Somos um movimento de cidadania em defesa do Tejo denominado "Movimento Pelo Tejo" (abreviadamente proTEJO) que congrega todos os cidadãos e organizações da bacia do TEJO em Portugal, trocando experiências e informação, para que se consolidem e amplifiquem as distintas actuações de organização e mobilização social.

quinta-feira, 22 de março de 2018

proTEJO - REUNIÃO DE TRABALHO - 7 DE ABRIL DE 2018

CONVITE
Reunião de Trabalho
proTEJO – Movimento Pelo Tejo
O proTEJO – Movimento Pelo Tejo vem convidá-lo a estar presente na sua Reunião de Trabalho que se realizará no dia 7 de Abril de 2018 (sábado) pelas 14 horas e 30 minutos, na sede da Junta de Freguesia de Vila Nova da Barquinha (ex-Junta de Freguesia da Moita do Norte), com a seguinte ordem de trabalhos:
1º Apresentação do “Projeto Tejo - Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Tejo e Oeste” pelo Senhor Engenheiro Jorge Froes em representação dos promotores;
2º Preparação do 6º Vogar Contra a Indiferença e encontro em defesa dos ativistas ambientais;
3º Análise do processo de revisão da licença de rejeição de águas residuais da Celtejo;
4º Diversos.
Esta iniciativa encontra-se aberta às organizações e aos cidadãos que referenciem como partilhando este objectivo, pelo que agradecemos que as convidem a estarem presentes.
PARTICIPEM!
SÓ COM A VOSSA PRESENÇA PODEMOS SEGUIR EM FRENTE NA DEFESA DO TEJO!
A PARTICIPAÇÃO DOS ADERENTES E O ENVOLVIMENTO DOS CONVIDADOS É UM IMPORTANTE INCENTIVO MORAL!
CONTAMOS CONVOSCO!
Como chegar?
Junta de Freguesia de Vila Nova da Barquinha
(ex - Junta de Freguesia de Moita do Norte)
39°27'58.7"N 8°26'43.4"W

terça-feira, 20 de março de 2018

proTEJO PREOCUPADO COM O “ALQUEVA DO RIBATEJO”

COMUNICADO
proTEJO – Movimento Pelo Tejo
21 de março de 2018
proTEJO PREOCUPADO COM 
O “ALQUEVA DO RIBATEJO”
O proTEJO tem vindo a acompanhar as notícias que surgiram desde fevereiro sobre um novo conjunto de projetos destinados à bacia do Tejo e apelidados de “Alqueva do Tejo”, os quais, segundo divulgado, serão apresentados hoje ao Senhor Presidente da República.
De acordo com essas mesmas notícias o “Projeto Tejo – Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Tejo e Oeste”, prevê “(...)  um investimento de €4,5 mil milhões para a criação de um empreendimento de regadio a 30 anos e que tornará o Tejo navegável entre Lisboa e Abrantes.”
Com este projeto, cuja racionalidade económica é desconhecida, os problemas estruturais do Tejo avolumar-se-ão num momento em que a sua resolução deveria ser a prioridade.
A construção de barreiras, como açudes e barragens, promove a alteração da dinâmica sedimentar – as areias não recarregam a nossa linha de costa; agrava problemas de poluição da água; e ainda dificulta a migração de peixes. 
Todos estes problemas existem atualmente e têm sido noticiados, mas serão agravados com a construção dos 7 novos açudes de Vila Franca de Xira até Abrantes, formando 7 novos charcos de água que representarão um rio Tejo morto que deixou de ser um rio livre e com dinâmica fluvial.
Este novo projeto parece não seguir os passos expectáveis. A informação sobre as suas características não está disponível ao público, nem existe um processo de avaliação de impactes ambientais junto da Agência Portuguesa do Ambiente. Não está anunciado qualquer procedimento de discussão pública, nem justificadas – qualitativa e quantitativamente – as razões que justificam esta obra.
Também não existe justificação para as populações do Tejo continuarem a ser ignoradas, sem acesso à informação e estarem no cerne de decisões políticas que se pautam pela falta de transparência.
Lamentamos que o Senhor Presidente da República esteja de portas abertas para um projeto que surge de forma tão pouco transparente, aceitando receber numa reunião o anúncio de um conjunto de infraestruturas com impactes ecológicos negativos para o rio Tejo. Lamentamos igualmente que não tenha tido a mesma disponibilidade para se deslocar em apoio da defesa do Tejo quando dos episódios de poluição extrema que se verificaram no mês de janeiro deste ano, causados pela indústria das celuloses.
Ainda está a tempo de despertar Senhor Presidente da República!
O Tejo merece!
Bacia do Tejo, 21 de março de 2018

