Somos um movimento de cidadania em defesa do Tejo denominado "Movimento Pelo Tejo" (abreviadamente proTEJO) que congrega todos os cidadãos e organizações da bacia do TEJO em Portugal, trocando experiências e informação, para que se consolidem e amplifiquem as distintas actuações de organização e mobilização social.

terça-feira, 17 de julho de 2012

PARECER DA LPN SOBRE O PROJETO DE PLANO DE GESTÃO DA REGIÃO HIDROGRÁFICA DO TEJO

No âmbito do procedimento de consulta pública a LPN – Liga para a Protecção da Natureza, membro do proTEJO, apresentou o seu próprio parecer sobre o projecto do Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo (PGRHT), o qual, na sequência das questões apontadas como relevantes, deixa as seguintes recomendações:
- Incluir uma caracterização da problemática das espécies exóticas não apenas para as massas de água localizadas em rios, mas também para as águas de transição e costeiras.
- Prever medidas específicas para esta temática no programa de medidas;
- Apresentar uma classificação do estado das massas de água de transição com base nos elementos biológicos e químicos disponíveis e prever medidas específicas para solucionar os problemas metodológicos identificados para efectuar esta classificação;
- Apresentar uma estratégia de coordenação entre o PGRH do Tejo e o POE do Tejo, para garantir uma maior eficiência entre as acções previstas em ambos os planos;
- Apresentar uma análise específica que demonstre a coordenação do PGRH do Tejo com o “Plan Hidrológico de la Cuenca del Tajo”, tal como previsto no âmbito da Directiva-Quadro da Água, e prever programas de medidas que visem a resolução de problemas relacionados com a gestão de caudais transfronteiriços e problemas de qualidade resultantes das afluências de Espanha;
- Definir prioridades das linhas de água a reabilitar em função dos valores de conservação presentes e apresentar programas de medidas específicos para as linhas de água prioritárias.

O GOVERNO ESPANHOL FAZ RENASCER DAS CINZAS O NOVO TRANSVASE DA ESTREMADURA PARA O LEVANTE ESPANHOL

 
NOTA DE IMPRENSA
proTEJO - Movimento Pelo Tejo
17 de Julho de 2012
O GOVERNO ESPANHOL FAZ RENASCER DAS CINZAS O NOVO TRANSVASE DA ESTREMADURA PARA O LEVANTE ESPANHOL
O Governo Espanhol, pela voz do seu Diretor- geral da Água Joan Urbano, faz renascer das cinzas o planeamento do novo transvase da Extremadura espanhola, do rio Tiétar em Valdecañas, para a bacia do Segura no Levantes espanhol, após dois anos de negação oficial desta intenção ao Governo português.
Eis que agora o Diretor geral da Água faz prova de vida deste projeto de transvase que desde Junho de 2009 o proTEJO tem vindo a denunciar.
Como afirmámos em Fevereiro deste ano (ver aqui) este novo transvase (o quarto a acrescer aos três atualmente existentes - ver aqui e aqui) para a bacia do Segura irá colocar em causa as reservas hídricas da Estremadura que têm garantido o cumprimento da Convenção de Albufeira por parte do Governos espanhol, aumentando significativamente o risco de uma extrema redução de caudal que o rio Tejo tem vindo a acentuar-se desde 2007 com o inerente agravamento da seca, que tem vindo a ser “artificialmente“ induzida no Ribatejo e que em Março deste ano já deixou sem capacidade de rega os agricultores a quem o rio Tejo dá o seu sustento.
“Artificialmente” porque o Governos Espanhol não obriga o operador hidroelétrico das barragens da Estremadura a descarregar parte das significativas reservas de água que as barragens da Estremadura, encontrando-se o caudal na barragem de Cedilho, à entrada de Portugal, justamente no limiar mínimo que garante o cumprimento da Convenção de Albufeira com 7,6 hm3/semana, mas muito abaixo do caudal enviado para o levante espanhol pelo transvase Tejo - Segura em média de 19,55 m3/s na semana passada.
Neste sentido o proTEJO – Movimento Pelo Tejo solicita ao Governo português os seguintes esclarecimentos:
1. O Governo espanhol continua a negar oficialmente a existência do projeto de um novo transvase desde o rio Tejo na Estremadura para a bacia do Segura, apesar das afirmações do Diretor-geral da Água?
2. A Comissão de Acompanhamento do Desenvolvimento da Convenção de Albufeira foi informada da existência deste projeto e equacionou as suas repercussões no rio Tejo em Portugal e a necessária revisão da Convenção de Albufeira?
3. A Administração da Região Hidrográfica do Tejo teve conhecimento da existência de um projeto para este novo transvase desde o rio Tejo na Estremadura espanhola para a bacia do Segura e considerou as suas repercussões na elaboração do Plano da Região Hidrográfica do Tejo que afirma ter sido coordenado com a sua congénere espanhola, a Confederação Hidrográfica do Tejo?
As populações ribeirinhas têm direito a estes esclarecimentos e a conhecer o futuro que está reservado ao rio Tejo, um dos maiores rios ibéricos e internacionais, que merece um futuro melhor do daquele que se supostamente se avizinha no horizonte.
O TEJO MERECE!


