O Conselho Executivo da Confederação Hidrográfica do Tejo irá reunir-se no próximo dia 3 de Novembro para emitir o relatório sobre Questões Significativas da Gestão da Água do Tejo. Referem ainda que não convocam o Conselho da Água da bacia porque a sua composição está obsoleta e teria que haver um processo prévio de designação de novo vogais. Contudo, neste Conselho há uma representação mais alargada do que no Conselho Executivo.
A Confederação Hidrográfica do Tejo elaborou os seguintes documentos:
1º Proposta de relatório do organismo da bacia sobre as observações, propostas e sugestões resultantes do processo de participação pública.
2º Proposta de Questões Significativas da Gestão da Água do Tejo, que modifica o documento inicialmente submetido a consulta incorporando os numerosos contributos recebidos ao longo do processo de participação.
Podem enviar as observações até ao dia 3 de Novembro, para o endereço electrónico participa.plan@chtajo.es.
Depois do anúncio de novos transvases no Plano de Gestão da Bacia Hidrográfica do Segura, segue-se a apresentação das Questões Significativas da Gestão da Água do Tejo pela Confederação Hidrográfica do Tejo de Espanha que apresenta um documento que não prenuncia melhorias para o estado actual do Tejo em Espanha e consequentemente para o que chega a Portugal.
Deixamos-vos a análise de Miguel Angel Sánchez, porta-voz da Plataforma em Defesa do Tejo e do Alberche de Talavera de la Reina que classifica o documento como insensato para a gestão da agua do Tejo e que apresenta duas alternativas: ou choramos o defunto para sempre ou tomamos uma atitude forte e inequívoca em defesa do Tejo.
Não deixemos morrer o Tejo por omissão!
Apoiem esta causa, adiram ao proTEJO e participem nas acções em defesa doTejo!
O Tejo merece melhor!
UMA LÁPIDE PARA O TEJO

Não serei eu que escreverei o epitáfio ao Tejo. Coveiros por acção e omissão há muitos, prontos com o cinzel. A Talavera atribuí-se um caudal insignificante de 14 metros cúbicos por segundo, irreal, um caudal de papel. Como estamos perante intenções, nunca perante a constatação de números que viessem a plasmar uma nova gestão. Vêm enganar-nos, e ainda por cima com migalhas, violando a lei, a Directiva Quadro da Água e tudo o que se ponha à sua frente. Que caia na armadilha quem queira. Eu não.
É assim: todo o Alberche para Madrid; reduzem-se as dotações para regantes no Canal de Baixo; não há regime de caudais no Alberche: o Jarama é desviado até o fazerem desembocar acima de Aranjuez; reduz-se a água que sai de Entrepeñas e Buendia para o Tejo, e aumentam-se os “excedentes” transvasáveis para o Segura e Guadiana; e, consequentemente, reduz-se a água que passa por Talavera de la Reina e Toledo. Da qualidade nem falamos. Atiçam-nos os mesmos cães aos quais nem sequer se preocuparam em mudar-lhes as coleiras. Na verdade, para quê.
Uma lápide para o Tejo. Chegou o momento da verdade ou choramos o morto para sempre ou vamos ver se temos o que você precisa ter para ressuscitar. O resto é literatura.
Miguel Angel Sánchez
Miguel Angel Sánchez
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