Somos um movimento de cidadania em defesa do Tejo denominado "Movimento Pelo Tejo" (abreviadamente proTEJO) que congrega todos os cidadãos e organizações da bacia do TEJO em Portugal, trocando experiências e informação, para que se consolidem e amplifiquem as distintas actuações de organização e mobilização social.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Sermão aos Peixes?

Apelo aos meios de comunicação social regionais que se empenhem na divulgação desta causa, que defendam o Tejo que também é seu, que ajudem a impulsionar o movimento de cidadãos em defesa do Tejo divulgando a sua primeira reunião.
Em Portugal apenas o exemplar jornalismo do "Público" tem contribuido para uma ampla difusão desta causa, tal como "La Tribuna de Talavera" tem contribuido para divulgar este blogue. Bem hajam!

Assoreamento..Erosão..Fogo..Eucalipto

Depois de anos a discutirem-se os efeitos nefastos do eucalipto sobre a escassez de água talvez agora possamos colocar, de uma vez por todas, o dedo na ferida.
É preciso deslocar a pergunta para outros "Campos" e perguntar: Qual o impacto das plantações do eucalipto no assoreamento do Tejo, face à facilidade com que permitem a desertificação e a erosão do solo, a par da sua reduzida resistência aos fogos?
Os caudais sólidos que estas plantações geram não vão sair pela barra do Tejo, muito menos com a escassez de água que temos hoje em dia.
António Campos(1), em "Eucalipto? Não, obrigado!", quando questionado sobre o que é preciso mudar, respondeu «Era fundamental voltar à floresta tradicional no País, baseada no sobreiro, azinheira, carvalho, castanheiro e salgueiro, e que é muito resistente ao fogo. É preciso uma estratégia de reconversão das áreas ardidas. No último quadro comunitário recebemos 160 milhões de contos para reflorestação e, se se fizerem as contas, mais de 100 milhões são para arder. É preciso deixar de financiar o pinheiro e o eucalipto. E é fundamental que haja associações de produtores que cuidem da floresta, e que se penalizem os que não o fazem.»" in «Diário de Notícias», 11 de Setembro de 2005, em entrevista com a jornalista Filomena Naves.
"(1) Engenheiro-agrónomo, cedo se dedicou à política, pagando a ousadia com a prisão, no tempo da ditadura. Fundador do PS, membro de governos socialistas, deputado e eurodeputado, António Campos foi o rosto da denúncia da BSE (doença das "vacas loucas") quando todos calavam o perigo. "Fui ameaçado por criadores e talhantes", lembra. "Os interesses eram tais que só em 1998 se aprovou legislação europeia para resolver o problema". No seu recente livro Agricultura, Alimentação e Saúde, uma conversa com R. Cavaleiro Azevedo, não poupa palavras sobre as "perversões da PAC" ou os erros da política agrícola, por cá. "É um livro contra o silêncio", diz. »»

Os Presidentes do Tejo...

Depois do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha acabam de se juntar à "Causa do Tejo" os Presidentes da Câmara Municipal da Chamusca e de Constância.

Todos juntos, Conseguimos!!

Bem hajam!

Agora só resta esperar que devolvam a ficha de inscrição devidamente preenchida e que participem na reunião de preparação do "Movimento Cidadão pelo Tejo" e de mobilização para registo na "Rede de Cidadania por uma Nova Cultura da Água do Tejo/Tajo e seus rios".

