Somos um movimento de cidadania em defesa do Tejo denominado "Movimento Pelo Tejo" (abreviadamente proTEJO) que congrega todos os cidadãos e organizações da bacia do TEJO em Portugal, trocando experiências e informação, para que se consolidem e amplifiquem as distintas actuações de organização e mobilização social.

sábado, 2 de julho de 2016

CARTA CONTRA A INDIFERENÇA - COLINAS DO TEJO - MOURISCAS – ABRANTES

CARTA CONTRA A INDIFERENÇA
COLINAS DO TEJO- MOURISCAS – ABRANTES
2 DE JULHO DE 2016

O rio Tejo não é apenas água, é cultura viva, a espinha dorsal e o eixo, das terras e das aldeias por onde passa.
É com grande felicidade que vemos juntarem-se em defesa do Tejo todos os cidadãos e organizações aqui presentes, representativos de toda a bacia ibérica do Tejo e de todos os sectores da sociedade e áreas de ação, constituindo-se como um exemplo independente de participação e cidadania.
Nas nossas diferenças, o elo que nos une é o Tejo!
O mesmo Tejo que une toda esta bacia de Espanha a Portugal, que une todas as populações ribeirinhas e as suas culturas, que o conhecemos e o vivemos da nascente até à foz, de Albarracín ao Grande Estuário.
Vogar pelo rio Tejo desde as Colinas do Tejo nas Mouriscas até Abrantes para promover a navegabilidade do rio Tejo é mostrar que não somos indiferentes à herança passada das populações ribeirinhas que viviam o rio pela atividade piscatória, da qual tiravam o seu sustento, nem à lembrança de que o rio funcionava como estrada fluvial para o transporte de pessoas e mercadorias, e que temos esperança num futuro onde exista um aproveitamento fluvial para atividades de pesca, transporte e lazer.
O rio Tejo que ao longo do seu curso sustentou as atividades agrícolas e comerciais das suas gentes, na área de influência deste percurso constituiu-se como o principal eixo de desenvolvimento da comunidade: agricultores, moleiros, construtores de barcos, artes de pesca, barqueiros, pescadores. Destes teimam uns poucos em tirar do rio o sustento, cada dia mais magro em resultado das alterações na biodiversidade, causada pelos desmandos do Homem.
Apesar disso, as populações do Médio Tejo conseguiram sobreviver e prosperar em harmonia com o rio que lhes foi generoso no passado e que será essencial no futuro.
Um futuro onde este laço de natureza e cultura perdure e se reforce com o regresso de modos de vida ligados à água e ao rio que as actividades de educação e turismo de natureza, cultural e ambiental permitirão sustentar.
A preservação do rio Tejo é um tributo que os cidadãos devem oferecer a este património, sendo urgente assegurar que o caudal do Tejo seja o que era antigamente, acabar com a poluição que mata os peixes e envenena o ambiente e as pessoas, criar canais de passagem para os peixes e pequenas embarcações nas barragens, açudes e travessões, e acabar definitivamente com a pesca ilegal.
Neste futuro não têm lugar nem o Urânio nem o Nuclear, enquanto recursos energéticos insustentáveis do ponto de vista do desenvolvimento ambiental, social e económico, que colocam em risco a segurança dos cidadãos.
A extração de urânio tem no consumo e na poluição da água os principais impactos ambientais, conjuntamente com a alteração do território, a afetação da paisagem e a difusão de poeira que pode afetar as povoações mais próximas e a saúde dos seus habitantes.
