Somos um movimento de cidadania em defesa do Tejo denominado "Movimento Pelo Tejo" (abreviadamente proTEJO) que congrega todos os cidadãos e organizações da bacia do TEJO em Portugal, trocando experiências e informação, para que se consolidem e amplifiquem as distintas actuações de organização e mobilização social.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

SOLIDARIEDADE PORTUGUESA COM PACA BLANCO E A SUA LUTA

Informados dos dramáticos eventos (*) que têm atingido a activista Paca Blanco, bem conhecida pelo seu envolvimento na luta pela protecção dos recursos do Tejo, pelo encerramento de Almaraz, e manutenção dos espaços em condições de sustentabilidade social e usufruto ecológico, vimos manifestar por este meio a nossa solidariedade e desta dar informação aos órgãos de comunicação social nacionais e do Estado espanhol.
É intolerável que a infracção da lei seja paralela ao ataque pessoal e espezinhamento dos direitos individuais de cidadania, num Estado democrático de Direito.
Denunciaremos estes actos até que a voz nos doa!
(*)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A DANÇA DOS TRANSVASES - CRÓNICA "CÁ POR CAUSAS" - JORNAL A BARCA - 28 DE DEZEMBRO DE 2011


Nos últimos 30 anos a política de gestão da água e dos rios em Espanha sustentou-se em grandes obras hidráulicas que retêm a água dos rios em barragens ou a desviam por transvases entre bacias hidrográficas com vista ao favorecimento económico das actividades de agricultura intensiva ou dos empreendimentos imobiliários associados ao turismo.
O fim em si mesmo é a rentabilização económica da água dos rios independentemente da sustentabilidade social, ambiental e, em última instância, económica das actividades que dependem deste recurso.
Através dos transvases geram artificialismos na distribuição geográfica da disponibilidade dos recursos hídricos com impactos relevantes nas bacias cedentes e receptoras, sendo que as primeiras deixam de dispor da água suficiente para as suas actividades económicas e de lazer das populações ribeirinhas, enquanto as segundas prosseguem em ciclos de crescimento vicioso de investimento em actividades que são insustentáveis por se suportarem em recursos que ali não existem.
Apesar desta realidade começar a ser espelhada nos novos planos de gestão das regiões hidrográficas, os políticos mostram-se incapazes de contrariar a pressão dirigida à contínua busca de ganhos imediatos e de conduzirem os seus povos por um caminho que conserve e garanta a disponibilidade deste recurso fundamental e fonte de vida que é a água.
Um forte exemplo disto mesmo é o regresso da dança dos transvases em Espanha.
Depois dos movimentos de cidadania dos anos 70 terem imposto o recuo do transvase previsto para o rio Ebro, que acabou por ser construído na cabeceira do rio Tejo, e do projecto de plano de gestão da bacia do Tejo espanhol demonstrar a insustentabilidade da manutenção do transvase Tejo – Segura, voltam à ribalta os políticos do levante espanhol a pedir transvases do rio Ebro.
Voltam, mas apenas pela iminência de penalizações pelo incumprimento da política europeia da água na bacia do Tejo, em Portugal e Espanha, a qual os técnicos, profissionais e estudiosos reconhecem não aguentar mais pressões dos usos e abusos a que tem sido sujeita.
Voltam, para saciar a sede de um sem número de explorações agrícolas e imobiliárias que se multiplicaram insustentavelmente à custa de recursos hídricos alheios provenientes de outras regiões e se destinariam a mares que banham outros países.
E voltam, embora existam soluções alternativas que permitem obter uma melhoria do bem-estar das suas regiões e países, sendo a dessalinização e o investimento na eficiência hídrica a melhor forma de garantir a água necessária com ganhos para todas as regiões, cedentes e receptoras.
Será tudo uma questão de bom senso e de partilha de benefícios.
Não podem defender que a “água é de todos”, quando não estão dispostos a contribuir para que o bem-estar colectivo das regiões e dos países seja maior que o seu umbigo inchado e a transbordar.
Enquanto cidadão faço votos que os projectos dos novos planos de bacia hidrográfica tracem uma rota no sentido da gestão da água por onde ela flui, uma rota a percorrer ao longo das próximas gerações, mas, principalmente, uma rota que garanta os recursos de que tanto irão necessitar.
As gerações futuras merecem um Tejo vivo e limpo!
Paulo Constantino

