente sobre a DQA conduzida pelo Instituto Leibniz de Ecologia de Água Doce chega às mesmas conclusões que a verificação de aptidão: “As razões para o fraco desempenho não se devem à própria Diretiva-Quadro da Água. De fato, este é um documento de política tecnicamente sólido e oportuno".
A Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Serviços de Biodiversidade e Ecossistemas (IPBES) informou que os ecossistemas aquáticos estão entre os mais degradados do mundo. O Relatório de Riscos Globais do Fórum Econômico Mundial 2020 determinou que a crise da água tem sido um dos 5 principais riscos globais por cinco anos consecutivos (2015-2020). E, de acordo com uma publicação recente da Agência Ambiental Européia (EEA), os principais impactos que as mudanças climáticas terão na Europa são o aumento de secas, chuvas fortes e inundações. Sabemos, portanto, que a próxima década será crucial para combater as alterações climáticas e a proteção ambiental.
Com as conclusões do teste de aptidão destacando que “a Diretiva-Quadro Água é suficientemente prescritiva em relação às pressões a serem enfrentadas e, no entanto, suficientemente flexível para reforçar a sua implementação conforme necessário em relação aos desafios emergentes não mencionados na Diretiva, como alterações climáticas, escassez de água e poluentes de emergente preocupação”, a relevância da Diretiva-Quadro Água não pode continuar a ser questionada.
Apesar dessas evidências, o fato de a Comissão Europeia ainda não ter se comprometido a não abrir a diretiva nem esclarecido o acompanhamento das conclusões do teste de aptidão é inaceitável. Enquanto se caminha para o prazo limite para os 3º Planos de Gestão de Bacia Hidrográfica, em final de 2021, as autoridades da bacia hidrográfica precisam de segurança jurídica para planear e financiar as medidas que realmente ajudarão a obter um bom estado em todas as águas superficiais e subterrâneas, uma meta que todos compartilhamos. A Estratégia de Biodiversidade da UE para 2030, a Estratégia de Exploração Agrícola e o Plano de Ação para Poluição Zero oferecem enormes oportunidades para enfrentar as pressões hidromorfológicas, de poluição difusas e pontuais sobre os rios e lagos europeus. O Acordo Verde Europeu pode e deve ser aproveitado com o objetivo de alcançar um bom estado da água em 2027, não prejudicado por um debate não resolvido sobre a revisão ou não da Diretiva-Quadro Água.
Convidamo-lo a unir-se a mais de 375.000 cidadãos, cerca de 6.000 cientistas e mais de 130 organizações da sociedade civil e a apoiar firmemente a manutenção da Diretiva-Quadro Água na sua forma atual no debate do Conselho em 5 de março.
Bacia do Tejo, 1 de março de 2020

PEDIDO DE INFORMAÇÃO SOBRE A QUALIDADE DA ÁGUA DO TEJO À AGÊNCIA PORTUGUESA DO AMBIENTE

Exmo. Senhor Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente
Nuno Lacasta
O proTEJO – Movimento pelo Tejo vem junto de V. Ex.ª solicitar informação sobre a qualidade da água e seu controlo e fiscalização na região hidrográfica do Tejo, designadamente:
1º Situação atual e medidas tomadas para obviar os casos de poluição que têm vindo a ocorrer nos afluentes do Tejo, nomeadamente, ribeira da Boa Água, rio Almonda, rio Grande da Pipa, rio Nabão, rio Alviela, rio Maior e rio Trancão;
2º Medidas tomadas e sua programação para a remoção de espécies invasoras – jacintos – no rio Sorraia, rio Almonda e rio Alviela;
3º Situação atual e risco de contaminação por escorrências de minérios das minas da Panasqueira para a ribeira do Bodelhão e para o rio Zêzere;
4º Estado de funcionamento de cada umas das ETAR’s da bacia do Tejo, designadamente:
    a) Identificação dos critérios de rejeição de efluentes;
    b) Identificação do nível de eficiência de remoção de poluentes de registados;
    c) Indicação sobre o cumprimento ou incumprimento dos limites legais;
5º Adequação do alinhamento dos critérios de rejeição de efluentes e de eficiência de remoção definidos para cada ETAR com os objetivos estabelecidos para o estado ecológico das respetivas massas de água.
6º Resultados do controlo e fiscalização do cumprimento de cada uma das licenças de emissão de efluentes para o rio Tejo e afluentes que foram revistas a partir do incidente de poluição registado em 24 de janeiro de 2018.
Agradecemos antecipadamente a vossa colaboração.
Bacia do Tejo, 1 de março de 2020