COMUNICADO DE IMPRENSA
Plataforma em defesa do rio Tejo e Alberche de Talavera de la Reina
16 de Julho de 2012
A Plataforma exige uma justificação imediata ao Diretor Geral da Água do ministério sobre as suas declarações sobre o transvase do médio Tejo, ou que seja desautorizado ou destituído pelo Secretário de Estado ou pelo próprio Ministro da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente.
Da mesma forma, a plataforma convida o Diretor-geral da Água a visitar Talavera de la Reina, para comprovar a quantidade de água que nos sobra, o estado dos nossos rios, e, finalmente, se se atrever, proponha aqui, diante de nós, o transvase do médio Tejo.
A partir da Plataforma, queremos dizer que estamos fartos que se olhe sempre para o mesmo lugar, ao propor um transvase de água para o Levante. Já suportamos o transvase da cabeceira do Tejo, o do Alberche para Madrid, e como se fosse pouco, pretendem levar o Tiétar e/ou o Tejo de Valdecañas. Consideramos um verdadeiro insulto as intenções e as maneiras do Diretor-geral da Água do Ministério da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente, Juan Urbano. Em primeiro lugar, é um absurdo que, tendo os regantes do Alberche saído em protesto, no último sábado, porque não têm água para regar, se planeie um transvase a partir deste território já bastante insultado e explorado. O Sr. Urbano não considera esta região "excedentária", mas como os seus antecessores, considera-a terra de espoliação, e diz em Murcia, com total petulância, que daqui se poderia levar água, isso sim, metendo no assunto Castilla -La Mancha, mais especificamente Ciudad Real, como possível destinatária de parte do transvase, que a ninguém escapa que tem como destino final o Segura.
Desconhecemos se o Diretor geral da Água tem autoridade para determinar todo o planeamento hidrológico, planos de bacia hidrográfica, incluindo o do Tejo, que não prevê "excedentes" transvasáveis nem em Valdecañas nem no Tiétar. Principalmente porque não existem "excedentes", e se acham que não que perguntem a Portugal. Mas é um despropósito que ponha uma manta na cabeça e vá dizer para Múrcia o que ali querem ouvir. Será que este individuo está a soldo de Múrcia? E em Castilla-La Mancha? Já conta com o governo? Sabem, aprovam, estão ao corrente ou rejeitam este hipotético transvase que atravessar a região de oeste para leste? O Diretor-geral da Água quer fomentar o confronto entre as províncias de Toledo e Ciudad Real, para que no final, como sempre, seja Murcia a levar o gato à água?
A partir da Plataforma em defesa do rio Tejo e Alberche convidamos o Diretor-Geral da Água do Ministério a visitar Talavera de la Reina. E a explicar aos regantes do Canal Baixo do Alberche porque não têm água do Alberche para regar. Queremos a mesma atenção e dedicação que mostrou com os regantes do Tejo-Segura, em Múrcia. Nem mais nem menos, porque todos pagamos por igual o seu salário. E já agora, convidamo-lo a visitar o rio Tiétar e o reservatório de Valdecañas, para que nos informe onde estão o excedentes. Se por causa dos cortes, e apesar da proximidade de Madrid, o senhor Diretor-geral não pode deslocar-se, nós vamos buscá-lo e levamo-lo onde for necessário.
Finalmente, a partir da Plataforma queremos transmitir ao governo de Espanha que não nos ignore mais e não nos continue a considerar cidadãos de segunda classe, habitantes de uma hidro-colónia, e lhe pedimos para não voltar a seguir o caminho já trilhado pelo anterior governo socialista. Aqui realizou-se uma manifestação no passado sábado, onde estiveram todos os partidos políticos, pedindo unidade, boa vontade e soluções. Soluções que em nenhum caso podem passar por dar mais uma punhalada nesta terra, ao Tejo e a Castilla-La Mancha. Que fique bem claro: temos demonstrado que somos dialogantes, que defendemos a justiça para o Tejo e para esta terra. Mas não vamos consentir mais ofensas e insultos como os do Diretor-geral da Água. Isso acabou. Esperamos e pedimos ao Ministério boa vontade.
Notícia do Jornal “La Verdad” de 12 de Julho de 2012
Traçado do hipotético transvase do Médio Tejo,
publicado pela ABC em 13 de Agosto de 2008
http://hemeroteca.abc.es/nav/Navigate.exe/hemeroteca/madrid/abc/2008/08/13/014.html
Mais informações:
Miguel Ángel Sanchez: 616 983715
Miguel Méndez-Cabeça: 608 212713


