Somos um movimento de cidadania em defesa do Tejo denominado "Movimento Pelo Tejo" (abreviadamente proTEJO) que congrega todos os cidadãos e organizações da bacia do TEJO em Portugal, trocando experiências e informação, para que se consolidem e amplifiquem as distintas actuações de organização e mobilização social.

terça-feira, 3 de maio de 2022

POR UM TEJO LIVRE - Dia Mundial da Migração dos Peixes - Educação Ambiental sobre Peixes de Água Doce - 21 de Maio de 2022

CONVITE

Dia Mundial da Migração dos Peixes

POR UM TEJO LIVRE

Educação Ambiental sobre Peixes de Água Doce

21 de maio de 2022

O proTEJO – Movimento pelo Tejo celebrará o Dia Mundial da Migração dos Peixes com a atividade “POR UM TEJO LIVRE - Educação Ambiental sobre Peixes de Água Doce” apelando à participação de todos os jovens da bacia do Tejo.

Esta celebração decorrerá na Escola Ciência Viva de Vila Nova da Barquinha na manhã do dia 21 de maio de 2022 numa atividade de educação ambiental com o envolvimento da comunidade escolar sobre a importância dos rios livres para a conservação das espécies migratórias que integrará apresentações do Projeto “Peixes de Água Doce Nativos”, do Livro Vermelho dos Peixes de ÁguaDoce e Migradores e do Projeto “MEGAPREDATOR”MARE | Centro de Ciências doMar e do Ambiente / Instituto Politécnico de Santarém – Escola SuperiorAgrária.

Em seguida será realizada uma demonstração de pesca científica com a identificação, medição, pesagem, caracterização ambiental e recolha de tecidos de peixes, bem como de demonstração de técnicas de amostragem científica, redinha, armadilhas de luz e redes de emalhar.

O proTEJO defende um rio Tejo livre de novos açudes e barragens - Projeto Tejo e Projeto de Barragem no rio Ocreza - e pela exigência de uma regulamentação daqueles que já existem de modo a garantir: um regime fluvial adequado à prática de atividades náuticas e à migração e reprodução das espécies piscícolas; um estabelecimento de verdadeiros caudais ecológicos; e uma continuidade fluvial proporcionada por eficazes passagens para peixes e pequenas embarcações.

Pretende-se ainda consciencializar as populações ribeirinhas para a sobre exploração da água do Tejo que se avizinha com a construção de novos açudes e barragens e a que já existe face à gestão economicista das barragens hidroelétricas da Estremadura espanhola, aos transvases da água do Tejo para a agricultura intensiva no sul de Espanha e à agressão da poluição agrícola, industrial e nuclear, realçando ainda a importância do regresso de modos de vida ligados à água e ao rio que as atividades de educação e turismo de natureza, cultural e ambiental permitirão sustentar.

O Tejo merece!

EVENTO NO MAPA DO DIA MUNDIAL DA MIGRAÇÃO DOS PEIXES (WFMD)

MAPA DE EVENTOS DO DIA MUNDIAL DA MIGRAÇÃO DOS PEIXES (WFMD)

EVENTO NO FACEBOOK

LOCALIZAÇÃO - ESCOLA CIÊNCIA VIVACAIS DA AVENIDA DOS PLÁTANOS

GALERIA DE FOTOS

CARTAZ IMPRESSÃO

CARTAZ NET - PORTUGUÊS - ENGLISH - ESPAÑOL

TRIPTICO IMPRESSÃO - PORTUGUÊS - ENGLISH - ESPAÑOL

NOTA DE IMPRENSA

ADESIVOS - LAMPREIA - SÁVEL - ENGUIA - LOVE FLOWS - HAPPY FISH

HISTÓRIA FACEBOOK - proTEJO

CARTÕES DOURO E TEJO – A / B / C / 1 / 2 / 3 / 4


Documentário - Love Flows

Mais informação: Paulo Constantino +351919061330

sexta-feira, 15 de abril de 2022

CARAVANA PELA JUSTIÇA CLIMÁTICA ALERTA PARA O ECOCÍDIO DO RIO TEJO PELOS NOVOS AÇUDES E BARRAGENS PROPOSTOS PELO PROJETO TEJO