domingo, 23 de fevereiro de 2020

proTEJO MOBILIZA-SE “POR UM TEJO LIVRE” DE AÇUDES E PELA DEFINIÇÃO DE CAUDAIS ECOLÓGICOS NA CONVENÇÃO DE ALBUFEIRA

NOTA DE IMPRENSA
23 de fevereiro de 2020
proTEJO MOBILIZA-SE “POR UM TEJO LIVRE” DE AÇUDES E
PELA DEFINIÇÃO DE CAUDAIS ECOLÓGICOS NA
CONVENÇÃO DE ALBUFEIRA
O movimento proTEJO centrará a sua atuação durante o ano de 2020 na mobilização e sensibilização dos cidadãos da bacia do Tejo para a defesa de um rio Tejo livre de açudes e com dinâmica fluvial adequada à preservação dos fluxos migratórios das espécies piscícolas e ao usufruto das populações ribeirinhas.
O proTEJO – Movimento pelo Tejo tomou, em reunião do seu Conselho Deliberativo de 23 de fevereiro de 2020, as seguintes deliberações:
1º Foram eleitas as seguintes unidades organizacionais do proTEJO:
UNIDADES ORGANIZACIONAIS DO
proTEJO – Movimento pelo Tejo
2020-2021
Conselho Consultivo
Presidente
João Fernando Mexia Machado
Mesa do Conselho Deliberativo
Presidente
José Manuel Sequeira Louza
Vice-Presidente
Pedro Alexandre de Sousa Triguinho
Secretário
Arlindo Manuel Consolado Marques
Porta vozes

Ana Cristina Silva Brazão
Ana Maria da Costa Silva
José Maria Salgueiro Moura
Paulo Fernando da Graça Constantino
O proTEJO contará a partir de agora com 4 porta vozes com mais ampla distribuição ao longo de toda a bacia do Tejo.
2º A estratégia e programação de atividades para o ano de 2020 tiveram uma ampla reflexão e obtiveram aprovação, sendo enunciadas de seguida:

