Somos um movimento de cidadania em defesa do Tejo denominado "Movimento Pelo Tejo" (abreviadamente proTEJO) que congrega todos os cidadãos e organizações da bacia do TEJO em Portugal, trocando experiências e informação, para que se consolidem e amplifiquem as distintas actuações de organização e mobilização social.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

VISITA AO VALE DO TIÉTAR - RIO TIÉTAR / SERRA DE GREDOS - VII CONGRESSO IBÉRICO

No nosso itinerário subimos até às encostas do maciço central de Gredobacia média do rio Tiétar.
A jornada decorreu inicialmente entre grandes fazendas de caça, povoadas de montados de azinheira com usos complementares cinegético e ganadeiro.
Cruzámos o principal afluente do Alberche na sua margem esquerda, o Guadyerbas, que é represado uns quilómetros mais adiante na barragem de Navalcan, uma barragem para abastecimento e rega.

Este território muito ondulado aos pés da Serra, que guarda grandes tesouros faunísticos, a águia imperial e outras numerosas rapazes, a cobreira, calçada, milhafres e abutres negros desenvolvem os seus voos por cima das nossas cabeças, também é território da Cegonha negra. 
Chegando à localidade de Candeleda cruzámos a Garganta de Santa María, para ver um dos sistemas fluviais mais característicos da Serra, as suas gargantas, com uma concentração de enormes bolas de grande potência que produzem espectaculares poças.
Ascendemos por alguma das estradas que vão pela meia encosta para entrarmos num dos melhores bosques de carvalho melojo de Espanha, a partir desta extraordinária massa florestal pudemos ver o amplo vale do Tiétar a nossos pés e a barragem de Rosarito, uma das duas barragens que prendem este rio sobre o qual existem actualmente propostas de novos desenvolvimentos.
Na volta viajámos pela M-501, que aqui serpenteia pela falda da montanha e atravessámos o rio Arbilla que junto à estrada forma uma espectacular cascata. Na viagem até Arenas de San Pedro, deixámos o bosque de carvalhos melojos e entrámos no dominio do pinheiro para resina, que tradicionalmente se explorou para diferentes usos nesta aldeia.
De volta a Talavera, descemos paralelos à Cañada Real Leonesa e voltámos a atravessar o Tiétar para nos despedirmos dele.
Guias:
Miguel Ángel Sánchez, Plataforma en Defensa de los Ríos Tajo y Alberche de Talavera de la Reina. Educador ambiental e autor de publicações sobre os rios de Castilla-La Mancha
Domingo Baeza, Universidad Autónoma de Madrid

