Somos um movimento de cidadania em defesa do Tejo denominado "Movimento Pelo Tejo" (abreviadamente proTEJO) que congrega todos os cidadãos e organizações da bacia do TEJO em Portugal, trocando experiências e informação, para que se consolidem e amplifiquem as distintas actuações de organização e mobilização social.

segunda-feira, 17 de março de 2025

O proTEJO convida os cidadãos a participarem, no dia 26 de abril de 2025, no "12º Vogar contra a indiferença - Por Um Tejo Livre”, atividade de descida de canoa com o lema “Não ao novo açude no rio Tejo em Constância / Praia do Ribatejo (VN Barquinha)"

Convite

12º VOGAR CONTRA A INDIFERENÇA

Descida de Canoa

Praia fluvial de Constância – Castelo de Almourol

DEMONSTRAÇÃO IBÉRICA DE CIDADÃOS

“Por Um Tejo Livre”

26 de abril de 2025

O movimento proTEJO convida-vos a celebrarem o próximo dia 26 de abril de 2025 com a descida de canoa "12º Vogar contra a indiferença” e a demonstração ibérica de cidadãos “Por Um Tejo Livre”.

Esta é uma ação de contestação sob o lema “Não ao novo açude no rio Tejo em Constância/Praia do Ribatejo (VN Barquinha)" e pela defesa de rios Vivos e Livres de açudes e barragens para assegurar a conservação dos ecossistemas e habitats aquáticos, os fluxos migratórios das espécies piscícolas e o usufruto do rio pelas populações ribeirinhas.

O "12º Vogar contra a indiferença" inicia-se pela manhã na praia fluvial de Constância com a leitura da “Carta Contra a Indiferença” e continua com um percurso fluvial em canoa para desfrutar da beleza natural do corredor ecológico do rio Tejo desde a praia fluvial de Constância com chegada junto ao esplendoroso Castelo de Almourol.

A descida de canoa tem 200 lugares disponíveis em 100 embarcações que irão colorir os rios Tejo e Zêzere de todas as cores, estando as inscrições abertas até ao dia 22 de abril de 2025 (terça-feira).

Inscrição https://forms.gle/7wSEmSh2pv25fU288

Convidamos-vos a desfrutarem de uma magnífica experiência de fluviofelicidade em comunhão com os rios Tejo e Zêzere de descoberta da beleza natural do percurso fluvial que parte da praia fluvial de Constância com chegada junto ao Castelo de Almourol, enquanto defendem uma causa comum da cidadania: a preservação de um rio Tejo livre de açudes e barragens.

Entre estes cidadãos conta-se uma participação muito significativa de amigos do Tejo de Espanha pertencentes à Rede de Cidadania por uma Nova Cultura da Água do Tejo/Tajo e seus afluentes, esperando-se muitos participantes, como aliás é habitual, provando-se que a defesa da Vida nos rios ibéricos ultrapassa as fronteiras administrativas e une os cidadãos com os mesmos problemas, independentemente da sua nacionalidade.

A Demonstração Ibérica de Cidadãos “Por Um Tejo Livre” decorrerá pela tarde com intervenções dos cidadãos no Anfiteatro dos Rios em Constância sobre a rejeição do novo açude no rio Tejo em Constância / Praia do Ribatejo (VNB) e a preservação ecológica dos últimos troços dos rios Tejo e Zêzere como rios Vivos sem poluição e Livres de açudes e barragens.

Pretende-se ainda consciencializar as populações ribeirinhas para o aumento das pressões negativas que resultam da sobreexploração da água do Tejo: as que se avizinham, com projetos de construção de novos açudes e barragens, e as que já existem, face à gestão economicista das barragens hidroelétricas da Estremadura espanhola, aos transvases de água do Tejo para a agricultura intensiva no sul de Espanha e à agressão da poluição agrícola, industrial e nuclear. Serão ainda realçados a importância do regresso de modos de vida ligados à água e ao rio e das atividades de educação ambiental e turismo de natureza, cultural e ambiental.

Esta atividade é promovida pelo proTEJO – Movimento pelo Tejo, pelo município de Constância, pelo município de Vila Nova da Barquinha, pela junta de freguesia de Constância, pela junta de freguesia de Praia do Ribatejo, pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, pelo Fluviário “Foz do Zêzere”, contando com o apoio das empresas de canoagem Aventur – Aventura e Lazer e AKWA - Water and Adventure Tours, da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova da Barquinha e da Rede de Cidadania por Uma Nova Cultura da Água do Tejo/Tajo e seus afluentes.

