Hugo Sabino, jovem barqueiro no Tejo, na aldeia do Monte do Arneiro a 4km das Portas de Ródão. Já o pai tinha desempenhado a função. Agora é ele que ás 9:15, 10:45, 13:15, 15:00 e 19:00 de todos os dias tem que estar alerta, no caís, olha para o apeadeiro do Fratel na margem oposta vendo se avista algum passageiro para transportar.
O pagamento é €1/pessoa para atravessar o Tejo. Se estiver por perto pode utilizar a travessia a estas horas, ou, pode combinar uma visita ás Portas de Ródão! Há dias, foi o bispo da diocese de Portalegre e Castelo Branco. É a Junta de Freguesia de Santana que assegura o serviço.
O pagamento é €1/pessoa para atravessar o Tejo. Se estiver por perto pode utilizar a travessia a estas horas, ou, pode combinar uma visita ás Portas de Ródão! Há dias, foi o bispo da diocese de Portalegre e Castelo Branco. É a Junta de Freguesia de Santana que assegura o serviço.
Nasceu no seio desta comunidade de pescadores, agora ainda são uns 12 ou 13 que mantêm actividade neste lugar. Mas agora, não pescam o tradicional peixe do rio. Oferecem diariamente dezenas de kilogramas de peixe do mar ao rio, dentro de gaiolas de rede, a que os lagostins se agarram esfomeados.

Aproveitando as fortes chuvadas foi feita mais uma descarga no Tejo.
José Moura
Associação Ambiente em Zonas Uraníferas
Descargas poluentes no rio Tejo - Jornal Reconquista - 16 de Dezembro de 2010
Descargas poluentes no rio Tejo - Jornal Reconquista - 16 de Dezembro de 2010
Bloco de Esquerda questiona ministério do Ambiente
Rita Calvário, deputada do Bloco de Esquerda, apresentou um requerimento na Assembleia da República, dirigido ao Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território, sobre uma alegada “forte descarga poluente no rio Tejo, junto a Vila Velha de Ródão”, ocorrida dia 3 de Dezembro.
Segundo o documento apresentado, esta descarga terá deixado “a água castanha e com espuma espessa branca, provocando a morte de milhares de lagostins e peixes, o que consubstancia um grave atentado ambiental”.
Esta situação foi relatada ao Bloco de Esquerda, segundo Rita Calvário, por um dos treze pescadores de lagostim que costumam exercer a sua actividade económica nesta área, tendo sido duramente afectados por esta descarga.
Há cerca de dois meses, recorde-se, esta situação ter-se-á repetido, apresentando “as mesmas características, desconhecendo-se, tanto nessa altura como agora, qualquer iniciativa das autoridades para o apuramento e responsabilização dos infractores, bem como de reforço da vigilância e fiscalização preventiva para evitar que esta situação se volte a repetir”.
Rita Calvário afirma que “a inacção das autoridades e a impunidade da infracção está a criar um grande sentimento de revolta na população. Não só está a afectar a actividade dos pescadores que tiram o seu sustento dos recursos existentes nesta área, como degrada o ambiente de uma área classificada para protecção”, uma vez que isto acontece junto às Portas de Ródão, classificado como Monumento Natural.
O Bloco avança ainda que “estão identificadas nesta zona algumas espécies piscícolas em risco de extinção, como é o caso do Escalo (Squalius pyrenaicus), em perigo de extinção, e o Bordalo (Squalius alburnoide), em situação vulnerável, conforme aponta o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal”.
Assim, questiona o Governo, através do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território, se “tem conhecimento da existência de descargas poluentes no rio Tejo, junto a Vila Velha de Ródão, a última das quais teve lugar no passado dia 3 de Dezembro; que medidas foram tomadas, ou irá o Ministério tomar, para identificar a fonte de poluição e responsabilizar o infractor, aplicando o regime contra-ordenacional e sancionatório vigente; se vai o Ministério avaliar os impactes ambientais e para os pescadores de lagostins da ocorrência destas descargas; que medidas tomará para que se proceda à recuperação ambiental das áreas afectadas e as perdas económicas dos pescadores sejam compensadas; e se pretende tomar medidas para que seja feito um reforço das acções de vigilância e fiscalização da zona onde se verificaram as descargas e em toda a área classificada como Monumento Natural”.
Recorde-se que, em 26 de Fevereiro deste ano, o rio Tejo, a montante de Vila Velha de Ródão, acordou com um manto de espuma branca, atingindo, em alguns sítios, um metro de altura. Na época, a denúncia chegou à Quercus que informou de imediato as diversas entidades interessadas na situação, como a Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, a Administração da Região Hidrográfica do Tejo e o Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR, tendo esta última entidade concluído, após investigação, não ter havido, naquele caso, crime ambiental, nem qualquer situação que impusesse o levantamento de algum auto de contra-ordenação. A espuma teve origem nas descargas da Barragem de Cedillo-Monte Fidalgo.
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