NOTA DE IMPRENSA

14 de abril de 2022

"CARAVANA PELA JUSTIÇA CLIMÁTICA ALERTA PARA O ECOCÍDIO DO RIO TEJO PELOS NOVOS AÇUDES E BARRAGENS PROPOSTOS PELO PROJETO TEJO"

O Trilho Panorâmico de Vila Nova da Barquinha foi, ontem, dia 14 de abril, percorrido pela Caravana pela Justiça Climática com destino ao Parque Ribeirinho desta vila, onde se realizou uma ciranda (assembleia popular) com os temas “Projeto Tejo – o Ecocídio do Tejo pelas barragens” e “EcoParque do Relvão: Problema ou solução?” onde se refletiu sobre a importância de manter os últimos 120 km de rio Tejo livre dos novos 4 açudes e 2 barragens propostos pelo Projeto Tejo que representa um esbanjar de dinheiros públicos quando existem soluções de captação de água diretamente do rio Tejo sem mais barragens e muito mais económicas.

Concluiu-se que o Projeto Tejo pretende apenas alcançar a especulação imobiliária com a valorização dos terrenos agrícolas com impactos negativos nas regiões do Médio Tejo e Lezíria do Tejo quanto à atividade económica de turismo ecológico, rural e cultural, descaracterização do património cultural associado ao rio Tejo, como o Castelo de Almourol, as aldeias avieiras e os mouchões do rio Tejo, envolvidos por um rio que corre livremente, bem como diversos impactos ambientais negativos que se sabe que os açudes e barragens têm sobre a biodiversidade e os valores ecológicos, neste caso, do rio Tejo.

Apelou-se ainda a todos os cidadãos de Lisboa e da Área Metropolitana de Lisboa para protegerem a fauna e a flora do estuário do Tejo visto que os novos açudes e barragens irão destruir os equilíbrios dos ecossistemas do estuário do Tejo ao constituírem um obstáculo físico à passagem de nutrientes e substâncias químicas.

Com efeito, a retirada de enormes volumes de água para o regadio interromperá o ciclo ecológico da água não permitindo a passagem de água doce suficiente o que provoca alterações nas águas de transição (salobras) do estuário e nos ecossistemas que destas dependem.

Acresce ainda que o caudal passará a ser insuficiente para transportar os sedimentos em direção ao mar, impedindo que se depositem nas praias da orla costeira.

Além disso, o estuário do Tejo acumula uma acentuada poluição com origem em Espanha e que se agrava com as águas poluídas de afluentes do rio Tejo e acaba numa acentuada contaminação do estuário com a consequente proibição a apanha de bivalves na reserva Natural do Estuário do Tejo.

Lembrou-se ainda a necessidade de uma transição ecológica da agricultura para práticas agrícolas sustentáveis e os problemas relacionados com as monoculturas, sendo a agricultura convencional é responsável por importantes emissões de gases com efeito de estufa, poluição do ar, da água e dos solos, e a produção e aplicação de adubos de síntese a partir de gás fóssil representam níveis de emissões de gases com efeito de estufa e de poluição muito elevados.

O Tejo e a Vida merecem mais ação climática!

Bacia do Tejo, 14 de abril de 2022

Os Porta-Vozes do proTEJO,

Ana Silva e Paulo Constantino

Ver Vídeo da Ciranda 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

proTEJO DEFENDE CORREDORES ECOLÓGICOS DE FLORESTA AUTÓCTONE, VEGETAÇÃO RIPÍCOLA E BIODIVERSIDADE NOS VALES DOS RIOS E RIBEIROS PARA FAZER FACE À SECA EM CONTEXTO DE ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

NOTA DE IMPRENSA

7 de fevereiro de 2022

"proTEJO DEFENDE CORREDORES ECOLÓGICOS DE FLORESTA AUTÓCTONE, VEGETAÇÃO RIPÍCOLA E BIODIVERSIDADE NOS VALES DOS RIOS E RIBEIROS PARA FAZER FACE À SECA EM CONTEXTO DE ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS"