Estratégia e programação de atividades - 2020
Atividade
Data
Local
Dinamizador
   A – Iniciativas Institucionais
1.  Pedido de informação à APA sobre a atual situação de poluição do rio Tejo e afluentes, controlo das licenças de emissão de efluentes e nível de eficiência das ETAR’s da bacia do Tejo
fev.
NA
      Ana Brazão / Carla Graça / Paulo Constantino
2.  Elaboração de memorando com vista a proposta de iniciativa legislativa para a proteção dos ativistas ambientais dirigida à Comissão Parlamentar de Ambiente
mar.
NA
    Armindo Silveira
3.  Participação / Subscrição de iniciativas relativas à rejeição do projeto de Aeroporto do Montijo, inclusivamente queixa à Convenção de RAMSAR
2020
NA
     Ana Brazão / Carla Graça
4.  Reuniões com Municípios que integram ou possam integrar Movimento proTEJO, com vista à divulgação de posições e envolvimento de partes interessadas
2020
NA
 Paulo Constantino / Ana Brazão
   B - Sensibilização Ambiental
5.  Realização de parcerias com movimentos cívicos e ambientalistas (Greve Climática, Climáximo, etc.)
2020
NA
    Ana Silva / José Moura
6.  Ação junto da comunidade escolar
Educação Ambiental – “Água e Rios”
Teatro infantil / juvenil sobre ecologia e o rio Tejo
2020
    Escolas / Municípios
    Ana Silva e Rosa Ferreira
7.  “Vogar Contra a Indiferença” – Descida de Canoa
    rio Tejo – Caneiras/Valada - 14 km
    (+ atividade 9.)
Nota: Santarém / Caneiras são + 5 km
16/mai
      Santarém / Cartaxo
  Paulo Constantino
8.  Participação no II European Rivers Summit, destinada a ativistas de luta anti barragem
  19-21/ nov
Lisboa Fundação Gulbenkian
Ana Brazão
   C - Mobilização Cívica
9.      Concentração “Por um Tejo livre” - Dia Mundial da Migração de Peixes (+ atividade 7. Vogar)
16/mai
Valada / Cartaxo
     Ana Silva / Ana Brazão
10.   Manifestação por um regime de caudais ecológicos na Convenção de Albufeira
26/set
Ministério do Ambiente
José Moura / Paulo Constantino
11.   Participação em manifestação contra o projeto de Aeroporto do Montijo organizada pela Plataforma Cívica Aeroporto BA6 – Montijo Não
     A agendar
Plataforma
  Ana Brazão / Ana Silva / Carla Graça
   D – Conhecimento Ambiental
12.   “Tejo Vivo e Vivido – Seminário para a recuperação do rio Tejo e seus afluentes”, sob o tema “Controlo da qualidade da água e das licenças de emissão de efluentes”
24/out
        Vila Franca de Xira
  Paulo Constantino
13.   Jornadas sobre “Direito ambiental dos recursos hídricos” dirigida a juristas e magistrados
26/nov
     A determinar
Carla Graça

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

proTEJO APRESENTA RECURSO HIERÁRQUICO AO SENHOR MINISTO DO AMBIENTE DA DECLARAÇÃO DE IMPACTE AMBIENTAL COM DECISÃO FAVORÁVEL CONDICIONADA SOBRE O PROJETO DE AEROPORTO DO MONTIJO EMITIDA PELA AGÊNCIA PORTUGUESA DO AMBIENTE

