Somos um movimento de cidadania em defesa do Tejo denominado "Movimento Pelo Tejo" (abreviadamente proTEJO) que congrega todos os cidadãos e organizações da bacia do TEJO em Portugal, trocando experiências e informação, para que se consolidem e amplifiquem as distintas actuações de organização e mobilização social.

sábado, 13 de agosto de 2016

A RIBEIRA DE NISA VAI SECAR

Os afluentes dos rios funcionam como viveiros, os peixes sobem as linhas de água quando o inverno termina e se aproxima a primavera e aí depositam as ovas. Chegando o verão os peixinhos crescem e mantém-se até que a nova estação das chuvas ocorra e os leve para o rio.
Assim devia ser, mas no caso da ribeira de Nisa o problema não é a poluição industrial mas sim a mudança de uso sem se pensar na hidrografia como uma rede complexa.
A barragem da Póvoa e Meadas passou a ser a mais importante fonte abastecimento de água para consumo humano de todo o distrito de Portalegre, contudo é preciso libertar um pouco de água, especialmente no verão, para a permanência de vida em equilíbrio, para que em alguns pontos se mantenham os peixes recém-nascidos e para diluir os efluentes dos esgotos domésticos recebidos das ETARs, senão a ribeira de Nisa não será mais do que um esgoto onde proliferam as infestantes mimosas.

Os pescadores do Arneiro no concelho de Nisa pescam agora lagostins do Lousiana não somente por causa da poluição vinda da produção da pasta de eucalipto em Rodão, mas também porque as carpas, bogas, barbos, achigãs e outros peixes não se podem reproduzir, esta é a mensagem de um habitante desta região, o senhor Silveiro.
Assim, a poluição no Rio Tejo não se deve somente às afrontas mais visíveis, aos efluentes das indústrias, aos transvases para a agricultura intensiva no sul Espanha, à Central Nuclear de Almaraz e aos esgotos de Madrid.
Isso não quer dizer que este seja um problema sem solução, que a nossa agricultura passe a ser o eucaliptal, até porque temos um problema bem grave, de que nos lembramos somente nesta altura, os fogos.
Há que olhar o Tejo como um sistema complexo e não somente um vector.

José Maria Moura

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

A REDE DO TEJO/RED DEL TAJO CONDENA A AGRESSÃO SOFRIDA PELO ATIVISTA PORTUGUÊS DO TEJO ARLINDO MARQUES

NOTA DE IMPRENSA
03/08/2016
A REDE DO TEJO/RED DEL TAJO CONDENA A AGRESSÃO SOFRIDA NO DIA 25 DE JULHO PELO ATIVISTA PORTUGUÊS DO TEJO ARLINDO MARQUES EM TORRES NOVAS