A seca que assola o país, ciclicamente e cada vez mais acentuada devido às alterações climáticas, apenas pode ser mitigada com uma estratégia de longo prazo assente na criação e restauração de corredores ecológicos de floresta autóctone, de vegetação ripícola e de biodiversidade ao longo dos rios e ribeiros que permita gerar, regenerar, reter e purificar água com a finalidade de alcançar a sua maior disponibilidade e qualidade, em paralelo com o aumento da capacidade de retenção de carbono que evite a intensificação das alterações climáticas que reduzem a precipitação e acentuam os períodos de seca.

 


O proTEJO considera que existem alternativas aos projetos de novas obras hidráulicas na bacia do Tejo, com um custo estimado de 5 mil milhões de euros, num novo transvase da barragem do Cabril no rio Zêzere para a barragem de Belver no rio Tejo, estando demonstrada a sua inutilidade visto que em situação de seca não dispõe de água para regularizar os caudais do rio Tejo, e em novas barragens e açudes que não geram água, mas potenciam a sua evaporação e geram mais emissões de carbono e metano que agravam as alterações climáticas, estando a ser estudada uma barragem no rio Ocreza quando a barragem da Pracana não ultrapassa 44% de armazenamento e mais 4 açudes e 2 novas barragens no rio Tejo.

Com efeito, a maior disponibilidade de água pode ser alcançada com investimento em projetos alternativos à construção de novos açudes e barragens que devem ser estudados e avaliados por se afigurarem como mais económicos, mais eficazes, mais sustentáveis e com menores impactos ecológicos, nomeadamente, os seguintes:

Ao nível da oferta de água

● O planeamento e gestão da água deve integrar uma regulamentação da gestão das barragens que favoreça a acumulação em anos húmidos para a compensar os anos secos e uma definição de caudais ecológicos que assegurem a conservação dos ecossistemas e as atividades ao longo dos rios e ribeiros, a jusante e a montante das barragens;

●A implementação de regimes de caudais ecológicos nos Planos de Gestão da Região Hidrográfica de Portugal e Espanha;

● A captação de água diretamente do rio (ex: a captação de Valada Tejo da EPAL tem uma capacidade nominal de 240 000 m³/dia destinados à Estação de Tratamento de Água de Vale da Pedra); 

A captação de água diretamente do rio e o seu armazenamento em bacias fora do leito apresenta menos impactos ambientais e é mais económica que a construção de novos açudes e barragens e, escolhendo a escala adequada, permite dispor de custos mais competitivos.

● A dessalinização de água do mar como alternativa para fornecer água à região do Oeste;

●O aproveitamento das águas residuais tratadas das estações de tratamento de águas residuais urbanas e industriais e maior investimento na separação dos esgotos das águas limpas (nomeadamente, pluviais) e das águas sujas.

A reutilização de águas residuais devidamente tratadas é outra opção que alarga as possibilidades de uso mais sustentável das disponibilidades hídricas, ao mesmo tempo que contribui para uma maior monitorização da qualidade da água saída das ETAR industriais e domésticas, de que são exemplo as chamadas “Fábricas de Água” das Águas do Tejo Atlântico.

● O desassoreamento e aumento da capacidade de armazenamento das barragens existentes;

● O reaproveitamento das barragens inoperacionais do Oeste;

●A utilização da capacidade de captação de água no subsolo, importando:

✔ o conhecimento do atual nível de recarga e de utilização dos aquíferos;

✔ o conhecimento e definição do potencial de utilização e de reserva estratégica dos aquíferos;

✔ a avaliação do risco e benefícios da recarga artificial de aquíferos.

● A adoção de Medidas Naturais de Retenção de Água aos níveis agrícola, urbano, florestal e hidromorfológico, já implementadas em países da EU, serve ao mesmo tempo objetivos de combate às causas que estão na origem das alterações climáticas e os objetivos de adaptação e mitigação das consequências ligadas às mesmas.

