sexta-feira, 28 de março de 2025
Reserve a Data! - Save The Date! - 31 de maio de 2025 - II Encontro Nacional de Cidadania pela Defesa dos Rios e da Água
segunda-feira, 17 de março de 2025
O proTEJO convida os cidadãos a participarem, no dia 26 de abril de 2025, no "12º Vogar contra a indiferença - Por Um Tejo Livre”, atividade de descida de canoa com o lema “Não ao novo açude no rio Tejo em Constância / Praia do Ribatejo (VN Barquinha)"
Convite
12º
VOGAR CONTRA A INDIFERENÇA
Descida
de Canoa
Praia fluvial de Constância – Castelo de Almourol
DEMONSTRAÇÃO
IBÉRICA DE CIDADÃOS
“Por Um
Tejo Livre”
26 de abril de
2025
O movimento proTEJO convida-vos a celebrarem o próximo
dia 26 de abril de 2025 com a descida de canoa "12º Vogar contra a indiferença” e a demonstração
ibérica de cidadãos “Por Um Tejo Livre”.
Esta é uma ação de contestação sob o lema “Não ao novo açude no rio
Tejo em Constância/Praia do Ribatejo (VN Barquinha)" e pela defesa de rios
Vivos e Livres de açudes e barragens para assegurar a conservação dos ecossistemas e habitats aquáticos, os
fluxos migratórios das espécies piscícolas e o usufruto do rio pelas populações
ribeirinhas.
O "12º
Vogar contra a indiferença" inicia-se pela manhã na praia fluvial de Constância com a leitura da “Carta Contra a Indiferença” e continua com um percurso fluvial em
canoa para desfrutar da beleza natural do corredor ecológico do rio Tejo desde
a praia
fluvial de Constância com chegada junto ao esplendoroso
Castelo de Almourol.
Inscrição https://forms.gle/7wSEmSh2pv25fU288
Entre estes cidadãos conta-se uma participação muito
significativa de amigos do Tejo de Espanha pertencentes à Rede de Cidadania por
uma Nova Cultura da Água do Tejo/Tajo e seus afluentes, esperando-se muitos
participantes, como aliás é habitual, provando-se que a defesa da Vida nos rios
ibéricos ultrapassa as fronteiras administrativas e une os cidadãos com os
mesmos problemas, independentemente da sua nacionalidade.
A Demonstração
Ibérica de Cidadãos “Por Um Tejo Livre” decorrerá pela tarde com
intervenções dos cidadãos no Anfiteatro dos Rios
em Constância sobre a rejeição do novo açude
no rio Tejo em Constância / Praia do Ribatejo (VNB) e a preservação ecológica dos últimos troços dos rios Tejo e
Zêzere como rios Vivos sem poluição e Livres de açudes e barragens.
Pretende-se
ainda consciencializar as populações
ribeirinhas para o aumento das pressões negativas que resultam da sobreexploração
da água do Tejo: as que se avizinham, com projetos de construção de novos
açudes e barragens, e as que já existem, face à gestão economicista das
barragens hidroelétricas da Estremadura espanhola, aos transvases de água
do Tejo para a agricultura intensiva no sul de Espanha e à agressão da poluição
agrícola, industrial e nuclear. Serão ainda realçados a importância do regresso
de modos de vida ligados à água e ao rio e das atividades de educação ambiental
e turismo de natureza, cultural e ambiental.
Esta atividade
é promovida pelo proTEJO – Movimento pelo Tejo, pelo município de
Constância, pelo município de Vila Nova da Barquinha, pela junta
de freguesia de Constância,
pela junta de freguesia de Praia do Ribatejo, pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, pelo Fluviário “Foz do Zêzere”, contando
com o apoio das empresas de canoagem Aventur – Aventura e Lazer e AKWA
- Water and Adventure Tours, da Associação
Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova da Barquinha e da Rede
de Cidadania por Uma Nova Cultura da Água do Tejo/Tajo e seus afluentes.
Os rios
Tejo e Zêzere, e suas populações ribeirinhas merecem-no!