NOTA DE PRENSA
Plataforma en defensa de los ríos Tajo y Alberche de Talavera de la Reina
16 julio 2012
La Plataforma exige una rectificación inmediata al director general del Agua del ministerio sobre sus declaraciones sobre el trasvase del Tajo medio, o que sea desautorizado o destituido por el secretario de Estado o por el propio ministro de Agricultura, Alimentación y Medio Ambiente.
Igualmente, la Plataforma invita al director general del Agua a visitar Talavera de la Reina, para que compruebe la cantidad de agua que nos sobra, el estado de nuestros ríos, y finalmente, si se atreve, proponga aquí, delante de nosotros, el trasvase del Tajo medio.
Desde la Plataforma queremos decir que estamos HARTOS de que siempre se mire al mismo sitio cuando se propone un trasvase de agua hacia el Levante. Ya soportamos el de la cabecera del Tajo, el del Alberche a Madrid; y por si fuera poco pretenden llevarse el Tiétar y/o el Tajo en Valdecañas. Consideramos un auténtico insulto las intenciones y las maneras del director general del Agua del ministerio de Agricultura, Alimentación y Medio Ambiente, Juan Urbano. En primer lugar es un sinsentido que habiendo salido en manifestación el pasado sábado los regantes del Alberche porque no tienen agua para regar, se plantee un trasvase desde este territorio ya bastante vapuleado y saqueado. El señor Urbano no considera a esta comarca “excedentaria” sino que al igual que sus predecesores, la considera tierra de expolio, y con total chulería habla en Murcia de que desde aquí se podría llevar agua, eso sí, metiendo en el asunto a Castilla-La Mancha, concretamente a Ciudad Real, como posible receptora de parte del trasvase, que a nadie escapa que tiene como destinatario final el Segura.
Desconocemos si el director general del Agua tiene autoridad para pasarse por la piedra toda la planificación hidrológica, los planes de cuenca entre ellos el del Tajo, que no plantean “excedentes” trasvasables ni en Valdecañas ni en el Tiétar. Más que nada porque no existen “excedentes”, y si no que se lo pregunten a Portugal. Pero es un despropósito que se líe la manta a la cabeza y se vaya a Murcia a decir lo que allí quieren oír. ¿Es que este individuo está a sueldo de Murcia? ¿Y en Castilla-La Mancha? ¿Ha contado con su gobierno? ¿Saben, aprueban, están al corriente o rechazan este hipotético trasvase que atravesaría la región de oeste a este? ¿Quiere fomentar el director general del Agua un enfrentamiento entre las provincias de Toledo y Ciudad Real, para que al final y como siempre, el gato al agua se lo lleve Murcia?
Desde la Plataforma en defensa de los ríos Tajo y Alberche invitamos al director general del Agua del ministerio a que visite Talavera de la Reina. Y explique a los regantes del Canal Bajo del Alberche por qué no tienen agua del Alberche para regar. Queremos la misma atención y dedicación que ha mostrado con los regantes del Tajo-Segura en Murcia. Ni más ni menos, porque todos le pagamos por igual su sueldo. Y una vez aquí, le invitamos a visitar el río Tiétar y el embalse de Valdecañas, para que nos cuente dónde están los excedentes. Si por los recortes, y pese a la proximidad de Madrid, no puede desplazarse el señor director general, nosotros le vamos a buscar y le llevamos a donde haga falta. Faltaría más.
Finalmente desde la Plataforma queremos transmitir al gobierno de España que no nos ignoren y nos consideren por más tiempo ciudadanos de segunda categoría, habitantes de una hidrocolonia; y le pedimos que no vuelvan a recorrer la senda ya trillada por el anterior gobierno socialista. Aquí hubo una manifestación el pasado sábado, donde estuvieron todos los partidos políticos, se pedía unidad, altura de miras, y soluciones. Soluciones que en ningún caso pueden pasar por pegar una nueva puñalada a esta tierra, al Tajo y a Castilla-La Mancha. Que quede bien claro: hemos demostrado que somos dialogantes, que defendemos la justicia para con el Tajo y con esta tierra. Pero no vamos a consentir más ofensas e insultos como los del director general del Agua. Eso se acabó. Y esperamos y pedimos al ministerio altura de miras.
Noticia aparecida en La Verdad el 12 de julio de 2012:
Trazado del hipotético trasvase del Tajo medio, publica por ABC el 13 de agosto de 2008
http://hemeroteca.abc.es/nav/Navigate.exe/hemeroteca/madrid/abc/2008/08/13/014.html
Más información:
Miguel Ángel Sánchez: 616 983715
Miguel Méndez-Cabeza: 608 212713