A Rede de Cidadania por uma Nova Cultura da Água no Tejo / Tajo e seus afluentes, que reúne organizações portuguesas e espanholas, denuncia a agressão sofrida recentemente por um ativista português e seu filho menor em Torres Novas durante as filmagens de uma descarga poluente na Ribeira da Boa Água que flui para o rio Almonda, um afluente do rio Tejo português. Desta Rede de cidadania do Tejo / Tajo repudiamos os fatos e pedimos justiça às autoridades portuguesas.
De Portugal chegou-nos na semana passada a notícia lamentável de que um companheiro do SOS Tejo, conhecido ativista ambiental da zona norte do Ribatejo e seu filho menor tinham sofrido, no dia 25 de julho, uma investida de um carro com três homens no seu interior e que circulava em marcha atrás em alta velocidade, o qual colidiu com o seu veículo estacionado na berma da estrada estando no seu interior o seu filho de 10 anos de idade.
Conforme relatado pela vítima, pouco antes da colisão ele mesmo tinha acabado de receber ameaças verbais e sido atingido no peito por um quarto homem, que o repreendeu dizendo que ele não tinha nada que fazer filmagens no local onde se encontrava, na Estrada da Sapeira, sendo que nessa altura Arlindo Consolado Marques filmava uma descarga poluente sobre a Ribeira da Boa Água.
O Sr. Marques disse ter reconhecido os responsáveis pela empresa Fabrióleo - Fabrica de Óleos Vegetais S.A, pai e filho, dentro do grupo agressor e que estes fatos terão sido manifestados numa queixa-crime apresentada perante o Ministério Público (MP) português. Seria de esperar que o Procurador-Geral da República fizesse eco da gravidade destes fatos e instaurasse uma investigação que determinasse a responsabilidade e punição destes atos criminosos.
Se aqueles que não suportam, porque irritam os seus interesses económicos, que a partir da cidadania ribeirinha do Tejo defendamos com os instrumentos à nossa disposição e dentro da lei, a saúde dos nossos rios, e para dissuadir recorram a táticas mafiosas e violentas, como a sofrida por Arlindo e seu filho, o que vão encontrar é toda essa cidadania levantada desde o nascimento do Tejo até Lisboa, pedindo justiça. Em seu nome e indignados pela agressão em Torres Novas, os membros da Rede de Cidadania por uma Nova Cultura da Água no Tejo / Tajo e seus afluentes exigem que as autoridades:
• Procedam à investigação oficial profunda dos atos criminosos que ocorreram em Torres Novas no dia 25 de julho.
• Identifiquem os agressores.
• Peçam uma compensação moral e económica que proceda para as vítimas desta agressão.
• Imponham as multas e penalidades que se aplicam aos agressores, e a todos aqueles com responsabilidade subsidiária na ocorrência.
• Investiguem o crime ambiental das descargas poluentes objeto de filmagem neste local por parte do Sr. Marques.
• Reconheçam a importância da participação dos cidadãos na defesa dos interesses ambientais.
Esta Rede de Cidadania conhecida como Rede do Tejo / Red del Tajo tem vindo a organizar na defesa do nosso rio ibérico toda a cidadania ribeirinha do Tejo / Tajo durante 9 anos. E não são apenas os cidadãos portugueses, mas também espanhóis que assistimos atónitos à permissividade das descargas poluentes no rio Tejo e seus afluentes em Portugal e Espanha.
Pedimos assim o compromisso de ambos os governos para tornarem realidade os princípios da Diretiva Quadro da Água e garantirem que os planos de gestão da região hidrográfica de ambos os países apontem para a prossecução do bom estado ecológico dos nossos rios e apliquem o princípio do poluidor-pagador.
Em relação ao Tejo, apesar de sabermos que as empresas que produzem descargas poluentes no rio empregam muitas pessoas, o que pedimos é o controlo eficaz do governo, neste caso português, exigindo a realização do investimento necessário para atenuar estes efeitos, que multem severamente as empresas que poluem e prossigam até às suas últimas consequências as infrações criminais como descrito nesta nota de repulsa.
Para mais informações: Soledad de la Llama + 34 617 352 354, Alejandro Cano +34 699 497 212 e Paulo Constantino + 351 919 061 330

Participação conjunta dos membros da Rede do Tejo/Red del Tajo na 5ª Edição da descida de canoa “Vogar contra a Indiferença” promovida pelo proTEJO e que se celebrou em Abrantes em 02.07.2016. Na foto Arlindo Consolado Marques com membros da Rede.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

proTEJO SOLIDÁRIO COM O AMBIENTALISTA ARLINDO MARQUES VÍTIMA DE INTIMIDAÇÃO E DE ATENTADO À PRÓPRIA VIDA E DO SEU FILHO

COMUNICADO

27 de Julho de 2016

proTEJO SOLIDÁRIO COM O AMBIENTALISTA ARLINDO MARQUES VÍTIMA DE INTIMIDAÇÃO E DE ATENTADO À PRÓPRIA VIDA E DO SEU FILHO

O Movimento proTEJO teve conhecimento pelo ambientalista Arlindo Marques e pela comunicação social que este foi vítima de intimidação e de atentado à própria vida e à do seu filho, menor de 10 anos de idade.
O proTEJO vem mostrar-se solidário com Arlindo Marques que muito tem contribuído para a denúncia de episódios de poluição no rio Tejo e seus afluentes através da publicação de fotografias e vídeos.
O proTEJO repudia este e outros atos de intimidação que têm vindo a ocorrer sobre ambientalistas que prestam um serviço público de elevada valia e respeitabilidade ao denunciarem as acções de uns poucos que muito têm vindo a contribuir para a degradação o rio Tejo e seus afluentes.
Assim, daremos todo o apoio a Arlindo Marques, quer moral, para que tenha força e coragem para continuar o seu válido contributo para as comunidades ribeirinhas, quer de cidadania, contribuindo para que este triste incidente sirva de exemplo para quem pense enveredar pela via da intimidação e da violência para resolver os seus diferendos.
Este é um caso de justiça e iremos empenhar todas as nossas forças para que dele sejam retiradas as devidas consequências como é devido num Estado de direito.
Apelamos ainda a que todas as comunidades ribeirinhas do rio Tejo e seus afluentes, em Portugal e Espanha, se solidarizem agora para defender aqueles que com o risco da própria vida protegem os nossos rios.
O TEJO MERECE!
Mediotejo.net
Mediotejo.net