sábado, 24 de dezembro de 2011

UM RIO DE NATAL

Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo.
Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece.
Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento.
Assim somos nós.
Só podemos ir em frente e arriscar.
Coragem !! Avance firme e torne-se Oceano!!!
Autor: Osho
Fonte: Pensador.info
Era uma vez um riacho de águas cristalinas, muito bonito, que serpenteava entre as montanhas.
Em certo ponto de seu percurso, notou que à sua frente havia um pântano imundo, por onde deveria passar.
Olhou, então, para Deus e protestou:
- Senhor, que castigo!
Eu sou um riacho tão límpido, tão formoso, e o Senhor me obriga a atravessar um pântano sujo como esse! Como faço agora?
Deus respondeu:
- Isso depende da sua maneira de encarar o pântano.
Se ficar com medo, você vai diminuir o ritmo de seu curso, dará voltas e, inevitavelmente, acabará misturando suas águas com as do pântano, o que o tornará igual a ele.

Mas, se você o enfrentar com velocidade, com força, com decisão, suas águas se espalharão sobre ele, a humidade as transformará em gotas que formarão nuvens, e o vento levará essas nuvens em direção ao oceano.
Aí você se transformará em mar.
Assim é a vida.
As pessoas engatinham nas mudanças.
Quando ficam assustadas, paralisadas, pesadas, tornam-se tensas e perdem a fluidez e a força.
É preciso entrar pra valer nos projetos da vida, até que o rio se transforme em mar.
Se uma pessoa passar a vida toda evitando sofrimento, também acabará evitando o prazer que a vida oferece.
Há milhares de tesouros guardados em lugares onde precisamos ir para descobri-los.
Não procure o sofrimento.
Mas, se ele fizer parte da conquista, enfrente-o e supere-o.
Autor: Desconhecido
"Havia um homem apaixonado por um rio. Gastava longas horas vendo suas águas a passar, carregando em seu dorso suave folhas e histórias das cidades acima e isto dava felicidade.
Sua grande alegria era quando chegava a tarde. Depois do trabalho ele ia correndo para o rio, pulava uma cerca e ficava lá em uma prainha, com os pés mexendo nas areias grossas, bem embaixo de um velho ingá.
Falava muito, confidenciava segredos, dava gargalhadas, nunca ia embora enquanto houvesse luz e por muitas vezes só se deu conta que era noite quando a lua ladrilhava de prata as águas do rio.
Ficava lá, remoendo lembranças, indo para o futuro em sonhos. Seus olhos eram rio. O rio passeava com suas águas amigas em seus olhos, como em nenhum outro. Ambos pareciam ter nascido para ser daquele jeito, nunca sem o outro, a unidade de almas.
Dizia o homem:
- Amor pra toda vida.
Porém, um dia, o céu escureceu. Nuvens cobriram a terra e a chuva desabou sobre o mundo. A cabeceira do rio foi enchendo e logo tudo virou correnteza. Árvores foram arrancadas. Folhas deram lugar aos galhos pesados, estes arranhavam tudo o que encontravam, as barrancas desmaiavam e sumiam devoradas pela fúria das águas.
O rio cresceu, ultrapassou as margens, derrubou cercas, foi crescendo até chegar na casa do homem da história e destruiu tudo o que encontrou.
Avançou o jardim... margaridas e rosas desapareceram, entrou porta adentro com as mãos cheias de lama.
Apagou o fogo no velho fogão à lenha, tudo ficou destruído.
Quando veio o sol, veio também a desolação. Tinha que recomeçar e como é difícil recomeçar. Fez o que pôde, sem olhar em direção ao rio. Seu peito era uma amargura só. Sua cabeça não ficava em silêncio. Só pensava no que iria dizer.
Então falou:
- Por quê? Por que fez isto? Eu confiava em você, tinha certeza que isto não iria acontecer, não conosco. Havia muito amor entre nós, amor que não merecia acabar assim. Não é só a lama que está no jardim, é a confiança que nunca mais será confiança, o amor que nunca mais será amor, é o adeus que será para sempre adeus...
Foi inútil o rio tentar explicar. Nunca mais se encontraram. Nunca mais a lua cantou naquele lugar e as águas daquele rio, como o coração daquele homem, nunca mais foram os mesmos.
O homem mudou-se para muito longe e o rio, quando passava por lá, tentava não olhar... mas sonhava, bem dentro, em suas águas mais profundas, um dia ver ali, debaixo do ingá, quem nunca deveria ter ido embora...”
Autor: Desconhecido
"Estas palavras falam por si. Esquecemos facilmente os bons momentos e damos uma eternidade para as lembranças negativas. Vamos perdendo tardes enluaradas de amor, abraços tão apertados, que se pára de respirar e mesmo assim continua vivendo.
Conversas onde só o coração fala. Mergulhos em mundo que só quem ama vai. Sem medo da noite, dos olhares, vai porque sabe que a vida passa por lá.
Vamos perdendo tanto, por não querer relevar. Não querer lutar um pouco mais. Carregamos no peito a imagem da casa destruída, mas negamos dar vida ao rio iluminado. Esquecemos toda uma vida de encanto e só lembramos as marcas da ferida...
Há muita gente vivendo assim. Esquecendo que o amor ajuda a suportar as tempestades da vida. Só o amor, só ele pode fazer o rio voltar a passar na porta da sua casa. O grande passo é este: ver o que a pessoa é, e não só enxergar o que a pessoa é na nossa mente.
Todo mundo merece um rio em sua vida, mas todos devem estar preparados para as enchentes, antes de tudo, a vida deve ser merecida!"
"O rio corre sozinho, vai seguindo seu caminho, não necessita ser empurrado. Pára um pouquinho no remanso.
Apressa-se nas cachoeiras, desliza de mansinho nas baixadas. Mas, no meio de tudo, vai seguindo o seu caminho.
Sabe que há um ponto de chegada. Sabe que o seu destino é para frente. E vitorioso, abraçando outros rios, vai chegando ao mar. O mar é a sua realização e, chegar ao ponto final, é ter feito a caminhada.
A vida deve ser levada do jeito do rio. Deixar que corra
como deve correr, sem apressar ou represar, sem medo da calmaria e sem evitar as cachoeiras.
Correr do jeito do rio, na liberdade do leito da vida, sabendo que há um ponto de chegada.
A natureza não tem pressa. Vai seguindo o seu caminho. Assim é a árvore, assim são os animais. A fruta forçada a amadurecer antes do tempo perde o gosto.
Desejo ser um rio, livre do empurrão dos outros e dos meus próprios.
Livre das poluições alheias e das minhas. Rio original, limpo e livre.
Rio que escolheu o seu próprio caminho.
Não interessa ter nascido a um ou mil quilómetros do mar.
O importante é dizer, "cheguei"
É bom viver do jeito do rio!"
Autor:Henfil