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

"COMPREENDER A PAISAGEM CULTURAL DO TEJO E SEUS VALORES" - TAGUS UNIVERSALIS

Tagus Universalis – Associação
Encontro
“Compreender a paisagem cultural
do Tejo e os seus valores”
(Sociedade de Geografia de Lisboa, 19 de Fevereiro de 2011)
PROGRAMA
08h30 – Registo
(1) Abertura (09h00/09h30)
Primeiras palavras, Prof. cat. Luís Aires-Barros (Presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa).
”Da ideia da candidatura do Tejo ibérico à inscrição na Lista de Património Mundial da UNESCO”, Dr.ª Barbara Palomares (Presidente da Direção da Associação Tagus Universalis Espanha) (10 min).
”O roteiro para a fundamentação da candidatura do Tejo ibérico”, CAlm José Bastos Saldanha (Presidente da Direção da Associação Tagus Universalis Portugal) (10 min).
(2) Painel 1 – “A paisagem e o Tejo” (09h30/11h00)
Moderador, Prof. cat. Luís Aires-Barros (Presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa)].
“Tejo: Margens e Patrimónios”, Dr. Gonçalo Couceiro (Diretor do Instituto de Gestão do Património e Arquitectónico e Arqueológico) (15 min).
“O caso da paisagem cultural do Alto Douro Vinhateiro”, Prof doutor Fernando Bianchi-de-Aguiar (15 min).
“As unidades de paisagem no Tejo Português: contributo para a delimitação da paisagem cultural”, Prof. doutor Alexandre Cancela d’Abreu (15 min).
Debate e comentários conclusivos (30 min).
Intervalo (11h00/11h30)
(3) Painel 2 – “A água: o elemento essencial” (11h30/13h00)
Moderador, Prof. cat. Francisco Nunes Correia (docente do Instituto Superior Técnico).
“Desafios e respostas para enfrentar a escassez e a seca nas regiões hidrográficas luso-espanholas”, Eng. Adérito Mendes (Instituto da Água) (15 min).
”Gestão dos recursos hídricos na Região Hidrográfica do Tejo: dos conceitos à prática”, Eng.ª Simone Pio (Vice-presidente da ARH do Tejo) (15 min).
”Água e biodiversidade: a sustentabilidade ecossistémica do Tejo”, Dr. João Carlos Farinha (Diretor do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas de Zonas Húmidas do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade) (15 min).
Debate e comentários conclusivos (30 min).
Almoço (13h00/14h30)
(4) Painel 3 – “Tejo: Interação entre Natureza e comunidades” (14h30/17h00)
Moderador, Prof. doutor João Ferrão (ICS/UL).
”Tejo: a gestão dos recursos hídricos transfronteiriços”, Embaixador Gonçalo Santa Clara Gomes (Presidente da Comissão para Acompanhamento e Desenvolvimento da Convenção de Albufeira) (15 min).
”Como harmonizar os critérios de definição dos limites da paisagem cultural do Tejo com opções estratégicas de desenvolvimento das regiões do Centro, do Oeste e Vale do Tejo e do Alentejo?”, Dr.ª Vanda Nunes (Vice-Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo) (15 min).
”Visões do Tejo, visões para o Tejo; as paisagens fluviais, interfaces entre a natureza e as comunidades ribeirinhas”, Prof.ª doutora Graça Saraiva (docente da Faculdade de Arquitectura de Lisboa) (15 min).
“Paisagem cultural: o vínculo espiritual na conservação dos valores naturais do Tejo”, Eng. João Caninas (Associação de Estudos do Alto Tejo) (15 min).
”O uso milenar dos espaços agrícolas e florestais do Tejo e a requalificação sustentável da ruralidade, dos processos produtivos tradicionais e das artes e dos ofícios afins”, Eng. Eugénio Sequeira (Sociedade de Geografia de Lisboa) (15 min).
“O Tejo: lugar inquieto de memórias, identidades e culturas”, Dr. António Maia Nabais (Presidente da Associação dos Amigos do Tejo) (15 min).
”Que património do Tejo deixamos aos vindouros?”, Doutor Carlos Blazquez Herrero (Diretor da Acualis, S.L.) (20 min).
Debate e comentários conclusivos (30 min).
(5) Encerramento (17h00/17:15) ”O início da caminhada”, CAlm José Bastos Saldanha (Presidente da ATUP).
Palavras de encerramento, Prof. cat. Luís Aires-Barros (Presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa).

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A ÁGUA DE UM RIO É O ESPELHO DO HOMEM? - CRÓNICA "CÁ POR CAUSAS" - 17 DE FEVEREIRO DE 2010