terça-feira, 19 de julho de 2016

ASSEMBLEIA GERAL DO proTEJO - 6 DE AGOSTO DE 2016

Convite

Assembleia Geral

proTEJO – Movimento Pelo Tejo

Exmos. Senhores
O proTEJO – Movimento Pelo Tejo vem convidá-lo a estar presente na sua ASSEMBLEIA GERAL que se realizará no dia 6 de Agosto de 2016 (sábado) pelas 14 horas e 30 minutos, na sede da Junta de Freguesia de Vila Nova da Barquinha (ex-Junta de Freguesia da Moita do Norte), com a seguinte ordem de trabalhos:
1º Eleição de um porta-voz do proTEJO;
2º Programação de Atividades.
3º Diversos
Esta iniciativa encontra-se aberta às organizações e aos cidadãos que referenciem como partilhando este objectivo, pelo que agradecemos que as convidem a estarem presentes.
PARTICIPEM!          
SÓ COM A VOSSA PRESENÇA PODEMOS SEGUIR EM FRENTE NA DEFESA DO TEJO!
A PARTICIPAÇÃO DOS ADERENTES E O ENVOLVIMENTO DOS CONVIDADOS É UM IMPORTANTE INCENTIVO MORAL!
CONTAMOS CONVOSCO!
Como chegar?
Junta de Freguesia de Vila Nova da Barquinha
(ex - Junta de Freguesia de Moita do Norte)
39°27'58.7"N 8°26'43.4"W
Ver mapa

terça-feira, 12 de julho de 2016

AUDIÇÃO DO SECRETÁRIO DE ESTADO DO AMBIENTE E DA AGÊNCIA PORTUGUESA DO AMBIENTE NA COMISSÃO PARLAMENTAR DO AMBIENTE

Realizou-se uma audição do de Secretário de Estado do Ambiente e da Agência Portuguesa do Ambiente na Comissão Parlamentar do Ambiente, no dia 12 de julho de 2016, sobre o Relatório do Estado do Ambiente onde foram também focados os problemas do rio Tejo e seus afluentes, que podem ver aqui.