Os rios Tejo e Zêzere, e suas populações ribeirinhas merecem-no!

Ana Silva e Paulo Constantino

Os porta vozes do proTEJO

Mais informação: +351 91 906 13 30

 

domingo, 16 de março de 2025

“Sessão de esclarecimento enche salão evidenciando o interesse da população em ser esclarecida e em participar no debate sobre o novo açude no rio Tejo”

Nota de Imprensa
16 de março de 2025

“Sessão de esclarecimento enche salão evidenciando o interesse da população em ser esclarecida e em participar no debate sobre o novo açude no rio Tejo”

Hoje o salão nobre do município de Constância encheu em sessão de esclarecimento à população sobre "O novo açude no rio Tejo em Constância / Praia do Ribatejo (VN Barquinha), integrado no Estudo de "Valorização dos Recursos Hídricos para a Agricultura no Vale do Tejo e Oeste", promovida pelo município de Constância, pelo município de Vila Nova da Barquinha, pela junta de freguesia de Constância, pela junta de freguesia de Praia do Ribatejo, pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, pelo Fluviário “Foz do Zêzere” e pelo proTEJO – Movimento pelo Tejo.

Foi comunicada a lamentável escusa da Direção Geral da Agricultura e do Desenvolvimento Regional ao convite realizado pelos promotores para estarem presentes e que realizassem uma apresentação que contribuísse para um melhor esclarecimento à população.

Constatou-se a unanimidade das posições de rejeição da proposta de um novo açude no rio Tejo em Constância / Praia do Ribatejo (VN Barquinha) por parte destes decisores políticos, empresariais e representantes de movimentos de cidadania, acompanhadas, modo geral, pelos cidadãos que contribuíram ativamente e construtivamente com interessantes abordagens e perspetivas para o esclarecimento e o debate deste tema.

Descarregar a apresentação do proTEJO 

Os representantes dos munícipes e fregueses, dos empresários e dos cidadãos desta região, lembraram ainda as seguintes ações que se realizarão para mobilizar e sensibilizar os cidadãos no sentido de evitar o avanço deste projeto e a construção deste açude:

· 26 abril - 12º Vogar contra a indiferença - Por Um Tejo Livre - Constância / Barquinha

“Não ao novo açude no rio Tejo em Constância/Praia do Ribatejo (VNB)”

Realizar-se-á uma descida de canoa desde Constância até ao Castelo de Almourol, que se prevê contar com mais de 100 canoas e 200 participantes a colorirem o rio Tejo, os quais irão navegar atravessando o local em que se propõe a construção do novo açude, sendo uma ação de sensibilização e mobilização de cidadãos na defesa de um rio Tejo livre e vivo sem novos açudes.

· 31 de maio - 2º Encontro Nacional de Cidadania em Defesa dos Rios e da Água - Constância

As organizações que integram seis movimentos cívicos, de norte a sul do país, promovem o “Encontro Nacional de Cidadania pela Defesa dos Rios e da Água” para definir medidas e formas de mobilização da cidadania para combater a seca, assegurar a proteção de rios e das águas subterrâneas e encontrar alternativas aos transvases e construção de novas barragens, açudes e dessalinizadoras.

Pretende-se um mútuo apoio e encorajamento entre estes movimentos cívicos e as populações ribeirinhas do Tejo para que se alcance o abandono deste projeto de construção de um novo açude no rio Tejo imediatamente a jusante da foz do Zêzere.

Espera-se que até final do mês de março seja publicado o relatório de avaliação da consulta pública do Estudo da “Valorização dos Recursos Hídricos para a Agricultura no Vale do Tejo e Oeste” que incidirá sobre o significativo número de 109 participações apresentadas no portal Participa até ao passado dia 28 de fevereiro de 2025.

O Movimento proTEJO apresentou o seu Parecer de “Discordância” sobre o Estudo da “Valorização dos Recursos Hídricos para a Agricultura no Vale do Tejo e Oeste” e a subjacente proposta de um novo açude no rio Tejo, na zona de Barquinha / Constância, ao qual muitos cidadãos aderiram.