terça-feira, 22 de novembro de 2011

ALEGAÇÕES AO PROJECTO DE PLANO DE GESTÃO DA REGIÃO HIDROGRÁFICA DO TEJO DEBATIDAS EM CONSTÂNCIA NA CONFLUÊNCIA DOS RIOS TEJO E ZÊZERE

A Sessão de Debate sobre as Alegações ao Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo decorreu no dia 20 de Novembro de 2011 em Constância na confluência dos rios Tejo e Zêzere, tendo contado com a presença da QUERCUS, do GEOTA, da EcoCartaxo, de autarcas da região, de representantes de empresas de turismo náutico e de cidadãos da bacia do Tejo.
A representante da Administração da Região Hidrográfica do Tejo realizou uma apresentação sobre o projecto de Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo e esclareceu as questões colocadas a debate pelos presentes.
O proTEJO apresentou o projecto de alegações ao PGRHT a serem objecto de deliberação numa próxima reunião deste movimento de defesa do Tejo, tendo os presentes apresentado os seus contributos.
Este debate teve ainda o mérito de permitir o esclarecimento das empresas ligadas ao turismo náutico de Constância sobre o ponto de situação do projecto de Aproveitamento Hidroeléctrico de Martinchel.
Lembramos que este é um processo em curso até 12 de Fevereiro de 2012 no qual todos os cidadãos da bacia do Tejo podem participar enviando os seus contributos para protejo.participacaopublica@gmail.com ou apresentando as suas sugestões directamente no portal de participação pública da ARH Tejo.
Participem, o Tejo merece!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