sábado, 2 de julho de 2016

CARTA CONTRA A INDIFERENÇA - COLINAS DO TEJO - MOURISCAS – ABRANTES

CARTA CONTRA A INDIFERENÇA
COLINAS DO TEJO- MOURISCAS – ABRANTES
2 DE JULHO DE 2016

O rio Tejo não é apenas água, é cultura viva, a espinha dorsal e o eixo, das terras e das aldeias por onde passa.
É com grande felicidade que vemos juntarem-se em defesa do Tejo todos os cidadãos e organizações aqui presentes, representativos de toda a bacia ibérica do Tejo e de todos os sectores da sociedade e áreas de ação, constituindo-se como um exemplo independente de participação e cidadania.
Nas nossas diferenças, o elo que nos une é o Tejo!
O mesmo Tejo que une toda esta bacia de Espanha a Portugal, que une todas as populações ribeirinhas e as suas culturas, que o conhecemos e o vivemos da nascente até à foz, de Albarracín ao Grande Estuário.
Vogar pelo rio Tejo desde as Colinas do Tejo nas Mouriscas até Abrantes para promover a navegabilidade do rio Tejo é mostrar que não somos indiferentes à herança passada das populações ribeirinhas que viviam o rio pela atividade piscatória, da qual tiravam o seu sustento, nem à lembrança de que o rio funcionava como estrada fluvial para o transporte de pessoas e mercadorias, e que temos esperança num futuro onde exista um aproveitamento fluvial para atividades de pesca, transporte e lazer.
O rio Tejo que ao longo do seu curso sustentou as atividades agrícolas e comerciais das suas gentes, na área de influência deste percurso constituiu-se como o principal eixo de desenvolvimento da comunidade: agricultores, moleiros, construtores de barcos, artes de pesca, barqueiros, pescadores. Destes teimam uns poucos em tirar do rio o sustento, cada dia mais magro em resultado das alterações na biodiversidade, causada pelos desmandos do Homem.
Apesar disso, as populações do Médio Tejo conseguiram sobreviver e prosperar em harmonia com o rio que lhes foi generoso no passado e que será essencial no futuro.
Um futuro onde este laço de natureza e cultura perdure e se reforce com o regresso de modos de vida ligados à água e ao rio que as actividades de educação e turismo de natureza, cultural e ambiental permitirão sustentar.
A preservação do rio Tejo é um tributo que os cidadãos devem oferecer a este património, sendo urgente assegurar que o caudal do Tejo seja o que era antigamente, acabar com a poluição que mata os peixes e envenena o ambiente e as pessoas, criar canais de passagem para os peixes e pequenas embarcações nas barragens, açudes e travessões, e acabar definitivamente com a pesca ilegal.
Neste futuro não têm lugar nem o Urânio nem o Nuclear, enquanto recursos energéticos insustentáveis do ponto de vista do desenvolvimento ambiental, social e económico, que colocam em risco a segurança dos cidadãos.
A extração de urânio tem no consumo e na poluição da água os principais impactos ambientais, conjuntamente com a alteração do território, a afetação da paisagem e a difusão de poeira que pode afetar as povoações mais próximas e a saúde dos seus habitantes.
A contaminação das águas do Tejo por substâncias radioativas relacionadas com a Central Nuclear de Almaraz é uma realidade, onde as fugas ocorrem e se misturam com a água, fugas essas cuja ocorrência é escamoteada às populações afetadas.
Conhecemos os males de que o Tejo padece com a retenção de água nas barragens e com os transvases, realizados e projetados em território espanhol, num ambiente de total ausência de escrutínio democrático, com o assoreamento, com a poluição, ou seja, com o maltrato que a mão do homem tem vindo a infligir à sua água e aos seus ecossistemas.
Para conter essa mão que o maltrata temos que abrir a outra mão para que o proteja, e essa mão somos nós!
Por isso temos o dever de estender essa mão aberta para criar uma corrente de vontade e de intencionalidade, que seja capaz de esclarecer quem decide e que exija um tratamento ecologicamente sustentável para o rio Tejo.
Devemo-lo a nós próprios, que com o Tejo partilhámos a nossa vida e aceitámos a generosidade das suas águas.
Devemo-lo às gerações futuras para que conheçam um Tejo vivo, como nós o conhecemos, e não um escravo e prisioneiro do egoísmo e da especulação dos humanos.
Se continuarmos neste rumo, as próximas gerações já não conhecerão rios vivos, mas apenas imagens na internet... que serão sombras do que um dia nos foi oferecido com generosidade.
Por tudo isto, devemos unir-nos e reclamar a unidade e integridade do Tejo e da sua bacia, já que o amor e o respeito que por ele sentimos não se esgotam em nenhuma das fronteiras administrativas e artificiais que os homens impõem à natureza.
Para que as nossas mãos o protejam temos que as unir e coordenar, mostrando a união dos cidadãos portugueses e espanhóis na defesa do Tejo, enquanto bacia ibérica e internacional, e afirmar a nossa determinação para combater a indiferença ao maltrato que tem vindo a sofrer.
Assim, com vista a defender o Tejo e seus afluentes, e como cidadãos do rio Tejo, em Portugal e em Espanha, unimo-nos para reivindicar a todas as autoridades competentes, internacionais, nacionais, regionais e locais:
1º. A necessidade de uma gestão sustentável da bacia hidrográfica do Tejo;
2º. O cumprimento da Diretiva Quadro da Água, ou seja, a garantia de um bom estado das águas do Tejo;
3º. O estabelecimento e quantificação de um regime de caudais ambientais, diários, semanais e mensais, refletidos nos Planos da Bacia Hidrológica do Tejo, em Espanha e em Portugal, que permitam o bom funcionamento dos ecossistemas ligados ao rio;
4º. A monitorização do cumprimento permanente do regime de caudais ambientais;
5º. A informação pública do cumprimento do convénio luso-espanhol relativamente aos rios ibéricos;
6º. A recusa dos transvases do Tejo e o apoio à investigação de alternativas sustentáveis, baseadas no uso eficiente da água;
7º. Garantir caudais no rio Tejo e seus afluentes em qualidade e quantidade suficiente para garantir o seu bom estado ecológico e a viabilidade dos diversos usos lúdicos e recreativos;
8º. A abertura de um debate, que tarda, relativamente aos níveis de produção das celuloses instaladas em Vila Velha de Ródão, e às respetivas medidas de proteção ambiental;
9º. A realização de ações para ajudar a restaurar o sistema fluvial natural e o seu ambiente;
10º. A valorização e promoção da identidade cultural e social das populações ribeirinhas do Tejo.
É isto que defendemos,
Que as nossas mãos unidas protejam o TEJO.
E digamos com Miguel Torga, porque os poetas sabem ver o futuro
Recomeça
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
O Tejo merece!