terça-feira, 10 de julho de 2012

MANIFESTAÇÃO EM DEFESA DO TEJO E DO ALBERCHE EM TALAVERA DE LA REINA

DIVULGAÇÃO DE COMUNICADO

COMUNIDADE DE REGANTES DO CANAL BAIXO DO ALBERCHE

PLATAFORMA EM DEFESA DOS RIOS TEJO E ALBERCHE DE TALAVERA

Estimados amigos e companheiros da Plataforma, como sabeis, este ano os regantes de Talavera e da sua planície, com as localidades Talavera la Nueva, Alberche e Calera, vão ser obrigados pelo Ministério do Meio Ambiente a regar com água do Tejo que será bombeada do ribeiro de las Parras, negando-se a água do Alberche aos nossos agricultores e ganadeiros, quando as reservas de Madrid são mais do que suficientes. O mesmo aconteceu em 2006 e todos sabemos os problemas de bombeamento e contaminação dos solos e aquíferos que isso originou, a tal ponto que muitos agricultores do vale se recusaram a regar os campos com as águas sujas do Tejo. Mais uma vez são violados os direitos desta terra à água dos seus rios em benefício de outros e, infelizmente, pode ser um precedente para que não se volte a utilizar a água limpa do Alberche, muito melhor para as culturas e menos contaminante. A agricultura e a pecuária que dependem dos regadios são dois dos recursos básicos da região e dos quais depende a instalação de indústrias agro – alimentares que aqui se possam instalar assim bem como muitos outros sectores económicos (veículos, máquinas, instaladores e vendedores de máquinas de irrigação, fertilizantes, pesticidas, rações, lojas de ferragens, construtoras, etc...) com subsequentes postos de trabalhos que deles dependem. A deterioração do nosso regadio é a deterioração da nossa economia e pode agravar ainda mais a situação dramática que sofre a nossa cidade. Também queremos modernizar os regadios para que as necessidades de água sejam menores e impulsionar a economia local, colocando em regadio mais dois mil hectares. O Alberche também é o nosso rio, faz parte do nosso património cultural e ambiental e queremo-lo vivo, porque é o fluir da água para a irrigação que lhe confere caudal no verão, mantendo os seus ecossistemas. Por tudo isto, a partir da Comunidade de Regantes e da Plataforma temos que pedir-vos que incentivem as vossas organizações e todos os membros e simpatizantes das vossas organizações para que participem na manifestação do dia 14 de Julho que às 11h30m partirá da Porta de Cuartos e passeo de los Leones e terminará na Avenida Salvador Allende, em frente aos Arcos del Prado. Esta não é uma manifestação contra ninguém mas que quer reivindicar com a maior firmeza o que é justo para a nossa terra.
ESPERAMO-VOS A TODOS

