Somos um movimento de cidadania em defesa do Tejo denominado "Movimento Pelo Tejo" (abreviadamente proTEJO) que congrega todos os cidadãos e organizações da bacia do TEJO em Portugal, trocando experiências e informação, para que se consolidem e amplifiquem as distintas actuações de organização e mobilização social.

terça-feira, 10 de maio de 2011

DESCIDA DE PROTESTO EM DEFESA DO TEJO ORGANIZADA PELA REDE DO TEJO/ TAJO

NOTA DE IMPRENSA
A Rede de Cidadania por uma Nova Cultura da Água do Tejo organiza uma descida de protesto
em defesa do Tejo no dia 13 de Maio
A Rede de Cidadania por uma Nova Cultura da Água do Tejo realiza as V Jornadas por um Tejo Vivo, nos dias 14 e 15 de Maio na Azambuja (Portugal). Os membros da Rede de Cidadania por uma Nova Cultura da Água do Tejo/Tajo e seus afluentes recolherão água limpa da cabeceira do Tejo e na sexta-feira, 13 de Maio organizarão actos de protesto na sua passagem pelas localidades de Aranjuez, Toledo, Talavera e Navalmoral
A Rede de Cidadania por uma Nova Cultura da Água do Tejo/Tajo e seus afluentes e o proTEJO – Movimento Pelo Tejo, com o apoio do Município da Azambuja, organizam nos dias 14 e 15 de Maio na localidade portuguesa de Azambuja as V Jornadas por um Tejo Vivo: Em defesa do Tejo e seus afluentes. Está previsto que estejam presentes na Azambuja representantes de mais de cinquenta associações de cidadãos e ecologistas de Espanha e Portugal.
Previamente, os representantes Rede de Cidadania por uma Nova Cultura da Água do Tejo/Tajo e seus afluentes recolherão água limpa da cabeceira do Tejo e durante a viajem até Portugal irão vertê-la no Tejo na sua passagem pelas localidades de Aranjuez, Toledo, Talavera e Navalmoral de la Mata. Os actos de protesto organizados para sexta-feira, 13 de Maio são:
10:00 Acto em Aranjuez. Puente Barcas.
         (Organizado pelos Ecologistas em Acção de Aranjuez).
11:30 Acto em Toledo. Puente de Alcántara (Paseo de la Rosa).
         (Organizado pela Plataforma de Toledo em Defesa do Tejo).
13:30 Acto em Talavera. Puente Romano (margem sul).
        (Organizado pela Plataforma em Defesa dos rios Tejo e Alberche de Talavera de la Reina).
17:00 Acto em Los Mármoles de Augustobriga (entre Peraleda de la Mata e Bohonal).
         (Organizado pelos Ecologistas em Acção da Estremadura).
No sábado, 14 de Maio realiza-se a abertura das V Jornadas por um Tejo Vivo às 9.30 no Centro Cultural Páteo Valverde de Azambuja.
A importância destas Jornadas resulta do ano de 2001 ser aquele em que se prevê a publicação dos Planos de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo, em Portugal e em Espanha. Estes documentos deverão conter as orientações de gestão e utilização da bacia do Tejo até 2015, incluindo temas chave como o regime de caudais ambientais ou os objectivos quanto ao estado ecológico das águas.
Por tudo isto as V Jornadas Por Um Tejo Vivo apresentam-se como uma oportunidade única para que os cidadãos do Tejo / Tajo analisem conjuntamente os novos Planos de Gestão da Região Hidrográfica avaliando a forma como abordam os problemas que existem no rio Tejo/ Tajo e seus afluentes e elaborem propostas sólidas de alternativas de gestão que permitam a recuperação do rio e dos seus territórios.
Durante este encontro na Azambuja serão discutidas as pressões existentes para a manutenção dos transvases da bacia do Tejo para a bacia do Segura e Guadiana, assim como o estudo da viabilidade de novos transvases a realizar desde a Estremadura no Médio Tejo espanhol, que condicionam a gestão do rio.