CARTA CONTRA LA INDIFERENCIA
COLINAS DO TEJO- MOURISCAS – ABRANTES
2 DE JULIO 2016

El río Tajo no es sólo agua, es cultura viva, la columna vertebral y el eje, y las tierras de los pueblos por los que pasa.
Es con gran alegría que vemos en la unión de la defensa del Tajo a todos los ciudadanos y las organizaciones aquí presentes representativos de toda la cuenca del Tajo Ibérica y todos los sectores de la sociedad y los ámbitos de acción, lo que constituye un ejemplo independiente de participación y ciudadanía.
En nuestras diferencias, ¡El lazo que nos une es el Tajo!
Es el mismo Tajo el que une a toda esta cuenca de España a Portugal, el que une a todas las poblaciones ribereñas y sus culturas, el que conocemos y vivimos desde su nacimientoen la sierra de Albarracín hasta la desembocadura del Gran Estuario del Mar de la Paja.
Vogar por el río Tajo desde las Colinas do Tejo en Mouriscas hasta Abrantes para promover la navegabilidad del río Tajo es mostrar que no somos indiferentes al pasado del patrimonio de las poblaciones ribereñas que viven el río por la actividade de pesca, que tuvo ay su medio de vida, ni a lo recuerdo de que el río funcionó como camino fluvial para el transporte de personas y mercancías, y que tenemos esperanza en un futuro donde hay un uso del río para las actividades de pesca , transporte y ocio.
El río Tajo, que a lo largo de su curso da sustento a las actividades agrícolas y comerciales de sus habitantes, se estableció como área de influencia y principal eje de desarrollo de la comunidad: agricultores, molineros, los astilleros, las artes de pesca, navegantes, pescadores. De estos algunos pocos insisten en sacar su sustento del río, más delgado éste cada día como resultado de los cambios en la biodiversidad causados por los excesos del hombre.
Las poblaciones del Medio Tajo lograron sobrevivir y prosperar en armonía con el río que les fue generoso en el pasado y que será esencial en el futuro.
Un futuro en el que este lazo de la naturaleza y la cultura perdure y se fortalezca con el regreso a modos de vida vinculados al agua y a las actividades de educación y turismo de naturaleza, cultural y ambientalmente sostenibles.
La preservación del río Tajo es un homenaje que los ciudadanos deben ofrecer a este patrimonio. Hay que trabajar para que el caudal del Tajo sea lo que fue en otro tiempo, detener la contaminación que mata a los peces y envenena al medio ambiente y a las personas, favorecer la creación de canales para peces y pequeñas embarcaciones en presas, azudes y “travessões”, y acabar de una vez con la pesca ilegal.
En este futuro no tienen cabida ni la extracción de uranio ni la actividad nuclear por ser recursos energéticos insostenibles desde el punto de vista de los desarrollos ambientales, sociales y económicos y porque ponen en peligro la seguridad de los ciudadanos.
La extracción de uranio tiene sobre el consumo y la contaminación del agua sus principales impactos ambientales, junto con la alteración del territorio y paisaje y la difusión de polvo que puede afectar a las poblaciones más cercanas y la salud de sus habitantes.
La contaminación de las aguas del Tajo por sustancias radiactivas relacionado con la central nuclear de Almaraz es una realidad, donde las fugas se producen y se mezclan con agua, estas fugas se producen con desconocimiento de las poblaciones afectadas.