Ana Silva e Paulo Constantino
Os
porta vozes do proTEJO
Mais informação: +351 91
906 13 30
domingo, 16 de março de 2025
“Sessão de esclarecimento enche salão evidenciando o interesse da população em ser esclarecida e em participar no debate sobre o novo açude no rio Tejo”
“Sessão de esclarecimento enche salão evidenciando o interesse
da população em ser esclarecida e em participar no debate sobre o novo açude no
rio Tejo”
Hoje o salão nobre do município de Constância encheu em sessão de
esclarecimento à população sobre "O novo açude
no rio Tejo em Constância / Praia do Ribatejo (VN Barquinha)”, integrado
no Estudo de "Valorização dos Recursos Hídricos para a Agricultura no Vale
do Tejo e Oeste", promovida pelo município de Constância, pelo município de Vila Nova da Barquinha, pela junta de freguesia de Constância, pela junta
de freguesia de Praia do Ribatejo, pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, pelo Fluviário
“Foz do Zêzere” e pelo proTEJO – Movimento pelo Tejo.
Foi
comunicada a lamentável escusa da Direção Geral da Agricultura e do
Desenvolvimento Regional ao convite realizado pelos promotores para estarem
presentes e que realizassem uma apresentação que contribuísse para um melhor
esclarecimento à população.
Constatou-se
a unanimidade das posições de rejeição da proposta de um novo açude no rio Tejo
em Constância / Praia do Ribatejo (VN Barquinha) por parte destes decisores
políticos, empresariais e representantes de movimentos de cidadania, acompanhadas,
modo geral, pelos cidadãos que contribuíram ativamente e construtivamente com interessantes
abordagens e perspetivas para o esclarecimento e o debate deste tema.
Descarregar
a apresentação do proTEJO
Os
representantes dos munícipes e fregueses, dos empresários e dos cidadãos desta
região, lembraram ainda as seguintes ações que se
realizarão para mobilizar e sensibilizar os cidadãos no sentido de evitar o
avanço deste projeto e a construção deste açude:
· 26 abril - 12º Vogar contra a indiferença - Por Um Tejo Livre - Constância / Barquinha
“Não
ao novo açude no rio Tejo em Constância/Praia do Ribatejo (VNB)”
Realizar-se-á
uma descida de canoa desde Constância até ao Castelo de Almourol, que se prevê contar
com mais de 100 canoas e 200 participantes a colorirem o rio Tejo, os quais
irão navegar atravessando o local em que se propõe a construção do novo açude, sendo uma ação de sensibilização e
mobilização de cidadãos na defesa de um rio Tejo livre e vivo sem novos açudes.
· 31 de maio - 2º Encontro Nacional de Cidadania em Defesa dos
Rios e da Água - Constância
As
organizações que integram seis movimentos cívicos, de norte a sul do país,
promovem o “Encontro Nacional de Cidadania pela Defesa dos Rios e da Água” para
definir medidas e formas de mobilização da cidadania para combater a seca,
assegurar a proteção de rios e das águas subterrâneas e encontrar alternativas
aos transvases e construção de novas barragens, açudes e dessalinizadoras.
Pretende-se
um mútuo apoio e encorajamento entre estes movimentos cívicos e as populações
ribeirinhas do Tejo para que se alcance o abandono deste projeto de construção
de um novo açude no rio Tejo imediatamente a jusante da foz do Zêzere.
Espera-se
que até final do mês de março seja publicado o relatório de avaliação da consulta
pública do Estudo da “Valorização dos Recursos Hídricos para a Agricultura no
Vale do Tejo e Oeste” que incidirá sobre o significativo número de 109
participações apresentadas no portal Participa até ao passado dia
28 de fevereiro de 2025.
O
Movimento proTEJO apresentou o seu Parecer de “Discordância” sobre o Estudo da “Valorização dos Recursos Hídricos para a
Agricultura no Vale do Tejo e Oeste” e a subjacente proposta de um novo açude no
rio Tejo, na zona de Barquinha / Constância, ao qual muitos cidadãos aderiram.
O parecer de “Discordância” ao Estudo "Valorização dos Recursos Hídricos
para a Agricultura no Vale do Tejo e Oeste" justifica-se pelos graves
danos ecológicos que o novo açude irá exercer sobre os ecossistemas das bacias
do rio Zêzere e do rio Tejo em incumprimento das Diretivas Quadro da Água, Aves
e Habitats, e da Estratégia para a Biodiversidade 2030 da União Europeia, bem
como pelos danos económicos, sociais, patrimoniais e de paisagem cultural que afetarão as populações ribeirinhas dos concelhos de Vila Nova da Barquinha e Constância, e, ainda, pela apresentação de uma
Avaliação Ambiental que não cumpre os requisitos para que seja considerada como
“Estratégica”.