quinta-feira, 1 de março de 2018

proTEJO MANIFESTA SOLIDARIEDADE COM TODOS OS DEFENSORES DO RIO TEJO E SEUS AFLUENTES

COMUNICADO
proTEJO – Movimento Pelo Tejo
1 de março de 2018
proTEJO MANIFESTA SOLIDARIEDADE COM TODOS OS DEFENSORES DO RIO TEJO E SEUS AFLUENTES
A maioria da população portuguesa está ao corrente do processo colocado ao Arlindo Consolado Marques pela Celtejo que nos últimos tempos tem vindo a ser noticia na maioria da comunicação social portuguesa e, também, internacional.
Contudo, existem mais cidadãos a serem processados por empresas autuadas por infrações ambientais pelas autoridades.
O próprio Arlindo Consolado Marques foi vítima de uma tentativa de intimidação pelos responsáveis da empresa Fabrióleo (Carreiro da Areia / Torres Novas) na sequência do abalroamento do seu carro, com o seu filho no interior, por outro carro conduzido pelo Senhor Pedro Gameiro, um dos patrões da Fabrióleo, apenas porque se encontrava a filmar a Ribeira da Boa Água na Estrada da Sapeira (Meia Via / Torres Novas), um local público.
Como reação a um processo crime instaurado pelo Arlindo contra a Fabrióleo, os responsáveis desta empresa colocaram ao Arlindo um processo crime que este considera basear-se numa completa distorção dos acontecimentos que verdadeiramente ocorreram.
A Fabrióleo não se ficou por aqui, tendo instaurado ao Senhor Gameiro, habitante do Carreiro da Areia, um processo por difamação por se ter queixado nas reuniões de Câmara e da Assembleia Municipal dos maus odores que a Fabrióleo emana e que fizeram com que ele tivesse deixado a sua casa em Carreiro da Areia, tendo-se mudado para Torres Novas, onde teve que alugar uma casa. Este processo vai já a julgamento no dia 2 de março de 2018 pelas 10 horas no Tribunal de Torres Novas.
Mas ainda não foi por aqui que esta empresa se ficou tendo instaurado um processo a Pedro Triguinho, um cidadão de Torres Novas que é um dos rostos do "BASTA!", um movimento informal de cidadania que tem denunciado vários crimes ambientais perpetrados na Ribeira da Boa Água. 
Este cidadão foi acusado de difamação em comentários nas redes sociais, tendo já sido ouvido nos serviços do Ministério Público do Tribunal de Torres Novas e estando a aguardar o resultado dessa audição.
Como se sabe, foi tornado público pelas autoridades que a Fabrióleo recebeu recentemente, a 30 de janeiro, uma ordem de encerramento das autoridades competentes, que contestou. As autoridades terão agora 10 dias para avaliar essa contestação. Já a Celtejo foi obrigada a reduzir as descargas em 50 % durante 30 dias, estando-se a aguardar o resultado das análises que estão em segredo de justiça.
O proTEJO – Movimento pelo Tejo considera que não faz sentido que estas empresas mantenham os processos contra os cidadãos que denunciaram publicamente episódios de poluição, e cuja responsabilidade foi aliás agora imputada pelas autoridades competentes. 
Adicionalmente, repudia estes atos de intimidação que tentam condicionar o direito constitucional que todos os cidadãos têm de expressar livremente a sua opinião e o dever constitucional que todos os cidadãos têm de defender o ambiente.
Bacia do Tejo, 1 de março de 2018

sábado, 24 de fevereiro de 2018

proTEJO ELEGE MEMBROS DAS UNIDADES ORGANIZACIONAIS ATÉ 2020 REAFIRMA O SEU COMPROMISSO COM O RIO TEJO E SEUS AFLUENTES

COMUNICADO
proTEJO – Movimento Pelo Tejo
25 de fevereiro de 2018
proTEJO ELEGE MEMBROS DAS UNIDADES ORGANIZACIONAIS ATÉ 2020 REAFIRMA O SEU COMPROMISSO COM O RIO TEJO E SEUS AFLUENTES 
O movimento proTEJO realizou uma reunião do seu Conselho Deliberativo no dia 24 fevereiro de 2018, tendo deste resultado as seguintes apreciações e decisões:



1º Balanço do biénio de 2016/2017 e início de 2018
Neste último biénio, o proTEJO concentrou muito do seu esforço de atuação na luta contra a poluição do rio Tejo e seus afluentes, o qual está agora a dar frutos com a ação do ministério do Ambiente sobre a Celtejo, limitando as descargas à sua capacidade de tratamento dos efluentes rejeitados no meio hídrico, e com a revisão das licenças de todas as empresas a laborar na bacia do Tejo.
Importa que num futuro próximo sejam criadas as condições para que:
a) exista uma fiscalização contínua, rigorosa e eficaz com incidência mais regular em operadores de risco, nomeadamente, aqueles que reiteradamente incumprem as licenças;
b) se operacionalize uma monitorização diária dos caudais e da qualidade das massas de água.
Nestes resultados foi fundamental a criação de uma rede de vigilância do Tejo, coordenada por Arlindo Consolado Marques que tem vindo a denunciar os poluidores do rio Tejo e seus afluentes, com imensa dedicação e esforço.
Neste âmbito, realizaram-se as seguintes atividades:
- Audições na Comissão Parlamentar do Ambiente (janeiro 2016 e fevereiro 2018);
- Cartas ao Senhor Ministro do Ambiente;
- Reuniões com APA e Sr. Ministro do Ambiente (agosto 2017);
- Manifestações contra a poluição do rio Tejo e seus afluentes (março e outubro 2017);
- Manifestações pelo encerramento da Central Nuclear de Almaraz;
- 5º Vogar Contra a Indiferença, relevando a conectividade fluvial (julho 2017).

2º Eleição das unidades organizacionais do proTEJO
Estiveram presentes na reunião 18 membros e o resultado da votação para eleição das unidades organizacionais foi de 14 votos a favor e 4 votos em branco, tendo sido eleita a seguinte lista de candidatos:
Em termos estratégicos foi definida a linha de atuação e de trabalho para os novos corpos dirigentes deste movimento de cidadania em defesa do Tejo.

Sendo necessário e estando prontas as diligências para melhorar a qualidade das massas de água do rio Tejo, será agora necessário valorizar os seus afluentes, como por exemplo, o rio Almonda e a ribeira da boa Água, o rio Maior e o rio Alviela.
Por outro lado, em situação de escassez de água, face às secas periódicas e às alterações climáticas, importa que:
a) seja implementado um regime de caudais ecológicos diários, semanais e trimestrais, que preveja maiores e mais regulares afluências vindas de Espanha, com base na revisão da Convenção de Albufeira;
b) sejam debatidas e estudadas as alternativas de engenharia e tecnologia existentes para permitir a retenção de água, nomeadamente, a análise da alternativa de construção de barragens e açudes e de reservatórios de água;
c) seja preservada a conetividade fluvial, condição fundamental para uma dinâmica fluvial que permita ao rio a renovação das suas águas, ser fonte de vida e, simultaneamente, a manutenção da progressão das espécies, em especial, as piscícolas, e da navegabilidade de embarcações.

3º Solidariedade com o Arlindo Consolado Marques
O proTEJO tem sido solidário e dado todo o apoio ao Arlindo Consulado Marques, seu membro e secretário do Conselho Deliberativo.
Foram realizadas as seguintes ações:
- Elaboração de carta a solicitar intervenção do Senhor Presidente da República;
- Elaboração de carta para solicitar apoio às autarquias locais;
- Solicitar aos membros do proTEJO que demonstrem publicamente o seu apoio
- Apoio à campanha de crowdfunding para financiamento da defesa judicial.
Estão agendadas e em curso as seguintes ações:
- Elaboração de carta que apresente a ligação da ecologia à vida para captar o apoio de músicos, escritores e humoristas;
- Concentração em defesa dos ativistas ambientais – 19 de maio de 2018 – Vila Velha de Ródão;
- Realização de concerto solidário;
- Estabelecer parceria com a Amnistia Internacional;
- Apresentar testemunhos de ativistas ambientais que sejam casos de sucesso;
- Apresentação dos vários casos de ambientalistas com processos judiciais;
- Propor à comunicação social uma reportagem sobre os vários casos de ambientalistas com processo judiciais em curso.