Sabemos de los males que el Tajo sufre con la retención de agua en los embalses e con los transvases realizados y proyectados en el territorio español, en un ambiente de total ausencia de control democrático, sabemos de la sedimentación y de la contaminación, es decir del maltrato que la mano del hombre ha ido infligiendo a su agua y sus los ecosistemas.
Para contener esa mano que lo maltrata tenemos que abrir la otra mano para protegerlo, y esa mano somos nosotros!
Así que tenemos el deber de extender la mano abierta para crear una corriente de voluntad e intencionalidad, que sea capaz de aclarar quién decide y qué tratamiento requieren las aguas del río Tajo para que éste sea ecológicamente sostenible.
Nos lo debemos a nosotros mismos, por el Tajo con el que compartimos vida y aceptamos la generosidad de sus aguas.
Se lo debemos a las generaciones futuras para que conozcan un Tajo vivo, y no un esclavo y prisionero del egoísmo y la especulación humana.
Si continuamos en esta dirección, las próximas generaciones conocerán los ríos no vivos, sino sólo sus  imágenes en Internet ... que aparecen como las sombras de lo que un día nos ofrecieron generosamente.
Por todo esto, debemos unirnos y recuperar la unidad y la integridad del Tajo y su cuenca. El amor y el respeto que sentimos por él,  no termina en ninguna de las fronteras administrativas artificiales y que los hombres imponen a la naturaleza.
Para que nuestras manos protejan tenemos que unir y coordinar, y mostrando la unión de los ciudadanos españoles y portugueses en defensa del Tajo por cuanto de cuenca ibérica e internacional tiene. Y afirmar nuestra determinación para combatir la indiferencia y el maltrato a que está sometido.
Por lo tanto, con el fin de defender el Tajo y sus afluentes, y como ciudadanos del río Tajo en Portugal y España, nos unimos para reclamar de todas las autoridades pertinentes, internacionales, nacionales, regionales y locales lo siguiente:
1. La necesidad de una gestión sostenible de la cuenca del Tajo;
2. El cumplimiento de la Directiva Marco del Agua, a saber, garantizar un buen estado de las aguas del Tajo;
3. El establecimiento y la cuantificación de un régimen de caudales ambientales, diarios, semanales y mensuales, reflejados en la Cuenca Hidrológica Tajo, en España y Portugal, para el buen funcionamiento de los ecosistemas relacionados con el río;
4. Verificación del cumplimiento continuo del régimen de caudales  medioambientales;
5. Información pública del cumplimiento de los convenios Luso-Españoles respecto de los ríos ibéricos;
6. Rechazo a los trasvases del Tajo y apoyo a la investigación de alternativas sostenibles, basadas en el uso eficiente del agua;
7. Garantizar caudales en el Tajo y sus afluentes en cantidad y calidad suficiente para garantizar su buen estado ecológico y la viabilidad de los distintos usos lúdicos y recreativos.
8. La apertura de un debate sobre los niveles de producción de celulosa instalada en el casco antiguo de Portas de Ródão y medidas de protección ambiental al respecto;
9. La implementación de medidas para ayudar a restaurar el sistema natural del río y su entorno;
10. El desarrollo y la promoción de la identidad cultural y social de las orillas del río Tajo.
Esto es lo que defendemos,
Que nuestras manos juntas protegen el Tajo.
Y digamos con Miguel Torga, porque los poetas saben ver el futuro...
Recomienza,
Si es posible,
Sin ansiedad y sin prisas.
Y los pasos que des
En este camino difícil
En el futuro
Dalos en libertad
Hasta no alcanzarlo
No descanses.
El Tajo merece!