PLANO DE GESTÃO DA REGIÃO HIDROGRÁFICA DO TEJO - CONSULTA PÚBLICA

CONVITE DA ARH TEJO
PLANO DE GESTÃO DA REGIÃO HIDROGRÁFICA DO TEJO
SESSÕES DE PARTICIPAÇÃO PÚBLICA
Nos próximos dias 9 e 10 de Novembro terão lugar Sessões de Participação Pública no âmbito do Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo (PGRH Tejo), que se encontra em fase de Consulta Pública.
Constitui uma aposta da ARH do Tejo, I.P. que o processo de Consulta Pública do PGRH Tejo tenha por base a divulgação alargada dos conteúdos do Plano e que promova o envolvimento de todos os interessados na discussão das medidas propostas, para dar resposta aos problemas diagnosticados.
Os interessados poderão estar presentes nas Sessões de Participação Pública do PGRH Tejo, destinadas a analisar as soluções que este Plano apresenta e recolher contributos adicionais para a sua melhoria.
O programa de cada Sessão inclui uma Viagem ao Plano e o Plano em Debate… que Medidas?
Todos queremos um Tejo vivo e vivido!
SESSÕES DE PARTICIPAÇÃO PÚBLICA
9 de Novembro, às 14:30h e 18h30 no Cine - Teatro de Ourém, na Rua Doutor Francisco Sá Carneiro
10 de Novembro, às 14:30h e 18h30 no Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor, na Av. da Liberdade (EN244).
A entrada é gratuita e não precisa de inscrição prévia.
Para mais informações, consulte www.arhtejo.pt e/ou www.planotejo.arhtejo.pt.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

CRÓNICA DE UM AÇUDE ANUNCIADO - CRÓNICA "CÁ POR CAUSAS" - JORNAL A BARCA - 3 DE NOVEMBRO DE 2011

O contentamento da centena e meia de pessoas que no dia 24 de Setembro partilharam com alegria as águas do rio Zêzere e do rio Tejo a VOGAR CONTRA A INDIFERENÇA prova a importância de termos rios vivos que possam ser vividos e proporcionem os sentimentos de bem-estar e de felicidade que o nosso povo tanto precisa.
A descida também foi educativa com todos os participantes a constatarem “in loco” uma elevada poluição das águas e um insuficiente caudal do rio Tejo e, ao contrário de algumas descidas em que participei no rio Zêzere, durante a paragem no areal ninguém optou por tomar banho no rio.
O rio Zêzere recebe maior atenção com a finalidade de conservar a qualidade das águas que têm como destino as torneiras de muitas cidades, entre as quais Lisboa, mas infelizmente não está livre de ameaças, muito pelo contrário.
Este rio “vivo” que todos os anos atrai milhares de canoístas de todo o país está hoje ameaçado pela adjudicação do Aproveitamento Hidroeléctrico de Martinchel projectado a dois quilómetros a montante da praia fluvial de Constância, a ser incrustado entre esta vila e a barragem do Castelo de Bode com o limite da sua cota na estrada que ruma a Martichel.
A obra projectada inviabilizaria de imediato as descidas de canoa no rio Zêzere, a actividade turística com maior procura na nossa região de que dependem muitas empresas e postos de trabalho, associados à canoagem, ao lazer, à restauração e à hotelaria, entre outras.
Além da substituição das canoas por passeios de gaivotas a pedais, disponíveis em qualquer das muitas albufeiras da região, iriamos sofrer uma grave perda cultural ao submergir do valioso património do estaleiro naval dos templários, recentemente descoberto e ainda por estudar, bem como uma perda ambiental que seria inflectida por esta descontinuidade fluvial que interromperá as rotas migratórias das espécies piscícolas com destino aos rios Zêzere e Nabão, e pelo acentuar da falta de caudais no rio Tejo em consequência da redução do caudal de chegada à foz do rio Zêzere.
Mas as obras hidráulicas no rio Zêzere não ficam por aqui, o projecto de Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo prevê ainda “o aproveitamento de Preanes, no concelho de Constância, no rio Zêzere, com uma potência de 3,8 MW foi colocado no quadro de micro aproveitamentos, já que a sua realização está fortemente condicionada pelas características do aproveitamento já concessionado de Martinchel a montante e pelos níveis de cheia excepcional do rio Tejo naquela zona, que periodicamente poderá submergir a central.”
Em termos ambientais teremos um agravamento dos impactos do “grande” açude quando somados aos do “pequeno” açude, quer a montante, ao impedirem completamente a subida do peixe, quer a jusante, diminuindo os caudais que afluem à foz do rio Zêzere no rio Tejo.
E se possível, que tal uma sucessão de charcos até Lisboa, com açudes de fio de água, em vez de um rio vivo e pleno de vida e biodiversidade?
A biodiversidade não pode ser apenas a palavra bonita que serviu para fazer brilhar os iluminados e incendiar as conferências do ano de 2010, devendo antes servir de referência para as decisões que tomamos todos os dias e que influirão na capacidade de mantermos os ecossistemas que nos mantêm vivos.
O Zêzere merece ser um rio vivo e vivido!
Paulo Constantino