NOTA DE IMPRENSA
21 de fevereiro de 2020
proTEJO APRESENTA RECURSO HIERÁRQUICO AO SENHOR MINISTO DO AMBIENTE DA DECLARAÇÃO DE IMPACTE AMBIENTAL COM DECISÃO FAVORÁVEL CONDICIONADA SOBRE O PROJETO DE AEROPORTO DO MONTIJO EMITIDA PELA AGÊNCIA PORTUGUESA DO AMBIENTE
O proTEJO – Movimento pelo Tejo apresentou ontem, dia 20 de fevereiro, um recurso hierárquico ao Senhor Ministro do Ambiente e Ação Climática da Decisão Favorável condicionada relativa à Declaração de Impacte Ambiental (DIA) do Projeto “Aeroporto do Montijo e Respetivas Acessibilidades”, com processo de AIA N.º 3280, proferida pela Agência Portuguesa do Ambiente, em que requer que esta decisão seja anulada administrativamente em virtude dos seguintes considerandos:
O processo de Avaliação de Impactes Ambientais apresenta várias desconformidades, nomeadamente a obrigatoriedade de realização de uma Avaliação Ambiental Estratégica para a solução de mobilidade internacional e aeroportuária para Lisboa, que considerasse os impactes ambientais e as externalidades negativas, nomeadamente na saúde humana e na conservação da biodiversidade. Tal apenas seria possível mediante o estudo de localizações alternativas, em articulação com o aeroporto Humberto Delgado em Lisboa e/ou a sua eventual deslocalização, de desenvolvimento do transporte aéreo e de mobilidade, incluindo a ferrovia como alternativa parcial ao transporte aéreo. Haveria várias opções que poderiam ter sido consolidadas e comparadas, até numa perspetiva de complementaridade com a ferrovia a nível nacional e internacional. Essas opções poderiam ser adotadas pelas companhias aéreas como complemento, o que pressuporia a própria existência de uma linha ferroviária.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) deveria ter emitido uma Declaração de Impacte Ambiental Desfavorável sobre o Estudo de Impacte Ambiental que se encontra em desconformidade com os normativos legais nacionais, comunitários e internacionais, destacando-se as Diretivas Aves e Habitats, assim como outros compromissos assumidos pelo estado Português internacionalmente. O Estuário do Tejo é sítio RAMSAR, assim designado pela Convenção sobre Zonas Húmidas de Importância Internacional, especialmente como Habitat de Aves Aquáticas. Para além da sua importância para aves migradoras, que serão profundamente afetadas pelas múltiplas aterragens e descolagens de aviões comerciais, a implantação aeroporto do Montijo irá destruir parte dos seus habitats.
Também as infraestruturas de suporte à atividade aeronáutica e o gigantesco aumento da atividade económica levarão a uma especulação imobiliária que potenciará novas zonas edificadas nas imediações do Estuário do Tejo. O distúrbio nos habitats será profundo e a destruição não acontecerá apenas com a construção da infraestrutura, mas com tudo o que a envolve, surgindo com isso os impactes para os quais não haverá mitigação assegurada pela Operadora, a ANA - Aeroportos de Portugal, SA.
A destruição das zonas húmidas será real, dificilmente controlável e irreversível estando em causa a qualidade e o futuro da Reserva Natural do Estuário do Tejo. As zonas húmidas têm elevada importância ao nível da retenção de carbono e de regulação climática, permitindo combater as alterações climáticas. Assim, a decisão de viabilizar este projeto cria uma exceção à implementação do Roteiro para a Neutralidade Carbónica visto que o Governo aceita a única opção apresentada pelo Promotor. Estas áreas são ainda essenciais no controlo das inundações e da erosão, através da retenção e absorção da água de grandes chuvadas, sendo que a vegetação reduz a velocidade da corrente; purificam a água pela retenção das substâncias poluentes, que transformam e tornam inofensivas; e alimentam os reservatórios naturais subterrâneos de água doce, que utilizamos para o consumo humano.

Bacia do Tejo, 21 de fevereiro de 2020

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

CONVITE - REUNIÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO - 23 DE FEVEREIRO DE 2020

CONVITE
REUNIÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO
23 de fevereiro de 2020
Exmos. Senhores
O proTEJO – Movimento Pelo Tejo vem convidá-los a estarem presentes na sua Reunião do Conselho Deliberativo que se realizará no dia 23 de fevereiro de 2020 (domingo) pelas 14h 30m, na sede da Junta de Freguesia de Vila Nova da Barquinha (ex-Junta de Freguesia da Moita do Norte), com a seguinte Ordem de Trabalhos:
1º Eleição das unidades organizacionais para o biénio de 2020/2021 - DT nº 1;
2º Estratégia e Programação da atividade do proTEJO - DT nº 2;
3º Diversos.
Esta iniciativa encontra-se aberta às organizações e aos cidadãos que referenciem como partilhando este objetivo, pelo que agradecemos que as convidem a estarem presentes.
PARTICIPEM!
SÓ COM A VOSSA PRESENÇA PODEMOS SEGUIR EM FRENTE NA DEFESA DO TEJO!
A PARTICIPAÇÃO DOS ADERENTES E O ENVOLVIMENTO DOS CONVIDADOS É UM IMPORTANTE INCENTIVO MORAL!
CONTAMOS CONVOSCO!
Como chegar?
Rotunda do Fogueteiro
Junta de Freguesia de Vila Nova da Barquinha
(ex - Junta de Freguesia de Moita do Norte)
39°27'58.7"N 8°26'43.4"W
39.466306, -8.445389
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