Do ponto de vista do aumento do regadio existem alternativas a escalas mais reduzidas como as medidas naturais de retenção de água (Integrated Water Retension Measures) que são já uma aposta em vários países da União Europeia e podem ser aplicadas ao sector agrícola, combinadas com a eficiência hídrica, a cobertura permanente do solo e a adaptação de culturas ao clima.

Ao nível da procura de água

● A adoção de medidas de eficiência hídrica Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água (que promovem a eficiência global do uso da água na agricultura que tem 40% de perdas);

● O investimento na investigação, na formação e na adaptação a novas práticas agrícolas em condições de forte carência de água através da cobertura permanente do solo, da mobilização reduzida ao mínimo necessário, da plantação de corta ventos, etc.… para reduzir a evaporação e melhorar a infiltração de água nos solos, bem como o aumento da sua fertilidade e aumento da fertilidade dos solos. Importa incentivar a produção de espécies mais bem-adaptadas com práticas sustentáveis como sejam as de agroecologia, de agroflorestal, a agricultura regenerativa, de culturas com sistemas de rega de maior rendimento e de seleção de culturas resistentes e adaptadas ao crescimento no Outono-Inverno e colheita primaveril, mais sustentáveis e com menor consumo de recursos energéticos e hídricos, como preconizado nas novas diretivas da PAC.

A inversão desta tendência de instalação de seca extrema está dramaticamente dependente de uma vontade política que ouse antecipar e alavancar a preferência pelo recurso a soluções de baseadas na natureza sendo urgente um pacote de medidas políticas que passe pela formação e incentivos à utilização das melhores práticas e tecnologias disponíveis para garantir as condições básicas de sustentabilidade da Vida. 

A sustentabilidade económica está incontornavelmente ligada e dependente da sustentabilidade ecológica pelo que o adiamento da transição ecológica, urgente em todos os sectores de atividade, significa antecipar o colapso do bom funcionamento dos ciclos ecológicos que como se sabe dependem do bom funcionamento dos ecossistemas.

Deverão ser realizados investimentos de reconversão e adaptação da agricultura às novas condições climatológicas assentes na eficiência hídrica e em práticas agrícolas que reduzam as necessidades hídricas, aumentem a fertilidade do solo, favoreçam a Biodiversidade e diminuam o recurso a químicos de síntese e a combustíveis fósseis, contribuindo no seu conjunto para a redução da poluição (do ar, da água, dos solos e dos alimentos) e das emissões de gases com efeito de estufa (CO2 e metano).

A adoção de uma estratégia enquadrada num cenário de justiça intergeracional é responsabilidade de todos, mas os decisores políticos devem fazer acontecer o adiado.

O Tejo e a Vida merecem mais ação climática!

Bacia do Tejo, 7 de fevereiro de 2022

domingo, 6 de fevereiro de 2022

CONVITE - REUNIÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO - 19 DE FEVEREIRO DE 2022

CONVITE

REUNIÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO

19 de fevereiro de 2022

Exmos. Senhores,

O proTEJO – Movimento Pelo Tejo vem convidá-los a estarem presentes na sua Reunião do Conselho Deliberativo que se realizará no dia 19 de fevereiro de 2022 (sábado) pelas 14 horas e 30 minutos, presencialmente na sede da Junta de Freguesia de Vila Nova da Barquinha (ex-Junta de Freguesia da Moita do Norte) e por videoconferência acessível na ligação https:/meet.jit.si/proTEJO20220219, com a seguinte Ordem de Trabalhos:


1º Eleições das unidades orgânicas para o período de 2022/2024 - Doc. nº 1;


2º Ponto de situação da execução do Plano de Atividades do proTEJO - Doc. nº 2;


3º Diversos.


Remetemos ainda a apresentação do proTEJO atualizada a final de 2021 - Descarregar.


Esta iniciativa encontra-se aberta às organizações e aos cidadãos que referenciem como partilhando este objetivo, pelo que agradecemos que as convidem a estarem presentes.


PARTICIPEM!