A contaminação das águas do Tejo por substâncias radioativas relacionadas com a Central Nuclear de Almaraz é uma realidade, onde as fugas ocorrem e se misturam com a água, fugas essas cuja ocorrência é escamoteada às populações afetadas.
Conhecemos os males de que o Tejo padece com a retenção de água nas barragens e com os transvases, realizados e projetados em território espanhol, num ambiente de total ausência de escrutínio democrático, com o assoreamento, com a poluição, ou seja, com o maltrato que a mão do homem tem vindo a infligir à sua água e aos seus ecossistemas.
Para conter essa mão que o maltrata temos que abrir a outra mão para que o proteja, e essa mão somos nós!
Por isso temos o dever de estender essa mão aberta para criar uma corrente de vontade e de intencionalidade, que seja capaz de esclarecer quem decide e que exija um tratamento ecologicamente sustentável para o rio Tejo.
Devemo-lo a nós próprios, que com o Tejo partilhámos a nossa vida e aceitámos a generosidade das suas águas.
Devemo-lo às gerações futuras para que conheçam um Tejo vivo, como nós o conhecemos, e não um escravo e prisioneiro do egoísmo e da especulação dos humanos.
Se continuarmos neste rumo, as próximas gerações já não conhecerão rios vivos, mas apenas imagens na internet... que serão sombras do que um dia nos foi oferecido com generosidade.
Por tudo isto, devemos unir-nos e reclamar a unidade e integridade do Tejo e da sua bacia, já que o amor e o respeito que por ele sentimos não se esgotam em nenhuma das fronteiras administrativas e artificiais que os homens impõem à natureza.
Para que as nossas mãos o protejam temos que as unir e coordenar, mostrando a união dos cidadãos portugueses e espanhóis na defesa do Tejo, enquanto bacia ibérica e internacional, e afirmar a nossa determinação para combater a indiferença ao maltrato que tem vindo a sofrer.
Assim, com vista a defender o Tejo e seus afluentes, e como cidadãos do rio Tejo, em Portugal e em Espanha, unimo-nos para reivindicar a todas as autoridades competentes, internacionais, nacionais, regionais e locais:
1º. A necessidade de uma gestão sustentável da bacia hidrográfica do Tejo;
2º. O cumprimento da Diretiva Quadro da Água, ou seja, a garantia de um bom estado das águas do Tejo;
3º. O estabelecimento e quantificação de um regime de caudais ambientais, diários, semanais e mensais, refletidos nos Planos da Bacia Hidrológica do Tejo, em Espanha e em Portugal, que permitam o bom funcionamento dos ecossistemas ligados ao rio;
4º. A monitorização do cumprimento permanente do regime de caudais ambientais;
5º. A informação pública do cumprimento do convénio luso-espanhol relativamente aos rios ibéricos;
6º. A recusa dos transvases do Tejo e o apoio à investigação de alternativas sustentáveis, baseadas no uso eficiente da água;
7º. Garantir caudais no rio Tejo e seus afluentes em qualidade e quantidade suficiente para garantir o seu bom estado ecológico e a viabilidade dos diversos usos lúdicos e recreativos;
8º. A abertura de um debate, que tarda, relativamente aos níveis de produção das celuloses instaladas em Vila Velha de Ródão, e às respetivas medidas de proteção ambiental;
9º. A realização de ações para ajudar a restaurar o sistema fluvial natural e o seu ambiente;
10º. A valorização e promoção da identidade cultural e social das populações ribeirinhas do Tejo.
É isto que defendemos,
Que as nossas mãos unidas protejam o TEJO.
E digamos com Miguel Torga, porque os poetas sabem ver o futuro
Recomeça
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
O Tejo merece!