O
proTEJO – Movimento pelo Tejo deliberou nos seguintes termos:
1. A rejeição da construção do novo
açude em virtude dos seus graves danos ecológicos em incumprimento das
Diretivas Quadro da Água, Aves e Habitats, e da Estratégia para a
Biodiversidade 2030 da União Europeia;
2. A defesa da preservação dos últimos 120 km um rio Tejo Vivo e
Livre com dinâmica fluvial privilegiando o desenvolvimento regional sustentável
assente em novas politicas e práticas agrícolas que favoreçam os valores
ecológicos que sustentam a Cadeia da Vida, ao mesmo tempo que promovem o
turismo de natureza e cultural, as atividades piscatórias tradicionais e a
gastronomia centrada nessas atividades, estratégia que não estará alinhada com
o projeto de um novo açude que irá causar danos económicos, sociais,
patrimoniais e de paisagem cultural, bem como o agravamento dos riscos de
segurança causado pelas alterações hidromorfológicas que afetarão as populações
ribeirinhas dos concelhos de Vila Nova da Barquinha e Constância;
3. O requerimento de uma verdadeira Avaliação Ambiental Estratégica
(AAE) que integre o estudo de soluções alternativas com base nas metas da
Diretiva Quadro da Água, tendo em conta todas as dimensões, ecológica, social,
financeira, tecnológica, que melhor respondam aos desafios atuais e futuros e
por isso avaliando a possibilidade de adoção de soluções de engenharia natural
e recomendando políticas estratégicas, transversais a todos os ministérios,
focadas nas causas dos problemas, nomeadamente:
a) Implementação de regimes de caudais ecológicos;
b) Aumento da eficiência hídrica e promoção do uso racional (“responsável”)
da água;
c) Redução das perdas de água nos sistemas de abastecimento
público, agrícola, turístico, industrial;
d) Promoção da utilização de água residual tratada;
e) Instalação de equipamentos de
captação de água diretamente do rio, com economias de escala para os
utilizadores;
f) Adoção de Medidas Naturais de Retenção de Água aos níveis agrícola, urbano,
florestal e hidromorfológico, já implementadas em países da União Europeia;
g) Investimento na investigação, na formação e na adaptação a novas
práticas agrícolas em condições de forte carência de água através da cobertura
permanente do solo, da mobilização reduzida ao mínimo necessário, da plantação
de corta ventos, etc.… para melhor aproveitamento da água e aumento da
fertilidade dos solos;
h) Implementação de políticas de ocupação e uso dos solos
(agrícolas, florestais, urbanização, etc…) que combatam a poluição e favoreçam
práticas agroecológicas.
Estas soluções alternativas
devem ainda assegurar uma política de recuperação de custos dos serviços da
água e o uso adequado do erário público considerando o seu custo de
oportunidade, permitindo que a decisão de implementar qualquer um desses
projetos seja tomada com base em critérios de minimização do impacto ambiental,
em cenários realistas de procura de água e de captação de investimento
produtivo, bem como de utilização das melhores tecnologias disponíveis para
garantir a competitividade económica das explorações agrícolas, nomeadamente,
de eficiência hídrica.
A Avaliação Ambiental Estratégica deve responder ainda às seguintes questões: Maior consumo de água? Para servir quem?
Para produzir o quê? Com que práticas?
4. A rejeição dos projetos de construção de novos açudes e
barragens e a exigência de uma regulamentação adequada para as barreiras que já
existem de modo a garantir: o estabelecimento de verdadeiros caudais
ecológicos; um regime fluvial adequado à migração e reprodução das espécies
piscícolas; a qualidade das massas de água superficiais e subterrâneas do rio
Tejo e afluentes; a conservação e recuperação dos ecossistemas e habitats
essenciais à manutenção dos ciclos vitais; e uma conectividade fluvial
proporcionada por eficazes passagens para peixes e pequenas embarcações;
5. A integração de caudais ecológicos determinados cientificamente
nos Planos de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo com a coordenação das
administrações de Portugal e Espanha, implementados nas barragens portuguesas
(Fratel, Belver, Castelo de Bode, entre outras) e nos pontos de controlo que
atualmente estão presentes na Convenção de Albufeira, em Cedillo e Ponte de
Muge;
6. A implementação de medidas que visem a recuperação ecológica do
rio Tejo e de toda a sua bacia para salvaguardar a continuidade dos ciclos
vitais que ditam a sustentabilidade da Vida através da conservação e
recuperação da sua Biodiversidade e do património natural;
7. Um futuro onde os laços entre a natureza e a cultura das
comunidades ribeirinhas perdurem e se reforcem com o regresso de modos de vida
ligados à água e ao rio, assentes em princípios de sustentabilidade e
responsabilidade, transversal a todas as atividades: piscatórias, agrícolas,
industriais, educacionais, turismo de natureza, ecológico e cultural, e
usufruto das populações ribeirinhas.