O parecer de “Discordância” ao Estudo "Valorização dos Recursos Hídricos para a Agricultura no Vale do Tejo e Oeste" justifica-se pelos graves danos ecológicos que o novo açude irá exercer sobre os ecossistemas das bacias do rio Zêzere e do rio Tejo em incumprimento das Diretivas Quadro da Água, Aves e Habitats, e da Estratégia para a Biodiversidade 2030 da União Europeia, bem como pelos danos económicos, sociais, patrimoniais e de paisagem cultural que afetarão as populações ribeirinhas dos concelhos de Vila Nova da Barquinha e Constância, e, ainda, pela apresentação de uma Avaliação Ambiental que não cumpre os requisitos para que seja considerada como “Estratégica”.

O proTEJO – Movimento pelo Tejo deliberou nos seguintes termos:

1. A rejeição da construção do novo açude em virtude dos seus graves danos ecológicos em incumprimento das Diretivas Quadro da Água, Aves e Habitats, e da Estratégia para a Biodiversidade 2030 da União Europeia;

2. A defesa da preservação dos últimos 120 km um rio Tejo Vivo e Livre com dinâmica fluvial privilegiando o desenvolvimento regional sustentável assente em novas politicas e práticas agrícolas que favoreçam os valores ecológicos que sustentam a Cadeia da Vida, ao mesmo tempo que promovem o turismo de natureza e cultural, as atividades piscatórias tradicionais e a gastronomia centrada nessas atividades, estratégia que não estará alinhada com o projeto de um novo açude que irá causar danos económicos, sociais, patrimoniais e de paisagem cultural, bem como o agravamento dos riscos de segurança causado pelas alterações hidromorfológicas que afetarão as populações ribeirinhas dos concelhos de Vila Nova da Barquinha e Constância;

3.  O requerimento de uma verdadeira Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) que integre o estudo de soluções alternativas com base nas metas da Diretiva Quadro da Água, tendo em conta todas as dimensões, ecológica, social, financeira, tecnológica, que melhor respondam aos desafios atuais e futuros e por isso avaliando a possibilidade de adoção de soluções de engenharia natural e recomendando políticas estratégicas, transversais a todos os ministérios, focadas nas causas dos problemas, nomeadamente:

a) Implementação de regimes de caudais ecológicos;

b) Aumento da eficiência hídrica e promoção do uso racional (“responsável”) da água;

c) Redução das perdas de água nos sistemas de abastecimento público, agrícola, turístico, industrial;

d) Promoção da utilização de água residual tratada;

e) Instalação de equipamentos de captação de água diretamente do rio, com economias de escala para os utilizadores;

f) Adoção de Medidas Naturais de Retenção de Água aos níveis agrícola, urbano, florestal e hidromorfológico, já implementadas em países da União Europeia;

g) Investimento na investigação, na formação e na adaptação a novas práticas agrícolas em condições de forte carência de água através da cobertura permanente do solo, da mobilização reduzida ao mínimo necessário, da plantação de corta ventos, etc.… para melhor aproveitamento da água e aumento da fertilidade dos solos;

h) Implementação de políticas de ocupação e uso dos solos (agrícolas, florestais, urbanização, etc…) que combatam a poluição e favoreçam práticas agroecológicas.

Estas soluções alternativas devem ainda assegurar uma política de recuperação de custos dos serviços da água e o uso adequado do erário público considerando o seu custo de oportunidade, permitindo que a decisão de implementar qualquer um desses projetos seja tomada com base em critérios de minimização do impacto ambiental, em cenários realistas de procura de água e de captação de investimento produtivo, bem como de utilização das melhores tecnologias disponíveis para garantir a competitividade económica das explorações agrícolas, nomeadamente, de eficiência hídrica.

A Avaliação Ambiental Estratégica deve responder ainda às seguintes questões: Maior consumo de água? Para servir quem? Para produzir o quê? Com que práticas?

4. A rejeição dos projetos de construção de novos açudes e barragens e a exigência de uma regulamentação adequada para as barreiras que já existem de modo a garantir: o estabelecimento de verdadeiros caudais ecológicos; um regime fluvial adequado à migração e reprodução das espécies piscícolas; a qualidade das massas de água superficiais e subterrâneas do rio Tejo e afluentes; a conservação e recuperação dos ecossistemas e habitats essenciais à manutenção dos ciclos vitais; e uma conectividade fluvial proporcionada por eficazes passagens para peixes e pequenas embarcações;

5. A integração de caudais ecológicos determinados cientificamente nos Planos de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo com a coordenação das administrações de Portugal e Espanha, implementados nas barragens portuguesas (Fratel, Belver, Castelo de Bode, entre outras) e nos pontos de controlo que atualmente estão presentes na Convenção de Albufeira, em Cedillo e Ponte de Muge;