sábado, 22 de outubro de 2011

ESPANHA ESCONDE PROJECTO DE PLANO DE GESTÃO DA BACIA DO TEJO ESPANHOLA

O Ministério do Ambiente em Espanha obrigou a Confederação Hidrográfica do Tejo a "despublicar" o projecto de Plano Hidrológico do Tejo em Espanha um dia depois da publicação.
O proTEJO tem o documento que descarregou aqui antes de ser retirado.
Afinal parece que:
1º Existe um projecto de plano em Espanha já elaborado e
2º Apenas não se encontra publicado e disponível para podermos saber qual o seu impacto no Tejo em Portugal porque as eleições em Espanha se realizam daqui a um mês.
A Comissão Europeia permite uma falta de transparência da gestão das bacias internacionais e que os países orientem o seu calendário das políticas da água segundo calendários eleitorais?
Infelizmente, nada nos leva a acreditar no contrário.
Deixamos a notícia do Jornal "El País" onde tudo pode ser esmiuçado.
"A verdadeira ameaça ao Transvase Tejo Segura estava no Plano de Bacia do Tejo, o documento que o Ministério do Ambiente prepara em segredo para repartir a água. A Confederação Hidrográfica do Tejo tinha publicado no seu site um projecto de plano que iria reduzir a metade o caudal máximo que poderia ser desviado Múrcia e Alicante. O ministério desautorizou o texto e ordenou a sua remoção. Fontes do departamento destacaram que a publicação parecia ser um truque. Um mês antes das eleições, o texto era uma bomba eleitoral para os socialistas em Valencia e Murcia." 

SESSÃO DE DEBATE - ALEGAÇÕES AO PLANO DE GESTÃO DA REGIÃO HIDROGRÁFICA DO TEJO

NOTA DE IMPRENSA
SESSÃO DE DEBATE
ALEGAÇÕES AO PLANO DE GESTÃO DA REGIÃO HIDROGRÁFICA DO TEJO
20 DE NOVEMBRO DE 2011 PELAS 14h30m
CONSTÂNCIA - AUDITÓRIO DA CASA MEMÓRIA DE CAMÕES
Realiza-se no dia 20 de Novembro de 2011 uma SESSÃO DE DEBATE - ALEGAÇÕES AO PLANO DE GESTÃO DA REGIÃO HIDROGRÁFICA DO TEJO com o apoio do Município de Constância e a participação da Administração da Região Hidrográfica do Tejo, que irá apresentar o Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo.
Participem na Consulta Pública apresentando os vossos contributos e debatendo as medidas previstas no projecto de plano.
O Tejo merece!
A abordagem ao projecto de Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo incidirá sobre diversos vectores de análise que irão ser desenvolvidos, aperfeiçoados, reformulados ao longo deste processo, com especial incidência:
a) Princípio de unidade de gestão da bacia hidrográfica do Tejo, que não está a ser observado pela ausência de simultaneidade na publicação dos planos e da respectiva participação pública em Portugal e em Espanha;
b) Avaliação do estado ecológico e propostas de medidas para alcançar o bom estado ecológico até 2015;
c) Rede de monitorização da bacia hidrográfica do Tejo;
d) Pressões da poluição;
e) Gestão das obras hidráulicas (barragens / açudes / transvases);
f) Integração da conservação dos recursos hídricos nos instrumentos de gestão do território;
g) Articulação do PGRHT com os Planos de Gestão e Ordenamento do Território (PDM, POT, PO Estuário do Tejo) e Planos Estratégicos Sectoriais (Agricultura, Pesca – ex: Enguia, Floresta, Uso Solo, Extracção de Inertes, Polis Tejo, etc);
h) Gestão da Extracção de Inertes;
i) Acção de Fiscalização da ARH Tejo (SEPNA / GNR);
j) Património cultural das populações ribeirinhas;
l) Convenção de Albufeira.
Os cidadãos da bacia do Tejo podem participar enviando os seus contributos para protejo.participacaopublica@gmail.com.