Bacia do Tejo, 16 de março de
2025
Ana Silva e Paulo Constantino
Os porta vozes do proTEJO
+ Informações: Paulo Constantino 919 061 330
sexta-feira, 14 de março de 2025
“proTEJO considera um desastre ecológico e social a estratégia “Agua que une” no “Dia Internacional de Ação Contra as Barragens pelos Rios, pela Água e pela Vida”
Nota de Imprensa
14 de março de 2025
“proTEJO considera um desastre ecológico e social a
estratégia “Agua que une” no “Dia Internacional de Ação Contra as Barragens
pelos Rios, pela Água e pela Vida”
Hoje, 14 de março de 2025, “Dia
Internacional de Ação Contra as Barragens, pelos Rios, pela Água e pela Vida”,
celebrado pela primeira vez em 1997, em Curitiba – Brasil, durante o primeiro
“Encontro Internacional de Pessoas Afetadas por Barragens”, solidarizamo-nos
especialmente com a luta de milhares de pessoas e movimentos sociais que
tiveram as suas vidas afetadas pela construção de barragens e que tentam
impedir que novas barragens sejam construídas sobre as suas histórias.
O proTEJO - Movimento pelo Tejo
considera um desastre ecológico e social a estratégia “Água que une” que
apresenta uma visão de curto prazo que continua a favorecer o crescimento dos
setores do agro-negócio, da banca, da construção civil e do imobiliário à custa
da degradação de uma ecologia do planeta favorável à sustentabilidade da Vida.
Esta estratégia é essencialmente
apressada, eleitoralista, economicista e megalómana face à circunstância de um
Governo demissionário cujas propostas estão objetivamente focadas, em termos de
prazos de execução no curto prazo, na construção de inúmeras novas
infraestruturas hidráulicas (barragens, transvases e açudes) que conduzem a um
desastre ecológico e social, apresentam um risco elevado de ficarem rapidamente
subutilizadas sem o retorno económico esperado, e que não foram consensualizadas
com a sociedade portuguesa e com as pessoas que vão ser diretamente afetadas.
Mais concretamente, o proTEJO considera,
quanto à estratégia “Água que une”, que:
1º Não concilia os
valores económicos com os valores ecológicos e sociais, por não assegurar nem a
sustentabilidade económica de médio-longo prazo, nem a sustentabilidade
ambiental, só possível através de uma ação urgente sobre a conservação e o restauro
da natureza.
Na realidade, conduz a um desastre
ecológico e social pelos graves danos causados pelos seguintes projetos:
● os transvases de ligação de bacias hidrográficas distintas,
nomeadamente, do Douro e do Mondego para o Tejo e do Tejo para o Guadiana com
as denominadas “autoestradas da água” (ex: ligação Sabugal-Meimoa), vão afetar
populações e degradar, destruir e fragmentar habitas, já globalmente debilitados;
vão permitir a transferência de poluição e de espécies entre estas bacias
provocando alterações nos seus ecossistemas;
●
a construção de novas barreiras nos rios (barragens e açudes)
alteram a dinâmica e limitam a conectividade fluvial dos rios, destruindo a
biodiversidade pela afetação dos habitats e das condições de sobrevivência das
diversas espécies, causando uma deterioração adicional da qualidade das massas
de água, reduzindo a chegada de sedimentos às zonas costeiras e aumentando a
emissão de gases com efeitos de estufa que agravam as alterações climáticas.
2º Nega-se a si própria
ao inverter as prioridades que foram estabelecidas na sua criação visto que os
contribuintes serão obrigados a pagar mais de 3 mil milhões de euros (3.174 M€)
para novas infraestruturas hidráulicas (barragens, transvases e açudes) e manutenção
das existentes, mais de metade do investimento total previsto (+ de 55% de 5 mil milhões de euros) quando tinha sido definido, nas prioridades da estratégia,
que estas infraestruturas seriam um último recurso.