Transvases - Parte II

A Wikipedia volta a explicar-nos, como se tivessemos 5 anos, a razão do levantamento de 40.000 vozes espanholas em defesa do Tejo em Talavera de La Reina. Sem tirar nem pôr, "Segundo dados da Confederação Hidrográfica do Tejo (espanhola), o seu caudal diminuiu 40,2% entre 1972 e 2005, ao passar por Talavera".
Depois do transvase o Tejo apenas recupera com as águas do Jarama e recebe as águas fétidas e mal depuradas do Alberche, usado como esgoto de 7 milhões de madrilenos.
Volumes cedidos anualmente pelo Transvase Tejo-Segura,
entre os anos hidrológicos 1979/80 e 2000/01, segundo dados
da Confederação Hidrográfica do Tejo (espanhola).
Troço entre Buendía e Talavera de la Reina
"Uma vez passada a barragem de Buendía, as possibilidades de recuperar o caudal desviado para o Segura são muito limitadas. Até Aranjuez, não há afluentes de importância, ao que se junta a escassa pluviometria que apresenta a zona sudeste da Guadalajara e sudoeste da Comunidade de Madrid (entre 400 a 500 mm/ano). Os campos situados na borda do rio, que se nutrem das suas águas, incidem ainda mais na perda de caudal.
Quando o Tejo chega a Aranjuez, muitas vezes tem caudal inferior a 6 m³/s, mínimo estabelecido pela normativa que regula o Transvase Tejo-Segura, conhecido como "caudal ecológico". Antes da inauguração do transvase em 1979, o rio levava neste ponto um volume de água de 30 m³/s.
O Tejo recupera parcialmente das contribuições realizadas ao Segura quando conflui com o rio Jarama, que desemboca em Aranjuez. Esta corrente tributa com um caudal médio de 16-20 m³/s, 3 vezes mais que o que leva o próprio Tejo.
Com os afluentes (Algodor, Guadarrama e Alberche) também não recupera plenamente o caudal cedido ao Segura. Por altura de Talavera de la Reina, continua a levar um volume de água muito inferior ao que apresentava antes de haver o Transvase Tejo-Segura. Segundo dados da Confederação Hidrográfica do Tejo (espanhola), o seu caudal diminuiu 40,2% entre 1972 e 2005, ao passar por Talavera."

Transvases - Parte I

A Wikipedia ajuda-nos a conhecermos como é que o Transvase Tejo-Segura e eventuais novos transvases alteram o regime hidrológico do Tejo e destroem o ecossistema fluvial.
"Cabeceira
O Transvase Tejo-Segura é uma das infraestruturas que mais contribuíram para modificar o regime hidrológico do Tejo, que a partir das barragens de Entrepeñas e Buendía, desvia as águas do rio para a zona sudeste de Espanha.
A normativa espanhola prevê que se possa retirar até 70,29% da água que o rio receba à cabeceira, com destino à região do Levante.
No ano hidrológico 2005/06, as barragens de Entrepeñas e Buendía moveram para o rio Segura um caudal de 253 hm³, superior ao vertido pelo próprio Tejo (247,7 hm³). Em 1979/80, recém-inaugurado o transvase, a contribuição foi de 36 hm³."

terça-feira, 7 de julho de 2009

O Tejo como o conhecemos: de Albarracín até ao Atlântico

As seguintes linhas do manifesto da "Rede Cidadã por uma Nova Cultura da Água na Tajo / Tejo e seus rios." mais do que ilustram tudo o que possamos dizer sobre o Tejo. Se não puderem estar presentes dia 18 de Julho, subscrevam o manifesto e registem-se como membros da Rede Cidadã, o Tejo por certo agradecerá.
Excertos
"Os cidadãos que vivem perto ou não do Tejo e seus rios, mas que o amamos e sabemos o que significam, reclamamo-los como património natural, histórico, cultural, recreativo, espiritual e social.
Mas não porque sejam nossos, mas para os cuidarmos e respeitarmos, olhando para além do valor económico e produtivo das suas águas.
Começa-se por dizer que um rio se perde no mar, para em seguida pensar que se perde no país vizinho e, em seguida, na comunidade ou na aldeia que se segue ao mesmo.
Rejeitamos esta abordagem, e nós, como cidadãos unimo-nos para defender o rio Tejo e seus afluentes, na íntegra, a partir do nascimento em Albarracín, até que desemboca em Portugal.
Conhecemos o Tejo já maduro, que ignorando fronteiras, se faz português, recebendo entre as montanhas o Zêzere, para de seguida, sob o olhar do Almourol, se abrir e alargar, a caminho do Mar da Palha, onde o Tejo sábio já ancião e venerável junta as suas águas com as do Atlântico em Lisboa, sabendo que assim cumpre o seu destino.
Por esta razão, as diversas associações e grupos locais de trabalho para a defesa do rio e da natureza, em Espanha e em Portugal, unimo-nos na "Rede Cidadã para uma Nova Cultura da Água na Tajo / Tejo e seus rios.".

Não somos uma esponja....