O filósofo Ludwig Fewrback afirmou que “a água é o primeiro espelho do homem” no sentido de que reflecte a identidade e a verdade da acção do homem sobre a natureza.
Alguns defensores da água vão mais longe questionando a sustentabilidade do nosso modo de vida e do tratamento das águas do planeta ao afirmarem “se um rio é como um espelho que reflecte os valores e comportamentos da nossa sociedade, a nossa não vale o que bebe nem o que come, valendo talvez o que produz de sujidade, lixo e poluição...” (Dom Luiz Flávio Cappio - Bispo da Diocese de Barra, Bahia).
À semelhança de Narciso, o Homem rejeitou a paixão da ninfa Eco e foi amaldiçoado a apaixonar-se incontrolavelmente pelo consumo exagerado e desregrado que não sendo capaz de satisfazer em harmonia com a natureza por certo o conduzirá ao suicídio por exaustão dos solos, da floresta e da água, pela desertificação do planeta. O próprio slogan “salvar o planeta” denota uma cegueira de quem não assume que tem de agir para salvar a própria vida e a biodiversidade que nele habita.
Na verdade, a degradação do ar, floresta, solo e água irá prejudicar a qualidade destes recursos no futuro e conduzir a uma menor produtividade das diversas actividades económicas que destes dependem, que actualmente mantém práticas e níveis de produção insustentáveis face aos recursos disponíveis.
Quanto aos recursos hídricos, aos rios, ribeiras e aquíferos, o seu estado ecológico tem vindo a ser prejudicado por factores de diversa ordem, como sejam:
a) a menor capacidade de retenção da água nos solos devido à plantação de vegetação que facilita a evaporação (ex: eucalipto) em substituição de vegetação autóctone (ex: carvalho) que a dificultava;
b) a degradação da qualidade da água decorrente do insuficiente tratamento das águas residuais do consumo humano, da poluição produzida pelo excesso de fertilizantes químicos utilizados na agricultura intensiva, pelas descargas ilegais da indústria agro-alimentar e da pecuária, com especial responsabilidade das suiniculturas, e pelo aumento do número de barragens;
c) o esgotamento de aquíferos e a escassez de águas subterrâneas decorrente da sobre - exploração dos recursos hídricos pelo agricultura de regadio;
d) a redução dos caudais dos rios que são alimentados pelos aquíferos, desviados através de transvases para a irrigação de outras bacias e retidos por barragens que alteram o ciclo hidrológico e favorecem a evaporação;
e) a diminuição dos caudais que permite a subida da água do mar face ao recuo da água doce e a progressão da salinização dos solos com a consequente redução da superfície de terras disponíveis para a agricultura.
Os maltratos a que o rio Tejo está actualmente sujeito é um bom exemplo da cegueira e do desequilíbrio na exploração dos recursos hídricos, sendo também um espelho que reflecte a degradação dos seus afluentes.
O rio Tejo tem visto os seus caudais diminuídos até à secura devido à retenção de água nas barragens e ao seu desvio por transvases, enquanto os seus afluentes lhe têm vindo a transmitir uma acentuada carga de poluição gerada pelas descargas de efluentes das suiniculturas e da indústria agro-alimentar no rio Maior, de químicos da indústria dos curtumes no rio Alviela, de fertilizantes químicos excessivamente usados na agricultura intensiva, da indústria de óleos e de álcool no rio Almonda e das águas residuais de consumo humano (esgotos domésticos) sem adequado tratamento na ribeira de Santa Catarina, como em tantos outros dos afluentes da sua bacia.
E vocês? Já olharam bem para os rios, ribeiras e riachos da vossa terra?
Acham que o Tejo os merece?
Paulo Constantino

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A PLATAFORMA DE TALAVERA DENUNCIA QUE O MINISTERIO DO AMBIENTE PLANEIA O TRANSVASE DO JARAMA PARA A CABECEIRA DO TEJO