6. A implementação de medidas que visem a recuperação ecológica do rio Tejo e de toda a sua bacia para salvaguardar a continuidade dos ciclos vitais que ditam a sustentabilidade da Vida através da conservação e recuperação da sua Biodiversidade e do património natural;

7. Um futuro onde os laços entre a natureza e a cultura das comunidades ribeirinhas perdurem e se reforcem com o regresso de modos de vida ligados à água e ao rio, assentes em princípios de sustentabilidade e responsabilidade, transversal a todas as atividades: piscatórias, agrícolas, industriais, educacionais, turismo de natureza, ecológico e cultural, e usufruto das populações ribeirinhas.

Bacia do Tejo, 16 de março de 2025

Ana Silva e Paulo Constantino

Os porta vozes do proTEJO

+ Informações: Paulo Constantino 919 061 330

sexta-feira, 14 de março de 2025

“proTEJO considera um desastre ecológico e social a estratégia “Agua que une” no “Dia Internacional de Ação Contra as Barragens pelos Rios, pela Água e pela Vida”

Nota de Imprensa

14 de março de 2025

“proTEJO considera um desastre ecológico e social a estratégia “Agua que une” no “Dia Internacional de Ação Contra as Barragens pelos Rios, pela Água e pela Vida”

Hoje, 14 de março de 2025, “Dia Internacional de Ação Contra as Barragens, pelos Rios, pela Água e pela Vida”, celebrado pela primeira vez em 1997, em Curitiba – Brasil, durante o primeiro “Encontro Internacional de Pessoas Afetadas por Barragens”, solidarizamo-nos especialmente com a luta de milhares de pessoas e movimentos sociais que tiveram as suas vidas afetadas pela construção de barragens e que tentam impedir que novas barragens sejam construídas sobre as suas histórias.

O proTEJO - Movimento pelo Tejo considera um desastre ecológico e social a estratégia “Água que une” que apresenta uma visão de curto prazo que continua a favorecer o crescimento dos setores do agro-negócio, da banca, da construção civil e do imobiliário à custa da degradação de uma ecologia do planeta favorável à sustentabilidade da Vida.

Esta estratégia é essencialmente apressada, eleitoralista, economicista e megalómana face à circunstância de um Governo demissionário cujas propostas estão objetivamente focadas, em termos de prazos de execução no curto prazo, na construção de inúmeras novas infraestruturas hidráulicas (barragens, transvases e açudes) que conduzem a um desastre ecológico e social, apresentam um risco elevado de ficarem rapidamente subutilizadas sem o retorno económico esperado, e que não foram consensualizadas com a sociedade portuguesa e com as pessoas que vão ser diretamente afetadas.

Mais concretamente, o proTEJO considera, quanto à estratégia “Água que une”, que:

1º Não concilia os valores económicos com os valores ecológicos e sociais, por não assegurar nem a sustentabilidade económica de médio-longo prazo, nem a sustentabilidade ambiental, só possível através de uma ação urgente sobre a conservação e o restauro da natureza.

Na realidade, conduz a um desastre ecológico e social pelos graves danos causados pelos seguintes projetos:

   os transvases de ligação de bacias hidrográficas distintas, nomeadamente, do Douro e do Mondego para o Tejo e do Tejo para o Guadiana com as denominadas “autoestradas da água” (ex: ligação Sabugal-Meimoa), vão afetar populações e degradar, destruir e fragmentar habitas, já globalmente debilitados; vão permitir a transferência de poluição e de espécies entre estas bacias provocando alterações nos seus ecossistemas;

      a construção de novas barreiras nos rios (barragens e açudes) alteram a dinâmica e limitam a conectividade fluvial dos rios, destruindo a biodiversidade pela afetação dos habitats e das condições de sobrevivência das diversas espécies, causando uma deterioração adicional da qualidade das massas de água, reduzindo a chegada de sedimentos às zonas costeiras e aumentando a emissão de gases com efeitos de estufa que agravam as alterações climáticas.

2º Nega-se a si própria ao inverter as prioridades que foram estabelecidas na sua criação visto que os contribuintes serão obrigados a pagar mais de 3 mil milhões de euros (3.174 M€) para novas infraestruturas hidráulicas (barragens, transvases e açudes) e manutenção das existentes, mais de metade do investimento total previsto (+ de 55% de 5 mil milhões de euros) quando tinha sido definido, nas prioridades da estratégia, que estas infraestruturas seriam um último recurso.