SÓ COM A VOSSA PRESENÇA PODEMOS SEGUIR EM FRENTE NA DEFESA DO TEJO!


A PARTICIPAÇÃO DOS ADERENTES E O ENVOLVIMENTO DOS CONVIDADOS É UM IMPORTANTE INCENTIVO MORAL!


CONTAMOS CONVOSCO!


Como chegar?


Rotunda do Fogueteiro

Junta de Freguesia de Vila Nova da Barquinha

(ex - Junta de Freguesia de Moita do Norte)

39°27'58.7"N 8°26'43.4"W

39.466306, -8.445389


Ver mapa

https://goo.gl/maps/PhuSmiySRAT2

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

3.ª fase de participação pública do ciclo de planeamento 2022-2027 - Apreciação da versão provisória do Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo e Ribeiras do Oeste (RH5A) 2022/2027

Apelamos à vossa contribuição para a participação pública do Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo e Ribeiras do Oeste (RH5A) 2022/2027!

Enviem os vosso contributos para protejo.movimento@gmail.com ou diretamente no portal https://participa.pt/.

Participem, o Tejo e a Vida merecem!

A 3.ª fase de participação pública do ciclo de planeamento 2022-2027, correspondente à apreciação da versão provisória do Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo e Ribeiras do Oeste (RH5A) 2022/2027, bem como das restantes bacias, começa hoje, 25 de janeiro de 2022, e decorre até 24 de julho de 2022.


"A participação ativa das pessoas singulares e coletivas na implementação das políticas da água, materializada na elaboração, revisão e atualização dos PGRH, constitui um eixo fundamental das políticas públicas deste setor, consagrado na Lei da Água."



Consultem a documentação na ligação:



Disponibilizamos as alegações do proTEJO às Questões Significativas da Água Tejo e Ribeiras do Oeste na 2ª fase do ciclo de planeamento em 2020:


segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Caravana Global pela Justiça Climática vai percorrer 400 km em Portugal

COMUNICADO DE IMPRENSA

Caravana Global pela Justiça Climática 

vai percorrer 400 km em Portugal

A crise climática e da biodiversidade é o tempo das nossas vidas. Enquanto empresas e governos repetem fórmulas esgotadas para políticas insuficientes, a degradação do clima destrói o nosso futuro coletivo. As cheias, secas, tempestades fora de época, subida do nível médio dos oceanos, incêndios florestais, perda irreversível da biodiversidade e degradação do ar, dos solos e das massas de água são a consequência direta de escolhas deliberadas tomadas nas últimas décadas pelo aparelho produtivo e pelo poder político a nível global.

Perante este estado das coisas, com o nosso futuro nas nossas mãos, a Caravana pela Justiça Climática, em abril, vai percorrer 400km em Portugal, marchando lado a lado com populações locais desde Figueira da Foz para o interior, através de Pedrogão Grande, Oleiros, Vila Velha de Ródão e muitos outros lugares, para depois descer ao lado do Tejo até Lisboa. Neste momento, mais de uma dezena de organizações nacionais e locais já se juntaram à preparação da caravana, que também ocorrerá nível mundial em pelo menos mais cinco países - Uganda, Honduras, Turquia, Nigéria e Bolívia.

A Caravana passará pelas comunidades que já estão mais expostas às consequências da crise climática, assim como por alguns dos principais focos de emissões de gases com efeito de estufa e de poluição do ar, da água e dos solos do país. Os incêndios florestais e a desertificação do país serão também evidentes no percurso, cruzando zonas devastadas pelo fogo em 2017 e em outros anos, assim como as linhas de água da bacia do Tejo afetadas por caudais irregulares e pela poluição, nas quais já existem e se prevê a construção de mais açudes e barragens.

O arranque da Caravana terá lugar no Complexo Industrial da Figueira da Foz, um dos pólos da principal empresa emissora do país, The Navigator Company. De lá até ao fim do percurso, a Caravana passará por vários pontos ligados à crise climática, nomeadamente Pedrógão Grande e Oleiros, epicentros dos mais graves incêndios florestais em território nacional, pela Celtejo, uma das vinte infraestruturas mais emissoras do país, a Central Termoeléctrica do Pego, encerrada em Novembro de 2021 sem garantir condições necessárias para uma transição justa para os trabalhadores, e a fábrica de produção de cimento mais emissora do país, o Centro de Produção de Alhandra, da CIMPOR. A transição energética também não pode passar pelo nuclear e pelo urânio, que alguns pretendem explorar em Nisa.