4º Programação de ações em defesa do Tejo
O proTEJO prevê a realização das seguintes atividades:
a) Remeter “Carta ao Senhor Ministro do Ambiente” com proposta de alterações à legislação, reivindicações e o caso do Arlindo Consolado Marques;
b) Realizar o 6º Vogar contra a indiferença - 19 de maio de 2018 - percurso de canoagem entre Vila Velha de Ródão e as portas de Ródão;
c) Conferência “Os caudais ecológicos e o estado ecológico da água na Convenção de Albufeira”;
d) Conferência “A escassez de água na bacia do Tejo em situação de seca periódica e alterações climáticas”;
e) Jornadas sobre direito ambiental dirigida a juristas e magistrados – Outubro/Novembro de 2018.

5º Diversos
Ficou agendada uma reunião de trabalho para dia 7 de Abril de 2018.
Além disso foi manifestada a vontade de participarmos nas próximas jornadas ibéricas “Por um Tejo Vivo”.
Apelamos assim ao apoio e participação dos cidadãos e das comunidades ribeirinhas do rio Tejo e seus afluentes, em Portugal e Espanha, para defenderem e protegerem os nossos rios.
O TEJO MERECE!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

AUDIÇÃO DO SENHOR MINISTRO DO AMBIENTE NA COMISSÃO PARLAMENTAR DO AMBIENTE

O Senhor Ministro do Ambiente foi ouvido pelos deputados na Comissão Parlamentar do Ambiente, no dia 21 de fevereiro de 2018, sobre a poluição no rio Tejo, que podem ver aqui.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

AUDIÇÃO CONUJUNTA DA AGÊNCIA PORTUGUESA DO AMBIENTE (APA) E DA INSPEÇÃO-GERAL DA AGRICULTURA, DO MAR, DO AMBIENTE E ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO (IGAMAOT) NA COMISSÃO PARLAMENTAR DO AMBIENTE

A Agência Portuguesa do Ambiente e a Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território foram ouvidas pelos deputados na Comissão Parlamentar do Ambiente, no dia 15 de fevereiro de 2018, sobre a poluição no rio Tejo, que podem ver aqui.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

AUDIÇÃO CONJUNTA COM OS PRESIDENTES DAS CÂMARAS MUNICIPAIS DE ABRANTES, MAÇÃO E VILA VELHA DE RÓDÃO E O proTEJO – MOVIMENTO PELO TEJO

Os presidentes das câmaras municipais de Abrantes, Mação e Vila Velha de Ródão e o proTEJO – Movimento pelo Tejo, foram ouvidos pelos deputados na Comissão Parlamentar do Ambiente, no dia 14 de fevereiro de 2018, sobre a poluição no rio Tejo, que podem ver aqui.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

A ÁGUA DO TEJO QUE O MINISTRO DO AMBIENTE DIZ QUE ESTÁ “A CAMINHO DE BOA” VEM DE ESPANHA

NOTA DE IMPRENSA
proTEJO – Movimento Pelo Tejo
8 de fevereiro de 2018
A ÁGUA DO TEJO QUE O MINISTRO DO AMBIENTE DIZ QUE ESTÁ “A CAMINHO DE BOA” VEM DE ESPANHA
A água do Tejo que o Ministro do Ambiente diz que está "a caminho de boa" vem de Espanha, estando os caudais extraordinariamente elevados vindos de Espanha a permitir uma “limpeza” da água do rio Tejo na albufeira do Fratel.
Tendo em conta a menor quantidade de água com as barragens da estremadura espanhola a 49%, a 5 de fevereiro de 2018, comparativamente com os 55% que se registaram na mesma semana de 2017 (fonte: Embalses.net – Província de Cáceres), está a registar-se um grande afluxo de água vinda de Espanha.
Num único dia, dia 7 de fevereiro 2018, a barragem de Cedillo descarregou 5,36 hm3 de água, e hoje dia 8 de fevereiro de 2018 entre as 3h e as 9 h da manhã descarregou 3,68 hm3, perfazendo estes dois dias cerca de 9 hm3, ou seja, um volume de caudal muito superior aos 7 hm3 que Espanha está obrigado a enviar numa semana para cumprir a Convenção de Albufeira (fonte: Embalses.net – Barragem de Cedillo).
Além disso, tem entrado e saído da barragem do Fratel, nos dias 5, 6 e 7 de fevereiro de 2018, um caudal médio diário entre 191 e 287 m3/segundo (fonte: SNIRH - Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos), com máximos de entrada de água no Fratel de perto de 1.000 m3/segundo registados no dia 7 de fevereiro de 2018 (fonte: SVARH - Sistema de Vigilância e Alerta de Recursos Hídricos), quando o caudal mínimo acordado pela Agência Portuguesa do Ambiente com o concessionário EDP na barragem do Fratel e Belver é de 10 m3/segundo de caudal médio diário.
Afinal a água que vem de Espanha não é assim de tão má qualidade e permite obter resultados rápidos!
Fica assim desmentida a afirmação do Presidente da Câmara de Vila Velha de Ródão de que a poluição vem de Espanha.
Bacia do Tejo, 8 de fevereiro de 2018