CARTA CONTRA LA INDIFERENCIA
COLINAS DO TEJO- MOURISCAS – ABRANTES
2 DE JULIO 2016

El río Tajo no es sólo agua, es cultura viva, la columna vertebral y el eje, y las tierras de los pueblos por los que pasa.
Es con gran alegría que vemos en la unión de la defensa del Tajo a todos los ciudadanos y las organizaciones aquí presentes representativos de toda la cuenca del Tajo Ibérica y todos los sectores de la sociedad y los ámbitos de acción, lo que constituye un ejemplo independiente de participación y ciudadanía.
En nuestras diferencias, ¡El lazo que nos une es el Tajo!
Es el mismo Tajo el que une a toda esta cuenca de España a Portugal, el que une a todas las poblaciones ribereñas y sus culturas, el que conocemos y vivimos desde su nacimientoen la sierra de Albarracín hasta la desembocadura del Gran Estuario del Mar de la Paja.
Vogar por el río Tajo desde las Colinas do Tejo en Mouriscas hasta Abrantes para promover la navegabilidad del río Tajo es mostrar que no somos indiferentes al pasado del patrimonio de las poblaciones ribereñas que viven el río por la actividade de pesca, que tuvo ay su medio de vida, ni a lo recuerdo de que el río funcionó como camino fluvial para el transporte de personas y mercancías, y que tenemos esperanza en un futuro donde hay un uso del río para las actividades de pesca , transporte y ocio.
El río Tajo, que a lo largo de su curso da sustento a las actividades agrícolas y comerciales de sus habitantes, se estableció como área de influencia y principal eje de desarrollo de la comunidad: agricultores, molineros, los astilleros, las artes de pesca, navegantes, pescadores. De estos algunos pocos insisten en sacar su sustento del río, más delgado éste cada día como resultado de los cambios en la biodiversidad causados por los excesos del hombre.
Las poblaciones del Medio Tajo lograron sobrevivir y prosperar en armonía con el río que les fue generoso en el pasado y que será esencial en el futuro.
Un futuro en el que este lazo de la naturaleza y la cultura perdure y se fortalezca con el regreso a modos de vida vinculados al agua y a las actividades de educación y turismo de naturaleza, cultural y ambientalmente sostenibles.
La preservación del río Tajo es un homenaje que los ciudadanos deben ofrecer a este patrimonio. Hay que trabajar para que el caudal del Tajo sea lo que fue en otro tiempo, detener la contaminación que mata a los peces y envenena al medio ambiente y a las personas, favorecer la creación de canales para peces y pequeñas embarcaciones en presas, azudes y “travessões”, y acabar de una vez con la pesca ilegal.
En este futuro no tienen cabida ni la extracción de uranio ni la actividad nuclear por ser recursos energéticos insostenibles desde el punto de vista de los desarrollos ambientales, sociales y económicos y porque ponen en peligro la seguridad de los ciudadanos.
La extracción de uranio tiene sobre el consumo y la contaminación del agua sus principales impactos ambientales, junto con la alteración del territorio y paisaje y la difusión de polvo que puede afectar a las poblaciones más cercanas y la salud de sus habitantes.
La contaminación de las aguas del Tajo por sustancias radiactivas relacionado con la central nuclear de Almaraz es una realidad, donde las fugas se producen y se mezclan con agua, estas fugas se producen con desconocimiento de las poblaciones afectadas.
Sabemos de los males que el Tajo sufre con la retención de agua en los embalses e con los transvases realizados y proyectados en el territorio español, en un ambiente de total ausencia de control democrático, sabemos de la sedimentación y de la contaminación, es decir del maltrato que la mano del hombre ha ido infligiendo a su agua y sus los ecosistemas.
Para contener esa mano que lo maltrata tenemos que abrir la otra mano para protegerlo, y esa mano somos nosotros!
Así que tenemos el deber de extender la mano abierta para crear una corriente de voluntad e intencionalidad, que sea capaz de aclarar quién decide y qué tratamiento requieren las aguas del río Tajo para que éste sea ecológicamente sostenible.
Nos lo debemos a nosotros mismos, por el Tajo con el que compartimos vida y aceptamos la generosidad de sus aguas.
Se lo debemos a las generaciones futuras para que conozcan un Tajo vivo, y no un esclavo y prisionero del egoísmo y la especulación humana.
Si continuamos en esta dirección, las próximas generaciones conocerán los ríos no vivos, sino sólo sus  imágenes en Internet ... que aparecen como las sombras de lo que un día nos ofrecieron generosamente.
Por todo esto, debemos unirnos y recuperar la unidad y la integridad del Tajo y su cuenca. El amor y el respeto que sentimos por él,  no termina en ninguna de las fronteras administrativas artificiales y que los hombres imponen a la naturaleza.
Para que nuestras manos protejan tenemos que unir y coordinar, y mostrando la unión de los ciudadanos españoles y portugueses en defensa del Tajo por cuanto de cuenca ibérica e internacional tiene. Y afirmar nuestra determinación para combatir la indiferencia y el maltrato a que está sometido.
Por lo tanto, con el fin de defender el Tajo y sus afluentes, y como ciudadanos del río Tajo en Portugal y España, nos unimos para reclamar de todas las autoridades pertinentes, internacionales, nacionales, regionales y locales lo siguiente:
1. La necesidad de una gestión sostenible de la cuenca del Tajo;
2. El cumplimiento de la Directiva Marco del Agua, a saber, garantizar un buen estado de las aguas del Tajo;
3. El establecimiento y la cuantificación de un régimen de caudales ambientales, diarios, semanales y mensuales, reflejados en la Cuenca Hidrológica Tajo, en España y Portugal, para el buen funcionamiento de los ecosistemas relacionados con el río;
4. Verificación del cumplimiento continuo del régimen de caudales  medioambientales;
5. Información pública del cumplimiento de los convenios Luso-Españoles respecto de los ríos ibéricos;
6. Rechazo a los trasvases del Tajo y apoyo a la investigación de alternativas sostenibles, basadas en el uso eficiente del agua;
7. Garantizar caudales en el Tajo y sus afluentes en cantidad y calidad suficiente para garantizar su buen estado ecológico y la viabilidad de los distintos usos lúdicos y recreativos.
8. La apertura de un debate sobre los niveles de producción de celulosa instalada en el casco antiguo de Portas de Ródão y medidas de protección ambiental al respecto;
9. La implementación de medidas para ayudar a restaurar el sistema natural del río y su entorno;
10. El desarrollo y la promoción de la identidad cultural y social de las orillas del río Tajo.
Esto es lo que defendemos,
Que nuestras manos juntas protegen el Tajo.
Y digamos con Miguel Torga, porque los poetas saben ver el futuro...
Recomienza,
Si es posible,
Sin ansiedad y sin prisas.
Y los pasos que des
En este camino difícil
En el futuro
Dalos en libertad
Hasta no alcanzarlo
No descanses.
El Tajo merece!