NOTA DE IMPRENSA DA
PLATAFORMA EM DEFESA DOS RIOS TEJO E ALBERCHE DE TALAVERA DE LA REINA
O Ministério do Ambiente está a planear o transvase de parte do Jarama até à cabeceira do Tejo, além de substituir os caudais ecológicos com águas residuais dos rios do norte de Madrid. E tudo isto fora do âmbito do novo processo de planeamento do Plano de Bacia do Tejo, actualmente pendente da consulta pública quanto ao projecto do novo plano.
Assim, pela porta das traseiras, o Ministério do Ambiente quer dar mais uma torcedela na cabeceira do Tejo, limitando ainda mais a água que sai de Entrepeñas e Buendía para o Tejo, que seria ainda mais reduzida, substituindo-se esses caudais, bem como as dotações de irrigação de Aranjuez, por águas residuais do Jarama. Desta forma, a água que passaria por Aranjuez, Toledo e Talavera de la Reina seria apenas do Jarama, voltado para montante. O Tejo fica para transvase.
Neste momento, encontra-se em consulta pública (até 3 de Março) a versão preliminar do Plano Nacional de Reutilização de Água, que pode ser acedido no seguinte endereço:
Nele expressa-se que o Tejo terá um volume reutilizado em 2009 de 15 hm3, para 289 hm3 depois de 2015, dos quais 53,36 hm3 serão utilizados na irrigação de Aranjuez; 64,99 hm3 no fornecimento de caudais ecológicos a Lozoya a jusante da barragem de El Atazar e 142,12 hm3 de necessidades ambientais. O que o Ministério pretende é a frankesteinarização do Tejo, impondo ao Macrossistema (o território da bacia, que abrange desde o nascimento até Talavera de la Reina), a gestão mais absoluta e aberrante, tudo com o objectivo de manter intransigentemente o Transvase Tejo - Segura. O que o Ministério tenta, fora de qualquer processo de planeamento e do modo mais retorcido, não é “reutilizar” a água, mas converter o Tejo no Jarama, separando definitivamente a cabeceira do resto do rio. Não contentes em destinar 80% da água da cabeceira do Tejo ao Transvase, querem chegar a 100%, não importa a que custo.
A operação de cirurgia hidráulica suporia um corte importante dos caudais que circulam em Toledo e Talavera de la Reina, que já são escassos. Por Aranjuez passaria o Jarama, como acontece agora, visto que nos mapas orçamentais se verifica que os gastos para aumentar a depuração são mínimos. Mas tanto em Talavera de la Reina como em Toledo, o caudal seria menor, uma vez que substituem os usos actuais das águas do Tejo (irrigação do troço Bolarque-Aranjuez), com a água do Jarama, e não devemos esquecer que actualmente chega a Aranjuez uma média de 18 m3/s do Jarama comparativamente com os 2-3 m3/s do Tejo. A solução não é, concerteza, converter o rio Tejo no Jarama, mas estabelecer um fluxo de caudal adequado das barragens de regulação da cabeceira do Tejo, Entrepeñas e Buendia, que não podem continuar por mais tempo como cabeceira do Segura.
A plataforma em defesa dos rios Tejo e Alberche de Talavera de la Reina solicita a mobilização de associações, de organizações de cidadãos e, especialmente, das cidades do Tejo, Aranjuez, Toledo e Talavera de la Reina. Apelamos aos Governos de Castilla-La Mancha e de Madrid que tomem medidas sobre o assunto. E sanidade ao Ministério do Ambiente, que retira do processo de planeamento do Plano de Bacia as questões mais importantes que incumbem ao Tejo, como sejam, o Transvase para o Segura, a falta de caudal circulante no trecho médio do próprio rio ou o transvase do Jarama. É uma vergonha que o Ministério do Ambiente queira manipular e enganar os cidadãos, com o único propósito de manter a gestão insustentável do Tejo e do Transvase Tejo-Segura.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

DESENVOLVER O TURISMO CULTURAL E DE NATUREZA NO TEJO IMPLICA CONQUISTAR UM EQUILÍBRIO ENTRE A CONSERVAÇÃO E EXPLORAÇÃO DA BACIA DO TEJO

O turismo local, de natureza e cultural, actividade em crescimento em toda a Europa, pode ser um motor de desenvolvimento das comunidades ribeirinhas se estas se interessarem pelos valores associados ao rio e os venham a preservar e a potenciar.
Na bacia do Tejo começamos a ter sinais de interesse e projectos de turismo cultural e de natureza que acreditamos irão captar as populações ribeirinhas para a conservação e defesa do Tejo, imperativo para garantir o equilíbrio entre a conservação e exploração do rio e dos seus ecossistemas.
Comunicamos um importante encontro promovido pelas Associações Tagus Universalis de Portugal e de Espanha “Compreender a paisagem cultural do Tejo e os seus valores”, com o apoio da Sociedade de Geografia de Lisboa (SGL) e da ARH do Tejo, que irá realizar-se na sede da SGL em 19 de Fevereiro de 2011, com início às 09h00.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A RESPOSTA DO "TAJO" ESPANHOL ENQUANTO ESPERAMOS PELAS VOZES EM DEFESA DO TEJO EM PORTUGAL

A resposta do "Tajo" espanhol não tardou a chegar pela voz do "Presidente da Câmara Municipal de Talavera de la Reina, José Francisco Rivas, que considera que os regantes do transvase Tejo-Segura "estão raivosos" porque sabem que "as coisas têm que mudar",  porque a actual situação de sobre exploração não é sustentável "de um ponto de vista minimamente racional" (EFE) - ABC.es.
E quando virão os políticos e os autarcas portugueses, a público e em força, levantar a voz para defender o Tejo e os seus afluente?
Até agora contam-se pelos dedos de uma mão aqueles que já o fizeram. 
Estarão à espera que os planos de gestão da bacia hidrográfica estejam concluídos e encerrados para a próxima década e prontos a sujeitarem-se aos mínimos da actual Convenção de Albufeira que já o presidente do INAG aqui confessou que se "os espanhóis só mantiverem os mínimos, estamos fritos"?
Apelamos a todos os responsáveis políticos e cidadãos portugueses para levantarem a voz e denunciarem a negociata que o Governo espanhol prepara com os regantes do transvase Tejo-Segura, exigindo caudais ambientais que garantam o bom estado ecológico das águas em toda a bacia do Tejo em Portugal e Espanha.
O Tejo merece que façam sentir a voz dos nossos egrégios avós!