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

proTEJO ADMITE A VIABILIDADE DO FUNCIONAMENTO DA CELTEJO DESDE QUE CONDICIONADA À DEFINIÇÃO DE PARÂMETROS DE REJEIÇÃO DAS ÁGUAS RESIDUAIS QUE CONTRIBUAM PARA MELHORAR O ESTADO ECOLÓGICO DO RIO, A UMA FISCALIZAÇÃO CONTÍNUA, RIGOROSA E EFICAZ E À DISPONIBILIDADE DE ÁGUA E CAUDAIS NO RIO TEJO

NOTA DE IMPRENSA
proTEJO – Movimento Pelo Tejo
6 de fevereiro de 2018
proTEJO ADMITE A VIABILIDADE DO FUNCIONAMENTO DA CELTEJO DESDE QUE CONDICIONADA À DEFINIÇÃO DE PARÂMETROS DE REJEIÇÃO DAS ÁGUAS RESIDUAIS QUE CONTRIBUAM PARA MELHORAR O ESTADO ECOLÓGICO DO RIO, A UMA FISCALIZAÇÃO CONTÍNUA, RIGOROSA E EFICAZ E À DISPONIBILIDADE DE ÁGUA E CAUDAIS NO RIO TEJO
O proTEJO esteve na Comissão Parlamentar do Ambiente em janeiro de 2016 a apresentar os problemas do rio Tejo e seus afluentes ao nível da qualidade e quantidade de água, bem como da conectividade fluvial, que passados dois anos ainda se encontram por resolver.
Pensamos estarem agora criadas as condições para resolver definitivamente o problema da poluição no rio Tejo e seus afluentes de modo a podermos passar a preocuparmo-nos com outros graves problemas como sejam a revisão dos caudais ecológicos na convenção de Albufeira, o problema da escassez de água em contexto de secas periódicas e alterações climáticas e a gestão da floresta enquanto garante da preservação dos recursos hídricos.
O problema da poluição do rio Tejo tem estado na agenda do proTEJO desde a sua constituição em 2009 e desde 2015 que o proTEJO denuncia episódios de poluição com água negra e espuma, semelhantes ao ocorrido a 24 de janeiro.
Consideramos que face às posições que os diversos partidos políticos têm manifestado publicamente temos agora uma oportunidade para resolver de uma vez por todas o problema da poluição no rio Tejo com as seguintes medidas:
a) O governo e a assembleia da república aprovem a legislação necessária para melhorar a eficácia da fiscalização, nomeadamente, no que respeita à legislação relacionada com a obtenção de meios de prova;
b) Revisão de todas as licenças dos operadores que rejeitam efluentes no rio Tejo de modo a que o volume de água utilizado na laboração das empresas seja condicionada à água disponível/armazenada e aos caudais do rio Tejo, e que o efluente rejeitado para o rio Tejo tenha qualidade suficiente de modo a contribuir para melhorar o estado ecológico das suas massas de água;
c) Adoção de uma perspetiva de termos um rio vivo, que dá vida e com uma dinâmica fluvial e não como um meio hídrico recetor destinado à depuração de efluentes de pouca qualidade.
Face a estes considerandos não vemos obstáculo à viabilidade do funcionamento da Celtejo desde que:
a) a utilização da água do rio Tejo na laboração esteja condicionada à água disponível/ armazenada e ao caudal existente no rio Tejo;
b) tenha capacidade de tratamento de todos os efluentes rejeitados com qualidade suficiente para contribuírem para um bom estado ecológico do rio Tejo, o que deveria ser garantido pelo bom funcionamento da nova Estação de Tratamento de Águas Residuais Industriais;
c) seja sujeita a uma fiscalização contínua, rigorosa e eficaz por parte da Agência Portuguesa do Ambiente e da Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT), quer na utilização da água do rio Tejo, quer na qualidade dos efluentes rejeitados, com uma maior regularidade das visitas de fiscalização e a instalação de monitorização automática e de caixas de visita seladas no emissário fora das instalações fabris.
Além disso, seria de todo desejável que a Celtejo tenha o bom senso de assumir a reparação dos danos ambientais e económicos causados pela deterioração causada ao rio Tejo, com maior gravidade nos últimos três anos, e de retirar a ação interposta contra o Arlindo Consolado Marques, membro do proTEJO e seu secretário da mesa do Conselho Deliberativo, por ofensas à sua credibilidade e bom nome em consequência das denúncias que o mesmo tem feito e divulgado nas redes sociais sobre a poluição do rio Tejo, na qual reclama o pagamento de uma indemnização de 250 mil euros.
Bacia do Tejo, 6 de fevereiro de 2018