quarta-feira, 29 de junho de 2016

AUDIÇÃO DO MINISTRO DO AMBIENTE NA COMISSÃO PARLAMENTAR DO AMBIENTE

Realizou-se uma audição do Ministro do Ambiente na Comissão Parlamentar do Ambiente, no dia 29 de junho de 2016, onde foram focados os problemas do rio Tejo e seus afluentes e sobre a central nuclear de Almaraz, que podem ver aqui.

CONFERÊNCIA "MÉDIO TEJO - SUSTENTABILIDADE DO RIO"

CONFERÊNCIA “MÉDIO TEJO – SUSTENTABILIDADE DO RIO”
7 (Quinta-feira) de Julho de 2016
Centro Cultural de V.N. Barquinha
Manhã
9h30 – Receção aos Convidados
10h00 – Sessão de Abertura
                Fernando Freire - Presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha
Carlos Salgado - Presidente da Tagus Vivan
10h30 - A Importância do Tejo – Moderador António Marques – Ex- Gestor do Valtejo
                Júlia Amorim - Presidente da Câmara Municipal de Constância
                Vasco Estrela - Presidente da Câmara Municipal de Mação
                Fernando Freire - Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha
11h00 – Intervalo – Pausa para café
11h30 - Gestão dos Centros Produtores e a Proteção Civil – Moderador Luis Santos - Biólogo |IPT
                Carlos Rosário – ex-Diretor do Centro de Produção Tejo- Mondego |EDP
                Mário Silvestre - Comandante Operacional Distrital de Santarém | ANPC (*)
12h00 – Debate
12h30 – Almoço livre
Tarde
14h30 - A Monitorização Internacional, a Qualidade das Massas de Água Transfronteiriças e a Problemática dos Caudais Ecológicos - Moderador José Alho - Biólogo
            Nuno Lacasta - Presidente da APA – Agência Portuguesa do Ambiente | Ministério do Ambiente
       Miguel Angel Sánchez  - Representante da Rede do Tejo/Tajo e porta voz da Plataforma em Defesa dos rios Tejo e Alberche de Talavera de la Reina
            Pedro Serra – Especialista em Recursos Hídricos
            Paulo Constantino – PROTEJO – Movimento pelo TEJO - Apresentação
16h30 – Debate
16h45 – Conclusões
17h00 - Sessão de Encerramento
            Maria do Céu Albuquerque - Presidente da  CIM MT - Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo
Carlos Martins - Secretário de Estado do Ambiente (*)
(*) – a confirmar

quarta-feira, 15 de junho de 2016

AUDIÇÃO DA INSPEÇÃO GERAL DO AMBIENTE

A audição da Inspeção Geral do Ambiente (IGAMAOT) na Comissão Parlamentar do Ambiente realizou-se no dia 15 de Junho de 2016 e pode ver-se aqui.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

5º VOGAR CONTRA A INDIFERENÇA – COLINAS DO TEJO / MOURISCAS – ABRANTES

NOTA DE IMPRENSA / CONVITE

proTEJO – Movimento Pelo Tejo
2 de Julho de 2016
“5º VOGAR CONTRA A INDIFERENÇA”
DESCIDA DE CANOA DAS COLINAS DO TEJO NAS MOURISCAS ATÉ ABRANTES PARA PROMOVER A NAVEGABILIDADE DO RIO TEJO E DEFENDER UM TEJO VIVO COM CAUDAIS SUFICIENTES E SEM POLUIÇÃO
O proTEJO – Movimento pelo Tejo irá realizar, no próximo dia 2 de Julho, uma atividade "5º Vogar Contra a Indiferença" com acampamento e descida em canoa com início na praia fluvial das Colinas do Tejo, nas Mouriscas, e cuja expedição tem como destino o Aquapolis em Abrantes, realçando a beleza do património natural e cultural associado a este troço do rio Tejo e que culminará num almoço convívio nas Colinas do Tejo, com cerca de 80 participantes.
Nesta atividade irá proceder-se à leitura da Carta Contra a Indiferença na qual se evidencia a necessidade de promover a navegabilidade do rio Tejo e defender um Tejo vivo com caudais suficientes e sem poluição.
Esta atividade é organizada pelo proTEJO – Movimento Pelo Tejo e pelas Colinas do Tejo com o apoio da Junta de Freguesia das Mouriscas.
Está prevista uma mobilização significativa de grupos de cidadãos de ambos os lados da fronteira, provando-se que a defesa dos rios ibéricos ultrapassa as fronteiras administrativas e une os cidadãos com os mesmos problemas, independentemente da sua nacionalidade.
Apelamos portanto a que toda a população ribeirinha se junte a esta causa aderindo e participando neste acampamento e descida de canoa para promover a navegabilidade e por um rio Tejo mais vivo e vivido.
Participem e divulguem!
O Tejo merece!
Cartaz Impressão e Internet (versão1 e versão 2)
Mais informações:
Colinas do Tejo - João Gouveia – +351 914020623 – colinas.do.tejo@gmail.com
proTEJO – Paulo Constantino – +351 919061330 – protejo.movimento@gmail.com
Outras Edições do VOGAR CONTRA A INDIFERENÇA:
1º Vogar Contra a Indiferença - Alpiarça / Caneiras - Santarém - 17 de Outubro de 2009
2º Vogar Contra a Indiferença - Cedilho / Portas de Ródão - 9 de Maio de 2010
3º Vogar Contra a Indiferença - Constância / Vila Nova da Barquinha - 24 de Setembro de 2011
4º Vogar Contra a Indiferença - Vila Velha de Ródão / Monte do Arneiro - 19 de Outubro de 2013