As notícias em Espanha para vossa informação.

Por el Tajo y por Talavera - La Tribuna de Talavera
Opinión de Miguel Ángel Sánchez

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

VII CONGRESSO IBÉRICO DA FUNDAÇÃO NOVA CULTURA DA ÁGUA SOBRE O TEJO APONTADO COMO PERIGO E CRITICADO PELO SINDICATO DE REGANTES DO TRANSVASE TEJO - SEGURA

O Sindicato Central de Regantes do Transvase Tejo - Segura declara o seu receio perante um congresso científico que reune mais de 300 especialistas para debaterem a gestão e planeamento de recursos hídricos, com especial incidência na bacia do Tejo, e pede a demissão da Presidente da Confederação Hidrográfica do Tejo pelos anunciados erros no plano da bacia do Tejo.
Os donos do Transvase que escraviza o Tejo utilizam a via política para combater qualquer análise científica e técnica da gestão e planeamento da água na bacia do Tejo quer seja realizada por especialistas das universidades ou do Governo.
Um epitáfio ao conhecimento e um atentado à decisão informada na escolha de políticas que garantam a conservação e a sustentabilidade da exploração dos recursos hídricos.
Sendo um Congresso Ibérico porque é que apenas é criticado pelos regantes do Levante espanhol, donos do Transvase Tejo-Segura?
A resposta certa é o risco de evidenciar a insustentabilidade, técnica e política, do Transvase Tejo - Segura.

Qué es la FNCA? - Guada Verde

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

TEJO, ESCRAVO DE UM TRANSVASE PARA O LEVANTE ESPANHOL

Temos vindo a alertar para o incumprimento da Directiva Quadro da Água por ausência de coordenação entre Portugal e Espanha no seu processo de elaboração, facto recentemente confirmado pelos representantes de Portugal na Comissão para Aplicação e Desenvolvimento da Convenção de Albufeira, como foi aqui comunicado. 
Alertámos aqui para o facto dos anos de maior volume de água desviada pelo transvase para o Levante espanhol serem precisamente os anos em que se registou um incumprimento da Convenção de Albufeira e, consequentemente, se registou um impacto negativo na qualidade da água no Alto Tejo, nomeadamente, facto que terá contribuido para a perda da bandeira azul na praia fluvial do Alamal.
As recentes declarações da Directora-Geral da Água, Marta Morén, vêm tecer um futuro mais negro para os caudais do rio Tejo em Portugal ao afirmar que "o plano deverá garantir as necessidades futuras das Comunidades Autónomas e a aplicação da lei do transvase" e ao prever, nos próximos anos, o aumento dos volumes transvasados para o Levante espanhol para além dos 300 a 400 hectómetros, que representam a média dos últimos anos.
Confessa que os planos de gestão da região hidrográfica estão apenas subjugados ao interesse de "preservar as reservas da cabeceira do Tejo" para "garantir o Transvase Tejo-Segura" e que, com esta finalidade, o "Ministério do Meio Ambiente quer travar as medidas propostas pela Confederação Hidrográfica do Tejo" e corrigir as reservas estratégicas das barragens da cabeceira e as novas necessidades de recursos hídricos definidas pela própria CHT nas QSIGA espanholas, documento prévio de suporte à elaboração dos planos de gestão da bacia hidrográfica do Tejo.
Deixamos as notícias dos jornais espanhóis para vossa informação.