V JORNADAS IBÉRICAS “POR UM TEJO VIVO”

V JORNADAS IBÉRICAS “POR UM TEJO VIVO”
Em defesa do Tejo e seus afluentes
14 e 15 de Maio de 2011
As V Jornadas “Por Um Tejo Vivo” serão realizadas em Portugal pela primeira vez, de 14 a 15 de Maio de 2011 com o apoio do município de Azambuja, acolhendo como participantes os representantes de mais de 100 organizações de cidadãos e ecologistas de Espanha e Portugal, reunidas na Rede de Cidadania por Uma Nova Cultura da Água no Tejo/Tajo.
Será um momento crucial para o Tejo/ Tajo e seus afluentes. Em Junho de 2011 serão publicados os Planos de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo, em Portugal e em Espanha, que contêm as orientações de gestão e utilização da bacia do Tejo até 2015.
Estes planos incluem temas chave como o regime de caudais ambientais, os objectivos quanto ao estado ecológico das águas, as procuras em cada subsistem da bacia em função dos usos identificados, as medidas para alcançar os objectivos estabelecidos, etc.
Os processos de participação pública no novo plano da bacia têm sido insuficientes e importa destacar as pressões existentes para a manutenção dos transvases da bacia do Tejo para a bacia do Segura e Guadiana, assim como o estudo da viabilidade de novos transvases a realizar desde a Estremadura no Médio Tejo espanhol, que condicionam a gestão do rio.
Por tudo isto as V Jornadas Por Um Tejo Vivo apresentam-se como uma oportunidade única para que os cidadãos do Tejo / Tajo analisem conjuntamente os novos Planos de Gestão da Região Hidrográfica avaliando a forma como abordam os problemas que existem no rio Tejo/ Tajo e seus afluentes e elaborem propostas sólidas de alternativas de gestão que permitam a recuperação do rio e dos seus territórios.

Folheto (português e espanhol)
Convite (português e espanhol)
Cartaz (português e espanhol)

sábado, 7 de maio de 2011

A ÚNICA PRAIA FLUVIAL DO RIO TEJO GALARDOADA - QUINTA DO ALAMAL - PERDEU A BANDEIRA AZUL EM 2011

Depois de uma ampla divulgação na comunicação social da atribuição da Bandeira Azul de 2010 à praia fluvial da Quinta do Alamal, cuja beleza e problemas evidenciámos aquiaqui, a perda deste galardão em 2011 passa hoje completamente despercebida.
Infelizmente, aquela que era a única praia fluvial do rio Tejo perdeu mais uma vez a qualidade da água, mantendo-se em número de 3 as praias fluviais com bandeira azul nos afluentes do Tejo - Aldeia do Mato (Abrantes), Carvoeiro (Mação), Valhelhas (Guarda) apesar deste rio percorrer 1.000 km e a sua bacia hidrográfica ser de 80.600 km² (55.750 km² em Espanha e 24.850 km² em Portugal), a segunda mais importante da Península Ibérica.
Não foi atribuída bandeira azul a nenhuma das 4 novas praias fluviais candidatas e identificadas para a época balnear de 2011 na bacia hidrográfica do Tejo: Bostelim em Vila de Rei, Relva da Reboleira em Manteigas, Albufeira da Meimoa em Penamacor e Troviscal na Sertã.
A Administração Hidrográfica do Tejo deverá agora esclarecer os motivos que levam a esta descontinuidade do bom estado ecológico das águas no Alto Tejo português e integrar no Plano de Gestão da Bacia do Tejo as medidas necessárias a que esse bom estado seja recuperado até 2015, em condições de sustentabilidade.
A população ribeirinha do Gavião e o turismo no Alto Tejo agradeceriam por certo a eliminação dos factores que geram a variabilidade da qualidade da água e que não permitem assegurar a continuidade do seu bom estado.