quarta-feira, 29 de junho de 2016

AUDIÇÃO DO MINISTRO DO AMBIENTE NA COMISSÃO PARLAMENTAR DO AMBIENTE

Realizou-se uma audição do Ministro do Ambiente na Comissão Parlamentar do Ambiente, no dia 29 de junho de 2016, onde foram focados os problemas do rio Tejo e seus afluentes e sobre a central nuclear de Almaraz, que podem ver aqui.

CONFERÊNCIA "MÉDIO TEJO - SUSTENTABILIDADE DO RIO"

CONFERÊNCIA “MÉDIO TEJO – SUSTENTABILIDADE DO RIO”
7 (Quinta-feira) de Julho de 2016
Centro Cultural de V.N. Barquinha
Manhã
9h30 – Receção aos Convidados
10h00 – Sessão de Abertura
                Fernando Freire - Presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha
Carlos Salgado - Presidente da Tagus Vivan
10h30 - A Importância do Tejo – Moderador António Marques – Ex- Gestor do Valtejo
                Júlia Amorim - Presidente da Câmara Municipal de Constância
                Vasco Estrela - Presidente da Câmara Municipal de Mação
                Fernando Freire - Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha
11h00 – Intervalo – Pausa para café
11h30 - Gestão dos Centros Produtores e a Proteção Civil – Moderador Luis Santos - Biólogo |IPT
                Carlos Rosário – ex-Diretor do Centro de Produção Tejo- Mondego |EDP
                Mário Silvestre - Comandante Operacional Distrital de Santarém | ANPC (*)
12h00 – Debate
12h30 – Almoço livre
Tarde
14h30 - A Monitorização Internacional, a Qualidade das Massas de Água Transfronteiriças e a Problemática dos Caudais Ecológicos - Moderador José Alho - Biólogo
            Nuno Lacasta - Presidente da APA – Agência Portuguesa do Ambiente | Ministério do Ambiente
       Miguel Angel Sánchez  - Representante da Rede do Tejo/Tajo e porta voz da Plataforma em Defesa dos rios Tejo e Alberche de Talavera de la Reina
            Pedro Serra – Especialista em Recursos Hídricos
            Paulo Constantino – PROTEJO – Movimento pelo TEJO - Apresentação
16h30 – Debate
16h45 – Conclusões
17h00 - Sessão de Encerramento
            Maria do Céu Albuquerque - Presidente da  CIM MT - Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo
Carlos Martins - Secretário de Estado do Ambiente (*)
(*) – a confirmar

quarta-feira, 15 de junho de 2016

AUDIÇÃO DA INSPEÇÃO GERAL DO AMBIENTE

A audição da Inspeção Geral do Ambiente (IGAMAOT) na Comissão Parlamentar do Ambiente realizou-se no dia 15 de Junho de 2016 e pode ver-se aqui.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