COMUNIDAD DE REGANTES DEL CANAL BAJO DEL ALBERCHE

PLATAFORMA EN DEFENSA DE LOS RÍOS TAJO Y ALBERCHE DE TALAVERA

Estimados amigos y compañeros de la Plataforma, como sabéis, este año los regantes de Talavera y su vega, con las localidades deTalavera la Nueva, Alberche y Calera, van a ser obligados por el Ministerio de Medio Ambiente a regar con agua del Tajo que se bombeará desde el arroyo de las Parras, negándose el agua del Alberche a nuestros agricultores y ganaderos cuando las reservas de Madrid son más que suficientes. Esto mismo sucedió en el año 2006 y todos conocéis los problemas de bombeo y contaminación de tierras y acuíferos que supuso, hasta el punto de que muchos de los agricultores de la vega se negaron a regar sus campos con las aguas sucias del Tajo. Una vez más son vulnerados los derechos de esta tierra al agua de sus ríos en beneficio de otros, y lamentablemente puede ser un antecedente para que no se vuelva a utilizar el agua limpia del Alberche, mucho mejor para los cultivos y menos contaminante. La agricultura y la ganadería que dependen de los regadíos son dos de los recursos básicos de la comarca y de los que dependen la instalación de industrias agroalimentarias que puedan instalarse aquí así como otros muchos sectores económicos (vehículos, maquinaria, instaladores y comerciantes de aparataje de riego, abonos, fitosanitarios, piensos, ferreterías, constructores etc etc..) con los consiguientes puestos de trabajo que dependen de ellos. El deterioro de nuestros regadíos es el deterioro de nuestra economía y podría agravar aún más la situación dramática que sufre nuestra ciudad. Queremos también modernizar los regadíos para que las necesidades de agua sean menores y dinamizar la economía local poniendo en riego otras dos mil hectáreas más. El Alberche es también nuestro río, forma parte de nuestro patrimonio cultural y ambiental y lo queremos vivo, porque es el fluir del agua de riego el que hace que tenga caudal en verano, manteniendo también sus ecosistemas. Por todo ello desde la Comunidad de Regantes y desde la Plataforma tenemos que pediros que animéis a vuestros directivos y a todos los afiliados y simpatizantes de vuestras organizaciones para que acudan a la manifestación que el día 14 de Julio a las 11,30 partirá de la Puerta de Cuartos y paseo de los Leones y terminará en la Avenida de Salvador Allende, frente a los Arcos del Prado. Os lo pedimos en solidaridad con nuestros agricultores y por el futuro de nuestra ciudad. Esta no es una manifestación contra nadie pero quiere reivindicar con la mayor firmeza lo que es de justicia para nuestra tierra.
OS ESPERAMOS A TODOS