Vamos ter connosco Miguel Méndez que em conjunto com Miguel Ángel Sánchez forma a dupla de Talaveranos que lançou há três anos a "Plataforma em defensa dos rios Tejo e Alberche" e mobilizou 40.000 cidadãos a manifestarem-se nas ruas de Talavera. Interrogamo-nos muitas vezes sobre o que leva uma pessoa a abraçar uma causa que sabemos difícil e demorada. Nada nos esclarecerá tanto como ler as respostas dos próprios - "Não podemos ser uma esponja que se espreme e, em seguida, se atira fora". Documento em (Português).

domingo, 5 de julho de 2009

Rede do Tejo

A criação de um "Movimento de Cidadãos Pelo Tejo", que integre a "Rede de Cidadania por Uma Nova Cultura da Água no Tejo/Tajo e seus rios" (ibérica), é fundamental para a mobilização coesa de cidadãos na defesa do rio Tejo, promover a educação ambiental, "divulgação e conhecimento dos valores naturais e sócio-culturais dos nossos rios, contribuindo, assim, para o seu reconhecimento e sensibilizar as populações para a imperiosa necessidade da sua protecção."
Para favorecer a reflexão sobre este tema deixo algumas ligações importantes para conhecer esta Nova Cultura da Água e aderir à causa em defesa do Tejo no faceboook Aderir à Causa - Cidadãos Pelo Tejo.


quinta-feira, 2 de julho de 2009

Convite - Reunião Preparação "Movimento Pelo Tejo"

Está o convite lançado!
Agora cabe-nos a nós cidadãos gerar uma enxurrada.
Espero-vos dia 18 de Julho em Vila Nova da Barquinha!
Bem hajam.
Enviar: rededotejo@gmail.com
E ainda podem aproveitar a oferta cultural da noite!


CONVITE

Exmo(a)s. Sr(a)s.
Na sequência do Encontro SALVAR A TERRA E A ÁGUA realizado em Vila Nova da Barquinha em 17 de Maio p.p., organizado pelo Instituto da Democracia Portuguesa (IDP) e COAGRET e apoio da Câmara Municipal de V.N. da Barquinha, e da participação de uma comitiva de cidadãos do concelho de Vila Nova da Barquinha na acção em defesa do Tejo realizada em 20 de Junho em Talavera de La Reina, vimos contactá-los enquanto cidadãos, autarcas, dirigentes de associações ambientalistas e de desportos náuticos, e membros de organizações ligadas ao ordenamento do território, e à defesa do ambiente e da vida selvagem.
Neste sentido, recebemos da parte de um amplo conjunto de ONG’s (COAGRET, IDP, GEOTA, Quercus, Liga para a Protecção da Natureza, Fundação para a Nova Cultura da Água, etc) o acolhimento da ideia de criar um movimento de cidadãos em defesa do Tejo denominado "Movimento Pelo Tejo" (abreviadamente Pró Tejo) que congregue todas as organizações e os cidadãos da referida Bacia, trocando experiências e informação, para que se consolidem e amplifiquem as distintas actuações de organização e mobilização social.
O principal objectivo deste contacto é criar as condições necessárias a que as organizações ligadas ao Tejo se reúnam e iniciem conversações com vista a definirem objectivos comuns no que respeita à defesa do Tejo e do território da sua bacia hidrográfica, bem como à preparação do lançamento do Movimento Pelo Tejo.
Neste contexto, convidamos-vos a estarem presentes na primeira reunião deste movimento de cidadãos que se realizará pelas 15 horas do dia 18 de Julho de 2009 (sábado), no Auditório do Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha, com a seguinte ordem de trabalhos:
Ordem de Trabalhos
1º Apresentação das entidades presentes;
2º Manifesto em Defesa do Tejo;
3º Apelo à participação pública da Bacia Hidrográfica do Tejo;
4º Intercâmbio entre organizações portuguesas e espanholas.
5º Dinamização e divulgação do movimento de cidadãos;
7º Promoção e comunicação social.
8º Modelo organizacional da Rede
a) Estrutura organizacional
b) Distribuição de competências
c) Regimento de funcionamento
9º Conferência de imprensa
Esta iniciativa encontra-se aberta a organizações que referenciem como partilhando este objectivo, pelo que agradecemos que lhes seja transmitido este convite.
Agradecemos a vossa atenção e aguardamos a vossa resposta, certo de que prosseguimos um objectivo comum.
Os melhores cumprimentos,
Paulo Constantino
pauloconstantino@gmail.com - tlm: +351919061330 - blogue "Cá Por Causas": http://caporcausas.blogspot.com
Pedro Couteiro
coagret.pt@gmail.com - tlm:+351969761301 - http://coagret.wordpress.com
Mendo Henriques

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Cidadãos em movimento...

As gentes do Tejo e as organizações apenas precisam de um ligeiro incentivo para se mobilizarem em sua defesa.
Apesar de sentir directamente os problemas do Tejo, nunca senti tão forte a sua vontade em se coordenarem, empenharem e mobilizarem por causa do Tejo.
Algo está a mudar! Sinto indignação no ar!