5º VOGAR CONTRA A INDIFERENÇA – COLINAS DO TEJO / MOURISCAS – ABRANTES

NOTA DE IMPRENSA / CONVITE

proTEJO – Movimento Pelo Tejo
2 de Julho de 2016
“5º VOGAR CONTRA A INDIFERENÇA”
DESCIDA DE CANOA DAS COLINAS DO TEJO NAS MOURISCAS ATÉ ABRANTES PARA PROMOVER A NAVEGABILIDADE DO RIO TEJO E DEFENDER UM TEJO VIVO COM CAUDAIS SUFICIENTES E SEM POLUIÇÃO
O proTEJO – Movimento pelo Tejo irá realizar, no próximo dia 2 de Julho, uma atividade "5º Vogar Contra a Indiferença" com acampamento e descida em canoa com início na praia fluvial das Colinas do Tejo, nas Mouriscas, e cuja expedição tem como destino o Aquapolis em Abrantes, realçando a beleza do património natural e cultural associado a este troço do rio Tejo e que culminará num almoço convívio nas Colinas do Tejo, com cerca de 80 participantes.
Nesta atividade irá proceder-se à leitura da Carta Contra a Indiferença na qual se evidencia a necessidade de promover a navegabilidade do rio Tejo e defender um Tejo vivo com caudais suficientes e sem poluição.
Esta atividade é organizada pelo proTEJO – Movimento Pelo Tejo e pelas Colinas do Tejo com o apoio da Junta de Freguesia das Mouriscas.
Está prevista uma mobilização significativa de grupos de cidadãos de ambos os lados da fronteira, provando-se que a defesa dos rios ibéricos ultrapassa as fronteiras administrativas e une os cidadãos com os mesmos problemas, independentemente da sua nacionalidade.
Apelamos portanto a que toda a população ribeirinha se junte a esta causa aderindo e participando neste acampamento e descida de canoa para promover a navegabilidade e por um rio Tejo mais vivo e vivido.
Participem e divulguem!
O Tejo merece!
Cartaz Impressão e Internet (versão1 e versão 2)
Mais informações:
Colinas do Tejo - João Gouveia – +351 914020623 – colinas.do.tejo@gmail.com
proTEJO – Paulo Constantino – +351 919061330 – protejo.movimento@gmail.com
Outras Edições do VOGAR CONTRA A INDIFERENÇA:
1º Vogar Contra a Indiferença - Alpiarça / Caneiras - Santarém - 17 de Outubro de 2009
2º Vogar Contra a Indiferença - Cedilho / Portas de Ródão - 9 de Maio de 2010
3º Vogar Contra a Indiferença - Constância / Vila Nova da Barquinha - 24 de Setembro de 2011
4º Vogar Contra a Indiferença - Vila Velha de Ródão / Monte do Arneiro - 19 de Outubro de 2013

APOIO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE LISBOA À MANIFESTAÇÃO "FECHAR ALMARAZ, QUE DESCANSE EM PAZ"

Moção 02/106 (BE)