sábado, 30 de abril de 2011

FESTA DE NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM - CONSTÂNCIA

"RENOVAR A TRADIÇÃO" 
Já não são os marítimos que sobem e descem o Tejo até Constância para pedir a bênção a Nossa Senhora da Boa Viagem, mas na segunda-feira de Páscoa o cais da vila poema vai encher-se de embarcações.
Os primeiros registos da festa da Senhora da Boa Viagem de Constância remontam ao século XVIII, mais exactamente a 1788. Pelo Tejo navegavam barcos de grande porte fazendo a ligação entre Lisboa e as zonas mais interiores do país.
A tradição manteve-se ao longo dos séculos. Os homens desciam e subiam o grande rio a bordo dos varinos, barcos que chegavam a atingir 20 e 30 toneladas. Vida dura que só conhecia descanso por altura da Páscoa.
"Vinham na quarta-feira da Semana Santa, assistiam às cerimónias religiosas e voltavam a partir na quarta-feira da semana seguinte. Era o único período de descanso que conheciam”, afirma António Matias Coelho, historiador e assessor da câmara de Constância.
Matias Coelho começou a colaborar com o município de Constância, quando o actual presidente, António Mendes, foi eleito. Nos finais da década de 80 a actividade marítima já tinha acabado, a festa só se mantinha graças à paróquia.
“A primeira festa a que assisti foi em 1990 e tive a nítida sensação que ela iria desaparecer se nada se fizesse. Nesse ano, apenas três barcos chegaram a Constância”, recorda o historiador.
No ano seguinte, a autarquia chamou a si a organização da festa e, sem marítimos no activo, os festejos adquiriram os actuais moldes. O último dos marítimos de Constância, Hermínio Bento, faleceu recentemente.
A Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem “sempre foi feita pelos marítimos, pelos homens dos barcos de transporte”, sublinha Matias Coelho, desfazendo a confusão que por vezes se estabelece com barqueiros e pescadores.
“A pesca nunca foi uma actividade económica muito relevante em Constância. Claro que havia pescadores, mas poucos, e também barqueiros que faziam a travessia entre as margens, mas a festa era dos marítimos, profissão que gozava de certo poder económico e social na vila”, continua.
Embora o seu trabalho fosse no rio - de Abrantes aos portos da grande Lisboa – apelidavam-se de marítimos.
“Ao Atlântico nunca chegavam, andavam no mar da Palha e a designação vem daí”. A este propósito Matias Coelho conta a história de um decreto régio que dispensava os marítimos de cumprirem o serviço militar. Os marítimos de Constância quiseram saber se a legislação se lhes aplicava, mas a resposta foi negativa: marítimos são os que trabalham no mar ou nas praias do mar. Apesar disso continuaram a considerar-se “marítimos”.
A actividade de transporte no Tejo conheceu a primeira grande quebra com a criação do caminho de ferro, mas foi a abertura das rodovias que lhes pôs termo. Mesmo assim, a Festa da Senhora da Boa Viagem foi organizada e custeada pelos marítimos até à década de 60 do século passado. Até que não foi possível entregar a bandeira azul a ninguém. Era este o símbolo que identificava o festeiro, o homem responsável pela festa no ano seguinte.
“A festa tinha acabado nessa altura, se a paróquia não continuasse a manter a procissão e a bênção dos barcos”, sublinha MaTias Coelho. E porque entende que “a tradição é um filme a que cada geração deve acrescentar alguma coisa”, os concelhos ribeirinhos são convidados a participar nestes festejos com os seus barcos engalanados."
EMBARCAÇÕES ENGALANADAS SUBIDA DO TEJO TANCOS - CONSTÂNCIA
(Fotos proTEJO)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