Este valor será pago por todos os contribuintes a partir do Orçamento de Estado português, tendo o caso da barragem do Pisão demonstrado que a União Europeia não irá financiar novas grandes barragens por ser uma política que está em contraciclo com Lei do restauro da natureza e com a estratégia da UE para a biodiversidade 2030, que visa libertar de barreiras 25.000 km do curso natural dos rios até 2030 para assegurar a sua conectividade, uma vez que provocam disfuncionalidades ecológicas que põem em causa a sobrevivência das espécies, incluindo a humana.

Na verdade, as principais prioridades inicialmente estabelecidas foram relegadas para último lugar, ao afetar-se à redução das perdas de água, à eficiência do uso e à reutilização das águas residuais, mais simples, mais económicas e mais ecológicas, apenas 1.989 M€, ou seja, cerca de um terço (35%) do investimento total.

As medidas para a biodiversidade, a restauração e a conectividade fluvial, são contempladas com uma insignificância de apenas 50 M€, menos de 1% do investimento total.

3º Encontra-se orientada para o aumento do regadio (30%) com maior consumo de água e não para satisfazer as atuais e futuras necessidades de água das populações com as disponibilidades de água que ali existem.

É evidente a existência de um aproveitamento de uma incorreta percepção de escassez de água que resulta, em grande medida, da redução artificial de caudais dos rios pelas barragens, bem como de uma ocupação e uso do solo que não favorece uma biodiversidade capaz de reinstalar condições de fertilidade, de evapotranspiração, de purificação e de infiltração de água nos solos.

Adicionalmente, não responde a importantes questões: Qual o objetivo deste aumento do regadio? Para quem plantar o quê? Para produzir como e consumir onde?

E ainda ficaram esquecidas medidas estratégicas cujo impacto se prolonga em prazos mais ou menos longos, nomeadamente, as soluções de engenharia natural e as que promovem o restabelecimento de zonas húmidas e a infiltração da água nos solos, como sejam, uma floresta com maior biodiversidade, a adaptação das culturas agrícolas às alterações climáticas e o incentivo para uma agricultura regenerativa.

Quanto ao Médio Tejo esta estratégia propõe a concretização de 3 projetos: o novo açude no rio Tejo em Constância / Praia do Ribatejo (VN Barquinha), o estudo da ligação da bacia do Tejo à bacia do Guadiana, e a construção de uma nova grande barragem no rio Ocreza.

Estes projetos são danosos para o funcionamento dos ecossistemas, a paisagem natural e cultural, a economia local, os espaços de vivência social e, portanto, para a Vida das pessoas, de gerações atuais e vindouras, pelo que, nos comprometemos hoje, no “Dia Internacional de Ação Contra as Barragens pelos Rios, pela Água e pela Vida”, a lutar ao lado das pessoas que venham a ser afetadas pela construção destas novas infraestruturas hidráulicas, sejam barragens, transvases ou açudes.

Bacia do Tejo, 14 de março de 2025

Ana Silva e Paulo Constantino

Os porta vozes do proTEJO

+ Informações: Paulo Constantino 919 061 330

segunda-feira, 10 de março de 2025

CONVITE - REUNIÃO DE TRABALHO - 11 de março de 2025

CONVITE

REUNIÃO DE TRABALHO

11 de março de 2025

Exmos. Senhores,

proTEJO – Movimento Pelo Tejo vem convidá-los a estarem presentes na sua Reunião de Trabalho que se realizará no dia 11 de março de 2025 (terça-feira) pelas 21 horas, por videoconferência acessível na ligação https:/meet.jit.si/proTEJO20250311, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1.º Atividades sobre "O novo açude no rio Tejo em Constância / Praia do Ribatejo (VN Barquinha)";

a) Sessão Pública de Esclarecimento - 15 de março - Inscrição - https://forms.gle/GQsHBpqvyATYoL4TA;

b) 12º Vogar Contra a Indiferença - 26 de abril;

c) 2º Encontro Nacional de Cidadania em Defesa dos Rios e da Água - 31 de maio.

2.º Apreciação e tomada de posição sobre o projeto "Água que une" - Doc nº 1 - Apresentação do Governo;

3.º Diversos.

Remetemos ainda a apresentação do proTEJO atualizada em junho de 2024 - Descarregar.