Iremos descer ao longo do rio Tejo até Lisboa, acompanhando um rio profundamente afectado no seu estado ecológico e biodiversidade. Exporemos, no local, a ausência de uma política capaz de impor a descarga de caudais ecológicos à IBERDROLA na barragem de Cedillo e à EDP nas barragens de Fratel e Belver. Caminharemos ao lado das barreiras à conectividade fluvial já existentes que fragmentam habitats, como o travessão no rio Tejo da Central Termoelétrica do Pego, e os locais onde querem construir novos açudes e barragens como a do Pisão, do Ocreza ou do projeto Tejo da Associação + Tejo e da Quinta da Lagoalva de Cima, em Alpiarça. Testemunharemos as más práticas agrícolas que conduzem à destruição da biodiversidade e à forte emissão de gases, assim como à poluição que entra no Tejo vinda de Espanha, que se agrava com as águas poluídas de afluentes e acaba numa acentuada contaminação do estuário envolvido pela Área Metropolitana de Lisboa.

Para conseguirmos travar a crise climática e a crise ecológica globais, precisamos de um movimento maior do que o mundo alguma vez já viu. Apelamos por isso a todos os movimentos e organizações que se revejam na luta por um futuro digno a que se juntem a nós, transformando a Caravana pela Justiça Climática num momento histórico que, através da força das populações, se insurja contra a irresponsabilidade, a impunidade, a manipulação e a ganância de um sistema capitalista, responsável pela degradação dos ciclos ecológicos que sustentam a vida e que são sustentados por ela.

Mais informações:

caravanaclima.pt

João Camargo (Climáximo) 963367363

Ana Silva (proTEJO) 922273439

As organizações: 

Acréscimo; APAEPG - Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Alunos do AE de Pedrógão Grande; AVIPG - Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande; Basta! - de crimes ambientais; Casa de Pedrógão Grande; Climáximo; Colinas do Tejo; EcoCartaxo; Greve Climática Estudantil Lisboa; MIA - Movimento Ibérico Antinuclear; Movimento Ambientalista Vale de Santarém; Movimento Cívico Ar Puro; MUNN - Urânio em Nisa Não; proTEJO - Movimento pelo Tejo

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

ASSOCIAÇÕES AMBIENTALISTAS ALERTAM PARA A PREOCUPANTE EXPANSÃO DO REGADIO EM PORTUGAL


Associações ambientalistas alertam 

para a preocupante expansão

do regadio em Portugal


GEOTA, ANP|WWF, SPEA, LPN e proTEJO dão parecer negativo ao estudo em Consulta Pública - “Regadio 20/30 - Levantamento do Potencial de Desenvolvimento do Regadio de Iniciativa Pública no Horizonte de uma Década”


Lisboa, 14 de janeiro de 2022: Termina hoje a Consulta Pública do Estudo “Levantamento do Potencial de Desenvolvimento do Regadio de Iniciativa Pública no Horizonte de uma Década”. O GEOTA, a ANP|WWF, a SPEA, a LPN e o proTEJO apresentam o seu parecer negativo, deixando cinco considerações que afirmam ser críticas no que toca ao desenvolvimento do regadio em Portugal:


1. O estudo é setorial, com objetivos estritamente económicos, não integrando as componentes ecológicas e sociais enfatizadas pela nova Política Agrícola Comum Europeia, onde é referido que “a agricultura e as zonas rurais são fundamentais para o Pacto Ecológico Europeu”.


2. O estudo não considera o trade-off entre a produtividade agrícola e a preservação dos recursos hídricos, edáficos e da biodiversidade, todos essenciais, uma vez que a sobre-exploração destes recursos naturais ameaça a própria agricultura e o meio ambiente.