OS CAUDAIS AMBIENTAIS NA REGIÃO HIDROGRÁFICA DO TEJO

Antes da Páscoa a Confederação Hidrográfica do Tejo foi forçada a cancelar o debate que tinha organizado sobre caudais ambientais na bacia hidrográfica do Tejo. Isto, como tudo o que se refere ao novo plano de bacia hidrográfica, é um debate ainda pendente na nossa bacia. As jornadas foram canceladas por ordem do Ministério do Ambiente, Assuntos Rurais e Marinhos, sob a pressão do Sindicato de Regantes do Aqueduto Tejo Segura (SCRATS), tendo bastado a publicação de um artigo no Jornal La Verdad que contestava a ousadia da CHT para organizar estas jornadas de participação pública para que, em menos de 24 horas, o Ministério ordenasse o seu cancelamento.
A Universidade e a Fundação Nova Cultura da Água acreditam que as pressões políticas e interesses económicos não devem retirar aos cidadãos e utilizadores da água da bacia do Tejo a oportunidade de discutir, de identificar problemas e em conjunto encontrarem soluções para os muitos desafios que a recuperação do bom estado ecológico dos rios da bacia do Tejo. A definição dos caudais ambientais é apenas uma parte deste complexo debate, mas uma parte importante.
Assim, a Fundação Nova Cultura da Água, a Universidade Politécnica de Madrid e a Universidade Autónoma de Madrid conjugaram esforços e organizam o primeiro debate público sobre caudais ambientais na bacia do Tejo, na mesmas data das jornadas originalmente previstas, dia 5 de Maio, e com os mesmos oradores.
“OS CAUDAIS AMBIENTAIS NA REGIÃO HIDROGRÁFICA DO TEJO”
Jornadas de Debate Universitário

sábado, 16 de abril de 2011

RESULTADOS DA ASSEMBLEIA GERAL DO proTEJO - MOVIMENTO PELO TEJO - 16 DE ABRIL DE 2011

A ASSEMBLEIA GERAL realizada no dia 16 de Abril de 2011 (sábado) pelas 14:30 horas, no Auditório do Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha, teve os seguintes resultados:
a) Apresentação do relatório de actividades do 1º trimestre de 2011 – Doc. n.º 1;
b) Constituição de um grupo de trabalho para preparar a participação nas V Jornadas Ibéricas "Por Um Tejo Vivo", bem como a análise da Avaliação Ambiental Estratégica e as alegações a apresentar na participação pública do projecto de Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo;
b) Definição da intervenção do proTEJO na participação pública do projecto de Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo e respectiva calendarização - ver apresentação;
c) Apoio à Associação Ambiente em Zonas Uraníferas e ao Movimento Urânio em Nisa Não, aderentes do proTEJO, quanto ao pedido de encerramento da central nuclear de Almaraz por já ter excedido o período de funcionamento previsto e representar um risco de contaminação das águas do rio Tejo;
d) A Associação proTEJO será constituída até Novembro de 2011 e estatuída da sua forma legal apresentará as alegações ao projecto de Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo.