Este valor será pago por todos os
contribuintes a partir do Orçamento de Estado português, tendo o caso da
barragem do Pisão demonstrado que a União Europeia não irá financiar novas
grandes barragens por ser uma política que está em contraciclo com Lei do
restauro da natureza e com a estratégia da UE para a biodiversidade 2030, que
visa libertar de barreiras 25.000 km do curso natural dos rios até 2030 para
assegurar a sua conectividade, uma vez que provocam disfuncionalidades
ecológicas que põem em causa a sobrevivência das espécies, incluindo a humana.
Na verdade, as principais prioridades
inicialmente estabelecidas foram relegadas para último lugar, ao
afetar-se à redução das perdas de água, à eficiência do uso e à reutilização
das águas residuais, mais simples, mais económicas e mais ecológicas, apenas
1.989 M€, ou seja, cerca de um terço (35%) do investimento total.
As medidas para a biodiversidade, a
restauração e a conectividade fluvial, são contempladas com uma insignificância
de apenas 50 M€, menos de 1% do investimento total.
3º Encontra-se
orientada para o aumento do regadio (30%) com maior consumo de água e não para
satisfazer as atuais e futuras necessidades de água das populações com as
disponibilidades de água que ali existem.
É evidente a existência de um
aproveitamento de uma incorreta percepção de escassez de água que resulta, em
grande medida, da redução artificial de caudais dos rios pelas barragens, bem
como de uma ocupação e uso do solo que não favorece uma biodiversidade capaz de
reinstalar condições de fertilidade, de evapotranspiração, de purificação e de
infiltração de água nos solos.
Adicionalmente, não responde a
importantes questões: Qual o objetivo deste aumento do regadio? Para quem
plantar o quê? Para produzir como e consumir onde?
E ainda ficaram esquecidas medidas estratégicas cujo impacto se prolonga em prazos mais ou menos longos, nomeadamente, as soluções de engenharia natural e as que promovem o restabelecimento de zonas húmidas e a infiltração da água nos solos, como sejam, uma floresta com maior biodiversidade, a adaptação das culturas agrícolas às alterações climáticas e o incentivo para uma agricultura regenerativa.
Quanto ao Médio Tejo esta estratégia propõe a concretização de 3 projetos: o novo açude no rio Tejo em Constância / Praia do Ribatejo (VN Barquinha), o estudo da ligação da bacia do Tejo à bacia do Guadiana, e a construção de uma nova grande barragem no rio Ocreza.Estes projetos são danosos para o
funcionamento dos ecossistemas, a paisagem natural e cultural, a economia
local, os espaços de vivência social e, portanto, para a Vida das pessoas, de gerações
atuais e vindouras, pelo que, nos comprometemos hoje, no “Dia Internacional de
Ação Contra as Barragens pelos Rios, pela Água e pela Vida”, a lutar ao lado
das pessoas que venham a ser afetadas pela construção destas novas
infraestruturas hidráulicas, sejam barragens, transvases ou açudes.
Bacia do Tejo, 14 de março de 2025
Ana Silva e Paulo
Constantino
Os porta vozes do
proTEJO
+ Informações: Paulo Constantino 919 061 330
segunda-feira, 10 de março de 2025
CONVITE - REUNIÃO DE TRABALHO - 11 de março de 2025
REUNIÃO DE TRABALHO
11 de março de 2025
Exmos. Senhores,
O proTEJO – Movimento Pelo Tejo vem convidá-los a estarem presentes na sua Reunião de Trabalho que se realizará no dia 11 de março de 2025 (terça-feira) pelas 21 horas, por videoconferência acessível na ligação https:/meet.jit.si/proTEJO20250311, com a seguinte Ordem de Trabalhos:
1.º Atividades sobre "O novo açude no rio Tejo em Constância / Praia do Ribatejo (VN Barquinha)";
a) Sessão Pública de Esclarecimento - 15 de março - Inscrição - https://forms.gle/GQsHBpqvyATYoL4TA;
b) 12º Vogar Contra a Indiferença - 26 de abril;
c) 2º Encontro Nacional de Cidadania em Defesa dos Rios e da Água - 31 de maio.
2.º Apreciação e tomada de posição sobre o projeto "Água que une" - Doc nº 1 - Apresentação do Governo;
3.º Diversos.
Remetemos ainda a apresentação do proTEJO atualizada em junho de 2024 - Descarregar.
Esta iniciativa encontra-se aberta às organizações e aos cidadãos que referenciem como partilhando este objetivo, pelo que agradecemos que as convidem a estarem presentes.