terça-feira, 26 de junho de 2012

PORTUGAL DEVE EXIGIR A ESPANHA A REVISÃO DA CONVENÇÃO DE ALBUFEIRA

proTEJO – Movimento Pelo Tejo

NOTA DE IMPRENSA

27 DE JUNHO DE 2012

PORTUGAL DEVE EXIGIR A ESPANHA

A REVISÃO DA CONVENÇÃO DE ALBUFEIRA

A água armazenada nas barragens da província de Caceres é de 75% do nível registado em 2011, um ano de elevada precipitação, e 70% da média dos últimos 10 anos, enquanto a barragem de Cedilho se encontra no máximo da sua capacidade de armazenamento e a barragem de Alcântara, aquela que apresenta maior capacidade de armazenamento, apresenta níveis de armazenamento de água de cerca de 75% dos níveis registados em 2011 e da média dos últimos 10 anos (fonte: Barragens de Caceres http://www.embalses.net/provincia-4-caceres.html).
Assim, podemos concluir que a exceção recentemente invocada por Espanha à Convenção de Albufeira por motivos de seca não resulta da falta de água no Alto Tejo espanhol (província de Cáceres) mas sim no Baixo e Médio Tejo de Espanha, que pouco influnciam as disponibilidades de água a ser enviada para Portugal e a capacidade de Espanha cumprir ou superar os caudais mínimos definidos na Convenção de Albufeira.
A verdadeira razão para os baixos caudais registados durante o ano de 2012 e para a invocação da cláusula de excepção de seca prevista na Covenção de Albufeira advém da retenção de água nas barragens da província de Cáceres com vista a potenciar os lucros da exploração hidroeléctrica previlegiando os caudais “energéticos” em detrimento dos caudais ecológicos.
Neste sentido, o proTEJO – Movimento Pelo Tejo considera que existem condições para Espanha cumprir a Convenção de Albufeira no rio Tejo bem como para rever a Convenção com caudais mínimos superiores aos atuais, tendo apresentado as seguintes propostas quanto à revisão da Convenção de Albufeira que se encontram contidas nas alegações ao Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo:
a) O estabelecimento de indicadores do estado ecológico das massas de água transfronteiriças;
b) A determinação do estado ecológico no relatório sobre o cumprimento da Convenção de Albufeira;
c) A determinação de caudais ambientais nos vários troços do rio e na chegada à foz em função do objectivo de estado ecológico;
d) A aproximação do caudal ambiental ao caudal instantâneo (duplicação dos atuais caudais trimestrais e semanais para alcançar 80% do caudal anual);
e) A quantificação dos caudais ambientais em hm3 e em m3/segundo;
f) Instaurar sanções por incumprimento da Convenção de Albufeira de carácter financeiro e ambiental, em termos de restauração fluvial.

segunda-feira, 5 de março de 2012

PESCA DA LAMPREIA NO CONCELHO DE ALMEIRIM

PESCA DA LAMPREIA NO CONCELHO DE ALMEIRIM
“O lançamento das redes à água pelo homem, enquanto a mulher toma o comando do barco com os remos dá o início à faina da pesca, que pode levar cerca de sessenta minutos. Finda esta tarefa, dá-se início ao recolher das redes pelo homem e se algumas lampreias, entretanto, tiverem ficado presas às redes, o esforço despendido será desta forma recompensado. Novamente a mulher tem um papel relevante ao manobrar a embarcação avieira denominada por bateira com os remos de forma a tornar mais cómoda a tarefa do homem na recolha das redes. O regresso ao local de partida é feito agora com o apoio do motor fora de bordo, permitindo aos pescadores terem possibilidades de realizarem mais alguns lanços antes de regressarem às suas casas, para o merecido descanso. O aparecimento de caranguejos em grande número neste troço do rio Tejo, tem o inconveniente de ser necessário mais tempo na “safa” das redes para o próximo lanço. A poluição das águas também é factor de desagrado para estes pescadores, que lamentam que as autoridades competentes não encontrem soluções para a redução das fontes de poluição principalmente a montante deste troço do Tejo. Por outro lado, há outro motivo de preocupação para os pescadores pelo motivo do aparecimento de bandos constituídos por centenas de corvos marinhos os quais têm permanecido durante bastante tempo, nos últimos anos, onde existam praias ao longo do rio Tejo.” (texto e foto: Luís Cunha Romão).