quinta-feira, 24 de março de 2011

POR UM TEJO VIVO E NÃO RADIOACTIVO - CRÓNICA "CÁ POR CAUSAS" - JORNAL A BARCA - 24 DE MARÇO DE 2011

Na Europa encontram-se em funcionamento um terço das centrais nucleares do mundo (149 - 34%), que produzem uma equivalente proporção da geração da energia eléctrica neste continente (38%) e da produção de energia nuclear mundial (38%), predominantemente localizadas na França, Reino Unido e Alemanha.
O acidente de Fukushima, Japão, veio relembrar que os perigos da energia nuclear na Europa e na península ibérica com diversas organizações portuguesas e espanholas a reclamarem mais uma vez o encerramento de todas as centrais nucleares em Espanha (10 reactores nucleares), que foram construídas apesar das fortes mobilizações antinucleares.
A 15 de Março de 1976, Portugal disse não ao Nuclear em Ferrel, no concelho de Peniche, localidade situada numa zona de sismicidade elevada, graças à população que se insurgiu contra a construção de uma central nuclear na sua terra.
As águas do rio Tejo servem os sistemas de refrigeração das centrais nucleares espanholas de Trillo, através da barragem de La Ermita, e de Almaraz, na albufeira de Arrocampo.
A central nuclear José Cabrera até 2006 também se refrigerava com as suas águas na barragem de Zorita, tendo sido encerrada após 38 anos de actividade.
A central nuclear de Almaraz descarrega as águas de refrigeração dos seus dois reactores no rio Tejo, aumentando a radioactividade artificial do seu leito de acordo com o Instituto Tecnológico e Nuclear, apenas a sete quilómetros do Parque Nacional de Monfrague e a cento e dez quilómetros do Parque Nacional do Tejo Internacional, em território português, locais onde se alimentam as cegonhas negras, as águias imperiais e os abutres negros.
Em Outubro de 2010, realizou-se uma Conferência Internacional de Risco Tecnológico Nuclear que incidiu sobre um cenário de terramoto na zona de Almaraz aportando riscos de acidente nuclear e de inundação que adviria do rebentamento da barragem de Vadecañas e do consequente galgamento da Barragem de Cedilho, provocando inundações desde Vila Velha de Rodão até à Barragem do Fratel, tendo ficado por saber se as barragens de Fratel e Belver aguentariam tais cargas.
Um eventual acidente nuclear levaria a um aumento da contaminação radiológica do rio Tejo entre as barragens do Alto Tejo português cujos efeitos se estenderiam até Lisboa visto que a água e o ar são os melhores condutores de radiação e o rio corre sempre na mesma direcção, para a foz.
Apenas seria possível garantir as medidas de protecção básicas à população como permanecer dentro dos edifícios, fechar todas as portas e janelas, desligar ventilações e lavar com água e sabão as vítimas contaminadas com radioactividade visto que o exército apenas dispunha de material de descontaminação para os seus elementos, motivo pelo qual o simulacro realizado em Novembro apenas testou a resposta da protecção civil aos riscos de inundação.
A inquietação que provoca esta insuficiência de meios de intervenção aumenta devido a outras lacunas, desde a ausência de planos de emergência para as várias cidades e regiões afectadas, apenas elaborados para a região de Castelo Branco, a escassa coordenação entre os organismos responsáveis e até à falta de informação dos cidadãos sobre estes riscos.
A Central de Almaraz iniciou o seu funcionamento em Outubro de 1981 tendo a mesma antiguidade que as centrais recentemente encerradas na Alemanha para avaliar a sua segurança e ponderar a sua continuidade em funcionamento.
Ao invés, o governo espanhol afirmou de forma peremptória que "as centrais em Espanha são seguras" mas "anunciou que vai ser realizada uma revisão dos sistemas em vigor, especialmente para lidar com cenários de catástrofes naturais".
O governo português afirmou que "Portugal estará, pelo menos, tão preparado como o Japão", enquanto o responsável do Comando Distrital de Operações de Socorro de Portalegre afirmou que "uma eventual explosão na central nuclear de Almaraz obrigaria à “progressiva” retirada da população da zona de Portalegre" e que outro passo “seria desenvolver um plano de descontaminação junto das pessoas e das águas do rio Tejo".
Afinal as centrais nucleares espanholas são ou não são seguras?
Existem ou não existem planos de emergência e meios de descontaminação?
Será este o momento de investir seriamente na investigação de energia alternativas e sem riscos para o bem-estar ambiental e humano?
Será que a lamentável tragédia do Japão é suficiente para a consciência de que a energia nuclear não é solução?
A única forma de garantir a segurança das populações é dizer não ao nuclear e optar por energias verdadeiramente limpas e seguras.
Por um Tejo sem radioactividade!
Paulo Constantino