PARTICIPEM!
SÓ COM A VOSSA PRESENÇA PODEMOS SEGUIR EM FRENTE NA
DEFESA DO TEJO!
A PARTICIPAÇÃO DOS ADERENTES E O ENVOLVIMENTO DOS
CONVIDADOS É UM IMPORTANTE INCENTIVO MORAL!
CONTAMOS CONVOSCO!
Cordiais saudações,
Ana Silva e Paulo Constantino
(Os porta-vozes do proTEJO)
sábado, 1 de março de 2025
Mais de uma centena de cidadãos mobilizaram-se para participar na consulta pública sobre o novo açude no rio Tejo
Nota de Imprensa
1 de março de 2025
“Mais de uma centena de cidadãos mobilizaram-se para participar na consulta pública sobre o novo açude no rio Tejo”
O
proTEJO - Movimento pelo Tejo saúda os mais de 100 cidadãos que se
mobilizaram para participar na consulta pública do Estudo da “Valorização dos
Recursos Hídricos para a Agricultura no Vale do Tejo e Oeste” que integra a
proposta de um novo açude no rio Tejo em Constância
/ Praia do Ribatejo (VN Barquinha).
Este elevado nível de participação resulta da adesão dos cidadãos à posição de rejeição unânime dos decisores políticos, empresariais e movimentos de cidadania à proposta de um novo açude no rio Tejo em Constância / Praia do Ribatejo (VN Barquinha).
Reportagem RTP "Portugal em Direto" - 16:50Estes
representantes dos munícipes e fregueses, dos empresários e dos cidadãos desta
região, anunciaram ainda as seguintes ações que se
realizarão para mobilizar e sensibilizar os cidadãos no sentido de evitar o
avanço deste projeto e a construção deste açude:
· 15 de março - Sessão Pública de
Esclarecimento – Constância / Inscreva-se aqui!
“O novo açude no rio Tejo em Constância/Praia do Ribatejo (VNB)”
Terá lugar uma sessão pública de esclarecimento aos cidadãos sobre o Estudo de "Valorização dos Recursos Hídricos para a Agricultura no Vale do Tejo e Oeste", com a apresentação das posições do município de Constância, do município de Vila Nova da Barquinha, da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, da junta de freguesia de Constância, da junta de freguesia de Praia do Ribatejo, do projeto empresarial Aventur e Fluviário “Foz do Zêzere” e do proTEJO – Movimento pelo Tejo, que terá lugar no Salão Nobre dos Paços de Concelho do município de Constância, tendo como objetivo mobilizar e sensibilizar os cidadãos no sentido de tomarem uma posição sobre este tema.
Foi comunicada a lamentável escusa da Direção Geral da Agricultura e do Desenvolvimento Regional ao convite realizado pelos conferencistas para estarem presentes e que realizassem uma apresentação que permitisse um melhor esclarecimento à população.
· 26 abril - 12º Vogar contra a indiferença - Por Um Tejo Livre - Constância / Barquinha
“Não
ao novo açude no rio Tejo em Constância/Praia do Ribatejo (VNB)”
Realizar-se-á
uma descida de canoa desde Constância até ao Castelo de Almourol, que se prevê contar
com mais de 100 canoas e 200 participantes a colorirem o rio Tejo, os quais
irão navegar atravessando o local em que se propõe a construção do novo açude, sendo uma ação de sensibilização e
mobilização de cidadãos na defesa de um rio Tejo livre e vivo sem novos açudes.
· 31 de maio - 2º Encontro Nacional de Cidadania em Defesa dos
Rios e da Água - Constância
As
organizações que integram seis movimentos cívicos, de norte a sul do país,
promovem o “Encontro Nacional de Cidadania pela Defesa dos Rios e da Água” para
definir medidas e formas de mobilização da cidadania para combater a seca,
assegurar a proteção de rios e das águas subterrâneas e encontrar alternativas
aos transvases e construção de novas barragens, açudes e dessalinizadoras.
Pretende-se
um mútuo apoio e encorajamento entre estes movimentos cívicos e as populações
ribeirinhas do Tejo para que se alcance o abandono deste projeto de construção
de um novo açude no rio Tejo imediatamente a jusante da foz do Zêzere.
Bacia do Tejo, 1 de março de
2025
Ana Silva e Paulo Constantino
Os porta vozes do proTEJO
+ Informações: Paulo Constantino 919 061 330