3. A consideração do património natural e cultural é meramente descritiva, não sendo integrada como critério de avaliação para definição dos projetos de regadio, que abrangem mais de 127.000 ha, o que corresponde a um acréscimo de 22% da superfície agrícola regada a nível nacional, que se junta ao acréscimo de 21% observado entre 2009 e 2019, conforme dados do Recenseamento Agrícola de 2019.


4. Não está fundamentada a substituição de águas subterrâneas por superficiais, o que coloca a atividade agrícola na dependência exclusiva de águas superficiais. A diversificação das origens da água é uma das chaves para o aumento da resiliência e da capacidade de adaptação à seca e às alterações climáticas.


5. O “Projeto Tejo” continua a ser equacionado como forma de assegurar a expansão do regadio, apesar dos grandes impactos ecológicos, sociais e económicos associados. Da mesma forma, o empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva, apesar dos graves impactos ambientais, culturais e sociais, é considerado uma referência e um caso de sucesso, sendo usado como argumento para justificar o investimento na construção de novas barragens, sem considerar outras práticas sustentáveis e regenerativas alternativas ao regadio.


As cinco Associações Ambientalistas afirmam, no entanto, que o estudo em consulta pública apresenta elementos positivos, nomeadamente a defesa do regadio eficiente com a promoção nos investimentos previstos para reabilitação de regadios existentes e as intervenções previstas no âmbito do reforço da segurança das barragens atualmente em funcionamento.


Ainda assim, estes pontos não se apresentam como suficientes, pelo que as Associações apelam para a necessidade de que o estudo considere também os impactos negativos da expansão do regadio, e que equacione práticas agrícolas alternativas que sejam benéficas ou menos prejudiciais para a economia, o ambiente e a sociedade.

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

CONVITE - REUNIÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO - 17 DE DEZEMBRO DE 2021

CONVITE

REUNIÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO

17 de dezembro de 2021

Exmos. Senhores,

O proTEJO – Movimento Pelo Tejo vem convidá-los a estarem presentes na sua Reunião do Conselho Deliberativo que se realizará no dia 17 de dezembro de 2021 (sexta-feira) pelas 21h, por videoconferência acessível na ligação https:/meet.jit.si/proTEJO20211217, com a seguinte Ordem de Trabalhos:


1º Balanço da atividade realizada nos anos de 2020 - Doc. nº 1 – e 2021 - Doc. nº 2;


2º Projeto de plano de atividades a desenvolver em 2022 – Doc. nº 3;


3º Marcação de eleições das unidades orgânicas para o período de 2022/2024;


4º Missão, Visão e das Estratégia do proTEJO – Doc. nº 4;


5º Diversos.


Remetemos ainda a apresentação do proTEJO atualizada a final de 2021 - Descarregar.


Esta iniciativa encontra-se aberta às organizações e aos cidadãos que referenciem como partilhando este objetivo, pelo que agradecemos que as convidem a estarem presentes.


PARTICIPEM!


SÓ COM A VOSSA PRESENÇA PODEMOS SEGUIR EM FRENTE NA DEFESA DO TEJO!


A PARTICIPAÇÃO DOS ADERENTES E O ENVOLVIMENTO DOS CONVIDADOS É UM IMPORTANTE INCENTIVO MORAL!

CONTAMOS CONVOSCO!

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

proTEJO ACUSA ESPANHA DE QUERER LUDIBRIAR O ESTADO PORTUGUÊS COM “FALSOS” CAUDAIS ECOLÓGICOS EM CEDILLO NO PLANO HIDROLÓGICO DO TEJO DE ESPANHA PARA 2022/2027