sábado, 3 de março de 2012

QUERCUS EMITE PARECER SOBRE O PROJETO DE PLANO DE GESTÃO DA REGIÃO HIDROGRÁFICA DO TEJO

No âmbito do procedimento de consulta pública a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, membro do proTEJO, apresentou o seu próprio parecer sobre o projecto do Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo (PGRHT), após análise dos documentos disponíveis na Plataforma Digital disponibilizada pela ARH Tejo para a participação pública, tendo realizado as seguintes considerações prévias que se apresentam abaixo.
"Considerações prévias
Considerando a reconfiguração do Governo, bem como as alterações introduzidas na nova orgânica do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (MAMAOT), é absolutamente essencial adaptar o presente Plano, bem como as medidas propostas, de forma a garantir a sua plena execução.
A questão da gestão dos recursos hídricos no nosso País apresenta várias deficiências, a maior parte das quais decorrente dos contextos legais e institucionais. A enorme profusão de entidades com competências na área dos recursos hídricos, muitas vezes com sobreposição das mesmas, nem sempre em articulação entre si, tem estado na origem de muitos dos problemas, dificultando a gestão e a operacionalização dos planos de bacia.
Seria importante que os actuais Planos de Gestão de Região Hidrográfica procurassem ir além dos anteriores planos de bacia, dando resposta às questões que estão na origem da desarticulação entre as várias entidades competentes, com vista a fomentar um novo paradigma na gestão dos recursos hídricos em Portugal."

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

APRESENTAÇÃO DAS ALEGAÇÕES AO PROJETO DE PLANO DE GESTÃO DA REGIÃO HIDROGRÁFICA DO TEJO

NOTA DE IMPRENSA
28 de Fevereiro de 2012
APRESENTAÇÃO DAS ALEGAÇÕES AO PROJETO DE
PLANO DE GESTÃO DA REGIÃO HIDROGRÁFICA DO TEJO
O proTEJO – Movimento Pelo Tejo vem apresentar publicamente o seu contributo no processo de participação pública sobre o projeto de Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo (PGRHT) que consiste num conjunto de propostas que integram as “Alegações ao projeto de Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo (PGRHT)”, elaboradas pelo Grupo de Trabalho constituído para esse efeito.
Agradecemos a todos aqueles que participaram na elaboração destas alegações e à Administração da Região Hidrográfica do Tejo (ARH Tejo) pela colaboração prestada durante o período de participação pública.
As presentes alegações poderão ser subscritas, na íntegra ou em parte, por qualquer cidadão ou organização da bacia do Tejo que nelas se reveja através do seu envio por mensagem para o correio eletrónico da ARH Tejo (geral@arhtejo.pt).
Os cidadãos da bacia do Tejo podem também participar nesta Consulta Pública a título individual com a apresentação dos seus contributos à ARH Tejo através da plataforma do PGRHT (http://www.planotejo.arhtejo.pt/liferay/web/guest/contributos).
Apelamos assim a que todos os cidadãos da bacia do Tejo participem com o seu Diagnóstico, Cenários e Medidas no planeamento de uma boa gestão da bacia do Tejo!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

SECA “ARTIFICIAL” NO RIO TEJO

NOTA DE IMPRENSA
27 de Fevereiro de 2012 

SECA “ARTIFICIAL” NO RIO TEJO
A seca no Ribatejo está a ser induzida “artificialmente” uma vez que Espanha não obriga o operador hidroelétrico das barragens da Estremadura a descarregar parte dos 2.610 hm3 de água que atualmente armazenam, encontrando-se o caudal na barragem de Cedilho, em Portugal, apenas com 12 m3/s, justamente no limiar mínimo que garante o cumprimento da Convenção de Albufeira com 7,6 hm3/semana, mas muito abaixo do caudal enviado para o levante espanhol pelo transvase Tejo - Segura em média de 21,5 m3/s na semana passada.
A descarga de apenas uma parcela da água armazenada nas barragens da Estremadura poderia aumentar o caudal do rio Tejo e afastar o cenário de seca do Ribatejo, sendo de salientar que os cerca de 2.610 hm3 de água armazenados poderão deixar de estar disponíveis se vier a ser construído um novo transvase da Estremadura para o levante espanhol, decisão que esteve para ser tomada em 2009 como então denunciámos.
Este risco ainda persiste uma vez que o Governo espanhol nunca recusou peremptoriamente a construção desse transvase, nem está garantido que venha a recusar esta intenção no futuro plano hidrológico da bacia do Tejo em Espanha, em vias de ser publicado.