quarta-feira, 23 de março de 2011

QUE MODELO DE DESENVOLVIMENTO? - XXI ENCONTRO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DE DEFESA DO AMBIENTE

O proTEJO - Movimento Pelo Tejo irá fazer uma apresentação no XXI - ENCONTRO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DE DEFESA DO AMBIENTE sobre o tema "Que Modelo de Desenvolvimento?".
O XXI Encontro Nacional das Associações de Defesa do Ambiente realiza-se este ano no Cartaxo, no dia 26 de Março de 2011.
Como é habitual, o encontro será temático, tendo a Assembleia Geral da Confederação considerado ser necessário retomar a discussão crítica do actual modelo de desenvolvimento, assim como desbravar alguns caminhos, porventura já trilhados, na senda dum desenvolvimento autenticamente sustentável e que não esqueça as dimensões da solidariedade e do bem-estar social.
O programa integra comunicações que abordam aspectos gerais e/ou programáticos do tema em debate, bem como as experiências/ lutas concretas, sejam elas exemplos para a construção de um desenvolvimento com sustentabilidade ou casos a que as ADA’s se opuseram e onde poderão ser analisadas as soluções alternativas que deveriam ter sido adoptadas.
Estão convidadas para este evento as ADA’s e outras organizações associativas com intervenção em matéria de desenvolvimento a apresentarem propostas de participação nos painéis acima referidos até 10 de Março.

terça-feira, 22 de março de 2011

DIA MUNDIAL DA ÁGUA E O ESTADO DOS RIOS PORTUGUESES

O Dia Mundial da Água, criado pela Organização das Nações Unidas, celebra este mesmo recurso que tem sido secundarizado nas preocupações da sociedade dos nossos tempos.
O consumo doméstico desregrado e a produção de bens alimentares contribuem para o aumento da "pegada hídrica", estando a de Portugal próxima dos EUA e ultrapassa países como a China.
Quanto aos nossos rios, as massas de água superficiais, a União Europeia pretende que todas alcancem um estado ecológico bom ou melhor que bom até 2015 como definido nos objectivos da Directiva Quadro da Água (2000/60/CE) e da Lei da Água 58/2005.
O bom estado ecológico é definido pelo pior dos estados “físico-químico” e “biológico”, ou seja, um estado no mínimo bom de indicadores físico-químicos e  biológicos (Macroinvertebrados, Ictiofauna (peixes), Vegetação aquática, Vegetação ripária) e hidromorfológicos (regime hidrológico, caudais ambientais, continuidade fluvial, condições morfológicas), por comparação com as condições de referência que seria desejável um determinado rio apresentar para um bom estado ecológico.
Os elementos biológicos assumem um papel preponderante na avaliação do estado ecológico, sendo as condições hidromorfológicos e as condições físico-químicas consideradas como elementos de suporte que condicionam e determinam as comunidades biológicas.
A degradação do estado dos rios portugueses é fácil de constatar quando apenas 39,5% das estações de monitorização comunicam uma qualidade "boa" ou "excelente" unicamente com base em indicadores fisico-quimicos de acordo com o Anuário de Qualidade da Água Superficial do INAG, ou seja, mais de 60% dos rios portugueses não tem um bom estado ecológico de acordo com os objectivos comunitários, sem considerar as maiores exigências de qualidade dos indicadores biológicos e hidromorfológicos. Apresenta ainda 8,6% de estações classificadas de "muito má" qualidade e 12,3% com "má".
Contudo não conhecemos ainda o estado ecológico das águas do Tejo devido ao atraso na publicação do seu Plano de Gestão da Região Hidrográfica, o qual esperamos que apresente as condições de referência e a respectiva avaliação do estado biológico e hidromorfológico das massas de água visto que apenas o seu bom estado garante a adequada conservação dos ecossistemas aquáticos e da sua biodiversidade.

SENSIBILIZAÇÃO DE DECISORES POLÍTICOS: "RECURSOS NATURAIS" NA SESSÃO DE OFICINAS DE TRABALHO DO CONGRESSO DISTRITAL DO PSD

Com a finalidade de alcançar uma mais ampla sensibilização e participação de todos os cidadãos da bacia do Tejo e o envolvimento transversal de todo o espectro social e político na defesa do Tejo, o proTEJO desenvolveu mais uma acção de sensibilização dos decisores políticos com a apresentação da intervenção deste movimento de cidadãos e organizações em defesa do Tejo aos participantes na Oficina de Trabalho sobre “Recursos Naturais” da 2ª Sessão de Oficinas de Trabalho do Congresso Distrital do PSD de Santarém, realizada no dia 19 de Março, no Cartaxo.