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

proTEJO ALERTA QUE A INCOMPETÊNCIA DA INSPEÇÃO-GERAL DO AMBIENTE NA RECOLHA DAS AMOSTRAS PODE PÔR EM CAUSA A RELEVÂNCIA DA PROVA

NOTA DE IMPRENSA
proTEJO – Movimento Pelo Tejo
5 de Fevereiro de 2018
proTEJO ALERTA QUE A INCOMPETÊNCIA DA INSPEÇÃO-GERAL DO AMBIENTE NA RECOLHA DAS AMOSTRAS PODE PÔR EM CAUSA A RELEVÂNCIA DA PROVA
A Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT) tinha fixado como objetivo a comunicação, nesta segunda feira, dos resultados das análises realizadas aos alvos de inspeção na sequência do episódio de extrema poluição registada no rio Tejo, em especial no açude de Abrantes, tendo sido essas quatro ETAR’s urbanas e três empresas, entre elas a Celtejo, Navigator e Paper Prime.
No entanto, os resultados das análises à água do rio Tejo foram conhecidos apenas parcialmente uma vez que o inspetor-geral do Ambiente Nuno Banza revelou que os resultados da Celtejo, empresa indicada como responsável pela maioria das descargas da indústria da pasta de papel, ainda não eram conhecidos visto que a inspeção teve dificuldades para recolher as amostras.
De acordo com o noticiado pelo jornal Público, na sexta feira dia 26 de janeiro, “no interior do Tejo foi colocada a tubagem de um coletor que, hora a hora, durante 24 horas, deveria recolher de forma automática amostras da água do rio junto à tubagem da Celtejo, mas no sábado, quando os inspetores se deslocaram ao local onde tinha sido colocado o coletor para recolher as 24 amostras depositadas em outros tantos recipientes” verificaram que “os recipientes estavam praticamente vazios. Neles apenas havia alguma espuma, e não água, que não servia para análises laboratoriais.”
Este mesmo jornal adianta que foram realizadas mais duas tentativas de amostragem automática que saíram também goradas, uma no domingo e outra na segunda feira, tendo decidido apenas na terça feira realizar a recolha manual das amostras que concluíram e entregaram no laboratório certificado para análise pelas 16 horas de quarta feira dia 31 de janeiro.
Neste caso é evidente a incompetência revelada pela IGAMAOT na obtenção de prova pelo facto de ter demorado uma semana a fazer a recolha das amostras, considerando-se que deveria ter procedido à recolha manual das amostras logo que não obteve resultados com a recolha automática das mesmas, ou seja, no dia seguinte à primeira tentativa, a 27 de janeiro, e não apenas dia 31 de janeiro, uma semana depois do extremo episódio de poluição ocorrido no dia 24 de janeiro.
Lamentavelmente esta falta de determinação e tempestividade na resolução do problema de recolha automática pode colocar em causa a relevância da prova obtida.
Bacia do Tejo, 5 de fevereiro de 2018