Esta iniciativa encontra-se aberta às organizações e aos cidadãos que referenciem como partilhando este objetivo, pelo que agradecemos que as convidem a estarem presentes.

PARTICIPEM!

SÓ COM A VOSSA PRESENÇA PODEMOS SEGUIR EM FRENTE NA DEFESA DO TEJO!

A PARTICIPAÇÃO DOS ADERENTES E O ENVOLVIMENTO DOS CONVIDADOS É UM IMPORTANTE INCENTIVO MORAL!

CONTAMOS CONVOSCO!

Cordiais saudações,

Ana Silva e Paulo Constantino

(Os porta-vozes do proTEJO)

sábado, 1 de março de 2025

Mais de uma centena de cidadãos mobilizaram-se para participar na consulta pública sobre o novo açude no rio Tejo

Nota de Imprensa

1 de março de 2025

“Mais de uma centena de cidadãos mobilizaram-se para participar na consulta pública sobre o novo açude no rio Tejo”

O proTEJO - Movimento pelo Tejo saúda os mais de 100 cidadãos que se mobilizaram para participar na consulta pública do Estudo da “Valorização dos Recursos Hídricos para a Agricultura no Vale do Tejo e Oeste” que integra a proposta de um novo açude no rio Tejo em Constância / Praia do Ribatejo (VN Barquinha).

Este elevado nível de participação resulta da adesão dos cidadãos à posição de rejeição unânime dos decisores políticos, empresariais e movimentos de cidadania à proposta de um novo açude no rio Tejo em Constância / Praia do Ribatejo (VN Barquinha).

Reportagem RTP "Portugal em Direto" - 16:50

Estes representantes dos munícipes e fregueses, dos empresários e dos cidadãos desta região, anunciaram ainda as seguintes ações que se realizarão para mobilizar e sensibilizar os cidadãos no sentido de evitar o avanço deste projeto e a construção deste açude:

· 15 de março - Sessão Pública de Esclarecimento – Constância / Inscreva-se aqui!

“O novo açude no rio Tejo em Constância/Praia do Ribatejo (VNB)”    

Terá lugar uma sessão pública de esclarecimento aos cidadãos sobre o Estudo de "Valorização dos Recursos Hídricos para a Agricultura no Vale do Tejo e Oeste", com a apresentação das posições do município de Constânciado município de Vila Nova da Barquinha, da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, da junta de freguesia de Constância, da junta de freguesia de Praia do Ribatejo, do projeto empresarial Aventur e Fluviário “Foz do Zêzere” e do proTEJO – Movimento pelo Tejo, que terá lugar no Salão Nobre dos Paços de Concelho do município de Constância, tendo como objetivo mobilizar e sensibilizar os cidadãos no sentido de tomarem uma posição sobre este tema.

Foi comunicada a lamentável escusa da Direção Geral da Agricultura e do Desenvolvimento Regional ao convite realizado pelos conferencistas para estarem presentes e que realizassem uma apresentação que permitisse um melhor esclarecimento à população.

· 26 abril - 12º Vogar contra a indiferença - Por Um Tejo Livre - Constância / Barquinha

“Não ao novo açude no rio Tejo em Constância/Praia do Ribatejo (VNB)”

Realizar-se-á uma descida de canoa desde Constância até ao Castelo de Almourol, que se prevê contar com mais de 100 canoas e 200 participantes a colorirem o rio Tejo, os quais irão navegar atravessando o local em que se propõe a construção do novo açude, sendo uma ação de sensibilização e mobilização de cidadãos na defesa de um rio Tejo livre e vivo sem novos açudes.

· 31 de maio - 2º Encontro Nacional de Cidadania em Defesa dos Rios e da Água - Constância

As organizações que integram seis movimentos cívicos, de norte a sul do país, promovem o “Encontro Nacional de Cidadania pela Defesa dos Rios e da Água” para definir medidas e formas de mobilização da cidadania para combater a seca, assegurar a proteção de rios e das águas subterrâneas e encontrar alternativas aos transvases e construção de novas barragens, açudes e dessalinizadoras.

Pretende-se um mútuo apoio e encorajamento entre estes movimentos cívicos e as populações ribeirinhas do Tejo para que se alcance o abandono deste projeto de construção de um novo açude no rio Tejo imediatamente a jusante da foz do Zêzere.

Bacia do Tejo, 1 de março de 2025

Ana Silva e Paulo Constantino

Os porta vozes do proTEJO

+ Informações: Paulo Constantino 919 061 330