NOTA DE IMPRENSA

22 de novembro de 2021

O proTEJO – Movimento pelo Tejo apresentou hoje a sua discordância com a “Avaliação Ambiental Estratégica dos Impactos do Plano Hidrológico e do Plano de Gestão dos Riscos de Inundação (2022-2027) da parte Espanhola da Região Hidrográfica do Tejo sobre o Meio Ambiente em Portugal”, no portal Participa do Ministério do Ambiente e da Ação Climática, pelos seguintes motivos:


a) a submissão a uma Convenção de Albufeira obsoleta e para a qual não se vislumbra a oportunidade de uma revisão com um verdadeiro espírito de salvaguarda das condições que sustentem a vitalidade e o bom funcionamento dos ciclos ecológicos que garantem a Sustentabilidade da Vida e que não dispensam a preservação ecológica dos ecossistemas em geral, com prioridade obrigatória para os ecossistemas das bacias hidrográficas;


b) o não estabelecimento de verdadeiros caudais ecológicos determinados cientificamente nos Planos de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo com a coordenação das administrações de ambos os países nos mesmos pontos de controlo que atualmente estão presentes na Convenção de Albufeira, Ponte de Muge e Cedilho, a serem transpostos para a Convenção de Albufeira;


c) a falta de uniformização dos métodos científicos de cálculo dos caudais ecológicos do plano hidrológico de Espanha visto que os caudais ecológicos propostos para a barragem de Cedillo são uma réplica dos caudais mínimos previstos na Convenção de Albufeira que reproduzirão as pressões e impactos que ao longo dos anos têm permitido o agravamento da deterioração do estado ecológico das massas de água no rio Tejo em Portugal;

d) o não assumir do incumprimento da Diretiva Quadro da Água que resulta da proposta de caudais ecológicos trimestrais na barragem de Cedillo no plano hidrológico de Espanha de 2022/2027, iguais aos caudais mínimos trimestrais estabelecidos na Convenção de Albufeira, visto que permitem uma gestão privada da água das barragens para a produção hidroelétrica com critérios meramente economicistas de maximização do lucro que causa uma deterioração adicional do estado ecológico das massas de água do rio Tejo e impede que se alcancem os objetivos ambientais do seu nº 1 do Artigo 4º da DQA ao não assegurar um “regime hidrológico consistente com o alcance dos objetivos ambientais da DQA em massas de águas superficiais naturais”, como decorre do documento de orientação nº 31 “Caudais ecológicos na implementação da Diretiva Quadro da Água” da Comissão Europeia;


e) a ausência de qualquer referência ao projeto de instalação de uma hidroelétrica reversível (bombagem de água para montante) na barragem de Alcântara por parte da Iberdrola, que esteve em consulta publica até 19 de junho de 2020 em Espanha;


f) a ausência de medidas para limpeza do passivo ambiental existente no fundo das barragens da Extremadura espanhola (Torrejon, Valdecañas, Alcântara, Cedillo, etc) com origem em poluição orgânica e contaminação por nutrientes depositada ao longo de várias décadas. Este passivo ambiental dá origem recorrente, em consecutivos anos hidrológicos, a fenómenos de eutrofização e de blooms de algas com cianobactérias nestas barragens da Extremadura espanhola que são descarregados para jusante contaminando e deteriorando o estado ecológico das massas de água do rio Tejo em Portugal;


g) o “esquecimento” de medidas com vista à supressão da poluição por nutrientes e pesticidas com origem na atividade agrícola, particularmente, em relação à albufeira de Monte Fidalgo (Cedillo) na qual é identificada a existência de impactos ao nível da poluição orgânica e contaminação por nutrientes;


h) a manutenção de planos de gestão hidrológicos de Portugal e Espanha distintos, não integrados e cuja elaboração se encontra dissociada no tempo, quando, para uma verdadeira cooperação e trabalho partilhado de ambos os países tendo em vista alcançar um bom estado ecológico das massas de água para a proteção e conservação dos rios e dos seus ecossistemas ribeirinhos, dever-se-ia considerar o desenvolvimento e implementação de um Plano Ibérico de Gestão de Bacias Hidrográficas e a criação de um organismo ibérico de gestão das bacias.


A Vida que o Tejo sustenta merece mais!


Bacia do Tejo, 22 de novembro de 2021


Os Porta-Vozes do proTEJO,

Ana Silva, José Moura e Paulo Constantino

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Mais informação: Paulo Constantino - +351919061330