Pelo encerramento da Central Nuclear de Almaraz

10-05-2016

Agendada: 106ª reunião, 10 de maio de 2016
Debatida e votada: 10 de maio de 2016
Resultado da Votação: Aprovada por unanimidade
Passou a Deliberação:
Publicação em BM:
Moção
Considerando que:
a) A central nuclear de Almaraz, no Estado Espanhol, é a central nuclear mais próxima de Portugal. Situa-se a apenas uma centena de quilómetros da fronteira. Os dois reatores nucleares entraram em funcionamento em 1981 e 1983, sendo dos mais envelhecidos do Estado Espanhol, o que levanta preocupações, agravadas pelos sucessivos incidentes registados.
b) A Central teve o seu encerramento foi previsto para 2010, mas o Governo do Estado espanhol prolongou-o até 2020;
c) São conhecidos os recorrentes acidentes na mesma Central como são exemplos o incêndio num transformador situado no exterior da Unidade, e uma varia nos equipamentos, no passado mês de Fevereiro;
d) No início deste ano, cinco inspetores do Conselho de Segurança Nuclear do Estado Espanhol vieram a público quebrar o silêncio. Depois da última vistoria à central nuclear, motivada por repetidas avarias nos motores das bombas de água, ficou claro que o sistema de refrigeração não dá garantias suficientes e que, dizem os técnicos, coloca sério risco de segurança;
e) Almaraz é apresentada pela Greenpeace como um caso extremo. A central não cumpre pontos essenciais: não tem válvulas de segurança e sistemas de ventilação filtrada para prevenir uma explosão de hidrogénio como a que ocorreu em Fukushima; não tem dispositivo eficaz para contenção da radioatividade em caso de acidente grave; não tem avaliação de riscos naturais; não está sequer prevista a implantação de um escape alternativo para calor;
f) A Assembleia da República mostrou já a sua preocupação com esta situação tendo por isso aprovado, no passado dia 29 de Abril, dois Projectos de Resolução, neste sentido;
g) Lisboa é banhada pelo Rio Tejo, e situa-se no limite da Reserva Natural do Estuário do Tejo, a maior zona húmida do país e uma das mais importantes da Europa. É o maior estuário da Europa Ocidental, e alberga regularmente 50 mil aves aquáticas invernantes.
h) No passado dia 24 de Abril decorreu, em Mérida, o primeiro encontro ibérico do movimento pelo encerramento da central nuclear de Almaraz, que juntou participantes de 20 organizações políticas e ambientalistas de Portugal e de Espanha.
i) Deste encontro saiu a decisão de convocar um protesto ibérico marcado para Cáceres no próximo dia 11 de junho.
Assim, a Assembleia Municipal de Lisboa, reunida em Sessão Ordinária a 10 de Maio de 2016, ao abrigo do artigo 25.º, n.º 2, alíneas j) e k) do Anexo I da Lei n.º 75/2013, de 12 de Setembro, delibera:
1. Manifestar apoio às organizações que se mobilizam pelo encerramento da central nuclear de Almaraz e saudar a iniciativa de 11 de Junho.

A Assembleia Municipal de Lisboa delibera ainda remeter a presente saudação para:
• BE (Bloco de Esquerda)
• PEV (Partido Ecologista os Verdes)
• PAN (Partido Pessoas-Animais-Natureza)
• AZU - PT
• Movimento Protejo - PT
• Movimento SOStejo - PT
• Zero - PT
• Quercus – PT
• Climáximo – PT
• GEOTA – PT
• FAPAS – PT
• Campo Aberto - PT
• MIA (Movimento Ibérico Antinuclear) - PT/ES
• Ecologistas en Acción Extremadura - ES
• ADENEx - ES
• Podemos - ES
• Izquierda Unida - ES
• Anticapitalistas -ES
• Equo - ES
• PACMA - ES
Lisboa, 06 de Maio de 2016


As Deputadas e os Deputados Municipais eleitos pelo Bloco de Esquerda,

sexta-feira, 27 de maio de 2016

MANIFESTAÇÃO IBÉRICA 11 DE JUNHO FECHAR ALMARAZ

Manifestação ibérica a 11 de junho pelo fecho da central nuclear de Almaraz, em Cáceres, a 100 quilómetros da fronteira portuguesa, já tem 250 pessoas inscritas e autocarros confirmados desde Lisboa, Porto, Aveiro, Santarém, Castelo Branco, Faro e Viseu. Inscrições podem ser feitas na página oficial da manifestação.

FECHAR ALMARAZ / DESCANSE EM PAZ

CONVITE
O Movimento proTEJO vem convidar as populações ribeirinhas a estarem presentes na sessão de esclarecimento, “Fechar Almaraz - Descanse em Paz”, que se irá realizar em Vila Nova da Barquinha no dia 28 de Maio pelas 15 horas no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha.

Mais se informa que, sendo o Movimento proTEJO um dos signatários do Movimento Ibérico Antinuclear, esta sessão está incluída nas atividades de preparação da Manifestação Ibérica do dia 11 de Junho em Cáceres, Espanha, tendo como um dos objetivos o encerramento da Central Nuclear de Almaraz.

Participantes no debate
Protejo – Movimento pelo Tejo – Paulo Constantino
Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza - Nuno Sequeira
ZERO - Associação Sistema Terrestre Sustentável – Carla Graça
AZU Associação Ambiente em Zonas Uraníferas - Miguel Teotónio Pereira
Presidente da Distrital de Santarém do CDS - José Vasco Matafome
Deputado da AR do Bloco de Esquerda – Carlos Matias

DEBATES FECHAR ALMARAZ / DESCANSE EM PAZ


sexta-feira, 6 de maio de 2016