Barragens - E30 VALDECAÑAS, E31 TORREJÓN TAJO - TIETAR, E34 PORTAJE, E45 ALCÁNTARA, E47 CEDILLO e E29 AZUTÁN

sábado, 25 de fevereiro de 2012

ACORDO DE COOPERAÇÃO CELEBRADO ENTRE O INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM E A UNIVERSIDADE DE CASTILLA LA MANCHA

O Instituto Politécnico de Santarém (IPS) e a Universidade de Castilla - La Mancha (UCLM), de Talavera de la Reina celebraram um acordo para o desenvolvimento da cooperação entre as duas instituições, que têm o rio Tejo como factor comum de identidade, num e noutro País.
Aqui fica o comunicado de imprensa emitido:
 FOLHA DE IMPRENSA
Acordo de cooperação entre o Instituto Politécnico de Santarém e a Universidade de Castilla – La Mancha

Entre o Instituto Politécnico de Santarém (IPS) e a Universidade de Castilla - La Mancha (UCLM), de Talavera de la Reina, será hoje firmado um acordo para o desenvolvimento da cooperação entre as duas instituições, que têm o rio Tejo como factor comum de identidade, num e noutro País.
Com este acordo o Instituto Politécnico de Santarém cumpre com a sua política de internacionalização, com o objectivo de proporcionar aos seus estudantes, professores e à comunidade em que se insere, condições de desenvolvimento humano.
Com este acordo possibilita-se a cooperação interuniversitária nas áreas de ensino, de investigação e desenvolvimento.
Existem condições para:
- a participação de pessoal docente, de investigadores e de estudantes em simpósios, seminários e conferências;
- intercâmbios de professores para ensino ou investigação;
- intercâmbios de estudantes;
- abrir linhas conjuntas de investigação;
- participar conjuntamente em programas europeus de cooperação interuniversitária.
- participar em programas de mobilidade recíproca.
Para além destes compromissos o IPS e a UCLM concordam em:
- Promover publicações que resultem dos trabalhos executados no âmbito desta cooperação;
- Defender a cultura, o património e os símbolos identitários dos povos ribeirinhos do Tejo, com particular destaque para a cultura dos pescadores Avieiros.
Numa altura em que se procuram novas especializações e em que o intercâmbio entre instituições de ensino europeu faz cada vez mais sentido, a assinatura deste acordo de cooperação entre duas instituições de ensino superior, de Portugal e de Espanha, não só aproxima as comunidades académicas dos dois países, como ajuda a promover qualificações mais amplas, que sirvam melhor os interesses das regiões e dos povos em que estas instituições se inserem.
Santarém, 24 de Fevereiro de 2012
Instituto Politécnico de Santarém,
Universidade de Castilla – La Mancha

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

SOLIDARIEDADE PORTUGUESA COM PACA BLANCO E A SUA LUTA

Informados dos dramáticos eventos (*) que têm atingido a activista Paca Blanco, bem conhecida pelo seu envolvimento na luta pela protecção dos recursos do Tejo, pelo encerramento de Almaraz, e manutenção dos espaços em condições de sustentabilidade social e usufruto ecológico, vimos manifestar por este meio a nossa solidariedade e desta dar informação aos órgãos de comunicação social nacionais e do Estado espanhol.
É intolerável que a infracção da lei seja paralela ao ataque pessoal e espezinhamento dos direitos individuais de cidadania, num Estado democrático de Direito.
Denunciaremos estes actos até que a voz nos doa!
(*)