El Ministerio dice que corregirá la reserva para no castigar al Trasvase – Laverdad.es
05.02.2011 - M.B.B. / Murcia
El Plan del Tajo ya incluye una reserva estratégica de água – Laverdad.es
05.02.11 - Manuel Buitrago / Albacete
La CHT dificulta el trasvase con el aumento de las reservas en cabecera – ABC.es
07.02.2011 - M. Buitrago / Murcia
Los regantes murcianos apuntan a Castilla-La Mancha - – Laverdad.es
05.02.2011 – Albacete

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

ATRASO NA ELABORAÇÃO DOS PLANOS DE GESTÃO DA BACIAS HIDROGRÁFICAS OBRIGA A COMISSÃO EUROPEIA A LANÇAR ULTIMATO AO GOVERNO ESPANHOL

SEM NOTICIAS DOS PLANOS DE BACIA
El digitalcastillalamancha.es
27/01/2011
"A Comissão Europeia lançou nesta quinta-feira um ultimato para a Espanha para apresentar os planos de gestão das suas bacias hidrográficas, que Bruxelas considera essenciais para atingir o objectivo fixado pela União Europeia para alcançar uma boa qualidade das águas na UE até 2015 .
O prazo para a elaboração destes planos terminou em 22 de dezembro de 2009, mas Espanha apenas adoptou a «região hidrográfica da Catalunha", e outros 24 planos de gestão ainda estão pendentes, de acordo com Bruxelas.
O ultimato foi enviado através de um parecer fundamentado, a segunda etapa do procedimento de infracção. Se, no prazo de dois meses, as autoridades espanholas não tiverem concluído os planos, o executivo comunitário poderá levar o caso ao Tribunal de Justiça no Luxemburgo."

A ARTE DA PINTURA E DA NAVEGAÇÃO DAS EMBARCAÇÕES TÍPICAS DO TEJO

Rostos Online 02.02.2011
Câmara promove Curso de Pinturas Tradicionais em Embarcações
As decorações típicas que embelezam os barcos do concelho da Moita, com paisagens, cenas religiosas, tradições tauromáquicas, números, letras e flores, de cores garridas, distinguem-nas de todas as outras embarcações que cruzam as águas do Tejo.
É uma arte que importa preservar e transmitir às novas gerações e, por isso, a Câmara Municipal da Moita vai promover, pela primeira vez, um Curso de Pinturas Tradicionais em Embarcações, com início marcado já para 11 de Fevereiro.
Dirigido a todos os interessados por esta arte popular, o Curso de Pinturas Tradicionais em Embarcações vai decorrer às sextas-feiras, entre as 18:30h e as 20:30h, nos meses de Fevereiro, Março, Abril, Maio e Junho, na Associação Naval Sarilhense, em Sarilhos Pequenos.
As inscrições, no valor de 5 euros, podem ser efectuadas na Divisão de Cultura da Câmara Municipal da Moita, através do T: 210817010 ou do email: div.cultural@mail.cm-moita.pt.
Marinha participa na Nauticampo - Rostos Online - 02.02.2011
Embarcações da Marinha do Tejo em Exposição na Marina do Parque das Nações
Fica o convite visite o stand da MARINHA, A MARINHA DOS PORTUGUESES, na NAUTICAMPO, ja este fim de semana, dias 4,5 e 6 de Fevereiro.
E, entretanto, passe pela Marina do Parque das Nacoes e pode ser que consiga dar um passeio, tanto no sabado como no domingo, numa das tres canoas da Marinha do Tejo - "ANA PAULA, "QUIM ZE", "SALVARAM-ME" - que lá estão em exposicão.

Também a ANMPN, em articulação com a Marinha do Tejo, Nauticampo e Marina do Parque das Nações, vai proporcionar passeios em Canoas Típicas do Tejo. As Canoas da Marinha do Tejo "Ana Paula", "Salvaram-me" e "QuimZé" já se encontram em Exposição na Marina do Parque das Nações, e os passeios terão lugar no fim-de-semana de 5 e 6 de Fevereiro, entre as 10:00 e as 17:00.
Para se inscrever nos passeios (gratuitos) em Canoas Típicas do pólo vivo do Museu de Marinha, envie um email para info@apaett.pt com a ficha de inscrição cujo download poderá fazer abaixo. Em alternativa, poderá contactar o Stand da Marinha do Tejo na Nauticampo (Stand 1F02A -no Pavilhão 1) ou a recepção da Marina do Parque das Nações.